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Ciro Gomes PDT | Últimas notícias sobre o político

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    Haddad coloca Ciro como candidato da direita e fala em união da oposição somente no 2º turno de 2022

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Apontado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como o candidato do PT à Presidência da República nas eleições de 2022, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad classificou Ciro Gomes (PDT) como um candidato da direita. Ele defendeu um pacto entre partidos da oposição a Jair Bolsonaro somente no 2º turno da disputa. A fala do petista foi em entrevista à rádio Bandnews de Manaus (AM). Logo após Lula indicar o nome de Haddad, no início de fevereiro, e adiantar o xadrez eleitoral para 2022, o PT passou a ser criticado por supostamente fragmentar a esquerda e, assim, fortalecer Bolsonaro. No último final de semana, em entrevista para a imprensa, o pedetista disse que seu objetivo na próxima eleição presidencial é tirar o PT do 2º turno. Ao ser questionado sobre essa suposta fragmentação causada na esquerda que Haddad falou sobre Ciro. “A direita tem o Ciro, Moro, Mandetta, Huck, Dória, qual é o problema? Isso tudo tem um ano e meio para se discutir. Não faz sentido inibir uma pessoa de se apresentar e conversar com a sociedade”, respondeu o petista. Para ele, o ideal é que sejam debatidas ideias e projetos até 2022 e os nomes “naturalmente vão surgir”. Sobre a união dos partidos que fazem oposição ao governo de Jair Bolsonaro, Haddad disse que o objetivo é construir uma aliança para o segundo turno e cutucou Ciro que, após ser derrotado no 1º turno de 2018, optou por uma viagem ao exterior e não participou da campanha petista contra Bolsonaro. “Para derrotar o Bolsonaro temos que ter um pacto de todo mundo que é oposição ao apoiar quem for para o segundo turno. Esse é o pacto que tem que ser feito. E não o que foi feito em 2018, quando cada um foi para um lado e deixou o Bolsonaro ganhar”, disse.

  • Folhapress

    Ciro busca alianças com centro para 2022 e diz que sua tarefa é tirar PT do 2º turno contra Bolsonaro

