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As chances do Brasil

Por Maristella Mattos*

[ Atletismo a futebol - Ginástica à natação - Pentatlo a vôlei de praia ]

Atletismo
Depois de vinte anos, o atletismo brasileiro pode voltar a ganhar uma medalha de ouro em Olimpíadas (a última foi em Los Angeles-84, com Joaquim Cruz, nos 800m). A equipe do revezamento 4x100m é uma das favoritas, tendo como grande adversário o quarteto dos Estados Unidos. Em Sydney-2000, os americanos ficaram com o ouro e os brasileiros com a prata. Outras medalhas podem vir na maratona, que é sempre uma incógnita em Jogos Olímpicos, e no salto triplo, prova em que Jadel Gregório pode surpreender e subir ao pódio.

Basquete
A seleção feminina de basquete busca em Atenas sua terceira medalha olímpica consecutiva. Depois de ganhar a prata em Atlanta-96 e o bronze em Sydney-2000, o Brasil entra em quadra na Grécia com boas chances de subir novamente ao pódio.

Os grandes adversários das brasileiras são Estados Unidos, Rússia e Austrália (as duas últimas seleções estão no grupo do Brasil na primeira fase, que ainda conta com Japão, Nigéria e Grécia). As norte-americanas são as grandes favoritas para ficar com a medalha de ouro, mas o Brasil tem condições de, pelo menos, disputar a final olímpica.

Boxe
A única medalha que o Brasil conquistou em Olimpíadas veio dos pulsos de Servílio de Oliveira, nos Jogos de 1968. Desde então, a trajetória brasileira no boxe não sofreu mudanças. Chances de medalhas são muito poucas e, serão uma grata surpresa ao país se vierem. Como sempre, os favoritos são os cubanos e norte-americanos, que devem subir ao pódio.

Canoagem
São quatro provas e dois brasileiros em Atenas na canoagem. Os atletas que representam o país nos Jogos formam a dupla de Sebastian's: o experiente Cuattrin e o estreante Szubski. Cuattrin obteve vaga nas quatro provas, já Szubski participa apenas nas de K-2, onde faz par com Cuattrin. O Brasil tem mais chances de obter um bom desempenho nessas provas de velocidade, já que é a especialidade dos competidores. As chances de medalha são difíceis, mas a dupla pode surpreender.

Ciclismo
O ciclismo brasileiro nunca teve muita tradição em Olimpíadas (a melhor colocação foi um quinto lugar em Roma-60) e em Atenas não devemos brigar por medalhas.

No entanto, Jacqueline Mourão, na categoria mountain bike, tem chances de terminar entre as dez primeiras colocadas. Murilo Fischer, na prova de estrada, também pode surpreender, pois ganhou o último Mundial B.

Esgrima
O Brasil conseguiu três vagas para a esgrima. No florete, o país conseguiu a classificação somente no feminino, mas no sabre haverá um representante para os homens e outra para as mulheres. Praticamente não existem chances de medalha, já que os competidores mais fortes são os norte-americanos e europeus, que têm forte tradição olímpica nesta modalidade. Mas a meta possível é atingir uma colocação entre os 20 primeiros classificados.

Futebol
Depois de muita polêmica para a indicação da comissão técnica, Renê Simões assumiu o comando da seleção feminina de futebol e tentará levar as brasileiras a uma inédita medalha olímpica. Mas, para que o sonho se torne realidade, o Brasil terá de superar grandes equipes. Alemanha (atual campeã mundial), Estados Unidos, China e Suécia são os mais fortes candidatos na briga por medalhas.

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(*) Maristela Mattos é ex-repórter do Diário Lance! e aposta todas as fichas no"Brasileirinho" de Daiane dos Santos e em Bernardinho. Mas queria mesmo é uma medalha no basquete.



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