A Hungria desenvolveu a mais importante linhagem de esgrimistas especializados em sabre. Entre 1908 e 1964, os magiares só não levaram o ouro individual nesse esporte porque foram superados pelo fenômeno Nedo Nadi em 1920. Por equipes o domínio é um pouco menor, com duas derrotas entre 1908 e 1960, ambas para a Itália. E ninguém simboliza melhor esse domínio húngaro no sabre do que Aladar Gerevich, o único atleta a conquistar o hexacampeonato olímpico na mesma prova. Para tornar o feito ainda mais impressionante, o esgrimista poderia ser octocampeão se a Segunda Guerra Mundial não tivesse interrompido sua série de conquistas.
Gerevich tinha apenas 22 anos quando integrou a vitoriosa equipe de sabre da Hungria nos Jogos de 1932. Em 1936, bisou seu título e ainda conquistou um bronze individual com a mesma arma. Após 12 anos de interrupções das Olimpíadas devido à Segunda Guerra Mundial, Gerevich voltou no auge. Foi tricampeão no sabre por equipes e conquistou o ouro individual. Em 1952, além de mais um ouro no sabre por equipes e uma prata no sabre individual, o esgrimista foi bronze no florete por equipes.
Em 1956, aos 46 anos, foi pentacampeão no sabre por equipes e quinto no individual. Após o evento, vários húngaros pediram asilo político a países do bloco capitalista. Gerevich permaneceu na Hungria e, em 1960, conquistou mais um ouro por equipes. Seu filho, Pal Gerevich, foi bronze na mesma prova que o pai em 1972 e 1980. Aladar morreu em 1991, aos 81 anos.
| ANO |
OURO |
PRATA |
BRONZE |
| 1932 |
1 |
- |
- |
| 1936 |
1 |
- |
1 |
| 1948 |
2 |
- |
- |
| 1952 |
1 |
1 |
1 |
| 1952 |
1 |
- |
- |
| 1960 |
1 |
- |
- |
| Total |
7 |
1 |
2 |