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) intensificou os acenos a siglas como DEM e PSD para viabilizar sua candidatura à Presidência em 2022 e, em entrevista à Folha, defendeu uma união de centro-esquerda para derrotar Jair Bolsonaro (sem partido) e reforçou seu rompimento com o PT. "Nesse quadro de hiperfragmentação, quem for contra o Bolsonaro no segundo turno tem tendência de ganhar a eleição. O menos capaz disso é o PT. Por isso, a minha tarefa é necessariamente derrotar o PT no primeiro turno", afirma. Ciro, 63 --que disputou o Planalto três vezes e terminou em terceiro lugar no pleito de 2018, com 13 milhões de votos (12% dos válidos)-- escancarou seu distanciamento da sigla ao não embarcar na campanha de Fernando Haddad (PT) no segundo turno daquele ano, vencido por Bolsonaro. Ex-ministro do governo Lula (PT), o pedetista diz que o que chama de "lulopetismo" representa hoje uma "adversidade intransponível" em sua relação com a legenda. "Converso muito com os petistas. Lá dentro, tem um grupo que acha que o Lula, com sua loucura e caudilhismo, está passando de qualquer limite. Faz as coisas sem consultar ninguém, joga só, é o Pelé", compara. "O Lula escolheu o Haddad [como pré-candidato em 2022] porque não fará sombra a ele nem hoje nem jamais. Ou seja, quer replicar a escolha da Dilma [Rousseff]." Ciro e Lula sentaram para um papo em setembro do ano passado e colocaram em pratos limpos questões da atribulada relação, mas uma reconciliação, desejada por setores da esquerda, não avançou. "Nós [PT e eu] somos coisas diferentes. Fomos aliados em alguns momentos e adversários em outros. Eu agora tenho uma adversidade intransponível com o lulopetismo, que é diferente dos outros 'PTs' que eu conheço", afirma. Entre seus interlocutores no partido de Lula estão o governador do Ceará (berço político dos Gomes), Camilo Santana, e o senador pela Bahia Jaques Wagner. Repetindo o mantra de que "o Brasil precisa de uma amplíssima união de centro-esquerda", o pedetista estreitou laços com os presidentes nacionais do DEM, o ex-prefeito de Salvador ACM Neto, e do PSD, o ex-ministro Gilberto Kassab, de olho em alianças. O PDT, que em 2018 concorreu ao Planalto coligado apenas com o nanico Avante, trabalha também para repetir na disputa eleitoral o bloco que formou com PSB, PV e Rede Sustentabilidade, atuante na oposição a Bolsonaro no Congresso. Nas eleições municipais de 2020, a dobradinha PDT-PSB saiu vencedora em três capitais de estados do Nordeste (Fortaleza, Recife e Maceió). O partido de Ciro ainda compôs chapas vitoriosas em Aracaju (com PSD, entre outros, na coligação), Salvador (com DEM) e Natal (com PSDB). Agora, o presidenciável se apega aos resultados para montar o arranjo da candidatura nacional. Calejado pela prática de quase 40 anos de carreira política, diz que a fase de conversas exige paciência e não envolve, por enquanto, acordos e indicações para a vaga de vice. "Quero sinalizar minha vontade de alargar o diálogo, porque o Brasil necessita de um novo consenso. E aí aparece o DEM, com todas as suas contradições internas e comigo, e o PSD, com contradições mais comigo do que internas. E daí? Quero que isso seja feito à luz do dia, de forma transparente." Oficialmente, nenhuma das duas legendas bateu martelo sobre 2022. Ambas mantêm contatos com outros pré-candidatos e caciques partidários. Ciro evita nomear siglas almejadas ou vetadas em sua articulação. "No Brasil, o centro tem oscilado ciclicamente, conforme a agonia socioeconômica e a agenda político-institucional", despista. "Não tenho coragem de me propor a ser presidente do Brasil para governar sem um amplíssimo diálogo com as forças que me são diferentes. Busco alianças, desde que não sejam para roubalheira e loteamento de governo, mas, sim, à base de um plano de governo qualificado", pontua. Ao mesmo tempo em que sai à procura de aliados, o presidenciável tem olhado para dentro de casa, montando palanques estaduais do PDT e atraindo quadros. Segundo Ciro, o partido está com candidaturas próprias engatilhadas em dez estados, entre eles São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraná, Ceará e Rio Grande do Norte. Em locais como Minas Gerais e Bahia, o PDT está acertando a presença em coligações. Em São Paulo, a sigla quer filiar e lançar para o Palácio dos Bandeirantes o atual prefeito de Barueri, Rubens Furlan (hoje no PSDB). Em 2020, na disputa pela prefeitura da capital paulista, o PDT ocupou a vice de Márcio França (PSB), que é pré-candidato ao governo estadual. A plataforma da candidatura presidencial de Ciro deverá seguir a trilha da apresentada em 2018, ancorada na retomada econômica e em um projeto nacional desenvolvimentista. Um dos desafios que se impõem para o grupo é o de traduzir as propostas para o eleitor. Em linhas gerais, ele tem em mente um governo que nem estigmatize nem superdimensione o papel do Estado e a influência do mercado. "O Brasil está em fim de ciclo. Faz uma década que não crescemos nada", afirma o pedetista. "O que funciona é um sistema misto, com o Estado na ativação da economia." "Nunca foi tarefa do mercado promover o desenvolvimento, nem é justo que se exija dele isso. Solto, ele produz inequidade e crise, mas ele é uma ferramenta indispensável ao progresso, e isso é algo que a esquerda antiga não entende." Alas da nova esquerda afeitas a pautas como a luta antirracista, a igualdade de gêneros e a diversidade sexual também não escapam às críticas do presidenciável. Em nome do voto do eleitorado médio, cansado dos governos recentes, Ciro sinaliza um afastamento de certos debates ideológicos. "O Brasil não cabe num gueto de esquerda. O Brasil é grande demais, complexo demais. Especialmente se a gente entender que esquerda é esse identitarismo, que não duvido que é de boa-fé, mas que não consulta nada da vida real do povo, da moral popular, da religiosidade. E eu respeito tudo isso." Nos flertes com líderes partidários, ele tem marcado sua posição anti-Bolsonaro e anti-Lula e desestimulado apostas em neófitos como o ex-juiz Sergio Moro e o apresentador Luciano Huck (ambos sem filiação partidária), aos quais faz ataques pela inexperiência. Outros raciocínios que ele usa a seu favor são a baixa popularidade de Bolsonaro e a derrocada do PT nas eleições municipais --o partido ficou sem eleger prefeitos em capitais pela primeira vez desde 1985 e amargou vexames como o 6º lugar de Jilmar Tatto em São Paulo. "Há pesquisas mostrando repúdio à continuidade do Bolsonaro e apoio à existência de uma opção a ele e a Lula. Como alguém que está acumulando 70% de rejeição vai se reeleger?", diz. Segundo pesquisa Datafolha de janeiro, o governo do presidente é considerado ótimo ou bom por 31% da população. Em seus giros, Ciro também tem difundido a narrativa de que é o único postulante com consenso e estabilidade em seu partido. Ele alfineta o governador João Doria (SP), que enfrenta um PSDB rachado, e Haddad, que foi lançado pelo PT, mas já afirmou que, caso Lula possa concorrer, terá o apoio dele. "Meu partido me quer, não tem contestação lá dentro, eu parto de um patamar de 12% a 15% em qualquer levantamento e estou aberto para conversar pra cá, pra lá", valoriza o pré-candidato, a caminho de sua quarta tentativa de virar presidente da República.

