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George Seféris
Da Redação
Um dos principais poetas gregos do século 20, George Séferis - cujo nome verdadeiro era Georgios Stylianou Seferiades - foi um dos dois escritores de língua grega a ganhar o prêmio Nobel de Literatura (o outro foi Odysseus Elytis). Trabalhou como ensaísta e diplomata e concentrou sua obra no sentimento grego, combinando temas do cotidiano com elementos clássicos. Seu estilo estabeleceu uma nova linha na poesia grega moderna.
E, apesar de tudo isso, Seféris nasceu na Turquia. Esmirna, cidade portuária no mar Egeu, tinha uma enorme comunidade grega no século 19. Foi no meio dos gregos turcos que Seféris nasceu, em 1900, filho de um advogado bem-sucedido. Sua família se mudou para Atenas em 1914, justamente quando Seféris escreveu seus primeiros versos. Em 1918, estudou Direito na Universidade de Sorbonne, em Paris, onde desenvolveu melhor seu estilo.
Em 1922, Esmirna foi retomada pelos turcos após três anos de controle grego e Seféris se sentiu exilado. Decidiu ingressar no serviço diplomático, tanto que se mudou para Londres, onde aprimorou seu inglês. Assim que obteve sua graduação, conseguiu um emprego no Ministério das Relações Exteriores da Grécia. Foi vice-cônsul em Londres e cônsul na Albânia.
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| O poeta, ensaísta e diplomata grego Georges Seferis ganhou o mais importante prêmio de literatura do mundo (Nobel) em 1963. (Divulgação) |
“Strofi”, seu primeiro livro de poesias, foi publicado em 1931. Contém rimas e imagens sofisticadas, deixando de lado o tom retórico, comum na época. Sua grande obra veio em 1935. “Mythistorema” explora a tragédia do homem a partir da mitologia e história gregas. Mescla figuras homéricas em personagens do presente. Esse livro teve grande influência estilística nas gerações seguintes da poesia grega.
Durante a Segunda Guerra Mundial, Seferis viveu no exílio. Com a paz, voltou ao serviço diplomático, com passagens pelo Oriente Médio até assumir a embaixada da Grécia em Londres. Pela ligação com a cultura grega e britânica teve participação direta nas negociações da crise do Chipre, que resultou na independência da ilha do poder britânico em 1960.
Dois anos depois, o escritor se aposentou do serviço diplomático e voltou para Atenas. No ano seguinte, ganhou o Prêmio Nobel de Literatura “por sua escrita lírica eminente, inspirada por um profundo sentimento pela cultura helênica”. Atingiu grande popularidade entre os jovens contestadores gregos ao se declarar contrário à ditadura militar instalada na Grécia no final dos anos 70. Milhares de pessoas foram homenageá-lo em seu enterro, em 1971.
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