Devido a boicotes políticos, Cuba ficou de fora dos Jogos de 1984 e 1988. Isso tirou a oportunidade de Félix Savón se tornar isoladamente o maior campeão da história do boxe olímpico. Ainda assim, as participações em 1992, 1996 e 2000 foram suficientes para ele igualar os feitos de Lázsló Papp e Teófilo Stevenson, todos com três medalhas de ouro.
Savón chegou às Olimpíadas de Barcelona como favorito destacado ao ouro nos pesados, já que era tricampeão mundial amador (86, 89 e 91). Não decepcionou e venceu todos seus combates, liderando a fortíssima equipe cubana, detentora de sete dos 12 ouros disputados em ringues catalães. Em 1996, o boxeador conquistou seu ouro com mais facilidade.
Em 1999, perdeu o título mundial após decisões polêmicas dos juízes. Como já sofria concorrência da nova geração de pugilistas cubanos e estava com 33 anos, uma derrota nos Jogos de Sydney não seria uma total surpresa. Ainda assim, Savón mostrou porque foi um dos maiores do boxe amador ao conquistar o título com relativa facilidade, vencendo o russo Ahmed Ibragimov na final por 21x13. (U.L)
| ANO |
OURO |
PRATA |
BRONZE |
| 1992 |
1 |
- |
- |
| 1996 |
1 |
- |
- |
| 2000 |
1 |
- |
- |
| Total |
3 |
- |
- |
Foto: IOC Olympic Museum Collections/STRAHM Jean-Jacques