Assunto

Brasil | Últimas notícias

Doria chama Bolsonaro de oportunista por surfar a Coronavac

  • SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Após meses trabalhando contra o que chamava de "vacina chinesa do João Doria", o presidente Jair Bolsonaro passou a tentar surfar a existência do imunizante Coronavac, para irritação do governador tucano de São Paulo. "Além de negacionista e terraplanista, [Bolsonaro] agora se tornou também um oportunista", disse o governador à reportagem. O anúncio de que o envio de 5.400 litros do princípio ativo da Coronavac da China para o Instituto Butantan, feito por Bolsonaro nesta segunda (25), contrariou o governo paulista. Afinal de contas, a notícia havia sido dada na quarta passada (20) pelo diretor do Butantan, Dimas Covas. A fala de Bolsonaro foi vista como hipócrita por integrantes da cúpula do governo paulista. Em nota posterior, Doria afirmou que "não é verdade" a versão federal. "Todo o processo de negociação com o governo chinês foi realizado pelo Butantan e pelo governo de São Paulo, que vem negociando com os chineses a importação de vacinas e insumos desde maio do ano passado." O texto lembrou que quatro carregamentos de vacinas e insumos chegaram a São Paulo enquanto Bolsonaro dizia que não iria adquirir a Coronavac, o que acabou fazendo no começo do ano. "O Instituto Butantan informa que houve autorização do governo chinês para o envio dos insumos. Eles não estão no aeroporto conforme equivocadamente publicado pelo presidente da República, mas sim nas instalações da Sinovac, em Pequim", disse Doria. Membros do governo estadual identificaram uma ação de governo coordenada, com o vídeo divulgado pelo ministro Eduardo Pazuello (Saúde) basicamente clamando para o governo federal o mérito da liberação dos insumos. A ação veio depois que Doria divulgou, em entrevista coletiva, que iria ter notícias sobre o envio da matéria-prima da vacina do Butantan após uma reunião com o embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, nesta terça (26). Bolsonaro, derrotado sucessivamente pelo tucano na chamada guerra da vacina, foi mais rápido desta vez e buscou faturar em cima de algo previsível. A China pode ter dificultado as coisas burocraticamente, mas segundo diplomatas não iria impedir o envio dos insumos. A mudança de orientação de Bolsonaro, depois de meses de negação da gravidade da pandemia, é notada no mundo político como um sinal de desespero. A popularidade do presidente no momento de agravamento da crise e início da vacinação no país com a patronagem de Doria e sua Coronavac caiu, segundo o Datafolha. Sua popularidade se inverteu: a aprovação a Bolsonaro caiu de 37% para 31% de dezembro pra cá, enquanto a rejeição subiu de 32% para 40% no período. Isso ocorre enquanto aumentam as discussões acerca de um eventual impeachment do presidente deivdo à sua incúria na condução da crise sanitária. A falta de oxigênio em Manaus e as trapalhadas em torno da vacinação são os motivos citados por opositores. Doria, por sua vez, melhorou sua posição por apostar forte na Coronava. Segundo o Datafolha, sua atuação na pandemia é melhor do que a de Bolsonaro par 46% dos brasileiros, enquanto 28% veem o presidente como mais empenhado. Isso levou ao movimento atual do Planalto de reação a Doria, restando saber se haverá ressonância à versão divulgada.

Vídeo: Notícias recentes do Brasil

Os tiktokers mais famosos do Brasil

O TikTok surgiu no final de 2016 e veio como uma avalanche no mundo das redes sociais. Se você passa horas deslizando o dedo para cima no celular, com certeza já topou com essas figuras.
  • 01:53
  • 03:10
  • 02:08
  • 02:08
  • 00:13
  • 02:16
  • 01:48
  • 02:11
  • 12:25
  • 01:37
  • Folhapress

