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EUA realiza sétima execução federal em três meses

  • Os Estados Unidos executaram nesta quinta-feira (24) um homem negro condenado à morte por um duplo assassinato em 1999, o que corresponde à sétima execução federal em três meses, apesar dos pedidos de clemência dos advogados.

Vídeos: Notícias internacionais

Joshua Wong é detido por algumas horas em Hong Kong

SHOTLIST HONG KONG, CHINA24 DE SETEMBRO DE 2020FONTE: AFPTV 1. Travelling Joshua Wong coming out of the Central police station 2. Plano médio Joshua Wong holding up a bail document posing for photographers outside police station 3. Plano geral entrance of Central Police Station HONG KONG, CHINA8 DE DEZEMBRO DE 2019FONTE: AFPTV 4. Plano geral protesters gathered in Victoria Park5. Plano geral protesters gathered in Victoria Park6. Plano médio protesters in Guy Fawkes masks HONG KONG, CHINA24 DE SETEMBRO DE 2020FONTE: AFPTV 7. Plano geral Joshua Wong speaking to media outside police station, holding up a bail document 8. SONORA 1 - Joshua Wong, Hong Kong activist (homem, English, 18 seg.): "I urge the international community, instead of only focusing on prominent activists just like me, I wish more people can pay attention to how twelve (Hong Konger, ed.) detainees are still being detained in Shenzhen with the secret detention, which totally violates human rights. " 9. Plano médio police officers talking to each other inside Central Police Station10. Plano geral police coming out of Central Police Station11. Zoom in signage of Central Police Station HONG KONG, CHINA9 DE JUNHO DE 2020FONTE: AFPTV 12. Plano médio protesters march through central Hong Kong13. Plano geral protesters running away from riot police in Central business district14. Travelling riot police yelling and pointing pepper spray at journalists 
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  • AFP

    EUA realiza sétima execução federal em três meses

    Os Estados Unidos executaram nesta quinta-feira (24) um homem negro condenado à morte por um duplo assassinato em 1999, o que corresponde à sétima execução federal em três meses, apesar dos pedidos de clemência dos advogados.

  • Folhapress

    Deputado é suspenso após ser flagrado em cena erótica durante sessão virtual na Argentina

    BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) - O deputado Juan Emilio Ameri, da aliança governista Frente de Todos, foi suspenso nesta quinta (24), após aparecer tocando e beijando os seios de sua mulher durante sessão virtual do Congresso argentino. No momento da cena, o Parlamento debatia a renegociação da dívida das províncias e como fará a reestruturação dos pagamentos a aposentados. O Congresso vem funcionando de maneira parcialmente remota devido à pandemia de coronavírus, e um outro deputado discursava quando Armeri apareceu em um momento íntimo com sua mulher no canto da tela gigante que hoje ocupa o espaço do salão principal da Casa. Ao se dar conta do que estava ocorrendo, o presidente da Câmara, Sergio Massa, mandou desligar a câmera do parlamentar e, na sequência, pediu a suspensão de Ameri. "Vamos escutar as explicações do senhor deputado, mas não podemos admitir esse tipo de situação", afirmou. Ameri, deputado pela província de Salta, explicou que estava "com um sinal de internet muito ruim, que vai e vem", e que pensava estar desconectado quando sua mulher saiu do banheiro e apareceu no quarto. Ele conta ter perguntado a ela como tinham ficado as próteses que ela colocou recentemente nos seios. "Vamos ver como ficou", afirmou enquanto a tocava. "Eu disse: 'Que bom que não ficaram cicatrizes'. Aí dei um beijo nos seios dela e isso foi tudo." Após o fim da sessão, Massa disse à imprensa que o Congresso deve "pedir desculpas à sociedade argentina". "Estamos aqui trabalhando para resolver como ficará a economia argentina, como vamos lidar com a situação em que o país está. São coisas muito sérias as que tratamos aqui. Já não aguento quando percebo que há um deputado com um copo de uísque num canto, imagine uma situação dessas."

  • AFP

    Nicarágua rejeita relatório do Conselho de Direitos Humanos da ONU

    A Nicarágua rejeitou nesta quinta-feira (24) um relatório do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas que questiona a situação dos direitos humanos no país, afirmando que ele se baseia em agendas midiáticas "caluniosas" e "difamatórias".

