Com 17 anos, 1,49 m de altura e 38 kg, Olga Korbut parecia frágil para a competição de ginástica nas Olimpíadas de Munique. Ela não era a favorita, até porque só entrara na equipe soviética como reserva e ganhara a oportunidade com a contusão de uma colega.
Na competição individual geral, Korbut surpreendeu, ameaçando o ouro da compatriota e experiente Lyudmila Turischeva. No entanto, caiu em sua apresentação nas barras assimétricas. Ganhou um 7,5 e ficou fora de qualquer chance de medalha. Decepcionada, chorou e comoveu o mundo. Virou a queridinha do público.
No dia seguinte, parecia recuperada nas competições por aparelhos. Usando sua agilidade, graça e flexibilidade, conquistou o ouro no solo e na trave, além de uma prata nas barras assimétricas. Até Korbut aparecer, as ginastas eram mulheres formadas fisicamente, mais altas e com idade média mais elevada. A adolescente soviética foi uma das primeiras ginastas que tiravam proveito da baixa estatura, leveza e agilidade para aprimorar as acrobacias.
Virou uma estrela mundial. As meninas começaram a imitar suas tranças de cabelo e procurar aulas de ginástica (fenômeno que se intensificou com Nadia Comaneci quatro anos depois). Korbut recebeu tantas cartas que o correio soviético teve de criar uma estrutura especial apenas para entregá-las em sua casa em Grodno, atual Belarus. Em 1976, já decadente, Korbut capitaneou a equipe soviética. Obteve um ouro por equipes e uma prata na trave, mas foi ofuscada por Nadia Comaneci e Nelli Kim. (U.L.)
| ANO |
OURO |
PRATA |
BRONZE |
| 1972 |
3 |
1 |
- |
| 1976 |
1 |
1 |
- |
| Total |
4 |
2 |
- |
Foto: Divulgação