    Biden reverte liberação de Trump e volta a impor restrições de viagens do Brasil

    WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) - O presidente Joe Biden decidiu restabelecer as restrições de viagem a passageiros não americanos que chegam aos EUA vindos do Brasil e da Europa. Em entrevista coletiva nesta segunda-feira (25), a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, confirmou que o democrata vai reimpor a medida que havia sido derrubada por Donald Trump na semana passada, e adicionou a África do Sul à lista de limitações. Biden assinou a ordem executiva nesta segunda para que as novas restrições passem a valer já a partir desta terça-feira (26). Em sua proclamação, o presidente dos EUA cita a variante do coronavírus que foi identificada no Brasil e que, segundo o texto do democrata, pode "impactar o potencial de reinfecção." "A emergência nacional causada pelo surto de Covid-19 nos Estados Unidos continua a representar uma grave ameaça à nossa saúde e segurança. [...] É política do meu governo implementar medidas de saúde pública de base científica, em todas as áreas do governo federal, para prevenir a propagação da doença", diz o documento assinado por Biden e divulgado pela Casa Branca. Dessa forma, a maioria dos cidadãos não americanos que estiveram nos últimos 14 dias no Brasil, na África do Sul, no Reino Unido, na Irlanda e nos 26 países europeus da zona Schengen não poderá entrar nos EUA —há exceções para vistos diplomáticos, residentes permanentes (portadores de green card), filhos ou cônjuges de americanos ou para quem viaja por razões humanitárias, de saúde pública e de segurança nacional, por exemplo. A decisão de Biden já era esperada em meio ao surgimento de novas variantes do coronavírus, mas frustrou o governo brasileiro, que tinha esperanças de que o democrata não voltasse a proibir a entrada de viajantes do Brasil nos EUA. A restrição não tem data para acabar –depende de uma nova determinação do presidente. Desde a campanha eleitoral, Biden tem dito que sua prioridade é o combate à pandemia que já matou quase 420 mil americanos e assinou diversas ordens executivas sobre o tema em seus primeiros dias de governo —os decretos não precisam do aval do Congresso para entrarem em vigor. Na semana passada, o novo presidente americano assinou uma medida exigindo teste com resultado negativo para Covid-19 e quarentena de sete dias aos estrangeiros que chegam aos EUA, e muitos diplomatas brasileiros acreditaram que esse já era um endurecimento da política do novo governo contra a pandemia —o democrata, porém, afunilou ainda mais o caminho para os países onde a situação está longe de se normalizar. "Estamos adicionando a África do Sul à lista de restrições por causa da preocupante variante [do coronavírus] que já se espalhou para além da África do Sul", disse Anne Schuchat, vice-diretora do CDC (Centro de Controle e Proteção de Doenças dos EUA). Segundo a agência de notícias Reuters, a especialista acrescentou em entrevista no domingo (24) que o conjunto de medidas está sendo tomado para "proteger os americanos e também reduzir o risco de essas variantes se espalharem e agravarem a pandemia atual." Algumas autoridades de saúde estão preocupadas com o fato de que as vacinas atuais podem não ser eficazes contra novas variantes do coronavírus e têm orientado redobrar a cautela. Nesta segunda, a farmacêutica Moderna, por sua vez, afirmou que sua vacina funciona contra as variantes encontradas no Reino Unido e na África do Sul, mas lançaria, pelo que classificou de "excesso de zelo", trabalhos para impulsionar a imunização contra as novas cepas do coronavírus. Os EUA lideram o número de casos e mortes por Covid-19 no mundo e a expectativa é que o país chegue à marca sombria de meio milhão de mortos no mês que vem. Em 18 de janeiro, às vésperas de deixar o cargo, Trump suspendeu as restrições de viagem a não americanos que chegam aos EUA do Brasil e da Europa. De acordo com a decisão do republicano, os passageiros poderiam entrar nos EUA a partir de 26 de janeiro, contanto que apresentassem um teste com resultado negativo para Covid-19 feito com até 72 horas de antecedência à viagem. Minutos depois do anúncio de Trump, a porta-voz de Biden afirmou que o novo governo não pretendia suspender as restrições —o democrata tomaria posse em menos de 48 horas. "Seguindo o conselho de nossa equipe médica, o governo não pretende suspender essas restrições em 26/1. Na verdade, planejamos fortalecer as medidas de saúde pública em torno das viagens internacionais, a fim de mitigar ainda mais a disseminação da Covid-19", escreveu a assessora de Biden no Twitter. Para isso, o novo governo precisaria impor novamente um bloqueio na entrada dos viajantes —como aconteceu nesta segunda. Assim como os EUA, Europa e Brasil têm assistido a novos picos no número de casos por Covid-19 nas últimas semanas, e diversos países europeus, estados americanos e brasileiros, como São Paulo, voltaram a adotar restrições para tentar conter uma nova onda da doença. Trump determinou a proibição de entrada de estrangeiros vindos da China em 31 de janeiro de 2020, ainda no início da pandemia, quando o país asiático era o epicentro da crise. No mês seguinte, adicionou à lista o Irã e, em março, estendeu as restrições a pessoas vindas da zona Schengen, Reino Unido e Irlanda. A restrição à entrada de viajantes do Brasil foi imposta no final de maio. Enquanto o bloco europeu ainda restringe a entrada de americanos, o Reino Unido e a Irlanda solicitam duas semanas de isolamento. O Brasil não tem restrições para quem chega dos EUA.