  • Folhapress

    Estudo aponta que China construiu quase 400 centros de detenção em Xinjiang

    BAURU, SP (FOLHAPRESS) - A China construiu 380 centros de detenção em Xinjiang, região autônoma que abriga uma minoria majoritariamente muçulmana no noroeste do país, afirma um relatório divulgado nesta quinta-feira (24) pelo Instituto Australiano de Política Estratégica (ASPI). De acordo com o estudo, os pesquisadores mapearam quase 400 "centros de detenção suspeitos" por meio de imagens capturadas por satélite desde 2017. Alguns deles foram construídos ou expandidos neste ano, contradizendo afirmações de autoridades chinesas, segundo as quais a maior parte das pessoas detidas nesses locais já havia retornado à sociedade. Pequim alega que as unidades são centros de educação e treinamento vocacional e fazem parte de um conjunto de medidas para combater o terrorismo e o fundamentalismo islâmico. Entidades de defesa dos direitos humanos, no entanto, denunciam que os uigures, como é conhecida a etnia muçulmana dominante naquela região, foram detidos arbitrariamente e submetidos a práticas de trabalho forçado e doutrinação política. "Nos últimos três anos, cerca de um milhão de uigures e outras minorias foram detidos nessas instalações contra sua vontade", diz o estudo do ASPI. "O sistema carcerário de Xinjiang é a espinha dorsal coercitiva que sustenta todos os outros aspectos da repressão do governo contra os uigures e outras minorias étnicas." Além do monitoramento por satélite, os pesquisadores australianos utilizaram outros métodos para localizar e mapear os centros de detenção chineses. No processo, coletaram depoimentos de vítimas da repressão imposta por Pequim, muitos dos quais foram reunidos em uma base de dados com informações de quase 11 mil pessoas, incluindo mortos e desaparecidos. O ASPI também verificou locais mencionados em documentos oficiais e reportagens e ouviu jornalistas e outras pessoas que já estiveram em instalações chinesas em Xinjiang. As instalações descobertas pelo instituto foram divididas em quatro níveis diferentes. O primeiro deles, segundo o estudo, são centros de reeducação de baixa segurança, geralmente adaptados de escolas, hospitais e outros prédios pré-existentes. As unidades de nível 1 incluem cercas e muros destinados a limitar a mobilidade dos internos. Em alguns casos, incluem quadras de basquete, mesas de pingue-pongue e salas de aula que, segundo o estudo, "podem apoiar a narrativa enganosa de que [os centros ] foram concebidos para puramente 'educar' ou 'treinar' os detidos". Esses centros são o único nível de detenção ao qual jornalistas e diplomatas tiveram acesso em visitas monitoradas por autoridades chinesas. A pesquisa do ASPI afirma que as instalações de nível 2 são muito semelhantes a condomínios residenciais, mas "parecem ter sido especificamente construídas para detenção de uigures e outras minorias". Com muros altos ao redor dos prédios e torres de vigilância, essas unidades são destinadas a "indivíduos considerados um perigo para a sociedade aos olhos das autoridades locais de Xinjiang." No nível 3, os prédios parecem ter o objetivo de remover pessoas da sociedade, sem intenção de reabilitação, diz o relatório australiano. "Eles são totalmente cercados por um retângulo de altos muros de concreto, torres de vigilância e várias camadas de cerca de arame farpado." A maior parte dessas instalações, segundo o mapeamento, foi construída depois que as autoridades chinesas anunciaram a libertação dos detidos, contradizendo o discurso oficial de Pequim. No último nível, as construções são como prisões de segurança máxima, para as quais os detidos são transferidos após um processo formal de condenação no sistema judicial. Há relatos, porém, de uigures que foram presos por "crimes" como possuir um Corão, livro sagrado do islamismo, ou se abster de comer carne de porco, prática comum entre os muçulmanos. Uma das principais descobertas do estudo australiano foi o aumento significativo na quantidade de centros de detenção em Xinjiang. Em 2017, eram 2.321 prédios em 350 centros chineses. As novas descobertas apontam um crescimento de 97,7% no número de construções —foram mapeados 4.588 prédios neste ano. A pressão internacional sobre o regime chinês também vem aumentando. Na semana passada, líderes da União Europeia pediram que a China faça concessões no campo dos direitos humanos para conseguir avançar em um acordo comercial cujas negociações já se arrastam por sete anos. Um dia depois, mais de 20 entidades divulgaram uma carta aberta ao Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas em que acusam Pequim de crimes contra a humanidade e genocídio na repressão aos uigures e outras minorias étnicas. O Ministério das Relações Exteriores chinês nega as acusações, as quais classifica como "tópicos sensacionalistas inventados para tentar difamar e desacreditar a China". A chancelaria, entretanto, disse que o país "está disposto a fazer arranjos" pra viabilizar a visita de representantes europeus a Xinjiang. O intuito, segundo as autoridades chinesas, seria fazer com que a UE possa "entender verdadeiramente a situação, sem depender de boatos".

