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História » 1912
V Jogos Olímpicos
1912 - Estocolmo (Suécia)
Da Redação
Os Jogos Olímpicos já podiam ser considerados uma realidade. Após 1906 e 1908, o risco de o evento desaparecer pelos equívocos de seus próprios organizadores era mínimo. Até porque já se havia aprendido com as edições anteriores. Em 1912, o evento foi para Estocolmo.
Os organizadores suecos trataram de fazer um evento que, para os padrões da época, foi considerado impecável. Construíram um estádio para 22 mil pessoas -inclusive com pista de atletismo dividida por raias-, permitiram arbitragens imparciais e instituíram a cronometragem eletrônica e o photo-finish. Além disso, os suecos ajudaram a criar o pentatlo moderno, modalidade que deveria mostrar o atleta perfeito na visão do Barão de Coubertin.
Executar tudo isso não foi fácil. O mundo estava extremamente instável, já sentindo a chegada da Primeira Guerra Mundial. Alemães trocavam farpas com franceses e ingleses, o império Austro-Húngaro não engoliu bem o fato de a Boêmia -hoje uma região da República Tcheca, em 1912 uma parte do império de Habsburgo- ter enviado uma delegação própria e a Rússia czarista desaprovou a presença da Finlândia, um território russo até a Revolução Bolchevista de 1917.
Mas o mais importante dos Jogos de Estocolmo não foi a organização e sim, os atletas. Pela primeira vez surgiram verdadeiras lendas olímpicas. Sem dúvida, a maior de todas foi Jim Thorpe. De origem indígena, o norte-americano conquistou o ouro no decatlo e no pentatlo (nenhuma ligação com o pentatlo moderno).
Mas as conquistas de Thorpe se limitaram às Olimpíadas de 1912. O mesmo não ocorreu com outra grande figura daquele evento, Hannes Kolehmainen. O atleta iniciou uma linhagem de grandes fundistas finlandeses. De fato, o gelado país europeu dominaria as provas entre os 1.500 m e a maratona por mais de 20 anos.
Outra estrela daqueles jogos foi mais um nativo do território norte-americano. Não era indígena como Thorpe, mas integrante da simbólica família real havaiana. Duke Paoa Kahanamoku dominou as provas adotando o rápido e até então pouco conhecido estilo crawl.
De negativo, ficou marcada a morte do português Francisco Lázaro, por desidratação e colapso cardíaco durante a maratona. Foi a única morte por causas naturais em uma prova olímpica. Mais lamentável ainda foi o fato de alguns dos atletas que disputaram os Jogos de Estocolmo virem a morrer em combate na Primeira Guerra Mundial, iniciada em 1914.
Quadro de medalhas:
| PAÍS |
OURO |
PRATA |
BRONZE |
| 1. Estados Unidos |
25 |
19 |
19 |
| 2. Suécia |
24 |
24 |
17 |
| 3. Grã-Bretanha |
10 |
15 |
16 |
| 4. Finlândia |
9 |
8 |
9 |
| 5. França |
7 |
4 |
3 |
| 6. Alemanha |
5 |
13 |
7 |
| 7. África do Sul |
4 |
2 |
0 |
| 8. Noruega |
4 |
1 |
4 |
| 9. Hungria |
3 |
2 |
3 |
| 10. Canadá |
3 |
2 |
3 |
| 11. Itália |
3 |
1 |
2 |
| 12. Australásia (Austrália + N. Zelândia) |
2 |
2 |
3 |
| 13. Bélgica |
2 |
1 |
3 |
| 14. Dinamarca |
1 |
6 |
5 |
| 15. Grécia |
1 |
0 |
1 |
| 16. Rússia |
0 |
2 |
3 |
| 17. Áustria |
0 |
2 |
2 |
| 18. Holanda |
0 |
0 |
3 |
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