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Curitiba | Últimas notícias da capital paranaese

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    É #FAKE que candidata a vereadora em Curitiba teve o dobro de votos, mas fraude alterou número conquistado

    Um post publicado em redes sociais afirma que os dados divulgados da votação de uma candidata a...

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    Vídeo do Porta dos Fundos faz sátira com vereadora do partido Novo de Curitiba (PR) e gera críticas

    Um vídeo do grupo de humor Porta dos Fundos satirizando a eleição de uma vereadora do partido Novo...

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    Porta dos Fundos é acusado de machismo contra vereadora de Curitiba: 'Participou de orgia e vazou nudes'

    Mesmo sem citar diretamente o nome da vereadora, muitos viram na paródia uma ofensa a Indiara Barbosa, que foi a candidata a vereadora mais votada da capital paranaense

  • Folhapress

    Professores fazem greve de fome por revogação de edital de contratos temporários no PR

    CURITIBA, PR (FOLHAPRESS) - Um grupo de 47 professores da rede pública do Paraná iniciou na manhã desta quinta-feira (19) uma greve de fome em frente à sede do governo do estado, em Curitiba, pedindo a suspensão de um edital de seleção de docentes temporários. Na quarta-feira (18) à tarde, eles ocuparam o prédio da Assembleia Legislativa, onde passaram a noite. Eles buscavam apoio dos deputados no diálogo com a gestão Ratinho Jr. (PSD). A Casa obteve uma liminar da Justiça determinando a desocupação, sob pena de multa de R$ 30 mil. Pela manhã, segundo a APP-Sindicato, o grupo de cerca de 70 pessoas deixou o prédio e se encontrou com outros 300 professores que o aguardava para continuar o protesto no Palácio Iguaçu, sede do governo do Paraná. De acordo com a entidade, há manifestações em outras cidades do estado. A briga dos professores é principalmente contra o edital que prevê a contratação de 4.000 docentes temporários para 2021 por meio de processo seletivo simplificado (PSS). A seleção, que até então era feita considerando o tempo de serviço e os títulos dos docentes, agora também terá uma prova presencial, a ser aplicada no dia 13 de dezembro. O sindicato argumenta que o período de pandemia ofereceria riscos a todos os envolvidos e impossibilitaria a presença de profissionais idosos ou com alguma comorbidade. Segundo o sindicato, cerca de 100 mil pessoas podem se inscrever para as provas. A secretaria de educação, comandada por Renato Feder, que chegou a ser cotado para ministro do governo Jair Bolsonaro, anunciou que teria à tarde uma reunião com o sindicato para tentar uma negociação. A pasta anunciou que 12.000 já se inscreveram para participar do processo seletivo, cuja inscrição se encerra na segunda-feira (23). À noite, o governo divulgou uma nota em que informou ter retomado as negociações com a APP-Sindicato e que deve se reunir novamente com representantes da entidade nos próximos dias. Segundo a nota, um dos pontos que avançaram é a implantação do pagamento do salário mínimo regional a todos os servidores do estado que ainda não recebem o piso estadual. A implantação deve ocorrer em dezembro, em folha complementar, e o valor será retroativo a janeiro de 2020. Pelas redes sociais, a APP informou que os 47 professores continuarão com a greve de fome até resposta positiva do governo. A APP também reclama da diminuição no número de professores contratados por esse regime, já que, até então, segundo os servidores, eram cerca de 20 mil temporários. A entidade defende a ampliação de contratações via concurso público diante da demanda anual pelo PSS. Argumenta ainda que o contrato de R$ 4 milhões para a realização da prova foi feito sem licitação. Já a secretaria de educação afirmou, por meio de nota, que sempre esteve aberta ao diálogo e que o processo seletivo foi pauta de diversas reuniões com professores ao longo de 2020, citando ao menos nove encontros oficiais. Ainda segundo a pasta, por pedido dos docentes, manteve o tempo de serviço e a prova de títulos como critérios para seleção e retirou da classificação a prova de redação e a banca avaliativa, originalmente planejadas. "Restou como novidade do PSS deste ano apenas a prova de conhecimento na disciplina escolhida (são até duas)." Na terça-feira (17), depois que um grupo de índios ocupou a sede da entidade, a secretaria teve que voltar atrás na seleção de professores para 39 escolas indígenas e quilombolas do Paraná. A pasta decidiu continuar com a classificação nos moldes antigos, pois entendeu que, nesse caso, a aplicação da prova seria inócua. Considerando a autonomia dos povos indígenas, os profissionais dependem de autorização do cacique para trabalhar nesses locais. Por meio da assessoria, o presidente da APP-Sindicato, Hermes Silva, criticou a gestão de Feder à frente da educação no Paraná. "É um secretário que não participa dos debates, não compreende a pauta e finge desconhecer a realidades das nossas escolas. Uma equipe que não tem compromisso com a realidade da educação do campo, da cidade, quilombola, indígena. Não tem responsabilidade sobre a vida de professores, funcionários, pedagogos." A entidade também reivindica outras pautas, como o cancelamento do processo de terceirização de funcionários de escolas do estado e o pagamento do salário mínimo regional e das promoções e progressões de profissionais. Hermes Silva citou ainda a reclamação da categoria em torno da militarização de 201 escolas do Paraná a partir de 2021, cerca de 9% do total de estabelecimentos do estado. Ele mencionou relatos de ilegalidade na consulta popular para implantação do modelo, principalmente em colégios com aulas noturnas. A secretaria defende a legalidade do processo. Feder afirmou, na ocasião, que a proposta foi amplamente discutida e que o pedido partiu da própria população.