  • O Globo

    Conheça o ‘lobo solitário’ que destronou Jack Ma no ranking de bilionários da China

    Zhong Shanshan aumentou sua fortuna em US$ 51,9 bilhões neste ano, após abrir o capital de fabricantes de vacina e de bebidas

  • Folhapress

    Protestos antirracismo retomam força nos EUA após decisão da Justiça no caso Breonna Taylor

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Milhares de pessoas foram às ruas em várias cidades dos EUA na noite desta quarta (23) protestar contra a decisão da Justiça de processar somente um dos três policiais envolvidos na morte de Breonna Taylor. Multidões de diferentes tamanhos se reuniram em Nova York, Washington, Atlanta, Chicago, Denver, Los Angeles, Oakland, Filadélfia, Seattle e Portland. Nessa última, ativistas atacaram um prédio da polícia e foram dispersados com bombas de gás. Em Louisville, no estado do Kentucky, cidade de Breonna, milhares de pessoas protestaram, e dois policiais foram baleados em meio aos atos. Paramédica negra, Breonna foi morta aos 26 anos no corredor de seu apartamento durante uma operação policial de combate ao tráfico de drogas. O caso ocorreu em 13 de março, e sua morte gerou grandes manifestações desde então. Uma decisão do júri, anunciada nesta quarta, definiu que os três policiais envolvidos na ação não serão processados pela morte de Breonna. Um deles, Brett Hankison, foi indiciado sob a acusação de expor cidadãos a risco injustificado, pois atirou contra uma janela e uma porta que estavam fechadas. Ele foi demitido da polícia e chegou a ser preso, mas pagou fiança no valor de US$ 15 mil (R$ 82,5 mil) e deve aguardar o julgamento em liberdade. O anúncio revoltou ativistas antirracismo, que consideram o caso de Breonna um símbolo da luta pelo fim da violência policial e exigem punições duras aos responsáveis pela morte. "Nada parece mostrar que Breonna importava", disse Ben Crump, ativista dos direitos civis e advogado dos Taylor e de outras famílias de vítimas da violência policial nos EUA, como George Floyd. ​ O vídeo abaixo mostra cenas do protesto em Denver, onde um carro avançou sobre manifestantes. Logo após a decisão ser divulgada, ativistas saíram às ruas de Louisville, e forças policiais foram acionadas. De acordo com o chefe interino da polícia, 127 pessoas foram presas. Ainda que os atos tenham sido, em sua maioria, pacíficos, no bairro de Highlands, no limite do centro da cidade, diversos manifestantes jogaram garrafas de água em policiais, que revidaram com bombas de gás. Seguiram-se brigas, e algumas vitrines de lojas foram quebradas. O município decretou estado de emergência e toque de recolher a partir das 21h. Nos atos, dois guardas foram feridos a tiros, mas não correm risco de morte. Um suspeito de efetuar os disparos foi preso. No Twitter, o presidente Donald Trump disse que está rezando pelos agentes baleados e que seu governo prepara uma ajuda ao governador do Kentucky, o democrata Andy Beshear, caso seja necessário. Ao longo dos últimos meses, Trump tem marcado posição contra as manifestações, classificando ativistas como bandidos e advogando uma resposta baseada em uma política de "lei e ordem". Os protestos devem continuar na noite nesta quinta. "Nesta noite, espero que mais pessoas saiam às ruas. A expectativa é de que a polícia continue a hostilizar e a provocar. Esperamos e oramos para que ninguém se machuque", disse Timothy Findley Jr., pastor e líder de um movimento social em Louisville. ENTENDA O CASO Breonna foi baleada cinco