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Vinho
Da Redação
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| Jovem grega experimenta um vinho tinto do país. Foto: John Kolesidis (Reuters) |
A arqueologia tem várias pistas, mas ainda não afirma com certeza onde o vinho foi inventado. Várias sementes de uvas juntas são aceitas como evidências para a produção da bebida, o que indica que as primeiras cidades da humanidade -Çatal Hüyük na atual Turquia, Damasco na Síria e Byblos no atual Líbano- já conheciam o vinho no Períoso Neolítico, há aproximadamente 10 mil anos.
Ainda assim, os gregos têm um papel importante na história do vinho. Foram os egípcios, povo que desenvolveu bastante a arte de elaborar vinhos, que introduziram a bebida na Grécia, via Creta. Com a popularização, a bebida também entrou na mitologia. Os gregos criaram seu próprio deus do vinho, Dionísio. Filho ilegítimo de Zeus, passou os últimos meses de gestação na coxa do pai, já que a mãe morrera. É retratado como um deus festeiro e beberrão. Entre os romanos, recebeu o nome de Baco e, de suas festas surgiu o termo “bacanal”.
Séculos depois, os gregos estabeleceram colônias e relações comerciais intensas com a parte européia do litoral mediterrâneo. Assim, introduziram ou ajudaram o desenvolvimento da produção de vinhos em países como Itália, França, Portugal e Espanha.
Hoje, as principais bebidas gregas são derivadas do vinho ou, pelo menos, da uva. É o caso da retsina, um vinho branco aromatizado com resina de pinho, e o mavrodafni, vinho doce e licoroso da região do Peloponeso.
Mas a bebida típica mais importante da Grécia é o oúzu, um destilado de uva semelhante à grapa italiana. Após a produção do vinho, as cascas de uva que sobram são fervidas em um alambique para a obtenção do rakí. O oúzo é o rakí aromatizado com erva-doce ou anis, tem nível de álcool entre 38 e 48% e é consumido geralmente com pedras de gelo ou água. O nome é registrado pelos gregos, como a tequila é para os mexicanos, a cachaça para os brasileiros e o champanhe para os produtores da região de Champanhe, na França. O tsipouro é um oúzo mais forte e com sabor pronunciado de anis.
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