  • Folhapress

    Doria chama Bolsonaro de oportunista por surfar a Coronavac

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Após meses trabalhando contra o que chamava de "vacina chinesa do João Doria", o presidente Jair Bolsonaro passou a tentar surfar a existência do imunizante Coronavac, para irritação do governador tucano de São Paulo. "Além de negacionista e terraplanista, [Bolsonaro] agora se tornou também um oportunista", disse o governador à reportagem. O anúncio de que o envio de 5.400 litros do princípio ativo da Coronavac da China para o Instituto Butantan, feito por Bolsonaro nesta segunda (25), contrariou o governo paulista. Afinal de contas, a notícia havia sido dada na quarta passada (20) pelo diretor do Butantan, Dimas Covas. A fala de Bolsonaro foi vista como hipócrita por integrantes da cúpula do governo paulista. Em nota posterior, Doria afirmou que "não é verdade" a versão federal. "Todo o processo de negociação com o governo chinês foi realizado pelo Butantan e pelo governo de São Paulo, que vem negociando com os chineses a importação de vacinas e insumos desde maio do ano passado." O texto lembrou que quatro carregamentos de vacinas e insumos chegaram a São Paulo enquanto Bolsonaro dizia que não iria adquirir a Coronavac, o que acabou fazendo no começo do ano. "O Instituto Butantan informa que houve autorização do governo chinês para o envio dos insumos. Eles não estão no aeroporto conforme equivocadamente publicado pelo presidente da República, mas sim nas instalações da Sinovac, em Pequim", disse Doria. Membros do governo estadual identificaram uma ação de governo coordenada, com o vídeo divulgado pelo ministro Eduardo Pazuello (Saúde) basicamente clamando para o governo federal o mérito da liberação dos insumos. A ação veio depois que Doria divulgou, em entrevista coletiva, que iria ter notícias sobre o envio da matéria-prima da vacina do Butantan após uma reunião com o embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, nesta terça (26). Bolsonaro, derrotado sucessivamente pelo tucano na chamada guerra da vacina, foi mais rápido desta vez e buscou faturar em cima de algo previsível. A China pode ter dificultado as coisas burocraticamente, mas segundo diplomatas não iria impedir o envio dos insumos. A mudança de orientação de Bolsonaro, depois de meses de negação da gravidade da pandemia, é notada no mundo político como um sinal de desespero. A popularidade do presidente no momento de agravamento da crise e início da vacinação no país com a patronagem de Doria e sua Coronavac caiu, segundo o Datafolha. Sua popularidade se inverteu: a aprovação a Bolsonaro caiu de 37% para 31% de dezembro pra cá, enquanto a rejeição subiu de 32% para 40% no período. Isso ocorre enquanto aumentam as discussões acerca de um eventual impeachment do presidente deivdo à sua incúria na condução da crise sanitária. A falta de oxigênio em Manaus e as trapalhadas em torno da vacinação são os motivos citados por opositores. Doria, por sua vez, melhorou sua posição por apostar forte na Coronava. Segundo o Datafolha, sua atuação na pandemia é melhor do que a de Bolsonaro par 46% dos brasileiros, enquanto 28% veem o presidente como mais empenhado. Isso levou ao movimento atual do Planalto de reação a Doria, restando saber se haverá ressonância à versão divulgada.

