Junto com a soviética Larisa Latynina, foi a maior ginasta até o aparecimento de Nadia Comaneci. A tchecoslovaca conquistou uma impressionante marca de sete medalhas de ouro, mais do que a estrela romena. No entanto, se notabilizou também por suas posições políticas.
Após uma estréia apagada em Roma, com apenas uma prata, Cáslavská dominou as competições em Tóquio, com ouro no individual geral, na trave e no salto sobre o cavalo. Ainda no auge da forma física e técnica, era favorita em 1968, na Cidade do México.
No entanto, suas opiniões liberais quase a tiraram da delegação tchecoslovaca que foi aos Jogos. Partidária dos ideais da Primavera de Praga, movimento que visou limitar a influência da União Soviética na política tchecoslovaca, Cáslavská assinou o Manifesto das 2.000 palavras”, uma demonstração de apoio de várias personalidades do país à atitude do governo local.
Em agosto de 1968, meses antes dos Jogos, tanques soviéticos invadiram Praga e abafaram o movimento. Acuada, Cáslavská se escondeu nas montanhas como forma de evitar sua iminente prisão. Seguiu os treinamentos de forma improvisada e, em setembro, recebeu a mensagem de que estava liberada para integrar a equipe olímpica de seu país.
Foi sua apresentação mais memorável. Conquistou quatro medalhas de ouro e duas de prata e conquistou o público mexicano ao realizar a rotina no solo ao som de uma música típica do país-sede dos Jogos. Dias depois do evento, se casou com o corredor Josef Odlozil na Catedral da Cidade do México.
De volta à Tchecoslováquia, pagou pelas suas opiniões. Foi perseguida e relegada pelo governo durante duas décadas. No final dos anos 80, com a queda do regime comunista, voltou a ser lembrada pelos seus compatriotas e foi levada à presidência do Comitê Olímpico da República Tcheca.
| ANO |
OURO |
PRATA |
BRONZE |
| 1960 |
- |
1 |
- |
| 1964 |
3 |
1 |
- |
| 1968 |
4 |
2 |
- |
| Total |
7 |
4 |
- |
Foto: IOC Olympic Museum Collections