  • Folhapress

    Justiça nega pedido de indenização de R$ 50 mil de Ciro Gomes a Fernando Holiday

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Justiça de SP negou pedido de indenização de R$ 50 mil por danos morais feito por Ciro Gomes (PDT) contra o vereador paulistano Fernando Holiday (Patriota). O candidato à presidência em 2018 processou o parlamentar paulistano por causa de um vídeo no qual o ex-integrante do MBL (Movimento Brasil Livre) o chamou de "coronel" e "coronelista". A fala foi feita por Holiday em conteúdo publicado em janeiro de 2020 com o título "Hilux penhorada: e agora Ciro Gomes?", no qual o vereador fazia referência à penhora do veículo pertencente a Ciro em processo judicial. Gomes alega em sua defesa que os termos trazem carga ofensiva e acusatória. Para a juíza Juliana Pitelli da Guia, porém, na fala do vereador "não houve a transposição do limite da crítica -assim considerada dentro do contexto do debate político". O pedetista pode recorrer. "Ainda que, para o autor, a conduta do réu pareça provocativa e voltada a prejudicá-lo, não ultrapassou o limite da liberdade de expressão, considerado no contexto em tela, em que se tem dois políticos que se opõem", argumenta a magistrada da 39ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de SP. "O autor tampouco logrou êxito em demonstrar que as expressões utilizadas pelo réu teriam lhe causado sofrimento capaz de justificar a reparação pecuniária pretendida", segue Pitelli da Guia. "Noto que, como bem apontado pelo réu em contestação e evidenciado pelos documentos a esta acostados, esta não foi a primeira vez em que os termos 'coronelista' e 'coronel' foram utilizados para se referir ao requerente dentro do cenário político nacional, sem que se tenha notícia, pelas provas juntadas no processo, de que o autor tenha sofrido qualquer abalo em sua honra e imagem nas ocasiões anteriores em que tais termos foram empregados para a ele fazer alusão ou, até mesmo, que o tenha ajuizado ação contra os demais indivíduos que se referiram a ele desta forma."

