Até hoje a imagem do basquete feminino brasileiro está fortemente ligada a essas duas jogadoras. Afinal, ambas se complementavam em quadra. Em teoria, Paula armava e Hortência pontuava. Ainda assim, a primeira também era precisa em seus arremessos, o que tornava a dupla mais completa e irresistível.
Porém, o Brasil tinha dificuldades em montar uma seleção feminina realmente competitiva. Até conseguiu boas classificações em mundiais, mas não era suficiente para conseguir uma das poucas vagas no basquete feminino olímpico. Tanto que a estréia nesse evento só ocorreu em 1992, um ano após o histórico ouro no Pan-Americano de Havana. Mesmo com a dupla, o Brasil perdeu três de seus cinco jogos e ficou com o 7º (penúltimo) lugar.
Em 1994, o Brasil surpreendeu e conquistou o título mundial, o único até hoje que não ficou com soviéticas ou norte-americanas. Era sinal de que a seleção era mais consistente, com boas jogadoras em várias posições. Hortência e Paula já haviam anunciado que aquelas seriam suas últimas aparições olímpicas e resolveram caprichar. Conduziram o Brasil à final, com uma invencibilidade de sete jogos. Perderam o ouro para as fortíssimas norte-americanas em uma partida pouco disputada, 87x111. Mesmo assim, era a melhor participação olímpica do basquete brasileiro -masculino e feminino- e deixava uma base que conquistaria o bronze em Sydney, quatro anos depois. (U.L)
| ANO |
OURO |
PRATA |
BRONZE |
| 1992 |
- |
- |
- |
| 1996 |
- |
1 |
- |
| Total |
- |
1 |
- |
Foto: Divulgação - site da Paula