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Amazonas AM | Últimas notícias do estado

  • Reuters

    Senadores dos EUA pedem que Biden condicione ajuda a resultados na preservação da Amazônia

    WASHINGTON (Reuters) - Mais de uma dezena de senadores democratas pediram nesta sexta-feira ao presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, para segurar a assistência financeira ao Brasil, a menos que o país demonstre que está reduzindo o desmatamento na Amazônia e combatendo crimes ambientais. A carta, assinada por 15 senadores liderados por Patrick Leahy, de Vermont, e Robert Menendez, de Nova Jersey, foi enviada dias antes de Biden comandar uma cúpula virtual de líderes sobre o clima, em 22 e 23 de abril, da qual o presidente Jair Bolsonaro irá participar.

  • Folhapress

    Em carta a Biden, senadores democratas acusam Bolsonaro de dar sinal verde a criminosos na Amazônia

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A uma semana da cúpula sobre o clima organizada pelo governo americano, um grupo de influentes senadores democratas enviou uma carta ao presidente dos EUA, Joe Biden, afirmando que Jair Bolsonaro (sem partido) ridicularizou publicamente o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente) e sabotou a capacidade do órgão de fiscalizar as leis ambientais do país. Os parlamentares também apontaram que o líder brasileiro já chamou ambientalistas de "câncer" e tentou diminuir a proteção às reservas indígenas no país. "A retórica e as políticas do presidente Bolsonaro efetivamente deram sinal verde para os perigosos criminosos que atuam na Amazônia, permitindo que eles expandam muito suas atividades", diz o texto -que tem entre seus signatários o presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado americano, Robert Menendez. Na carta, datada de 15 de abril, Menendez e os senadores Patrick Leahy, Chris Van Hollen, Sheldon Whitehouse, Brian Schatz, Chris Murphy, Jeffrey Merkley e Bernie Sanders (que é independente, mas vota com os democratas) pedem que os EUA só repassem recursos a Bolsonaro se o Brasil mostrar progresso na redução do desmatamento e no combate à impunidade dos crimes ambientais. "Dado o histórico de compromissos climáticos não cumpridos, achamos que devemos impor condições para enviar auxílio americano ao Brasil: progresso significativo e sustentado na redução do desmatamento e no fim da impunidade para crimes ambientais e da intimidação e violência contra defensores das florestas", diz texto enviado ao preidente americano, que vai comandar o encontro virtual sobre assuntos ambientais que acontece na próxima quinta (22) e sexta (23). Os senadores também instam Biden a levar em conta o desmatamento e a impunidade de crimes ambientais para avaliar "se os EUA vão apoiar o Brasil em áreas de interesse mútuo, como cooperação militar e econômica e a candidatura do Brasil à acessão à OCDE [o clube dos países ricos]". "Essa carta dos senadores deveria funcionar como um alerta para o governo Bolsonaro. Suas políticas desastrosas na Amazônia são bem conhecidas em Washington, e Bolsonaro não vai conseguir mudar sua imagem simplesmente usando retórica amigável ao clima, sem resultados concretos", diz Daniel Wilkinson, diretor da área de meio ambiente e direitos humanos da ONG Human Rights Watch. Na quarta-feira (14), Bolsonaro enviou uma carta de sete páginas a Biden, na qual prometeu eliminar o desmatamento ilegal no Brasil até 2030. O presidente brasileiro sinalizou também que pode antecipar para 2050 a meta de alcançar a neutralidade climática, dez anos antes do previsto. Bolsonaro, porém, ressaltou que a antecipação depende da viabilização de "recursos anuais significativos, que contribuam nesse sentido". O texto brasileiro foi pensado como uma maneira de virar a página e começar com o pé direito a negociação de clima com a gestão Biden --no entanto, os compromissos anunciados por Bolsonaro na carta foram considerados "pouco ambiciosos" por integrantes do governo americano. Biden vem sofrendo pressões de organizações de meio ambiente e de direitos humanos para não fechar um acordo que repasse recursos ao governo Bolsonaro. Em reunião recente com membros da equipe de John Kerry, enviado especial da Casa Branca para o clima, organizações enfatizaram que o presidente brasileiro não é confiável e que repassar recursos antes de haver progresso real seria premiar o retrocesso na política ambiental do país e ajudar na estratégia de relações públicas de Bolsonaro. O ministro do Meio Ambiente do Brasil, Ricardo Salles, vem tentando convencer os EUA a enviarem dinheiro ao Brasil em troca de metas de redução de desmatamento. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, declarou que conseguiria reduzir a devastação da floresta amazônica em até 40% em 12 meses - mas somente se recebesse US$ 1 bilhão (R$ 5, bilhões) de países estrangeiros. Na carta a Biden, os senadores democratas afirmam que o governo Bolsonaro "tem repetidamente expressado interesse em trabalhar junto com os EUA em questões ambientais, mas, até agora, não demonstrou interesse sério em trabalhar com múltiplos atores no Brasil que teriam papéis essenciais em qualquer tentativa séria de salvar a Amazônia". Para tal, listam ações do governo brasileiro em relação a ambientalistas, ONGs, Ibama e reservas indígenas. O texto também aponta que a contribuição nacionalmente determinada de redução de emissões apresentada por Bolsonaro em dezembro é menos ambiciosa do que a meta original, de 2016, e, na prática, permitiria que o Brasil aumentasse suas emissões ao longo da próxima década.