  • Reuters

    Brasil registra mais 627 mortes por Covid e total vai a 217.664

    (Reuters) - O Brasil registrou nesta segunda-feira 627 novos óbitos em decorrência da Covid-19, o que eleva o total de mortes pela doença no país a 217.664, informou o Ministério da Saúde.

  • Reuters

    União Química se reúne novamente com Anvisa para tratar de vacina Sputnik V

    BRASÍLIA (Reuters) - A farmacêutica brasileira União Química se reuniu nesta segunda-feira com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em busca de aprovação para conduzir testes clínicos de Fase 3 da vacina russa contra Covid-19 Sputnik V, que a empresa pretende fabricar no Brasil para imunização nacional e exportação.A União Química já havia solicitado à Anvisa autorização para uso emergencial da vacina, produzida pelo Instituto Gamaleya, em Moscou, e comercializada pelo Fundo de Investimento Direto da Rússia (RDIF, na sigla em inglês).

  • Reuters

    China libera exportação de insumos da CoronaVac ao Brasil, diz Bolsonaro

    BRASÍLIA (Reuters) - A China liberou a exportação de 5.400 litros de insumos para a produção no Brasil da vacina CoronaVac, e a carga já está pronta para envio ao país, afirmou o presidente Jair Bolsonaro, nesta segunda-feira, em publicação nas redes sociais, acrescentando que o material chegará nos próximos dias.

  • Folhapress

    União Europeia quer controlar exportação de vacinas contra Covid-19

    BRUXELAS, BÉLGICA (FOLHAPRESS) - A União Europeia quer controlar a exportação de vacinas contra a Covid-19 produzidas em seu território, anunciou nesta segunda (25) a comissária de Saúde do bloco, Stella Kyriakides. "Queremos clareza nas transações e total transparência no que diz respeito à exportação de vacinas da UE. No futuro, todas as empresas que produzem vacinas contra Covid-19 na UE terão de fornecer uma notificação rápida sempre que quiserem exportar vacinas para países terceiros", disse ela. A decisão foi precipitada pelo aviso feito pelo laboratório AstraZeneca, na última sexta (22), de que não entregaria o número de doses prometido inicialmente. "Esse novo cronograma não é aceitável para a União Europeia. A UE pré-financiou o desenvolvimento e a produção da vacina e quer ver o retorno", disse Kyriakides. O imunizante ainda não foi autorizado pela EMA (agência regulatória da UE), decisão que está prevista para esta semana. Desenvolvida em conjunto com a Universidade de Oxford, a vacina de AstraZeneca é a base do programa de vacinação brasileiro. Num primeiro momento, contudo, o cerco europeu às exportações não deve afetar o Brasil. O produto é feito em oito países no mundo, e os imunizantes usados no Brasil saem de fábricas indianas, e não de europeias. O laboratório BioManguinhos, da Fiocruz, também deve produzir a vacina no país. Em reunião com a AstraZeneca nesta tarde, a Comissão e representantes dos 27 membros da UE requisitaram informações sobre quantas doses foram produzidas e para quem foram entregues. Segundo Kyriakides, as respostas do laboratório não foram suficientes, e uma segunda reunião está marcada para esta noite. Além da ameaça de cortes da AstraZeneca, a União Europeia está recebendo menos doses que as combinadas do imunizante fabricado pela Pfizer/BioNTech. A empresa reduziu a entrega sob o argumento de que precisa reformar suas linhas para aumentar a capacidade de produção. No total, o bloco europeu investiu EUR 2,7 bilhões (R$ 18 bi) no desenvolvimento e na produção de várias vacinas contra a Covid-19. A vacinação porém alcançou uma parcela pequena da população, na comparação com vizinhos como o Reino Unido. Os britânicos já aplicaram mais de 8 doses para cada 100 habitantes, enquanto na maioria dos países europeus a taxa não chega a um quarto disso. O mecanismo de controle das exportações, que precisa ser aprovado pelos 27 membros do bloco, será criado "o mais rapidamente possível", segundo a comissária. A Comissão não informou se acionará os fabricantes na Justiça por quebra de contrato, como vem ameaçando o governo italiano. Segundo Kyriakides, o bloco "tomará todas as medidas necessárias para proteger os direitos de seus cidadãos".