  • Folhapress

    Com fake news, WhatsApp de caminhoneiros vai de Ciro a Bolsonaro, da euforia à indignação

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Sem caminhões parados nas estradas, mas agitada no WhatsApp. Essa talvez seja uma forma de definir a greve dos caminhoneiros marcada para esta segunda-feira (1) e que prometia atingir todo o território nacional --o que não aconteceu. Desde a tarde de domingo (31), o jornal Folha de S.Paulo entrou em uma série de grupos do aplicativo de conversas criados para a paralisação, sobretudo aqueles que indicavam tratar da região de São Paulo. Se no início o clima era de animação e de incentivo, com o passar da segunda-feira e a não concretização do movimento, o tom das mensagens foi mudando. As fake news, é verdade, transitaram durante todo o tempo. Houve os casos mais esdrúxulos, como mensagens com o suposto contato de um assessor do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pedindo que os colegas o pressionassem para que o governo federal aceitasse as demandas da categoria. Também houve a corrente que afirmava ter descoberto qual era o sindicalista que havia se vendido ao governo para boicotar a greve. Outra afirmava que um líder sindical seria, na verdade, um empresário da soja disposto a derrubar o movimento. Circulou brevemente uma mensagem que pedia doação por Pix para financiar a greve, mas o golpe foi rapidamente desmascarado. Na noite de domingo, já eram constantes os pedidos de que os grupos não tratassem de política, mas apenas da greve, como se as coisas se separassem. Houve debates entre apoiadores de Bolsonaro e de Ciro Gomes (PDT). Também na véspera da data marcada para os atos, corria forte o rumor de que os entregadores de aplicativos, que fizeram manifestações durante a pandemia, teriam aderido ao movimento dos caminhoneiros e iriam paralisar as estradas em conjunto. De acordo com os documentos enviados ao governo federal, a greve começaria à 0h de segunda. Antes, porém, já circulavam vídeos de supostas paralisações, gerando repercussões diversas: de apoio àqueles que alertavam ser irregular a mobilização antes da hora. Os vídeos e fotos eram encaminhados e corriam misturados com imagens de 2018, sendo quase impossível identificar algo que estivesse de fato acontecendo naquele momento (em alguns registros, é verdade, o personagem dizia a data de 31 de janeiro de 2021). Era possível também ver pessoas (poucas) argumentando contra a paralisação ou então tentando espalhar falsas notícias de que a mobilização havia sido cancelada. Durante a manhã de segunda, em meio a esta mesma toada, fez bastante barulho a paralisação na rodovia Castello Branco, que não tinha a ver com o movimento nacional que vinha sendo organizado; era, na verdade, um protesto contra o governador de São Paulo, João Doria (PSDB). Também incendiou os grupos a notícia de que os motoristas do BRT, no Rio de Janeiro, haviam entrado em greve. O movimento não tinha nenhuma relação com os caminhoneiros, mas isso pouco importava. "Motoristas de Uber também estão protestando em SP e outras cidades! Rodoviários só RJ também pararam e apoiam o nosso movimento. Vamos aguentar firme e expandir o movimento! Grave seu vídeo com data e local e envie nos grupos", dizia uma mensagem, repleta de figurinhas. As fotos da cobertura televisiva e os links da notícia carioca trouxeram empolgação aos integrantes dos grupos, que diziam que aquilo seria só o começo, que "o Brasil vai parar". Não parou, e a conversa começou a mudar de tom. Muitos perguntavam se já havia começado, onde estava sendo a paralisação em uma ou outra região do Brasil. Houve quem respondesse que "sim", "está tudo parado". Mas com o passar do tempo, caminhoneiros começaram a pegar, de fato, a estrada, e com fotos e vídeos mostravam as rodovias com trânsito totalmente livre. "Na TV não mostra a greve", afirmavam alguns. Os registros de 2018 voltaram a circular com força para tentar consolidar a narrativa de que o país estava inteiro mobilizado em prol de um único ideal, mas com o tempo os ânimos foram se acirrando e dedos passaram a ser apontados, para todos os lados. Correntes culpavam o Partido dos Trabalhadores. Sem prova, afirmavam que Lula havia colocado infiltrados para boicotar a organização. Também responsabilizavam entidades como a CUT e diziam que a esquerda era envolvida com o crime organizado. Do outro lado, muitos culpavam os caminhoneiros que não deixavam de apoiar Jair Bolsonaro, e assim não tinham força para ir contra o atual presidente, tornando a mobilização inviável. Os mais esperançosos ainda repetiam que em 2018 tudo também começou assim, com um ou outro caminhão parando na beira da estrada, até que a coisa tomou proporções gigantescas. Uma foto de soldados do Exército em uma rodovia era compartilhada com a seguinte mensagem: "AS MAIORES RODOVIAS JÁ ESTÃO PARADAS, O STF DETERMINOU O USO DE FORÇA CONTRA OS CAMINHONEIROS. O EXÉRCITO ESTÁ SE DESLOCANDO NESSE EXATO MOMENTO PARA ACABAR COM A GREVE. PEÇO A TODOS QUE SE PROTEJAM DENTRO DE SEUS CAMINHÕES ASSIM QUE ELES CHEGAREM. NÃO QUEREMOS FERIDOS." Não há, no entanto, notícia de qualquer movimentação militar ou do STF (Supremo Tribunal Federal) -as decisões da Justiça que proibiram bloqueio de estradas foram locais. O tom foi passando ao desânimo. Certo ponto, o administrador de um dos grupos enviou um áudio afirmando que o próprio já estava seguindo sua viagem com o caminhão carregado, dada a falta de paralisação. Uma série de notícias também foram compartilhadas nestes grupos. Links sobre a situação de cada estrada, outros sobre pequenas paralisações, como na Bahia. Por outro lado, o áudio do ministro da Infraestrutura, Tarcisio Freitas, que era tido com um possível estopim para o movimento decolar, foi pouco citado. Alguns demonstravam surpresa ao saber da notícia. Outros, acusavam de ser uma mentira plantada por petistas. A votação para presidente da Câmara dos Deputados, citada pelo ministro como um dos motivos da escolha desta segunda como data da paralisação, foi pouquíssimo citada entre os caminhoneiros. Já na tarde desta segunda, os grupos eram bombardeados por correntes, memes (por vezes pornográficos) sobre políticos brasileiros, alguns perguntando se a greve havia começado, outros tentavam vender seu caminhão ou peças dele. Houve muito bate boca e pouca -ou quase nenhuma- mobilização.