  • Folhapress

    Próxima do recorde de novos casos diários, Curitiba suspende cirurgias eletivas

    CURITIBA, PR (FOLHAPRESS) - O aumento no número de casos do novo coronavírus nas últimas semanas fez a prefeitura de Curitiba suspender cirurgias eletivas a partir desta terça-feira (17) por prazo indeterminado. A gestão de Rafael Greca (DEM), no entanto, liberou no mesmo dia o retorno das aulas curriculares para alunos de até 10 anos nas escolas particulares. Na segunda-feira (16), três dos 16 hospitais da capital paranaense que atendem pacientes do SUS atingiram lotação máxima de UTIs para adultos com Covid-19. Do total de 273 leitos como estes reservados pela prefeitura apenas para adultos com a doença, 43 estão livres. As contaminações com o novo coronavírus vêm crescendo em Curitiba há cerca de duas semanas. Nesta terça, os casos ativos na cidade chegaram a 7.449, número que só é menor do que o registrado no final de julho, quando o município atingiu o pico da pandemia. No dia 31 de outubro, foram 393 novos diagnósticos. Duas semanas depois, na sexta-feira (13), 749. A média móvel passou de 351 até o feriado de Finados e, agora, está em 477 registros. A secretária municipal de saúde, Márcia Huçulak, afirmou que a suspensão de cirurgias eletivas ainda é uma medida preventiva. "É possível que tenhamos um aumento de internamentos na próxima semana, e a medida é de precaução para tenhamos um pouco mais de leitos de Covid-19 disponíveis e que ninguém fique sem assistência", disse. A prefeitura aponta que o número de pessoas procurando as unidades de pronto atendimento com sintomas respiratórios também aumentou. Na semana de 2 a 8 de novembro foram 6.752 e, já na semana seguinte, entre os dias 9 e 15, foram 8.300. Nas instituições particulares, a situação também não é confortável. O Hospital Marcelino Champagnat divulgou uma nota nesta terça informando que está com 100% dos leitos ocupados por causa do aumento no número de casos de Covid-19. Segundo a instituição, o pronto atendimento está trabalhando no limite da capacidade máxima. Na contramão da curva ascendente da pandemia, a prefeitura liberou a volta às aulas de crianças com menos de 10 anos que estudam em escolas particulares. Em ofício em resposta à uma consulta do sindicato que representa os estabelecimentos, Huçulak considerou que as crianças estão a aproximadamente 240 dias sem atividades presenciais e que a retomada, de forma geral, não impactou negativamente na curva de internações e óbitos em outros países. Em outro trecho do ofício em que autoriza o retorno às aulas, a secretária cita que as atividades presenciais são uma "oportunidade de preparar as crianças para o enfrentamento de situações adversas, tendo a resiliência como valor a ser fortalecido, para ampliar a sua capacidade de lidar com