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Maia diz que tratar de voto impresso é colocar em xeque sistema seguro

  • BRASÍLIA, DF (UOL/FOLHAPRESS) - O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse neste domingo (29) que tratar de voto impresso "coloca em xeque" o atual sistema eleitoral, que ele considera "muito seguro". Pela manhã, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que historicamente defende o voto em cédula de papel, disse que o voto impresso é uma "necessidade". "Essa mistura acaba gerando uma insegurança num sistema que é muito seguro. Eu, por exemplo, fui sempre defensor de uma amostragem do voto impresso. Mas tratar desse assunto agora significa colocar em xeque um sistema que tem dado certo e que é muito seguro", disse Maia. "Eu, por enquanto, acho que este assunto não deveria estar na pauta. Apesar de ter sempre defendido alguma amostragem do voto impresso no Brasil", prosseguiu Maia.

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Aos 94 anos, homem faz questão de votar em SP: “Tenho que exercer meu direito de eleitor”

Aos 94 anos, Ivo Caprotti fez questão de ir até a PUC-SP, na zona oeste de São Paulo, para votar para prefeito de capital. Acompanhado da filha Sandra, ele estava de máscara, óculos e luvas descartáveis para evitar ser contaminado pelo coronavírus.
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  • Folhapress

    Maia diz que tratar de voto impresso é colocar em xeque sistema seguro

    BRASÍLIA, DF (UOL/FOLHAPRESS) - O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse neste domingo (29) que tratar de voto impresso "coloca em xeque" o atual sistema eleitoral, que ele considera "muito seguro". Pela manhã, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que historicamente defende o voto em cédula de papel, disse que o voto impresso é uma "necessidade". "Essa mistura acaba gerando uma insegurança num sistema que é muito seguro. Eu, por exemplo, fui sempre defensor de uma amostragem do voto impresso. Mas tratar desse assunto agora significa colocar em xeque um sistema que tem dado certo e que é muito seguro", disse Maia. "Eu, por enquanto, acho que este assunto não deveria estar na pauta. Apesar de ter sempre defendido alguma amostragem do voto impresso no Brasil", prosseguiu Maia.

  • Reuters

    Bolsonaro volta a colocar em dúvida confiabilidade de sistema eleitoral brasileiro

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro elevou o tom das críticas da votação eletrônica no Brasil e mais uma vez colocou em dúvida a lisura do modelo usado pelo Brasil.Em entrevista a jornalistas após votar no segundo turno da eleição municipal do Rio de Janeiro, Bolsonaro disse que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) precisa ser mais claro e transparente na consolidação dos dados das eleições.

  • Folhapress

    Ante enfraquecimento do PSDB, FHC diz que o importante é ganhar em São Paulo

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso (PSDB) votou na manhã deste domingo (29) no bairro de Higienópolis (região central da capital) na companhia do candidato tucano à Prefeitura de São Paulo, Bruno Covas. Indagado sobre o fato de o PSDB ter sofrido uma queda no número de prefeitos eleitos no país, na comparação com a eleição anterior, FHC disse que é mais relevante vencer nas grandes cidades, como São Paulo. "Acho normal [perder prefeituras], com o tempo os partidos perdem a popularidade, se desgastam em algumas cidades. O importante é que vamos ganhar aqui, isso é o que vale. Não só São Paulo, as grandes cidades. Eleição no Brasil depende do candidato, não é do partido. Se o candidato não é bom, fazer o quê?" Os tucanos se encontraram na residência de FHC e caminharam por cerca de 400 metros até o local de votação do ex-presidente, no Colégio Sion, no mesmo bairro. O candidato também acompanhou mais cedo o voto da ex-prefeita da capital Marta Suplicy, que o apoiou desde o primeiro turno. A agenda de Covas no domingo ainda prevê um encontro com o governador de São Paulo, João Doria, para que sigam juntos até o posto de votação do chefe do Executivo estadual. Em seguida, Covas deve votar por volta das 11h30 no Colégio Vera Cruz, na zona oeste da capital, segundo a assessoria da campanha do candidato.