  • Folhapress

    Para 46%, Doria faz mais que Bolsonaro contra Covid-19, diz Datafolha

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Para 46% dos brasileiros, o governador João Doria (PSDB-SP) fez mais contra a pandemia da Covid-19 do que Jair Bolsonaro. Já 28% apontam o presidente como político mais empenhado na tarefa do que o tucano. Os números foram aferidos pelo Datafolha em pesquisa nacional realizada nos dias 20 e 21 de janeiro. Foram ouvidas, por telefone, 2.030 pessoas, e a margem de erro é de dois pontos para mais ou menos. Não souberam dizer qual dos políticos rivais trabalhou mais contra o novo coronavírus 13%, enquanto 11% disseram que nenhum deles o fez e 2%, que ambos combateram a crise. O resultado vem após a vitória política de Doria sobre Bolsonaro na corrida pela vacinação no Brasil. Defensor de uma abordagem científica da crise desde o começo, o tucano se antagonizou ao negacionismo esposado pelo presidente. O episódio mais recente do embate entre os dois prováveis adversários na disputa pelo Planalto em 2022 foi a dita guerra das vacinas. Doria, de posse estadual do imunizante de origem chinesa Coronavac, forçou o governo federal a se mexer ao lançar um plano local de vacinação. Ao fim, apesar de Bolsonaro dizer que não compraria a "vacina chinesa do Doria", ela foi a única disponível no Brasil para começar a campanha de imunização na semana passada. Até a foto da primeira pessoa vacinada o tucano assegurou para seu governo. Doria já disse que a Coronavac e a postura proativa em relação à crise seriam ativos eleitorais e previu que o imunizante poderia nacionalizar seu nome. Na pesquisa, há homogeneidade nas regiões do país em relação à avaliação sobre Doria. Ela sobe entre aqueles que se dizem com "muito medo" do vírus, para 57% a 19%. No sentido contrário, que diz não temer o Sars-CoV-2, diz que Bolsonaro trabalhou mais contra a crise (46%) do que o paulista (24%). Na mesma linha, quem afirma viver uma vida normal na pandemia acha que Bolsonaro (46%) está à frente de Doria (28%). A curva se inverte nas categorias seguintes: quem toma cuidados (45% em favor do tucano ante 31% do presidente), quem só sai de casa na necessidade (50% a 20%) e quem está isolado (57% a 22%). Arte HTML5/Folhagráfico/AFP https://arte.folha.uol.com.br/graficos/c4cf9/ *** Há um empate de percepção entre os mais ricos, que ganham mais de 10 salários mínimos mensais. Neste grupo, Doria vai melhor para 41%, ante 37% de Bolsonaro. No geral, o manejo da crise pelo presidente é mal avaliado, embora a população não o culpe diretamente pelas mortes pela Covid-19. Em relação à pesquisa anterior, em 8 e 10 de dezembro, subiu de 42% para 48% o índice dos que acham o desempenho de Bolsonaro ruim ou péssimo no setor. Sua rejeição geral, no mesmo período, subiu de 32% para 40%. Aprovam o trabalho do titular do Planalto 26%, empate técnico com o dado de dezembro, 30%. Quem o acha regular oscilou de 27% para 25%. Não o consideram culpado pelas quase 220 mil mortes no país pela Covid-19 47% dos entrevistados, ante 52% em dezembro. Acham que Bolsonaro é um dos culpados, mas não o principal, 39% (eram 38% antes). E apontam o dedo acusador conto único responsável pelos óbitos 11% (antes eram 8%). Bolsonaro é mais bem avaliado na gestão da crise por quem tem de 45 a 49 anos e os mais ricos, 33% de ótimo e bom. É pior visto entre quem tem curso superior, com 57% de ruim ou péssimo. O grupo que mais o exime de culpa por mortes é o daqueles que dizem não temer o vírus, com 75% compartilhando tal opinião. Também o veem como isento os moradores do Sul (53%) e os menos instruídos (56%). O desempenho geral de governadores também foi objeto do Datafolha. Depois de um teto de 58% de aprovação em abril, o número está estabilizado em 42%, ante 41% em dezembro. O ruim/péssimo foi de 30% para 26% e o regular, de 28% para 30%. Os mais velhos, com 60 anos para cima, são os que têm a melhor avaliação dos governadores (49% de aprovação). Em termos regionais, o Sudeste é o mais insatisfeito (34% de ótimo/bom), enquanto moradores do Norte/Centro-Oeste (45%), Nordeste (47%) e Sul (54%) aprovam seu governantes. O desempenho do Ministério da Saúde, alvo de intensas polêmicas ao longo da pandemia, é aprovado por 35% e reprovado por 30%. A pasta teve seu pico de ótimo e bom em abril, antes da queda do ministro Luiz Henrique Mandetta por não concordar com a orientação negacionista de Bolsonaro --76% de aprovação. Os números foram caindo para o patamar atual ao longo da breve gestão de Nelson Teich e da interinidade, seguida de efetivação, do general Eduardo Pazuello. A insatisfação é maior entre os mais ricos (50% de ruim e péssimo) e a aprovação, maior no Sul (40%).

