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A luta olímpica é, muitas vezes, chamada de luta greco-romana. Na realidade, a modalidade é separada em duas classes, de acordo com os tipos de golpes permitidos. Uma, de fato, é a greco-romana. A outra é o estilo livre, ou luta livre. Os que não conhecem bem o esporte podem até se confundir ao assistir um combate, porém, as diferenças são profundas a ponto de alguns países só terem atletas de ponta em um dos estilos.
A origem da luta é controversa. Em teoria, o estilo greco-romano foi criado no século 19, na Europa, como recuperação de uma modalidade praticada na Grécia Antiga. Tanto que muitos consideram a luta greco-romana o esporte mais antigo ainda praticado. No entanto, alguns pesquisadores afirmam que a referência à Antiguidade foi apenas uma homenagem aos valores clássicos, em moda na Europa do século retrasado.
De qualquer maneira, a luta greco-romana surgiu na Europa continental como um tipo de combate em que eram proibidos golpes com as pernas ou que atingissem abaixo da linha da cintura do oponente. Com isso, atirar o adversário ao solo e aplicar chaves de pescoço são golpes comuns.
Porém, essas regras não se popularizavam nos países de língua inglesa, que praticavam uma luta parecida, mas com a possibilidade de usar as pernas durante o combate. Esse estilo se consolidou nos Estados Unidos e recebeu o nome de “catch-as-catch-can”, ou luta livre. Nesse estilo, os combates no solo são comuns, com presença mais marcante de golpes como tesouras.
Por causa da origem, os Estados Unidos só conseguem ser competitivos na luta livre, rivalizando com Rússia, Turquia e Irã (onde é considerado esporte nacional e até tem o apoio dos aiatolás, pouco felizes com a popularização do futebol). Na greco-romana, o domínio é de países do Leste Europeu e da Alemanha.
Mas há pontos em comum nos dois estilos além dos uniformes vermelho e azul (cada lutador deve usar roupa com uma dessas cores). Não são permitidas torções de braço ou pernas, mordidas, puxões de cabelo ou orelhas ou chegar suado (e, consequentemente, com o corpo escorregadio) para o combate. Os pontos são computados por aplicar golpes válidos, expor o adversário, se colocar em posição de vantagem ou escapar de um golpe.
A divisão de categorias, como em todos os esportes de luta nas olimpíadas, se dá por peso do atleta e, para os homens, é idêntica na luta livre e na greco-romana: até 55 kg, de 55 a 60 kg, de 60 a 66 kg, de 66 a 74 kg, de 74 a 84 kg, de 84 a 96 kg e de 96 a 120 kg. Pela primeira vez na história olímpica haverá participação feminina na luta, com quatro categorias no estilo livre: até 48 kg, de 48 a 55 kg, de 55 a 63 kg e de 63 a 72 kg. |