vezes no corredor de seu apartamento por policiais que executavam um mandado de busca em uma investigação relacionada a tráfico de drogas. Os policiais que arrombaram a porta do apartamento da jovem negra logo após a meia-noite de 13 de março tinham um mandado de busca e apreensão. Inicialmente, eles tinham aval da Justiça para entrar no local sem aviso prévio. Antes de a ação começar, porém, o tipo de mandado foi alterado, e assim os policiais eram obrigados a bater na porta e se identificarem antes de entrar. A operação fazia parte de um caso que envolve o ex-namorado da jovem, Jamarcus Glover, acusado de comandar uma rede de tráfico de drogas. Em outros endereços revistados, policiais encontraram uma mesa coberta de drogas embaladas para venda, incluindo um saco contendo cocaína e fentanil. A investigação que levou os policiais à casa de Breonna incluiu um rastreador GPS, que apontou repetidas idas de Glover ao apartamento dela; fotos dele saindo do apartamento com um pacote nas mãos; filmagem mostrando Breonna em um carro com Glover em uma das "bocas" que ele operava; e o uso do endereço dela em registros bancários e em outros documentos. Na noite da operação, Breonna estava no apartamento com seu namorado, Kenneth Walker. Ele disse que os dois não sabiam quem estava à porta. Apenas um vizinho, entre quase uma dúzia, relatou ter ouvido os policiais gritarem "polícia" antes de entrar. Como os policiais não atiraram primeiro —foi o namorado de Breonna que abriu fogo; ele disse que confundiu a polícia com intrusos—, juristas achavam improvável que os oficiais fossem indiciados. Dois agentes, o sargento Jon Mattingly e o detetive Myles Cosgrove, reagiram aos tiros na direção do namorado de Breonna, de acordo com documentos internos. Ela foi morta com cinco tiros. No caos que se seguiu, o agente Mattingly foi baleado, com ferimento na artéria femoral, e os outros agentes se esforçaram para arrastá-lo para fora do apartamento e aplicar um torniquete em sua perna. O nome e a imagem de Breonna se tornaram parte de um movimento nacional contra a injustiça racial, com celebridades escrevendo cartas abertas e erguendo outdoors com mensagens para exigir que os policiais brancos sejam acusados criminalmente pela morte. A mãe de Breonna processou a prefeitura de Louisville por homicídio culposo e recebeu US$ 12 milhões (R$ 63 milhões) em um acordo fechado na semana passada. Ela e seus advogados, no entanto, insistiram que só aceitariam acusações de homicídio contra os três policiais, demanda aprovada por milhares de manifestantes em Kentucky e em todo o país.

  • Reuters

    Democratas da Câmara dos EUA elaboram novo pacote fiscal de US$2,2 tri

    WASHINGTON (Reuters) - Democratas na Câmara dos Deputados dos Estados Unidos estão trabalhando em um pacote de estímulo de 2,2 trilhões de dólares para combate aos efeitos do coronavírus e que pode ser votado na próxima semana, disse um importante parlamentar nesta quinta-feira, enquanto a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, reiterou estar pronta para conversar com a Casa Branca.Com as negociações formais para esse auxílio paralisadas por quase sete semanas, o presidente do Comitê de Assuntos Tributários da Câmara, Richard Neal, disse que novos esforços legislativos começaram nesta semana após o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, dizer em depoimento no Congresso que os parlamentares precisavam fornecer mais apoio para uma economia que ainda cambaleia por causa da pandemia.