  • Folhapress

    Covas diz que pandemia está estável em SP, enquanto Boulos, com Covid-19, fala em segunda onda

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Enquanto Guilherme Boulos (PSOL), diagnosticado com Covid-19, afirma que a segunda onda da doença está sendo ignorada pelo prefeito Bruno Covas (PSDB), o tucano voltou a afirmar, neste sábado (28), que a pandemia está estável na cidade. "Há uma estabilidade da pandemia na cidade de São Paulo", disse Covas neste sábado. O candidato condenou a desconfiança em relação aos dados da vigilância sanitária e comparou essa atitude com o negacionismo diante de dados que atestam o aumento das queimadas na Amazônia. "A gente teve um aumento na quantidade de internações, mas há uma estabilidade em relação ao número de casos e óbitos. Desacreditar a vigilância sanitária é como desacreditar os dados do Inpe que apontam aumentos de queimada no Brasil. Esse tipo de ação é que partidariza e politiza um trabalho feito pelos técnicos da prefeitura", afirmou em crítica velada a Boulos. Covas disse ainda que há total transparência dos dados da doença na cidade. "Aqui na cidade de São Paulo não há espaço para o discurso alarmista dizendo que estamos escondendo dados, como não há espaço para discurso de que a pandemia já acabou." O prefeito aproveitou para desejar saúde e recuperação ao adversário. "Eu já enfrentei a Covid e sei que não é tranquilo, espero que corra tudo bem com ele", disse. Questionado sobre o fato de que Boulos teve sete compromissos de campanha presenciais após saber que a deputada Sâmia Bomfim (PSOL), que esteve com ele, havia contraído a doença, Covas evitou atacar o adversário. "Em nenhum momento eu politizei o vírus, em nenhum momento eu trouxe esse tipo de debate. Não cabe a mim analisar, não vou ficar fazendo esse tipo de análise, cabe a ele responder esse tipo de pergunta", disse. No último dia de campanha, Covas visitou a casa de cinco militantes históricos do PSDB na periferia. Os apoiadores atuam no PSDB desde a época do seu avô, Mario Covas. A agenda com pessoas mais velhas teve o objetivo de incentivar que esse grupo vá votar no domingo (29). O prefeito é favorito entre os mais velhos, mas pode ser prejudicado com a abstenção nas urnas devido à pandemia.

  • Folhapress

    Datafolha no Recife: Primos, Marília Arraes e João Campos empatam em 50% a um dia do 2º turno

