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As chances do Brasil
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Ginástica artística
A maior aposta brasileira em Atenas é Daiane dos Santos, a pequena gaúcha que colocou definitivamente o Brasil no mapa da ginástica artística. Para a prova de solo nas Olimpíadas, Daiane promete coreografia e saltos novos, mas tudo ensaiado com muito suspense e mistério. A única pista é a música, que será Brasileirinho. Danielle Hypólito também está em ótima fase e pode alcançar o pódio. As ginastas romenas não deixaram de ser grandes adversárias, mas sem dúvida, não representam mais os temíveis obstáculos de outras épocas. As chances de uma medalha de ouro são todas do Brasil de Daiane.
Ginástica rítmica
Há boas possibilidades do conjunto brasileiro melhorar a oitava colocação de Sydney, que foi a estréia da GRD brasileira em Olimpíadas. Nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo, as meninas conquistaram três medalhas de ouro, que serviram como estímulo e otimismo para Atenas. Um pódio brasileiro é muito difícil. As russas são as favoritas absolutas para conquistar o ouro.
Handebol
As seleções masculina e feminina de handebol entram em quadra na Grécia sem aspirações de ganhar medalhas, mas com o objetivo de melhorar as posições obtidas em Olimpíadas anteriores.A equipe feminina busca ir além do oitavo lugar conquistado em Sydney-2000. A quinta ou sexta colocação já agrada a comissão técnica. Na primeira fase, as brasileiras enfrentarão Hungria, Ucrânia, Grécia e China, podendo ficar com a terceira colocação da chave, atrás apenas de húngaras e ucranianas.
No masculino, a situação é um pouco mais complicada. O grupo do Brasil na fase inicial é composto por três das melhores seleções do mundo (Alemanha, França e Hungria) e, assim, os brasileiros terão de lutar pelo quarto lugar com Grécia e Egito. Se terminarem entre os dez melhores na Olímpiada, os brasileiros já terão melhorado os desempenhos de Barcelona-92 (12º) e Atlanta-96 (11º). O handebol masculino do Brasil não foi aos Jogos de Sydney.
Judô
O judô brasileiro é uma aposta tradicional. Foi considerada uma grande zebra a ausência de medalhas da modalidade em Sydney-2000, já que o Brasil havia ganhado medalhas no judô em quatro Olimpíadas consecutivas, entre as quais os ouros inesquecíveis de Aurélio Miguel, em 88, e de Rogério Sampaio, em 92. Para esta edição as apostas continuam. Judocas conceituados representam o país, mas encontram as também tradicionais pedreiras: Japão e Coréia. Carlos Honorato e Henrique Guimarães buscam o segundo pódio olímpico de suas carreiras. No feminino, Vânia Ishii e Edinanci Silva têm boas chances de chegar ao pódio.
Luta livre
Antoine Jaoude será o único representante brasileiro de luta livre nas Olímpiadas de Atenas. Classificado através do ranking mundial, ele encerra o jejum de 12 anos sem participação do Brasil nos Jogos. Jaoude disputará a categoria até 96kg e não deve brigar por um lugar no pódio, mas sua participação já é considerada um grande feito para a luta livre brasileira.
Nado sincronizado
As gêmeas Isabela e Carolina de Moraes vão disputar pela segunda vez uma Olimpíada e, novamente competem somente no dueto. As brasileiras vão encarar outras 23 duplas e um lugar entre as dez primeiras classificadas já seria considerado um excelente resultado para o Brasil. As chances de medalhas são pequenas. Na categoria conjunto, o Brasil não enviou representantes ao Pré-Olímpico e está fora dos Jogos.
Natação
Em Atenas, a equipe brasileira de natação deve brigar por medalhas em poucas provas. A grande esperança é o revezamento 4x100m livre masculino, que conquistou o bronze em Sydney-2000. Gustavo Borges, nos 100m livre, e Fernando Scherer, nos 50m livre, também têm possibilidades de brigar por medalhas, mas terão de passar por cima de grandes nomes como Ian Thorpe (AUS), Alexander Popov (RUS), Michael Phelps (USA) e Peter Van den Hoogenband (HOL). (M.M)
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