  • Canaltech

    Rússia, China e EUA não assinam acordo internacional de acesso a vacinas

    Até o final de 2021, o COVAX, esforço internacional de desenvolvimento, compra e distribuição de vacina contra a COVID-19, promete vacinar a população de 156 países. O Brasil faz parte da iniciativa, mas a Rússia, China e Estados Unidos não assinaram o acordo

  • Reuters

    Brasil compra quase 200 mil t de arroz dos EUA, Índia e Guiana, estima Abiarroz

    SÃO PAULO (Reuters) - A indústria brasileira de arroz já negociou cerca de 188 mil toneladas do cereal (base em casca) com Estados Unidos, Índia e Guiana, após a recente isenção de taxas de importação para o produto de fora do Mercosul adotada pelo governo para tentar reduzir preços internos que alcançaram máximas históricas, estimou à Reuters a associação do setor Abiarroz.Os Estados Unidos devem responder pela maior parte do fornecimento, com 100 mil toneladas em casca (não beneficiado), disse a diretora-executiva da Abiarroz, Andressa Silva.

  • Agência Brasil

    Caça Gripen da FAB, adquirido da Suécia, faz primeiro voo no Brasil

    O primeiro caça Gripen E (monoposto) brasileiro, batizado F-39E Gripen pela Força Aérea Brasileira (FAB), realizou hoje (24) seu primeiro voo no país, decolando do Aeroporto Internacional de Navegantes, em Santa Catarina, para a fábrica da Embraer em Gavião Peixoto (SP). A aeronave será apresentada oficialmente no Dia do Aviador e da Força Aérea Brasileira, comemorado em 23 de outubro, data que marca a realização do primeiro voo do brasileiro Alberto Santos-Dumont com o 14-Bis, no Campo de Bagatelle, em Paris, em 1906. Santos-Dumont é considerado o Pai da Aviação. > Wow! Momento incrível!ColaboraçãoReal GripenBrasileiro https://t.co/6pTqWVSCpX> > — Saab do Brasil (@saabdobrasil) September 24, 2020No evento para o primeiro voo, o presidente da empresa sueca Saab, fabricante do avião, Micael Johansson, destacou que a chegada do Gripen no Brasil e o seu primeiro voo são marcos importantes no Programa Gripen. “Estamos orgulhosos dessa jornada ao lado de profissionais tão qualificados e comprometidos dos dois países. Nós estamos seguindo o cronograma de entrega dos caças e mantemos o nosso compromisso de longo prazo com o Brasil", externou Johansson.Já o presidente da Embraer Defesa & Segurança, Jackson Schneider, afirmou que a Embraer vai desempenhar papel de liderança na execução do Programa Gripen no Brasil, respondendo pelo trabalho de desenvolvimento de sistemas, integração, testes de voo, montagem final e entrega das aeronaves, em apoio à operação da Força Aérea Brasileira. “Como parte da transferência de tecnologia, o Programa Gripen será uma grande oportunidade para aumentar nosso conhecimento no desenvolvimento e manufatura de uma aeronave avançada de combate", apontou Schneider, à imprensa.A importância do compartilhamento de experiências por meio da cooperação entre Brasil e Suécia foi salientada também pelo ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva. "O Gripen aumenta a capacidade operacional da Força Aérea Brasileira e impulsiona uma parceria que fomenta a pesquisa e o desenvolvimento industrial dos dois países", declarou, durante o evento. Caça Gripen E, adquirido na Suécia, faz seu primeiro voo no Brasil - Sgt Bianca / Força Aérea BrasileiraO comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Antonio Carlos Moretti Bermudez, avalia que a chegada da primeira unidade da aeronave F-39 Gripen constitui um marco para o projeto. Ressaltou que “o F-39 Gripen, novo caça multimissão da Força Aérea Brasileira, será a espinha dorsal da aviação de caça e veio para reafirmar o compromisso da FAB em manter a soberania do país, defendendo os 22 milhões de quilômetros quadrados sob sua responsabilidade". Gavião Peixoto Caça Gripen E, adquirido na Suécia, faz seu primeiro voo no Brasil - Sgt Bianca / Força Aérea BrasileiraO Centro de Ensaios em Voo do Gripen (GFTC, do inglês 'Gripen Flight Test Center') na Embraer, em Gavião Peixoto (SP) será integrado ao programa de ensaios