Registros de lutas com espadas para fins esportivos/recreativos foram encontrados até no Antigo Egito. Mas a esgrima atual é descendente direta dos duelos de espadachins europeus. Alemães, espanhóis, franceses e italianos reivindicam a criação da modalidade esportiva, mas, independentemente disso, é inegável que o país de maior influência é a França, a ponto de armas e movimentos terem nomes na língua de Camus.
Curiosamente, foi o primeiro esporte a ter profissionais em Jogos Olímpicos. A importância e nobreza da modalidade era tão grande que, em 1896 e 1900, havia categorias para “mestres de esgrimas”, todos profissionais desse esporte.
Entender a esgrima não é tão complicado. É o único esporte de combate sem divisão por peso. Sinal de como as características físicas do esgrimista não são tão importantes quanto sua técnica.
O que pauta a separação das categorias é a arma utilizada. A espada tem origem na espada de duelos, tem 110 cm de comprimento (90 de lâmina) e pesa 770 g. Os pontos são contados sempre que a ponta da arma toca o corpo do adversário. O florete surgiu como arma de treinamento e, ainda que tenha as mesmas dimensões da espada, é mais leve (500 g) e flexível. Nos combates com essa arma, só valem toques no tronco. O sabre é derivado das espadas de cavalaria e é mais curta (105 cm de comprimento, sendo 88 de lâmina). Contam pontos toques com qualquer parte da arma, desde que acima da cintura. Apenas as equipes de sabre e florete são exclusivamente masculinas.
Os combates são realizados em pistas de 14 m de comprimento e 1,5 m de largura. Nas competições individuais, são duelos eliminatórios simples, com os vencedores prosseguindo até se chegar aos finalistas. Vence o esgrimista que marcar 15 pontos ou tiver mais toques a favor após três assaltos de três minutos. Por equipes, vence o time (cada país conta com três atletas) que, após confrontos um contra um, atingir 45 pontos.
A evolução tecnológica não se refletiu muito no tradicional esporte. Veio apenas como forma de facilitar o trabalho dos juízes e de dar mais segurança aos competidores. As armas são conectadas por fio e sensores indicam para os árbitros sempre que houver um toque. Antes disso, os pontos dependiam das indicações dos próprios esgrimistas ou da observação dos juízes. O capacete também mudou, com visor resistente que permite que os torcedores vejam as expressões faciais dos atletas sem diminuir a segurança. Antes era uma trama metálica quase fechada, protegendo (e escondendo) o rosto dos combatentes. |