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Saltos ornamentais
Da Redação

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Diferentemente do que se pode pensar, os saltos ornamentais não têm origem direta na natação. A idéia de saltar na água de forma acrobática surgiu do treinamento de ginastas alemães e suecos a partir do século 18. Durante muito tempo, a modalidade era praticada predominantemente como espetáculo. As primeiras competições surgiram apenas em 1883, na Inglaterra. O sucesso de tais eventos motivou a criação da Associação Amadora de Saltos em 1901. Três anos depois, os saltos ornamentais já faziam parte das Olimpíadas.

Desde então, não mudou quase nada. Algumas provas foram incorporadas e, em 1928, já se tinha o programa de saltos ornamentais que durou até 1996, com plataforma de 10 m e trampolim de 3 m para homens e mulheres. A primeira novidade em 80 anos ocorreu em Sydney-2000, com a introdução do salto sincronizado masculino e feminino em plataforma e trampolim.

Além da altura, há poucas diferenças entre plataforma e trampolim. A primeira é normalmente feita de concreto com piso antiderrapante, permitindo saltos em que o atleta fica estático antes da saída. A segunda é uma tábua de madeira flexível e resistente dando chance que o atleta pegue impulso para saltar ganhar altura no salto.

No mais, a fórmula de disputa é a mesma. Um dia antes da competição, todos os atletas devem entregar à organização a lista de saltos que serão realizados. Só podem ser indicados saltos reconhecidos pela Fina (Federação Internacional de Natação Amadora). As acrobacias se dividem em seis grupos: frente, trás, pontapé, revirado, parafuso e equilíbrio, sendo esse último apenas na plataforma.

Cada salto tem um grau de dificuldade e tem um coeficiente -de 1,2 a 3,5- que é multiplicado pela nota. Assim, acrobacias mais complexas (e com maior possibilidade de imperfeição na execução) têm peso maior que saltos simples. Essa regra faz com que saltos difíceis com execução boa sejam mais importantes que saltos fáceis realizados com perfeição, impedindo que os competidores tenham posturas pouco ousadas.

As notas -de 0 a 10- são dadas de acordo com andada (no caso do trampolim), pulo para a ponta (novamente para o trampolim), firmeza e estabilidade (para saltos de equilíbrio na plataforma), altura da saída, execução e entrada na água (essa deve ser vertical e sem espirrar muito). Além da beleza, é importante que o atleta salte de acordo com a lista entregue à organização. No salto sincronizado, há um item extra: a sincronia das acrobacias dos dois saltadores.

Na primeira fase, os atletas realizam um salto de cada grupo, sendo que os homens ainda têm mais um de livre escolha. Os 18 melhores passam para as semifinais, nas quais devem saltar mais quatro vezes, sempre com acrobacias de grupos diferentes. A final tem o mesmo critério da etapa inicial. Quem reunir mais pontos na fase final leva o ouro.

 



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