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Handebol
Da Redação

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No Brasil, até hoje há os que pensam no handebol como “o futebol com as mãos”. Injusto, pois o esporte tem regras bastante diferentes e, em vários países, conta com popularidade suficiente para viver com autonomia. Mas, com a melhora do nível técnico das seleções brasileiras masculina e feminina e a disseminação da modalidade em aulas de educação física nas escolas, o handebol já é mais bem compreendido por aqui.

A própria história derruba um pouco a idéia do futebol manual, pois há registros de modalidades com características semelhantes às do handebol na Grécia helenística de Alexandre, o Grande. Porém, o surgimento efetivo do esporte é mais recente. Dois países brigam pelo título de inventor do handebol. Os alemães argumentam que criaram o jogo como desenvolvimento de uma atividade para o treinamento de ginastas. Os dinamarqueses dizem que Fredrik Knudsen foi o responsável por definir as regras da modalidade como é hoje.

No início, havia dois tipos de handebol. Um era jogado em campos e tinha equipes de 11 jogadores, assemelhando-se de fato ao futebol. Essa modalidade foi disputada nas Olimpíadas de 1936 e ainda existe, mas cai em desuso. O handebol propriamente dito é praticado em quadras fechadas, com 40 x 20 m, times de sete atletas e partidas com dois tempos de 30 minutos cada.

Como no basquete, os jogadores só podem progredir com a bola se a fazerem pingar no chão. Essa regra evita que um jogador agarre o esférico e corra em direção à meta adversária, só parando à força. A área só pode ser pisada pelo goleiro, o que obriga os atacantes a atirar de longe ou tentar penetrar “voando”. Para proteger ainda mais o arqueiro, não há escanteios como o futebol. Se a bola sai pela linha de fundo, independentemente de quem a tocou pela última vez, a reposição é do goleiro.

Esse resguardo do goleiro deixa os lances ofensivos com uma característica própria. Os defensores tentam armar uma verdadeira barreira na linha da área para obrigar os atacantes a ficarem mais distantes do gol. Com isso, o ataque troca passes constantemente na busca por uma brecha nessa linha defensiva, o que pode ser suficiente para o arremate ou a penetração.

Em alguns momentos, se torna um jogo com grande contato físico, pois os atacantes se chocam constantemente com os defensores. Caso algum defensor desequilibre o atacante no momento do arremate, é marcada falta em “tiro de 7 m”, uma espécie de pênalti do handebol.

Outra regra interessante é a proibição de o time que detém a posse de bola trocar passes sem objetividade. A marcação dessa falta é subjetiva, mas impede que uma equipe com vantagem no marcador troque passes na intermediária infinitamente até o tempo de jogo acabar.

 



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