que se encontra em andamento na Saab, em Linköping, Suécia, desde 2017. De acordo com informação da empresa sueca, as atividades no Brasil incluem testes nos sistemas de controle de voo e de climatização, além de testes na aeronave em condições climáticas tropicais.Somadas aos ensaios que são comuns às aeronaves do Programa Gripen E, serão testadas no Brasil características exclusivas das aeronaves brasileiras, como integração de armamentos e o sistema de comunicação Link BR2, que fornece dados criptografados e comunicação de voz entre as aeronaves. A previsão é que os primeiros caças serão entregues à FAB, em Anápolis (GO), a partir do final de 2021.Segundo informou a FAB, a primeira aeronave multimissão F-39E Gripen chegou ao Porto de Navegantes, em Santa Catarina (SC), no último domingo (20), depois de uma viagem por navio desde Norrköping, na Suécia. Na madrugada do dia 22 de setembro, o avião foi conduzido até o aeroporto de Navegantes, onde foi preparado para o primeiro voo em espaço aéreo brasileiro.> O traslado do Gripen Brasileiro entre o porto e o aeroporto de Navegantes (SC) foi feito por via terrestre. Assista como foi a operação.ColaboraçãoReal GripenBrasileiro @fab_oficial pic.twitter.com/SivksbFyqy> > — Saab do Brasil (@saabdobrasil) September 22, 2020A FAB esclareceu que esse F-39E Gripen é uma unidade de testes equipada com instrumentos para a continuidade da campanha de ensaios, que teve início em agosto de 2019, na Suécia. O voo de Navegantes para Gavião Peixoto foi acompanhado por duas aeronaves F-5M pertencentes ao Primeiro Esquadrão do 14º Grupo de Aviação – Esquadrão Pampa. Dois helicópteros da FAB foram mantidos de sobreaviso para operação de busca e salvamento, em Pirassununga (SP). O pouso na planta da Embraer ocorreu às 15h07.O objetivo é que o Centro de Ensaios em Voo do Gripen, construído para a transferência de tecnologia, suporte e atualizações no ciclo de vida da plataforma na FAB, possa apoiar trabalhos de ensaios e testes, integração e modernizações nas áreas de engenharia, além de atuar no desenvolvimento de softwares de evoluções do projeto.  Caça Gripen E, adquirido na Suécia, faz seu primeiro voo no Brasil - Sgt Bianca / Força Aérea Brasileira Programa GripenA parceria entre Suécia e Brasil teve início em 2014, com um contrato para o desenvolvimento e produção de 36 aeronaves Gripen E/F para a FAB, incluindo sistemas, suporte e equipamentos. O programa de transferência de tecnologia tem previsão de execução em um período de dez anos.Os caças brasileiros Gripen E/F são desenvolvidos e produzidos em colaboração com técnicos e engenheiros brasileiros. “Esse esforço conjunto faz parte do programa de transferência de tecnologia que visa proporcionar o conhecimento necessário para a execução dessas mesmas tarefas no Brasil”, informou a FAB. A partir de 2021, a montagem completa de 15 aeronaves começará a ser feita no país. O desenvolvimento do Gripen F, de dois assentos, está avançando no Centro de Projetos e Desenvolvimento do Gripen.O Gripen é conhecido pela sua eficiência, baixo custo de operação, elevada disponibilidade e avançada capacidade tecnológica. Ao todo, 36 caças Gripen foram comprados pelo governo do Brasil por 39,3 bilhões de coroas suecas, valor que equivale atualmente a quase R$ 24 bilhões.Caça Gripen E, adquirido na Suécia, faz seu primeiro voo no Brasil - Sgt Bianca / Força Aérea BrasileiraEsse valor inclui um amplo programa de transferência de tecnologia, na qual engenheiros e técnicos brasileiros estão passando por uma série de treinamentos teóricos e práticos na Suécia. Serão mais de 350 profissionais treinados. Mais de 200 já participaram desses treinamentos, relatou a Saab, por meio de sua assessoria de imprensa.A ideia é que ao retornarem às suas empresas, as parceiras da Saab no programa, que são a Embraer, Akaer, AEL Sistemas, Atech, Saab Aeronáutica Montagens e Saab Sensores e Serviços, repassem o conhecimento aprendido e se tornem multiplicadores do conhecimento.

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