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Maria Callas
Da Redação
 
Maria Callas em retrato dedicado a Pia Meneghini. (Divulgação)

Maria Callas nasceu em Nova York. Ainda assim, cresceu, aprendeu a cantar e iniciou a carreira na terra de seus pais. O fim de suas apresentações também está ligado à Grécia, mais precisamente ao milionário grego Aristóteles Onassis. Por isso, a soprano sempre se considerou e foi vista por todos como grega.

Callas nasce em 2 de dezembro de 1923 com o extenso nome Maria Anna Sophie Cecilia Kalogeropoulos. Em 1929, seu pai abre uma farmácia em Manhattan e muda o nome da família para Callas, mas, oito anos depois, seus pais se separam e a futura cantora se muda para a Grécia com a mãe, novamente com o sobrenome original Kalogeropoulos.

Com 15 anos, Maria Kalogeropoulos começa os estudos de canto em Atenas, no qual tem evolução bastante rápida. Em seis anos já havia interpretado peças e óperas como Otelo, Cavalaria Rusticana, Tosca e Fidelio. Até que, em 1944, as tropas britânicas invadem a Grécia. Maria decide voltar aos Estados Unidos, onde retoma o sobrenome Callas.

Após um período sem particular sucesso nos Estados Unidos, vai à Itália atendendo um convite para integrar a apresentação de La Gioconda no festival de ópera da Arena de Verona. Novamente não se destaca, mas conhece o empresário italiano Giovanni Meneghini, com quem se casa em 1949.

A partir daí sua carreira começa a evoluir. Vai a Buenos Aires cantar no prestigioso teatro Colón, mas suas principais apresentações são em solo italiano. Em 1951, abre a temporada do teatro Scala de Milão. No ano seguinte, assina contrato com a EMI. É o período mais prolífico da soprano, com diversas apresentações em Milão, Nova York. Londres e Florença.

Em 1957, durante uma festa em Veneza, é apresentada ao empresário grego Aristóteles Onassis. Até aquele momento não há mais conseqüências daquele encontro, mas marcou o início da queda do desempenho de Callas. Recebe críticas da imprensa e briga com os responsáveis pelo teatro Scala e o Metropolitan de Nova York.

Em 1959, é convidada com o marido a um cruzeiro no iate de Onassis. Durante a viagem, os gregos se tornam amantes e o casamento de Callas termina. A soprano anuncia sua retirada dos palcos para se dedicar a Onassis. Depois, volta atrás de sua decisão, mas já demonstra sinais claros de desgaste. Após várias apresentações de Norma em Londres, desmaia ao término de um ato. Volta ao palco algumas vezes, mas sua carreira está perto do fim.

Na esperança de se casar com Onassis, renuncia à cidadania norte-americana e oficializa o divórcio com Meneghini em 1966. Mas o grego termina o relacionamento com a soprano e se casa com Jacqueline Kennedy, viúva do presidente norte-americano John Kennedy, em 1968.

Callas volta a se apresentar, dessa vez em projetos menos ambiciosos, como o filme “Eurípede”, do italiano Pier Paolo Pasolini. Ainda participa de uma turnê mundial para a arrecadação de fundos para o tratamento da filha. Em 1975, Aristóteles Onassis morre devido a complicações de uma cirurgia. Callas fica praticamente reclusa em seu apartamento até morrer de causas não esclarecidas, em 1977. Até hoje é lembrada como uma das maiores sopranos de todos os tempos.



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