  • Folhapress

    Chefe da PF do AM que será trocado é citado como 'alvo a ser abatido' em conversa de investigados

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Alexandre Saraiva, retirado do comando da Polícia Federal no Amazonas pelo atual diretor-geral Paulo Maiurino, é citado em troca de mensagens de madeireiros investigados pela corporação como o “alvo a ser abatido”. As mensagens mostram como os madeireiros almejavam o delegado fora do cargo. Em 2 de setembro de 2019, o investigado Roberto Paulino encaminha uma foto do superintendente a um interlocutor de nome Guga. “Alvo a ser abatido”, diz ele. “A frase indica que todas as possibilidades para remover o superintendente da Polícia Federal no Amazonas estão sobre a mesa, em outros termos, caso as vias políticas e/ou judiciais e disciplinares não surtam efeito, não está descartado o uso da violência”, diz a PF. Outra conversa de Paulino, essa com Humberto Jacob de Barros Oliveira, também expõe o descontentamento com o delegado e a vontade de tirá-lo do posto. No diálogo, eles falam da necessidade em pedir ajuda a uma pessoa de nome Júlio para a tarefa, ele seria representante dos madeireiros. “Tem que pedir para o Júlio tirar esse cara daqui. Urgente”, diz Paulino. “Ele vai quebrar todos”, responde Humberto. As conversas integram o inquérito da operação Arquímedes, responsável pela apreensão de 444 contêineres com madeira ilegal. Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, no domingo (4), Saraiva criticou a atuação de Salles em favor de madeireiros alvos de outra ação da PF, a Handroanthus GLO, responsável pela maior apreensão de madeira da história do país. O delegado disse que nunca tinha visto um ministro ser contra uma ação cujo objetivo é preservar a floresta amazônica. Na quarta-feira (14), ele encaminhou ao Supremo Tribunal Federal uma notícia crime contra o ministro e o senador Telmário Mota (Pros-RR), também pela atuação em favor dos investigados. Um dia depois foi substituído do cargo por decisão do novo diretor-geral da PF, Paulo Maiurino.

  • BBC News Brasil

    'Diminuir desmatamento requer vontade política, não financiamento', diz Noruega sobre pedido de US$ 1 bi de Salles para Amazônia

    Em nota enviada à BBC News Brasil, ministro do Meio Ambiente norueguês, Sveinung Rotevatn, condiciona retomada de repasses ao Fundo Amazônia a "resultados".

  • Yahoo Notícias

    Trocado da superintendência da PF no Amazonas, Saraiva era alvo de madeireiros em troca de mensagens

    Saraiva foi o responsável por assinar o pedido enviado ao STF uma notícia-crime contra o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles

  • BBC News Brasil

    Governo e ruralistas pressionam por lei polêmica que beneficia desmatadores da Amazônia

    Segundo o autor da proposta, senador Irajá Abreu, objetivo é corrigir injustiças históricas e impulsionar agricultura; ambientalistas acreditam que lei poderia estimular a destruição da floresta e premiar grileiros.