    SÃO PAULO, SP, E RECIFE, PE (FOLHAPRESS) - Primos, os deputados federais João Campos (PSB) e Marília Arraes (PT) chegam ao dia do segundo turno da eleição para a Prefeitura do Recife em empate numérico, de acordo com pesquisa Datafolha. Os dois têm 50% dos votos válidos, que excluem brancos, nulos e indecisos. O Datafolha ouviu presencialmente 1.803 eleitores nos dias 27 e 28 de novembro. A pesquisa, feita em parceria com a TV Globo, tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e está registrada sob o número PE-08731/2020 no Tribunal Regional Eleitoral. O nível de confiança da pesquisa é de 95%. Considerando os votos totais, ambos marcam 42% das intenções, com 12% de brancos e nulos e 4% que não souberam responder. Os números da pesquisa anterior, divulgada na última quinta-feira (26), já mostravam um empate técnico, mas com Marília numericamente à frente, marcando 52% dos votos válidos ante 48% de Campos. No primeiro levantamento do Datafolha no segundo turno, a petista aparecia com 55% dos votos válidos. Campos tinha 45%. O Datafolha também perguntou agora se o eleitor ainda pode mudar de candidato até o momento da votação. Disseram que ainda cogitam trocar de escolha 8% dos entrevistados. Depois de um primeiro turno em banho-maria, Marília e João protagonizaram na reta final a disputa eleitoral mais dura que o Recife já viu. João Campos, 27, é filho do ex-governador Eduardo Campos, morto em 2014, e bisneto do ex-governador Miguel Arraes. Marília, 36, é neta de Arraes e prima de João. Os dois foram os deputados federais mais votados em Pernambuco na eleição de 2018. O candidato do PSB ficou à frente no primeiro turno, com 29,17% dos votos válidos. Marília obteve 27,95%, seguida de perto pelo ex-ministro Mendonça Filho (DEM), com 25,11%. No segundo turno, a disputa entre os dois parentes mudou de tom e incluiu panfletos apócrifos distribuídos em igrejas, guerra de liminares na Justiça com suspensão de propagandas eleitorais dos dois lados, a utilização de servidores públicos na campanha e áudios no submundo da internet. Em uma das peças apócrifas lia-se a frase "Cristão de verdade não vota em Marília". A deputada é mencionada como política que "pertence ao PT, que persegue os cristãos em todo o Brasil". Marília se transformou em uma das principais apostas do PT nacional, que ainda não elegeu prefeitos em capitais neste ano, e pode representar a principal vitória do partido no país neste ano. O PT governou o Recife de 2001 a 2012. No primeiro turno, Campos escondeu no palanque o prefeito Geraldo Julio (PSB) e o governador Paulo Câmara (PSB), muito mal avaliados em pesquisas, para tentar diminuir o tom de continuidade. Na segunda etapa, quando as pesquisas indicaram que ele estava atrás de Marília, a estratégia virou. Geraldo Julio reapareceu em um dos últimos programas. A Folha publicou reportagem na última quinta-feira detalhando o esquema de convocação de servidores públicos da Prefeitura do Recife para a campanha de Campos. O jornal Valor Econômico mostrou que o secretário de administração do Recife, Marconi Muzzio, convocada diretamente seus subordinados na prefeitura para participar de distribuição de material de campanha nas ruas da capital. Nas duas últimas semanas, Campos decidiu ainda apostar no antipetismo para desgastar a adversária e associou Marília a líderes do PT acusados em processos na Justiça, como José Dirceu e Gleisi Hoffmann. No plano estadual, porém, a sigla integra o governo de Paulo Câmara, e também era aliado na prefeitura até antes da campanha. Campos chegou a participar de encontro em Pernambuco com o ex-presidente Lula após o petista deixar a prisão, em novembro de 2019. No último dia da propaganda eleitoral, Marília contra-atacou com um vídeo, sem nenhuma contextualização, em que sua tia Ana Arraes, ministra do TCU (Tribunal de Contas da União) e avó de João Campos, diz ter sido agredida pelo neto. A declaração de Ana foi dada a um jornalista após embate entre o neto e Antônio Campos, filho da ministra e único irmão de Eduardo Campos. Após a exibição da peça, Ana disse que nunca foi agredida pelos netos e que a gravação está sem contexto. Nos últimos dias, também circularam jingles apócrifos contra João Campos nas redes sociais com ataques inspirados em uma música que viralizou no primeiro turno com acusações ao candidato a prefeito de Pendências (RN) Paulo Barreto (PT). Carros de som circulam tocando a música pelo Recife. No debate na TV Globo nesta sexta-feira (27), os candidatos trocaram acusações sobre suspeitas de corrupção envolvendo seus partidos. A religião também foi abordada no encontro na televisão. Marília disse ser alvo de ataques mentirosos, e Campos afirmou que apenas colocou uma fala da adversária sobre retirar a Bíblia da Câmara Municipal. Na última semana, Marília recebeu o apoio festejado do deputado federal Túlio Gadêlha (PDT-PE). Ele, que foi rifado da disputa no Recife, após acordo de cúpula entre PDT e PSB, transformou-se no maior problema do segundo turno para ela. Foi apelidado por uma ala petista de "o aliado trapalhão". Há também quem o chame de Cavalo de Troia. A revista Veja publicou na segunda-feira (23) uma gravação em que Túlio Gadêlha diz a um interlocutor que, em conversa com Marília, ela teria dito que ele precisava fazer fundo de caixa de campanha a partir dos assessores e juntar R$ 30 mil. Não é possível identificar com quem o parlamentar conversa nem precisar a data do diálogo. Por meio de nota, Gadêlha disse que se tratava de mais uma "fake news" do PSB. "Tática essa que tem se tornado corriqueira na campanha pela Prefeitura do Recife." A gravação foi parar na propaganda eleitoral de Campos. Uma das peças cita que Marília é investigada por improbidade administrativa.