  • Yahoo Notícias

    Ciro Gomes promete morte de Bolsonaro em caso de golpe: “Mesmo destino do Mussolini”; assista

    No início da semana, Bolsonaro voltou a usar retórica autoritária ao afirmar que são "as Forças Armadas que decidem se povo vai viver uma democracia ou ditadura"

  • Folhapress

    Ciro diz que Lula é 'mais bondoso que a burocracia do PT', mas que 'faz tudo com a mão de gato'

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Em uma live organizada pelo ex-governador Tarso Genro (PT), Ciro Gomes (PDT) deu mais detalhes sobre a conversa que teve com o ex-presidente Lula (PT) em outubro do ano passado. Ciro disse que a conversa durou 4 horas e que o petista é “muito mais generoso e bondoso” do que a “burocracia do PT”, que costuma o atacar “por pragmatismo”. O pedetista, porém, avisou que seguirá reagindo às críticas que recebe de sites vinculados ao Partidos dos Trabalhadores. “Eu disse ao Lula: cada vez que fizerem uma dessa eu vou responder a você, porque o Lula tem essa mania: ele faz tudo com a mão do gato. Só que o Lula pode ser mito para alguém, para mim é um velho camarada de longa data, a quem eu acho que, de fato, faltou grandeza nesse momento do Brasil”. O momento mencionado por Ciro diz respeito à candidatura de Fernando Haddad (PT) à presidência em 2018. Ciro, porém, disse que está disposto a conversar para formação de uma frente ampla e que desmarca qualquer compromisso para ir a reuniões convocadas por Tarso para discutir o pleito de 2022.

