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Basquete
Da Redação

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Faltavam apenas três segundos para o final de uma das semifinais do basquete masculino das Olimpíadas de Sydney. Os Estados Unidos, com mais uma versão do Dream Team de estrelas da NBA, estavam na defesa, esperando o último ataque da Lituânia. No intervalo, a diferença era de 12 pontos, mas os bálticos se aproximaram no segundo tempo e, naqueles instantes finais, perderam por apenas dois pontos. Um arremesso certeiro determinaria a histórica derrota dos profissionais norte-americanos.

Foi um tiro desequilibrado da linha de três pontos. A bola foi longe da cesta e os Estados Unidos venceram por apertados 85 a 83. O “estrago” psicológico, porém, estava feito. Desde aquele momento o mundo percebeu que não era impossível vencer o time norte-americano no basquete. Na final, a França também ameaçou, mas ficou com a prata ao perder por 85 a 75.

Só os norte-americanos viram aquela semifinal como acidente. No mundial de basquete masculino de 2002, em Indianápolis, os Estados Unidos chamaram jogadores de nível intermediário da NBA. Deveria ser o suficiente para garantir o título em casa. Mas foram batidos por Argentina, Iugoslávia e Espanha e terminaram em uma humilhante 6ª posição. Aí sim, resolveram acordar. Para Atenas, os Estados Unidos pretendem levar novamente a elite da NBA. O que, como já foi visto em Sydney, não é garantia de ouro.

Essa será uma das grandes atrações do basquete nos Jogos desse ano. O mundo do basquete tem a sensação de que, em breve, a seleção norte-americana perderá. Por isso, é bom ficar atento, pois esse feito pode ser alcançado em Atenas e será sortudo o torcedor que estiver diante da televisão nesse momento.

Mesmo com essa expectativa, os Estados Unidos ainda são favoritos para manter uma hegemonia histórica. Das 15 edições do basquete olímpico, os norte-americanos levaram o ouro em 12, sendo sete consecutivas (entre 1936, quando o esporte estreou, e 1968). A série só foi interrompida em uma polêmica final contra a União Soviética, com vitória dos europeus por 51 a 50. Sempre lembrando que apenas em 1992 os profissionais da NBA puderam participar dos Jogos.

Entre as mulheres, o domínio dos norte-americanos nunca foi muito grande. Pelo contrário. Com a criação da WNBA em meados dos anos 90, a seleção feminina dos Estados Unidos deu um enorme salto de qualidade, se tornando quase imbatível desde então. A única rival a altura nos últimos anos tem sido a Austrália.

Regras
As regras do basquete já são bastante difundidas. Dois times de cinco jogadores tentam colocar a bola e uma cesta colocada a 3,05 m de altura na linha de fundo da quadra adversária. Arremessos feitos a mais de 6,25 m de distância da cesta valem três pontos. Os demais valem dois. Se um jogador sofre uma falta, seu time tem direito a uma cobrança de lateral. Se a falta for cometida quando o atacante estiver tentando um arremesso ou a equipe que defende já tiver cometido mais de seis faltas coletivas, a falta é transformada em lances livres, arremessos a 5,8 m de distância que valem um ponto. Todas as medidas da quadra são iguais para homens e mulheres.

Para tornar o jogo mais dinâmico, cada equipe tem apenas 30 segundos entre o momento em que obtém a posse da bola e o arremesso. Caso a bola toque no aro de 45 cm de diâmetro e o ataque a recupere no rebote, o tempo é zerado. Cada partida é dividida em quatro quartos de 10 minutos, sendo que o segundo intervalo é mais longo que os demais.

 



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