  • Reuters

    Brasil registra 51.922 novos casos de Covid-19; sábado registra 587 mortes

    SÃO PAULO (Reuters) - O Brasil registrou neste sábado 51.922 novos casos de coronavírus, o que eleva o total de infecções confirmadas no país a 6.

  • Folhapress

    Ernesto cita filósofo chinês em rede social, em crítica velada à China

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, postou no Twitter trecho de texto do filósofo chinês Lao Tzu sobre tentar "controlar o mundo", em mais um capítulo da troca de estocadas entre o Itamaraty e a China nos últimos dias. Embora Ernesto não tenha se referido diretamente à China, abaixo do trecho postado "Tentando controlar o mundo? Vejo que não conseguirás. O mundo é um vaso espiritual e não pode ser controlado", do Tao Te Ching, um dos principais textos do taoísmo, vários comentários mencionavam comunismo e a China. O chanceler tem sido crítico contumaz de uma suposta tentativa de dominação do comunismo no mundo, o "pesadleo comunista" e se refere ao SARS-COV2 como "comunavírus". Ele e o presidente Jair Bolsonaro têm alertado para a "cristofobia", sendo que a China é um dos países que persegue os cristãos, ainda que, na maior parte do mundo, outras religiões sejam alvos mais frequentes de repressão. Na quarta-feira (25), o Itamaraty havia enviado um ofício repreendendo a embaixada da China pelas críticas contra o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), dizendo que a resposta da missão diplomática ao parlamentar trazia conteúdo "ofensivo e desrespeitoso". "Não é apropriado aos agentes diplomáticos da República Popular da China no Brasil tratarem dos assuntos da relação Brasil-China através das redes sociais. Os canais diplomáticos estão abertos e devem ser utilizados", disse o ministério das Relações Exteriores, em carta enviada aos representantes do governo chinês no Brasil na quarta-feira (25). A correspondência foi revelada pelo canal de notícias CNN Brasil. Com a carta, o Itamaraty respondeu à manifestação dos chineses contra uma publicação de Eduardo -filho de Jair Bolsonaro (sem partido) e presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara-, que associou o governo de Pequim a espionagem de dados. O deputado afirmou em suas redes sociais na noite de segunda (23) que o Brasil endossou iniciativa dos Estados Unidos para manter a segurança da tecnologia 5G "sem espionagem da China". "O governo Jair Bolsonaro declarou apoio à aliança Clean Network, lançada pelo governo Donald Trump, criando uma aliança global para um 5G seguro, sem espionagem da China", escreveu. "Isso ocorre com repúdio a entidades classificadas como agressivas e inimigas da liberdade, a exemplo do Partido Comunista da China", disse o deputado. No dia seguinte, Eduardo apagou a postagem. Ainda assim, a embaixada chinesa no Brasil respondeu, exortando Eduardo e outros críticos do país asiático a abandonar a retórica da extrema direita dos EUA, para evitar "consequências negativas". O Taoísmo e o Confucionismo são as únicas religiões toleradas e incentivadas pelo governo chinês. O partido comunista sempre reprimiu o poder de mobilização das religiões em geral e, no governo de Xi Jinping, houve aumento na perseguição a cristãos, com remoção de cruzes e destruição de igrejas, e a muçulmanos (principalmente uigures).

  • Folhapress

    Candidato do MDB em João Pessoa distorce texto da Folha para se apresentar como favorito no 2º turno