  • Folhapress

    Kassab não tem nada a ver com Doria e em 2022 pode se alinhar com Ciro, diz França

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Terceiro colocado na corrida à Prefeitura de São Paulo, Márcio França (PSB) indicou em entrevista à reportagem que tenta atrair o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, para sua órbita e a do ex-ministro Ciro Gomes (PDT), que foi aliado do ex-governador na eleição paulistana e é presidenciável para 2022. "Se o Kassab faz um movimento como esse, rumo ao Ciro, seria importante", disse ele, incluindo na costura de um eventual projeto nacional o prefeito reeleito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD). França, que é tido como negociador habilidoso e se descreve como um político pragmático, revelou também que tem a expectativa de ganhar como colega no PSB o governador do Maranhão, Flávio Dino (PC do B). Para o ex-governador, Bruno Covas (PSDB) foi para o segundo turno contra Guilherme Boulos (PSOL) e venceu porque preencheu um espaço de "meio" (ou "miolo") que ele almejava ocupar. * Pergunta - Que balanço faz do seu resultado? Gilberto Kassab - Claro que, quando a gente entra, quer ganhar. Consolidei um espaço importante na capital, que eu não tinha. Consegui encontrar uma espécie de "segundo meio", porque o meio estava ocupado pelo Bruno [Covas], que era o favorito para ir ao segundo turno, e o meu eleitor é desse lugar, não é de uma das pontas. Por que o sr. não foi para o segundo turno? GK - Os tucanos primeiro tentaram cravar o [Celso] Russomanno [como adversário] e, quando viram que ele não se segurou, foram em busca de uma segunda alternativa, o Boulos, que foi uma presa fácil. Sabiam que, se eu fosse para o segundo turno, seria um desastre para eles, entraria no eleitorado de todos os lados. Aponta algum erro da sua campanha? GK - Olha, na análise eleitoral pós-eleições, tudo fica meio óbvio. Evidentemente, a doença [câncer] em uma pessoa jovem, a valentia do Bruno foram fatores importantes e o consolidaram no miolo. Aí o meu espaço de miolo ficou ocupado. Se eu ficasse jogando só com as posições de esquerda, eu não conseguiria. [Ficaria] como da outra vez, aquela história de Márcio Cuba. Seu encontro com Jair Bolsonaro em agosto teve algum impacto? GK - A política exige uma certa maleabilidade, até porque no segundo turno você precisa fazer movimentos. Na outra eleição [2018], eu tive uma policial como vice. Ela era bolsonarista. O sr. saiu de 3,3 milhões de votos no segundo turno na capital em 2018 para 728 mil neste ano. GK - Essa comparação conduz a um equívoco, porque no segundo turno as pessoas não votaram em mim. Votaram contra o Doria. O voto não era meu. Tinha um fato nesta eleição que era real, é que eu não tinha uma vida consolidada em São Paulo. O sr. apostou novamente na retórica anti-Doria. GK - Enquanto houver um Doria, haverá um anti-Doria em São Paulo. E hoje eu estou consolidado [nesse papel], não é alguém do PT nem do Bolsonaro. Além da sorte, o Doria tem outras qualidades. É determinado, obstinado, acorda cedo. Ele não tem é sensibilidade social. E não entende nada de administração pública. Mas vai sendo empurrado pelo PSDB, que é uma máquina. Ele sai consolidado desse processo, pronto para 2022. Ele, o Ciro e o Bolsonaro. Concorda com a leitura de que Guilherme Boulos (PSOL) saiu como líder de peso na esquerda? GK - Foi uma passagem positiva, mas serviu muito mais individualmente, porque ninguém pode supor que o PSOL vá ter uma candidatura a presidente da República competitiva. Quando chegar ao interior, em Araraquara, em Fernandópolis... E se ele consolidar a frente de esquerda que quer construir? GK - O problema de frente... É igual à história da Marta [Suplicy]. Todo mundo fala em frente, desde que seja o líder da frente. Ao declarar neutralidade no segundo turno, o sr. disse que não aceitava empurrões. De quem? Do PDT? GK - Não, do PDT não. Havia uma coisa assim: tem que ser com o Boulos. Mas por que eu tenho que apoiar o Boulos se ele há dois anos não declarou voto em mim? Eu não tinha razão para fazer esse movimento. O que me encanta são desafios. Você sai de uma eleição e começa outra. E como você vai depois chegar e falar que apoia o Boulos lá em Piracicaba? Se eu já era [considerado] de esquerda lá, você calcula o Boulos. Tenho um histórico de convivência partidária, mas eu não tenho esse perfil de mais radical. O eleitor mais jovem, universitário, me acha muito pragmático. Quer uma opção mais