problemas, adaptar-se a mudanças, superar obstáculos e resistir à pressão de situações adversas e traumáticas, como a vivenciada neste momento". Poucos antes da eleição, em entrevista ao jornal Meio-Dia Paraná, da RPCTV, o prefeito Greca afirmou que só vai retomar as aulas nas escolas públicas de Curitiba após uma vacina para a Covid-19. Sem citar nomes, disse também que adversários políticos mentiam ao dizer que ele decretaria lockdown na cidade logo após o pleito. Ele foi reeleito no último domingo (15). "Peço que se forem à balada, à praia, ao parque, não coloquem o pé na jaca e nem chutem o balde. Se formos inteligentes, não vamos precisar fechar nada. Se forem na balada fiquem longe uns dos outros. Quando acabar a gente vai ter a festa do abraço", disse. A fala do prefeito tem relação com a faixa etária que tem mais colaborado para o aumento de casos na cidade. Os números mais significativos de novos contaminados são de jovens. Na faixa de 20 a 29 anos, o crescimento é de 25%, e, entre 30 e 39 anos, de 30%. Nas outras faixas etárias a variação é de aproximadamente 7%. O aumento nos números ainda não justifica a troca de bandeira que rege o funcionamento de comércio e serviços na capital, de acordo com a prefeitura. Desde o final de setembro, a cidade está no nível de alerta amarelo, que dá maior flexibilidade à abertura de estabelecimentos, incluindo cinemas e teatros, por exemplo. As bandeiras podem ser mais rígidas, passando pela laranja até a vermelha, a depender do nível da pandemia. Todo o Paraná vem sofrendo com uma curva ascendente da pandemia. Em todo o mês de outubro, o número de novos casos dificilmente ultrapassava mil no estado. Desde o início de novembro, no entanto, o índice só ficou abaixo desse patamar por quatro dias, todos em finais de semana, períodos em que o número de diagnósticos geralmente é mais baixo. Nesta terça, bateu recorde, com 2.324 novos casos e 30 mortes. Considerando a ocupação de leitos, a região leste, onde fica a capital, é a mais pressionada, com 74% de UTIs para adultos ocupados. Na sequência está a região noroeste do estado, com pouco menos de 50% de leitos como estes disponíveis. Mas, há pequenos municípios com situação mais complicada do que a vivida no pico da pandemia. Com pouco mais de 61 mil habitantes, Irati, no sudeste do estado, está desde a semana passada com ocupação total de leitos de UTI e enfermaria para tratamento da Covid-19 no seu principal hospital público. A partir desta quarta-feira (18), o prefeito Jorge Derbli (PSDB) decretou toque de recolher entre 22h e 6h para tentar conter a pandemia. Ele já havia baixado regras mais rígidas para controle da Covid-19, como proibição de eventos. Só na última semana, foram 185 novos casos registrados na cidade, que soma um total de 1.244 ocorrência, com 14 mortos.