    SALVADOR, BA (FOLHAPRESS) - O candidato a prefeito de João Pessoa, Nilvan Ferreira (MDB), distorceu os dados de um texto publicado no site da Folha de S.Paulo e na edição deste sábado (28) do jornal para se apresentar como favorito no segundo turno na capital paraibana em uma peça publicitária. Em uma postagem feita em suas redes sociais, o candidato Nilvan Ferreira publicou um vídeo no qual um locutor afirma: "Deu na Folha de S. Paulo. João Pessoa vai ter virada". A postagem traz imagens de um texto da coluna Voto a Voto, parceria da Folha com o Centro de Política e Economia do Setor Público da Fundação Getúlio Vargas (FGV Cepesp). O texto publicado no jornal, contudo, não afirma em nenhum momento que houve ou haverá uma virada nas eleições na capital paraibana, onde Nilvan Ferreira (MDB) disputa o segundo turno com o ex-prefeito Cícero Lucena (PP). Assinada pelos cientistas políticos Guilherme Russo, George Avelino e Jairo Pimentel, a coluna se debruça sobre as possibilidades de viradas nas eleições entre os resultados do primeiro e do segundo turno. Os autores destacam a baixa probabilidade de viradas citando que, desde 1998, 75,5% das 208 eleições municipais de segundo turno no Brasil foram vencidas por quem terminou o primeiro turno à frente. Ao falar de João Pessoa, o texto destaca a cidade como uma das que terão uma das disputas mais acirradas do país, comparando a probabilidade de vitória de qualquer um dos candidatos a uma espécie de cara ou coroa. Procurado, o professor e coordenador do FGV Cepesp, George Avelino, destacou que o texto publicado não aponta quem vai vencer ou perder nas cidades, mostrando a maior ou menor probabilidade de acontecer uma virada entre o primeiro e o segundo turno. "João Pessoa é justamente uma das eleições das quais a gente não pode falar nada. A probabilidade de vitória de cada um dos candidatos está em torno de 50%. Se me pedissem um palpite, eu jogaria uma moeda para o alto", afirma. Além de ter sido postada em redes sociais como o Instagram e Facebook, a Folha apurou que a peça publicitária com informações falsas também foi compartilhada em aplicativos de mensagens como WhatsApp e circulou por grupos de eleitores de João Pessoa. A equipe de campanha de Nivan Ferreira enviou um release -texto distribuído para veículos de imprensa- com teor semelhante. Sites locais acabaram publicando a informação falsa na íntegra. Procurada pela reportagem, a assessoria do candidato Nilvan Ferreira disse, em nota, que foi fidedigna à informação veiculada na Folha: "A matéria confirma a possibilidade de virada em João Pessoa". As postagens nas redes sociais foram apagadas pelo candidato.

  • Folhapress

    PF faz operação contra suspeitos de ataque ao TSE, e líder hacker é preso em Portugal