  • Folhapress

    Mourão diz esperar que novo chefe da PF no AM atue como antecessor demitido em crise

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente do Conselho da Amazônia, vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB), disse nesta sexta-feira (16) esperar que o novo chefe da Polícia Federal no Amazonas atue da mesma forma que Alexandre Saraiva, substituído pelo diretor-geral do órgão, Paulo Gustavo Maiurino, após atritos com o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. "Saraiva é um cara sério, como a maioria dos delegados da Polícia Federal, a imensa maioria, é tudo gente séria", disse Mourão, ao chegar à Vice-Presidência. "Espero que o próximo superintendente que vá assumir lá na Amazônia continue a empreender as mesmas ações que o Saraiva vem empreendendo." Mais tarde, em entrevista à rádio Gaúcha, Mourão afirmou que "quem for designado [para a vaga de Saraiva] continuará a atuar no mesmo diapasão". A decisão da demissão de saraiva foi revelada nesta quinta-feira (15) pelo Painel, da Folha, e confirmada no início da noite pela assessoria de imprensa da corporação, que passou por troca recente de comando no governo Jair Bolsonaro. A mudança ocorre em meio a um atrito entre Saraiva e Ricardo Salles por causa da maior apreensão de madeira do Brasil, como mostrou a Folha nos últimos dias. Na noite de quarta-feira (14), o delegado enviou uma notícia-crime ao Supremo Tribunal Federal pedindo que o ministro fosse investigado sob suspeita de advocacia administrativa e de atrapalhar a fiscalização ambiental. Oito líderes de oposição ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na Câmara dos Deputados enviaram representação ao Ministério Público Federal pedindo apuração sobre a demissão de Saraiva. O conflito entre Alexandre Saraiva e o ministro do Meio Ambiente começou após uma visita de Salles ao local da apreensão, no Pará, para uma espécie de verificação da operação. Saraiva criticou a atitude, dizendo ser a primeira vez que viu um titular da pasta se posicionar contra ação de preservação da floresta amazônica. "Na Polícia Federal não vai passar boiada", disse Saraiva à Folha, usando termo utilizado por Salles em reunião ministerial do ano passado. O delegado afirmou que tudo que foi apreendido desde dezembro do ano passado, mais de 200 mil metros cúbicos de madeira, é produto de ação criminosa. Há mais de dez anos ocupando cargos de superintendente na PF (Roraima, Maranhão e Amazonas, agora), Saraiva declarou que as investigadas na ação não podem nem ser chamadas de empresas. "Trata-se de uma organização criminosa." O ministro apontou falhas na apreensão e defende que os madeireiros tenham oportunidade de se manifestar. À Folha disse que uma "demonização" indevida do setor vai contribuir para aumentar o desmatamento ilegal. Mourão, que já teve divergências públicas com Salles, disse que o ministro é "um camarada extremamente articulado" e que tem uma visão "economicista" do meio ambiente. "O ministro Ricardo Salles tem uma visão um pouco diferente da minha em algumas coisas. Mas ele tem uma determinação em relação à questão da economicidade, em relação àquilo que o Brasil já fez e pode fazer ainda. Ele considera que as nações que mais poluem têm que pagar isso para a gente. Concordo neste aspecto com ele", afirmou à rádio. Na entrevista desta manhã, Mourão disse ainda que o governo teme o uso político da CPI da Covid no Senado, mas que o general Eduardo Pazuello, demitido do Ministério da Saúde, deve estar se preparando e assessorando Bolsonaro para que se defendam, já que o objetivo da comissão parlamentar