  • Folhapress

    'Vão ter que aprender a conviver comigo', diz primeira mulher negra eleita vereadora em Curitiba

    CURITIBA, PR (FOLHAPRESS) - A professora Carol Dartora, 37, demorou para se sentir parte de Curitiba, mesmo tendo nascido, crescido, formado família e feito carreira na cidade. Negra, foi ainda na escola que ela teve o primeiro contato com a violência racial, em especial contra as mulheres. "Eu pensava: 'Meu Deus, por que nasci aqui e não na Bahia?'", conta. No domingo (15), ela acabou escrevendo um novo capítulo na história política da capital paranaense ao se eleger vereadora. É a primeira vez que a Câmara Municipal da cidade vai contar com uma mulher negra na sua bancada. Apesar de ser a capital do Sul do Brasil com maior número de pessoas autodeclaradas pretas, Dartora aponta que Curitiba ainda é vendida como uma cidade branca, resultado da colonização predominantemente europeia. É dessa percepção errônea que Carol Dartora tirou a inspiração para começar a ocupar os espaços públicos comuns a homens brancos. Com a ajuda dos pais, militantes do movimento negro, passou do ensino básico à universidade, ao mestrado e, agora, ao doutorado em educação. Já como professora, reconheceu sua própria história em alunas adolescentes negras e as usou como tema para tese. O debate sobre a invisibilidade da negritude curitibana a levou também para o feminismo, percebendo a falta de representatividade em ambos os caminhos. Foi num grupo de estudos da UFPR (Universidade Federal do Paraná), intitulado política de/por/para mulheres, que surgiu o último empurrão para a política. "Estava dando uma aula de história da mulher na política brasileira e falava das dificuldades de ocupar esse espaço. Aí as alunas perguntam: 'Tá, Carol, mas quantos vezes você se candidatou?' Aí entendi, agora é a hora". A hora se somou com um movimento mundial de visibilidade em torno de causas até então pouco discutidas, como o racismo e o machismo estruturais, o que, para Dartora, contribuiu para sua eleição e de outras tantas candidaturas de grupos minoritários pelo Brasil. "Não daria mais pra continuar falando de democracia no Brasil sem superar essas exclusões históricas. Claro que não foram superadas, mas [essa eleição] é uma demonstração que as pessoas estão com mais compreensão a respeito dessas exclusões e entendimento de que isso tem que ser mudado e transformado." Dartora não só foi eleita, como foi a terceira colocada em número de votos: 8.874. Assim, ela ajudou o PT, seu partido, a eleger mais dois representantes, triplicando a bancada na Câmara. Entre eles está Renato Freitas, um advogado negro que mora na periferia da cidade. A expressiva votação é atribuída por ela à denúncia que fez em torno da sub-representividade. "Trouxe esse debate ao direito à cidade mostrando que a população negra de Curitiba sofre esse apagamento. Quem nasce e vive aqui sabe desse discurso." Além das pautas em torno da educação, combate ao racismo e ao machismo, Dartora já pensa em incluir a violência política entre os pontos a serem explorados pelo mandato. Ela recebeu ao menos 500 ataques racistas pelas redes sociais e conta que, mesmo em uma legenda progressista, sofreu com conflitos internos e na busca por verbas durante a campanha. "Acharam uma surpresa [a minha eleição], eu não era a aposta. Faltou leitura do momento, porque, na minha intuição, eu já via que poderia rolar. [...] O machismo e o racismo no Brasil são tão fortes que, mesmo no campo progressista, isso também é muito forte", avalia. Entre os três eleitos do PT em Curitiba, Dartora foi a que menos arrecadou dinheiro: R$ 45,4 mil. Mesmo assim, percorrendo a cidade em campanha, ela não tirou o botton com a estrela vermelha do peito. O antipetismo, para a professora, existe em menor escala em Curitiba do que consta no imaginário da cidade, terra da operação Lava Jato e onde o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficou preso por meses. "Eu resgatava todo o legado do PT e isso era muito importante para as pessoas. Mais do que isso, elas olhavam para o meu rosto e tinham certeza absoluta de que eu sabia do que estava falando. Seria muito diferente se o padrão dos eleitos, o homem branco de 45 anos, chegasse para a pessoa para falar de machismo", afirma. Questionada sobre como deve conviver com seus pares na Câmara a partir de 2021 -ainda, na maioria, homens e conservadores-, Dartora acredita que a ordem de incômodos tem que ser revista também na política. Para a professora, são eles que terão que mudar, não ela. "Não vai ser nada de diferente do que sempre foi na minha vida. Sempre tive que estar em espaços em que a maioria das pessoas são brancas e onde deveria ter mais mulheres. Vai ser um aprendizado para eles, que vão ter que aprender a conviver comigo, a ouvir coisas que talvez nunca ouviram, olhar para um tipo de sujeito que nunca olharam em suas reuniões, ouvir debates que talvez nunca escutaram, vai ser um grande aprendizado para essa Câmara." Além de Dartora, outras sete mul heres vão ocupar cadeiras na Câmara Municipal, mantendo a mesma bancada feminina do último pleito. Com isso, apenas 32 mulheres se elegeram vereadoras em Curitiba desde 1947 -número menor que o total de assentos, 38.