romântica. Eu não disputo para ir para segundo turno, disputo para ganhar. Eu não era candidato a ser líder de esquerda. Ficou algum atrito com seu partido, cuja direção nacional orientou apoio a Boulos? GK - Não. Temos uma relação muito antiga. Eles me respeitam bastante, sabem que os meus movimentos têm a ver com sobrevivência eleitoral. O momento estava para candidatos mais ao centro e mais experientes. Eu estava certo nessa análise. E, no meu caso, se não sou candidato, eu desapareço, porque não tenho um partido grande. Seu futuro é ser candidato a governador em 2022? GK - Com essa posição, o meu nome está colocado, é sempre um player aqui no estado de São Paulo. Não tem muita alternativa. O partido não tem outra figura que esteja à disposição. É claro que a ideia é disputar. O meu nome, se fizerem pesquisa hoje, vai estar lá. Mas eu posso sair a governador, a vice-governador, a senador, não sair a nada. A eleição de governador é determinada pelas circunstâncias das eleições nacionais. Como estão as costuras? GK - Suponha que saia uma chapa tipo [Alexandre] Kalil presidente da República, com Cid Gomes [senador do PDT e irmão de Ciro] vice, por exemplo. Aí acerta Pernambuco, acerta Ceará, entra São Paulo, e pronto, já está feito um enquadramento. É um eixo [possível]. O Kassab joga um papel importante aí. E há um papel importante agora que vai ser jogado pelo Flávio Dino, que eu sinto que está de mudança. Para o PSB? GK - Acho que sim. Sou muito amigo do Flávio. Ele é brilhante. Foi o melhor deputado que eu conheci em Brasília. O movimento dele vai ser o mais importante dos próximos dias. O PC do B está com um problema [com a cláusula de barreira]. Ou eles migram para algum canto ou vão ser diluídos. Quem saiu vitorioso desta eleição, na sua opinião? GK - Foram três grandes vitoriosos. O Kassab botou uma candidatura em São Paulo sem chamar muita atenção [Andrea Matarazzo] e sem brigar com ninguém. E foi muito bem no estado e no Brasil. Ele é um player nacional relevante, está descolado do centrão. O Doria é um vitorioso pela sorte. E o Ciro tem uma persistência cívica. No Nordeste, a junção PSB-PDT teve bons resultados. Além disso, percebo o Kalil como uma estrela em ascensão, é ligado ao Kassab e amigo do Ciro. Vejo nisso aí uma certa chance, um certo alinhamento. Se o Kassab faz um movimento como esse, rumo ao Ciro, seria importante. Sinto que o Kassab não tem simpatia pela engenharia PSDB-DEM. Conheço o jeitão dele. Ele não tem nada a ver com o Doria também. Ele é rival do DEM. O sr. tem falado com PDT, Kassab, PC do B, Solidariedade, Avante. Conversou também com Boulos e Alckmin. Sobre o quê? GK - O Boulos eu cumprimentei. Foi um desempenho bacana para um rapaz novo. O Alckmin me ligou para me cumprimentar. Disse: "Olha, eu fui terceiro colocado [na disputa para prefeito em 2008] e saí disso para governador". Quem é mais preparado para ser presidente: Doria ou Bolsonaro? GK - Não sei o que vai acontecer... Do ponto de vista ideológico, o Bolsonaro é mais radical, né? O Doria é um adversário perigosíssimo também para o próprio Bolsonaro. É mais cara de pau, né? O Doria vai se abraçar no Lula, não tenha dúvida, se precisar ele vai se agarrar no [Nicolás] Maduro. Ele não tem nenhum problema com isso, é bem pragmático. E qual dos dois é mais preparado? GK - Difícil, né? Acho ambos despreparados. O Bolsonaro é mais sincero, mais autêntico. O Doria é um moço mais elaborado, fala duas ou três línguas, estudou. A gente vai fazer todo o possível para que tenhamos mais opções. O Ciro é um player hoje relevante. A persistência cívica dele é admirável. É um cara preparado. E Luciano Huck, é viável? GK - É um nome simpático para todo mundo. Agora, e qual é a disposição real? Porque, na hora em que você tem que assinar a ficha e se filiar, é difícil, né? Você é uma certa unanimidade, no dia seguinte passa a não ser. * RAIO-X Márcio França, 57 Formado em direito, foi oficial de Justiça antes de entrar na política como vereador e duas vezes prefeito de São Vicente (1997-2004). Sempre no PSB, teve dois mandatos como deputado federal (2007-2015). Em 2014 se elegeu vice-governador na chapa de Geraldo Alckmin (PSDB). Assumiu o governo em abril de 2018, com a renúncia de Alckmin para concorrer à Presidência. Disputou a reeleição contra João Doria (PSDB) e perdeu no segundo turno (por 52% a 48%). Neste ano, ficou em terceiro lugar na disputa pela Prefeitura de São Paulo, com 728.441 votos (13,64%), tendo Antonio Neto (PDT) como vice.