de inquérito é apurar a conduta do governo perante a crise. "O governo tem suas preocupações pela exploração política que pode ser dada em cima dessa discussão. Isso vai servir de palanque para muita gente", disse o vice-presidente. "Mas eu julgo que, principalmente o ministro da Saúde que saiu, o Eduardo Pazuello, que é muito criticado, ele deve ter se preparado e está assessorando aí o presidente Bolsonaro para apresentarem as suas razões de defesa em relação àquilo que vai ser investigado na CPI", declarou Mourão na entrevista. A comissão foi criada na terça-feira (13) e deve ser instalada na próxima semana para que comece a funcionar. CRONOLOGIA DA DISPUTA ENTRE PF E MINISTRO OPERAÇÃO Em dezembro de 2020, a Polícia Federal realizou uma ação na divisa do Pará com o Amazonas que culminou na maior apreensão de madeira nativa da história do Brasil. Agentes retiveram 131,1 mil m3 de toras, volume suficiente para a construção de 2.620 casas populares. A operação começou após a apreensão de uma balsa com 3.000 m3 de madeira com documentação irregular no rio Mamuru, município de Parintins (AM), em 16 de novembro de 2020. A MADEIRA O processo de transporte da madeira apreendida é complexo. Por isso, as Forças Armadas faziam a segurança do material. Entretanto, em um ofício enviado à PF no dia 19 de fevereiro, o chefe do Estado-Maior do Comando Conjunto Norte do Exército informou que os militares deixariam os locais nos quais a madeira apreendida está guardada para retornar às suas sedes. Em resposta ao Exército, a PF ameaçou abrir inquérito contra militares que se retirassem da operação. Na época, o vice-presidente Hamilton Mourão disse que as tropas iriam deixar o local no dia 6 de março. Ele afirmou ao Painel que a PF errou por ter feito um documento em que ameaçava abrir inquérito contra os militares que se retirassem do local. VISITAS DO MINISTRO Ricardo Salles (Meio Ambiente) foi na quarta-feira, 31 de março, ao Pará, onde fez uma espécie de verificação da operação. Salles aponta falhas na ação e tem dito que há elementos para achar que as empresas investigadas estão com a razão. Ele voltou uma semana depois, quando participou de um encontro com proprietários do material. O ministro criticou a demora para a investigação ser concluída e afirmou que as informações dos empresários são "coerentes de não haver a propagada ilegalidade." ATRITO ENTRE PF E SALLES Em entrevista à Folha, o chefe da PF do Amazonas, Alexandre Saraiva, disse que é a primeira vez que vê um ministro do Meio Ambiente se manifestar de maneira contrária a uma ação que visa proteger a floresta amazônica. Saraiva declarou que tudo que foi apreendido desde dezembro do ano passado, mais de 200 mil metros cúbicos de madeira, é produto de ação criminosa. Ele afirmou também que as empresas até agora não apresentaram documentos requisitados pela PF. Saraiva, encaminhou ao Supremo Tribunal Federal uma notícia-crime em que pede investigação das condutas de Salles e do senador Telmário Mota (Pros-RR) por atrapalhar medidas de fiscalização. No documento, o policial diz que Salles dificulta fiscalização ambiental e patrocina interesses privados. "Na Polícia Federal não vai passar boiada", disse, usando termo utilizado por Salles em reunião ministerial do ano passado. TROCA NO COMANDO DA PF Nesta quinta-feira (15), o Painel revelou que o diretor-geral da Polícia Federal, Paulo Maiurino, decidiu tirar Alexandre Saraiva do cargo. Ele escolheu o delegado Leandro Almada para substituí-lo. O policial foi o número 2 da gestão de Saraiva e comandou o grupo de investigações ambientais na superintendência.