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    Lewandowski libera a Lula acesso a provas obtidas pela Lava-Jato de Curitiba

    O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a 13ª Vara...

  • Folhapress

    Apuração dos votos para a Prefeitura de Londrina (PR)

    100,00% das seções totalizadas MARCELO BELINATI PP – 11 68,66% - 175.331 votos BOCA ABERTA PROS – 90 7,27% - 18.558 Anulado Sub Judice JUNIOR SANTOS ROSA REPUBLICANOS – 10 6,57% - 16.765 MARCIO STAMM PODE – 19 5,33% - 13.601 TIAGO AMARAL PSB – 40 4,23% - 10.808 BARBOSA NETO PDT – 12 2,73% - 6.974 Anulado Sub Judice CARLOS SCALASSARA PT – 13 2,51% - 6.412 DELEGADO ÁGUILA MISUTA MDB – 15 1,93% - 4.940 MARCIO SANCHES PC do B – 65 0,49% - 1.252 ALVARO LOUREIRO JUNIOR PV – 43 0,28% - 705 Brancos 8.728 - 3,13% Nulos 14.710 - 5,28%

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    Rafael Greca é reeleito prefeito de Curitiba em 1º turno

    CURITIBA, PR (FOLHAPRESS) - O prefeito Rafael Greca (DEM), 64, foi o escolhido pelos eleitores de Curitiba para governar a capital paranaense por mais quatro anos. Ele venceu o pleito ainda no primeiro turno, com 59,74% dos votos válidos. Na sequência, aparecem dois deputados estaduais que também concorriam ao cargo: Goura Nataraj (PDT), 41, com 13,26% dos votos, e Fernando Francischini (PSL), 50, com 6,26%. "O resultado da eleição confirma o acerto da recuperação de Curitiba pela nossa proposta de conciliar a grande tradição da urbanística com intensa inovação", afirmou Greca. O segundo colocado, Nataraj, afirmou que o sentimento é de vitória. "É de vitória de ter chego aqui enfrentando todos os desafios. A gente vai continuar cobrando as políticas públicas. Espero sensibilidade e empatia do prefeito às críticas que foram feitas para que Curitiba entre sim no rumo certo." A votação de Francischini contrariou pesquisas anteriores, que o colocavam com chances de chegar ao segundo turno. "Foi uma eleição atípica em um ano difícil marcado pela pandemia. Basta ver que 40% dos curitibanos não votaram em ninguém, considerando votos brancos, nulos e abstenção", justificou. Segundo ele, seu partido, o PSL, vai trilhar um caminho independente e fiscalizador na Câmara Municipal de Curitiba "votando todos os projetos que forem bons para a vida dos curitibanos." A capital do Paraná teve recorde de candidatos em 2020, com 16 nomes concorrendo à prefeitura. O artista plástico Diogo Furtado (PCO), 30, porém, teve o pedido de registro de candidatura indeferido pela Justiça Eleitoral e aguardava julgamento de recurso. Também concorreram nestas eleições o ex-deputado federal João Arruda (MDB), 44, a deputada federal Christiane Yared (PL), 60, a professora Carol Arns (PODE), 44, o médico Dr. João Guilherme (Novo), 47, a psicóloga Marisa Lobo (Avante), 57, o professor Paulo Opuszka (PT), 43, o professor Renato Mocellin (PV), 62, a professora Samara Garratini (PSTU), 29, a psicanalista e economista Letícia Lanz (Psol), 69, a estudante Camila Lanes (PCdoB), 24, o professor Eloy Casagrande (Rede), 61, e o administrador Zé Boni (PTC), 43. Logo antes do início oficial da campanha, Greca obteve sua primeira vitória. Ele saiu vencedor da queda de braço com o deputado estadual Ney Leprevost (PSD), que desistiu da candidatura após intervenção