  • Folhapress

    Na Índia, campanha de vacinação vê resistência de profissionais de saúde

    NOVA DÉLI, ÍNDIA (FOLHAPRESS) - Profissionais de saúde na Índia têm hesitado em receber as vacinas contra a Covid-19 aprovadas para uso humano pelo governo do primeiro-ministro Narendra Modi, mas cujos dados de eficácia são desconhecidos. Vários cientistas e sanitaristas renomados se recusaram a tomar as doses, dizendo que a decisão imprudente de aprová-la sem contar com dados de eficácia reduziu a confiança nela. No dia 16, a Índia lançou o maior programa de vacinação no mundo para imunizar 30 milhões de pessoas de alto risco, começando pelos profissionais de saúde, com duas vacinas: a Covishield, da Oxford-AstraZeneca, desenvolvida pelo Instituto Serum, e a Covaxin, da Bharat Biotech. O fármaco de Oxford produzido na Índia, aliás, tornou-se motivo de cobiça internacional --o Brasil foi preterido inicialmente pelos indianos em detrimento de nações vizinhas do país asiático. Somente uma semana depois do previsto, na última sexta-feira (22), chegaram os 2 milhões de doses esperadas pelo governo Jair Bolsonaro. Para incentivar a adesão, Modi convocou os diretores dos maiores institutos de saúde pública do país para receberem a injeção. O Ministério da Saúde indiano compartilhou uma carta assinada por 49 "cientistas e médicos eminentes", afirmando que "as duas vacinas contra a Covid-19 aprovadas pelo órgão regulador nacional são seguras". Mesmo com esses endossos, as autoridades não conseguiram esconder os receios compartilhados por médicos em todo o país com relação à eficácia. Profissionais de saúde chegaram a ser ameaçados com cortes salariais pelas autoridades por se recusarem a receber a vacina. Desde que o programa de vacinação começou, 1,61 milhão de pessoas já receberam a injeção --0,08% delas apresentaram reações adversas e 0,0007% foram hospitalizadas, de acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde indiano. Oito profissionais de saúde morreram depois de receber a vacina Covishield, mas, segundo o governo, as mortes não tiveram relação com a imunização. O índice de cobertura vem sendo de 54 pessoas por sessão de vacinação --pouco mais que a metade do número de pessoas, cem, identificado pelo Ministério da Saúde como limiar apropriado. A Associação de Médicos Residentes de Nova Déli informou, em carta enviada ao superintendente médico do hospital Ram Manohar Lohia, que seus membros não vão participar da vacinação porque estão "apreensivos devido à ausência de ensaios completos" da Covaxin. As autoridades agora receiam que frascos contendo de 10 a 20 doses da vacina podem ser desperdiçados se não houver pessoas suficientes para serem vacinadas em até quatro horas após a abertura dos recipientes. Pelo menos 52 doses já foram perdidas dessa maneira em Karnataka, estado do sul da Índia. O governo aprovou o uso restrito da Covaxin no dia 3, citando dados de eficácia de ensaios não humanos, depois de descobrir que não havia tais informações disponíveis em testes com humanos. "A empresa (Bharat Biotech) apresentou os dados de segurança e eficácia do estudo de desafio com primatas não humanos, que indicam que a vacina é segura e eficaz", revelam os documentos oficiais. Mesmo para aprovar a Covishield, da Oxford-AstraZeneca, as autoridades se pautaram pelos dados de eficácia de ensaios realizados no Brasil e no Reino Unido, já que os dados dos ensaios feitos na Índia ainda não são sabidos. Em anonimato, um profissional de saúde do Instituto Sher-i-Kashmir de Ciências Médicas, em Srinagar, disse que a maioria de seus colegas não quer ser