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Oscar Schmidt

Tido por muitos como o maior jogador da história do basquete brasileiro. Criticado por outros por ser um grande arremessador de longa distância, mas falhar nos outros fundamentos do esporte, como marcação. De qualquer forma, o brasileiro tem um lugar na história do basquete olímpico.

Oscar estreara em Jogos Olímpicos em 1980, mas era um jovem de 22 anos e, mesmo marcando 169 pontos, não pôde levar o Brasil ao pódio. O mesmo ocorreu em 1984, quando a seleção ocupou um modesto 9º lugar.

Apenas em 1988 o Brasil chegava como um dos favoritos, usando o título Pan-Americano conquistado sobre os Estados Unidos no ano anterior como argumento. Os arremessos precisos de Oscar e Marcel eram as principais armas. Na primeira fase, uma derrota para os norte-americanos tornou a partida contra a Espanha decisiva. Oscar estava inspirado e marcou 55 pontos, recorde olímpico em uma partida. No entanto, a defesa não funcionou muito bem e o Brasil perdeu por 110x118. Com o terceiro lugar no grupo, teve de enfrentar a fortíssima (e futura campeã) União Soviética já nas quartas-de-final. Foi um jogo duríssimo, mas os soviéticos se impuseram por 105x100. O Brasil ficou em 5º, mas Oscar foi o cestinha do torneio.

Naquela altura, Oscar já era um dos principais jogadores do basquete europeu e interessava aos times da NBA. Mas recusava os convites para não ter de renunciar à seleção brasileira. Em 1992, já com 34 anos, Oscar não tinha tanta mobilidade em quadra. Mas seus arremessos fizeram dele novamente o maior pontuador do basquete olímpico, com 198 pontos.

Em 1996, anunciou que disputava pela última vez os Jogos. Terminou em 6º com a seleção, mas fez 219 pontos e, pela terceira vez consecutiva, foi cestinha. No total, marcou 1.093 pontos, feito nunca alcançado por nenhum outro jogador de basquete nos Jogos Olímpicos. Ainda assim, jamais conquistou uma medalha.

No masculino, as únicas medalhas brasileiras (três bronzes, em 1948, 1960 e 1964) vieram nas mãos de outras gerações, com jogadores como Wlamir Marques, Rosa Branca, Algodão, Ubiratan e Edvar Simões, que ajudaram o Brasil a conquistar o bicampeonato mundial em 1959 e 1963. (U.L.)

ANO OURO PRATA BRONZE
1980 - - -
1984 - - -
1988 - - -
1992 - - -
1996 - - -
Total - - -

Foto: Divulgação - site do Oscar



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