  • O Globo

    Senador do Amazonas será presidente da CPI da Pandemia

    Omar Aziz (PSD-AM) era nome cogitado pelo governo Bolsonaro; Renan Calheiros (MDB-AL) será o relator

  • Reuters

    Troca na PF tem que ser por telefonema do diretor-geral ou DO, diz superintendente no Amazonas

    BRASÍLIA (Reuters) - Responsável por enviar ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de investigação contra o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, o superintendente da Polícia Federal no Amazonas, delegado Alexandre Saraiva, afirmou que o "correto, certo e nobre" numa troca de cargo como ocupa é que o diretor-geral da Polícia Federal telefone para comunicar a mudança Para Saraiva, a única alternativa válida de comunicação seria a troca ser oficializada no Diário Oficial da União. O delegado enviou ao STF uma notícia crime para avaliar se a corte abre uma investigação criminal contra Salles.

  • Folhapress

    Soube pela imprensa, meu chefe não falou comigo, diz delegado da PF do AM que será trocado

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O delegado Alexandre Saraiva, que será substituído da chefia da Polícia Federal do Amazonas, diz que só soube da troca pela imprensa. Em atrito com o ministro Ricardo Salles (Meio Ambiente), ele afirma que chegou a receber de um integrante da nova cúpula uma sondagem para assumir um posto no exterior, mas não foi dito nem quando nem onde. O policial afirma que o novo diretor-geral, Paulo Maiurino, não o procurou em nenhum momento. Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo nesta quinta-feira (15), Saraiva faz uma provocação indireta ao novo comandante da PF. "Eu sou um soldado, cumpro missão. Nunca pedi pra ser chefe de nada. Nunca neguei missão na PF e nunca tive missão fácil. E toda minha carreira, quero deixar isso claro, toda minha carreira foi totalmente dentro da Polícia Federal. Nunca fui cedido a órgão nenhum", disse o delegado. Maiurino ficou fora da Polícia Federal nos últimos anos ocupando cargos políticos em estados e depois no STF e no STJ. PERGUNTA - O sr. foi comunicado da sua saída? ALEXANDRE SARAIVA - Não fui avisado. Me disseram que me ofereceriam um posto de adido, não me disseram onde, nem quando. Não foi nem meu chefe imediato que falou disso comigo. O único que poderia fazer um comunicado seria meu superior hierárquico, o diretor-geral da Polícia Federal. Qual é o motivo da troca? AS - Não sei se eles querem me tirar daqui. Foi uma conversa entre amigos que me falaram sobre o posto no exterior. A PF confirma essa informação. AS - A informação para ser chamada de oficial tem dois caminhos: ou meu chefe me liga ou coloca no diário oficial. O sr. gostaria de permanecer? AS - Eu sou um soldado, cumpro missão. Nunca pedi pra ser chefe de nada. Nunca neguei missão na PF e nunca tive missão fácil. E toda minha carreira, quero deixar isso claro, toda minha carreira foi totalmente dentro da Polícia Federal. Nunca fui cedido a órgão nenhum. O seu chefe, o diretor-geral, ficou alguns anos fora da PF. O sr. está fazendo uma crítica a ele? AS - Eu não vou me manifestar sobre o meu chefe. O sr. vai continuar com o caso? AS - Ainda que fosse verdade essa informação, eu não fiz concurso para superintendente. Eu sou delegado da PF. O sr. soube pela imprensa? AS - Sim. Soube por uma notícia da imprensa. Se é verdade ou não, eu não sei. A informação é do Painel [da Folha de S.Paulo]. Ela é verdadeira. AS - Não estou dizendo isso. Estou dizendo que juridicamente ela não é oficial, ela não existe. O sr. criticou Ricardo Salles à Folha de S.Paulo e disse que na Polícia Federal não vai passar a boiada. O atrito com o ministro pode ter sido um motivo para a tomada de decisão do novo diretor-geral? AS - Não tenho como saber. Sempre toquei inquérito, até para não esquecer o que eu sou, delegado da PF. O sr. apresentou uma notícia-crime contra Salles no STF. Qual o futuro disso? AS - O STF vai decidir. O que eu tinha sobre os acontecimentos estão lá na notícia-crime. Na PF, há informação que isso não foi bem visto. O sr. se arrepende? AS - Não. Eu era obrigado a fazer. Eu tenho um dever de fazer isso, é o que a lei determina. Se fosse uma pessoa sem foro privilegiado, eu instauraria inquérito. Como é um ministro, eu enviei para o Supremo. A PF diz que a decisão foi tomada antes de o sr. apresentar a notícia-crime, que não teria relação. O sr. apresentou depois por que já sabia que sairia? AS - Eu conseguiria escrever 38 páginas, reunir argumentos, em tão pouco tempo? Eu me considero rápido, mas não foi isso. E eu não faria isso. Se quiserem fazer perícia no arquivo, podem fazer.