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A Polícia Federal deflagrou neste sábado (28) uma operação internacional contra o grupo suspeito de ter promovido o ataque hacker ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) no último dia 15, primeiro turno das eleições 2020. O líder da organização, conhecido como Zambrius, foi preso em Portugal. Autoridades daquele país colaboraram com as investigações. Em nota, a polícia portuguesa informou que o cidadão português tem 19 anos e que será apresentado à Justiça para interrogatório e adoção das medidas cabíveis. No Brasil, a PF saiu às ruas para cumprir três mandados de busca e apreensão, além de três medidas cautelares de proibição de contato entre investigados em São Paulo e Minas Gerais. Os brasileiros têm entre 19 e 24 anos. As identidades não foram divulgadas. As autoridades encarregadas do caso informaram que os suspeitos fazem parte de diferentes redes criminosas e, de maneira orquestrada, agem contra instituições governamentais e financeiras em todo o mundo. O trabalho dos policiais prossegue para a identificação de outras pessoas envolvidas com o grupo. Nas ações realizadas neste sábado no Brasil e em Portugal foram apreendidos equipamentos que devem auxiliar na continuidade das investigações. Há suspeitas de que sistemas do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região) tenham sido alvos do grupo liderado por Zambrius. O TRF-1 identificou problemas em sua rede na quinta-feira (26) à noite e o acesso a público externo segue bloqueado neste sábado. No caso do TSE, a PF informou que não foram identificados indícios de que a ação do grupo tenha prejudicado a apuração, a segurança ou a integridade dos resultados da votação do primeiro turno. O que se sabe é que os ataques envolveram a divulgação de dados internos antigos e de tentativas de causar instabilidade nos sites do próprio TSE e dos TREs (Tribunais Regionais Eleitorais). Tudo sem relação com a lentidão na apuração dos votos, um problema à parte atribuído à falta de testes na pandemia, decorrente da centralização de votos no TSE, uma inovação para as eleições de 2020 por questões de segurança após uma recomendação feita pela PF. As medidas judiciais em território brasileiro foram decretadas pela 1ª Zona Eleitoral do Distrito Federal. Em Portugal, as ações se desenvolvem com a cooperação da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e Criminalidade Tecnológica. A operação foi batizada pela PF de Exploit, termo para uma sequência de comandos que tomam vantagem de um defeito a fim de causar um comportamento acidental ou imprevisto em software ou hardware de computadores ou dispositivos eletrônicos. Os crimes em apuração são os de invasão de dispositivo informático e de associação criminosa, ambos previstos no Código Penal; além de outros previstos no Código Eleitoral e na Lei das Eleições (9.504/97). Após o ataque ao TSE, o CyberTeam, conhecido no meio da cibersegurança por fazer hacktivismo, ou seja, hackear em forma de protesto, com motivação ideológica, assumiu a autoria da invasão. O grupo é liderado pelo hacker Zambrius. Ele havia sido preso preventivamente em Portugal em abril deste ano por realizar diferentes ataques cibernéticos no país. Posteriormente passou a prisão domiciliar. De acordo com o jornal Diário de Notícias, o cibercriminoso é monitorado pelas autoridades desde 2017, quando tinha 16 anos e foi identificado como membro de um grupo que atacou a Polícia Judiciária e a Procuradoria-Geral da República de Portugal. Zambrius confirmou à Folha que o grupo tentava causar instabilidades nos sites dos tribunais regionais ainda na tarde deste domingo, horas antes da fala do presidente do TSE. Quase 500 grupos, perfis e páginas bolsonaristas e de outras correntes de direita se engajaram no Facebook no dia do primeiro turno para defender o voto impresso e questionar a integridade das urnas eletrônicas e do TSE. O movimento ganhou intensidade à medida que informações sobre um possível ataque de negação de serviço (DDoS) e um vazamento de dados antigos do tribunal começaram a circular no fim da manhã da votação, que registrou um atraso histórico. A organização SaferNet, que investiga uma possível operação coordenada para os ataques hacker no dia das eleições municipais, monitorou um grupo de figuras bolsonaristas, incluindo investigados no inquérito das fake news, que se movimenta desde outubro em uma série de postagens que questionam a credibilidade do TSE e a segurança das urnas. “Colocam em dúvida a apuração, o resultado que seria anunciado, como se construíssem terreno para sustentar a narrativa de que houve fraude e não reconhecer o resultado em algumas cidades”, afirmou Thiago Tavares, presidente da organização que faz o monitoramento nas redes e fornece o material ao Ministério Público e ao TSE. Também neste sábado, o TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região), com sede em Brasília e jurisdição sobre 13 estados e do Distrito Federal, informou que decidiu isolar seus sistemas de qualquer acesso remoto após acesso indevido a eles na quinta (26). O tribunal está também entre os órgãos possivelmente atacados pelo grupo liderado por Zambrius. O TRF-1 informou que desde sexta-feira (27), além de trabalhar para o restabelecimento dos seus sistemas, adotou as medidas para a apuração dos fatos. A partir deste sábado, disse ainda o tribunal, espera restabelecer de forma gradual os serviços de TI para acesso externo.

  • Reuters

    Na véspera do 2º turno, PF prende suspeito de invasão a sistema do TSE

    BRASÍLIA (Reuters) - Em cooperação com a Polícia Judiciária Portuguesa, a Polícia Federal deflagrou neste sábado uma operação com o objetivo de desarticular uma associação criminosa que teria promovido os ataques hackers ao Tribunal Superior Eleitoral no primeiro turno das eleições municipais.Segundo a PF, em Portugal ocorre o cumprimento de um mandado de prisão e de busca e apreensão, enquanto no Brasil, na véspera do segundo turno das eleições municipais, estão sendo cumpridos três mandados de busca e apreensão e três medidas cautelares de proibição de contato entre investigados nos Estados de São Paulo e Minas Gerais.

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