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    “Lula não quer que surja nenhuma grande liderança dentro do PT. E eu não obedeço a isso. Acabou”, diz Ciro

    Candidato à Presidência em 2018, Ciro defendeu uma frente ampla para 2022, mas acha que é mais fácil aliança com PSDB que com PT

  • Yahoo Notícias

    Eleições 2022: Bolsonaro segue favorito, mas Ciro e Huck se tornam ameaça real em pesquisa

    Bolsonaro lidera a corrida presidencial, mas enfrenta dificuldades em um eventual segundo turno com Ciro ou Huck, segundo pesquisa Exame

  • Folhapress

    Para Ciro, aliança entre centro-esquerda e centro-direita é necessária para derrotar Bolsonaro em 2022

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - O ex-governador do Ceará e ex-ministro Ciro Gomes (PDT) afirmou nesta terça-feira (1º) que o Brasil precisa de uma aliança de centro-esquerda e centro-direita para fazer frente ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nas eleições de 2022. "Mais do que viável, acho necessária [essa aliança]", disse em entrevista ao UOL, após ter sido questionado sobre uma declaração do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Um dia antes, também em entrevista ao UOL, Maia citou Ciro e outros nomes, como o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e o apresentador de TV Luciano Huck, para formar uma frente de centro nas próximas eleições. Para Ciro, a esquerda precisa formar uma aliança com a política de centro, que tradicionalmente se alia à direita no país, para chegar com mais chances de vitória em 2022. "O futuro, do meu ponto de vista, pede o encerramento da ilusão neoliberal e a formulação, em um ambiente muito difícil e complexo, de um projeto nacional de desenvolvimento. Esse projeto, para ser viável, tem de tomar uma parte do centro político da sua tradicional relação umbilical com a direita." Questionado se acharia mais fácil construir uma aliança com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou com Doria, Ciro disse acreditar em nem uma coisa, nem outra. O ex-governador cearense defendeu uma aliança entre PDT, PSB, Rede e PV para a travessia de um primeiro grande obstáculo, "com meus 15%, 14% [de intenções de votos]", para depois se discutir a continuidade desse processo. "O que vou fazer, à luz do dia, na frente de todos, é tentar capturar um pedaço de centro-direita para uma ampla aliança na centro-esquerda", disse Ciro. "Se eu conseguir isso, vou ser o próximo presidente do Brasil. Se não, eu boto a viola no saco e vou ser um livre pensador." Apesar de dizer que gostaria de ser candidato em 2022, Ciro declarou que não necessariamente o seu nome será lançado em uma eventual chapa nas eleições. "Eu quero ser, mas não me imponho."