Desde então, o país vem recebendo cerca de US$ 5,5 bilhões anuais. Com isso, foi possível estabilizar a economia e atender às condições para também adotar a moeda comum do continente, o euro. A Grécia de hoje tem déficit fiscal abaixo de 1% do PIB e inflação anual em cerca de 3% (em 1991 era 20%). Ainda assim, a participação do setor público na economia, cerca de 50% do PIB, ainda é significativa e é apontada como um dos motivos do crescimento não ser ainda maior.
O setor agrícola, com cultura de produtos como milho, trigo, carne, tomate, azeitona, batata e vinho, ainda é importante e se beneficiou muito das políticas internas da União Européia, mas corresponde a apenas 15% do PIB grego e emprega 21% da população economicamente ativa. O setor que mais emprega é o de serviços (59%).
Mas a indústria também tem um papel muito destacado por atrair dinheiro de outros países. As duas principais da Grécia são o turismo e a marinha mercante. Para se ter uma idéia do tamanho dessas duas atividades, o país recebe anualmente mais turistas que sua população total e 5% da frota marítima mundial tinha bandeira grega em 1990. Com menor participação, produtos têxteis, alimentícios, tabaco processado, mineração e petróleo também contribuem na participação da indústria local.
Os principais parceiros comerciais da Grécia são Itália, Alemanha, França, Reino Unido e Estados Unidos. A dívida externa do país está em torno de US$ 42 bilhões.