do governador Ratinho Jr. (PSD). Ney foi o principal adversário de Greca no último pleito e chegou ao segundo turno em 2016, mas saiu derrotado. O aceno de Greca ao governador ocorreu principalmente com a filiação de seu vice, Eduardo Pimentel, no PSD, partido que acabou embarcando na coligação do prefeito em 2020. Outro que desistiu da disputa logo no início foi o ex-prefeito Gustavo Fruet (PDT), que amargou o terceiro lugar no pleito de 2016, quando tentava a reeleição. Desta vez, Fruet alegou falta de dinheiro para bancar a campanha e acabou substituído por Goura. A briga eleitoral ficou marcada pela ausência de Greca nos poucos debates e a união dos oponentes para tentar levar a disputa para o segundo turno. Parte dos adversários chegou a organizar discursos em praça pública para bater no prefeito, em protesto à ausência dele nas discussões e contra o escasso tempo de TV e rádio das campanhas de oposição. Já nas últimas semanas de campanha, Francischini partiu mais agressivamente para o ataque contra Greca. Em seu programa eleitoral, o deputado lançou uma série de denúncias de supostos benefícios que o prefeito teria concedido à própria família com desapropriações de terrenos e compra de asfaltos durante sua gestão. O prefeito nega irregularidades. Esta será a terceira vez que Rafael Greca vai comandar a prefeitura de Curitiba. Além da atual gestão, ele já ocupou o cargo entre 1993 e 1996. Também foi vereador, deputado estadual constituinte, deputado federal e ministro do Esporte e Turismo. Formado em economia e engenharia, especializou-se em urbanismo e é membro concursado do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc).

  • Folhapress

    Pela primeira vez, Curitiba terá uma vereadora negra

    CURITIBA, PR (FOLHAPRESS) - Curitiba terá pela primeira vez uma mulher negra na Câmara Municipal a partir de 2021. A escolhida foi a professora da rede pública Carol Dartora (PT). Com pouco mais de 95% das urnas apuradas neste domingo (15), ela está no terceiro lugar geral e deve ajudar o PT a eleger ao menos mais dois vereadores na capital paranaense –hoje, o partido tem apenas uma cadeira. "Uma cidade que rejeita sua negritude agora irá escurecer sua Câmara", escreveu a petista no Twitter. Doutora em Educação, ela se descreve como feminista e militante de causas populares. Pela primeira vez também, uma mulher é, até então, a candidata mais votada para a Câmara de Curitiba. A auditora contábil Indiara Barbosa também deve ajudar seu partido, o Novo, a conquistar ao menos mais uma cadeira na Casa Legislativa. Seguindo o posicionamento da legenda, Indiara não usou dinheiro pública para financiar a campanha. Os gastos foram cobertos por arrecadação via vaquinha eletrônica ou doações em conta bancária. "São pessoas que me ajudaram a representar os ideais do partido, a nova política. Esse é meu grande objetivo: uma nova política. E que venham mais pessoas que tenham esse mesmo objetivo de melhorar a cidade e o país por meio da política", disse. Curitiba teve recorde de candidaturas femininas em 2020 na eleição majoritária. A melhor colocada entre as seis mulheres foi a deputada federal Christiane Yared (PL), que aparece em quinto lugar no pleito, com quase 4% dos votos.

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