cobaia, já que entendem a vacinação como um ensaio de fase 3. Funcionários do Ministério da Saúde estão empenhados em promover a confiança nas vacinas e repreender pessoas que questionam a aprovação das vacinas. Um alto funcionário de saúde governamental, V. K. Paul, disse: "Para que a pandemia se extinga, é preciso que a hesitação vacinal acabe. É a vacinação que está nos levando na direção da eliminação desta calamidade no menor prazo possível. Se nossos funcionários de saúde, especialmente médicos e enfermeiros, se negam a ser vacinados, isso é algo altamente perturbador." A Índia é o segundo país mais atingido pela Covid, depois dos Estados Unidos. O número de casos no país alcançou 10,05 milhões. Pelo menos 152 mil pessoas já morreram em decorrência do coronavírus --marca menor apenas que as dos EUA e do Brasil em números absolutos. Circulares já foram emitidas em vários hospitais, pedindo aos administradores e diretores médicos para tomarem a vacina e motivarem seus subordinados a também fazerem o mesmo. Malini Aisola, da All India Drug Action Network (Aidan), entidade da sociedade civil que luta pelos direitos de pacientes, disse: "O governo pode promover a confiança com a divulgação pública dos processos de aprovação regulatória, seguindo os princípios de integridade e transparência científica". A Aidan pediu à agência regulatória de medicamentos indiana que os argumentos, dados e análises científicas relativos às vacinas aprovadas para uso em humanos sejam de domínio público. A presidente da Academia Indiana de Ciências, Partha Majumder, afirmou: "É preciso que os dados relevantes do ensaio maior de fase 3 sejam disponibilizados antes de administrar a vacina a grande número de pessoas". Para ela, vacinar sem dados de eficácia adequados pode levar as pessoas a ter "um senso falso de segurança". País lança campanha para desfazer receio com fármacos Nova Déli"‚Na tentativa de diminuir a resistência dos profissionais de saúde e a desinformação em relação às vacinas, o governo indiano lançou uma campanha educativa e de comunicação no país. O ministro da Saúde, Harsh Vardhan, afirmou: "O paradoxo é que países em todo o mundo nos estão solicitando vacinas, ao passo que uma parcela de nós mesmos fomenta a desinformação e a dúvida por fins políticos". Segundo Vardhan, "todos os médicos mais prestigiados de conhecidos hospitais já tomaram a vacina". Ao menos 10% das doses em posse do Estado indiano correm risco de terem de ser descartadas, de acordo com o ministério. Um funcionário afirmou que não há nenhuma orientação da pasta de atrasar o salário de profissionais que não queiram se imunizar.

  • Reuters

    Insumos importados da China para vacina contra Covid são esperados para 8/2, diz Fiocruz

    BRASÍLIA (Reuters) - A Fundação Oswaldo Cruz informou nesta segunda-feira que espera para 8 de fevereiro a chegada do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) da vacina da AstraZeneca contra a Covid-19 a ser importado da China, mas ainda sem uma confirmação do governo chinês, uma vez que as licenças de exportação ainda não foram expedidas.A data, mesmo que seja confirmada, atrasa ainda mais o envase e distribuição das vacinas no Brasil.

  • Reuters

    Bolsonaro diz que vai se filiar a outro partido se Aliança não decolar até março

    BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro disse nesta segunda-feira que irá reavaliar em março a criação do seu partido, o Aliança pelo Brasil, e que deverá se filiar a outra sigla se não houve avanço para a formação de sua própria legenda."Em março nós vamos reestudar se o partido decola.