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Hipismo
Da Redação

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É o único esporte olímpico com a atuação de animais desde que o tiro excluiu a prova em que se usava um pombo vivo como alvo em 1904. E também é um raro esporte em que homens e mulheres disputam sem separação de categorias. No hipismo, cavalo e cavaleiro/amazona formam uma equipe, pois o desempenho é do conjunto, como se fosse um esporte coletivo. Até os Jogos de 1948, apenas militares podiam disputar a equitação olímpica. A abertura para civis não descaracterizou o esporte.

Atualmente, são disputadas três provas. O adestramento valoriza o lado artístico. O cavalo deve realizar -sem estímulo do montador- três rotinas, as duas primeiras com movimentos obrigatórios e a última livre, com música acompanhando a coreografia. Os árbitros dão notas de acordo com a harmonia do conjunto, a segurança do ginete em suas reações, precisão dos movimentos e até a postura do animal.

O concurso de saltos -também chamado de Prêmio das Nações- é o mais emocionante, até porque o Brasil tem reais chances de medalhas (foi bronze por equipes nos dois últimos Jogos). Os conjuntos devem passar por três percursos de 15 obstáculos cada. Após dois primeiros, são somados os pontos para a competição por equipes. Cada cavaleiro permanece com suas marcas e, no terceiro dia, define-se o campeão individual. Essa prova deve ser transmitida pela televisão brasileira e vale uma conferida.

Os percursos têm tempos mínimos estipulados pelos organizadores de acordo com a extensão e a dificuldade dos obstáculos. Os conjuntos podem perder pontos por derrubar uma barreira, errar a ordem dos obstáculos, se o cavalo se recusar a saltar (como ocorreu com Rodrigo Pessoa nos Jogos de Sydney) ou se o tempo expirar. Ao final, o conjunto com menos pontos perdidos é campeão. Em caso de igualdade entre dois ou mais concorrentes, monta-se um quarto percurso apenas para desempate.

Os obstáculos são de altura e desenhos variados, como paredes de pedras, cercas e muros, e podem ser dispostos em distâncias variáveis. Em teoria, o maior desafio para os conjuntos é passar incólume pelo triplo, sequência de três barreiras colocadas próximas uma da outra. Nessa prova também é importante a harmonia entre homem e cavalo. Alguns animais esbanjam força e conseguem saltar alto, mas podem ter dificuldade em dosar energias ou fazer a aproximação adequada do obstáculo para saltar no momento certo.

A última competição é o Concurso Completo de Equitação (CCE) ou Evento dos Três Dias. Em teoria, ela indica o conjunto mais completo das Olimpíadas. No primeiro dia, os conjuntos participam de uma prova de saltos. No segundo, de adestramento. O último dia é para a corrida cross country, na qual o conjunto deve passar por um misto de corrida o campo e obstáculos. Extremamente difícil, esta prova desgasta não só o animal como também o ginete.

 



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