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MILIONÁRIOS e suas fortunas

  • BeInCrypto

    Investidor fica milionário após DOGE subir 1.000% e mostra saldo no Reddit

    O investidor relatou o feito em uma postagem realizada na quinta-feira (15) no fórum r/dogecoin, descrito como “um subreddit para compartilhar, discutir, acumular e causar impressão sobre Dogecoin.” “Ei, pessoal, eu acabei de me tornar um milionário”, disse o usuário da rede social ao mostrar um print do saldo da sua conta no aplicativo de … Continued O artigo Investidor fica milionário após DOGE subir 1.000% e mostra saldo no Reddit foi visto pela primeira vez em BeInCrypto.

  • Bloomberg

    Com 38 anos, fundador do TikTok mira fortuna de US$ 60 bilhões

    (Bloomberg) -- No ano passado, a ByteDance, startup mais valiosa do mundo, era pressionada por todos os lados.O governo Trump queria que a empresa chinesa, dona da onipresente plataforma de compartilhamento de vídeos TikTok, vendesse ativos. O governo chinês aumentava a vigilância sobre empresas de tecnologia, e a Índia bloqueou alguns de seus aplicativos de rede social.Apesar de todos os obstáculos, a ByteDance continuou crescendo. Agora, seu fundador Zhang Yiming, de 38 anos, está entre as pessoas mais ricas do mundo. Uma distinção que ultimamente tem resultado em maiores riscos na China.As ações da empresa são avaliadas no mercado privado acima de US$ 250 bilhões, disseram pessoas com conhecimento dos números. Nesse nível, Zhang, que possui cerca de 25% da ByteDance, poderia ter uma fortuna superior a US$ 60 bilhões, colocando-o ao lado de Pony Ma, da Tencent, do rei da água engarrafada Zhong Shanshan e de membros das famílias Walton e Koch nos Estados Unidos, segundo o Índice de Bilionários da Bloomberg.A ByteDance, famosa por seus aplicativos de vídeos curtos e pelo agregador de notícias Toutiao, mais que dobrou a receita no ano passado, após se expandir além de seu negócio principal de publicidade para áreas como comércio eletrônico e jogos online. A empresa agora estuda opções para a oferta pública inicial de algumas unidades.“Zhang é alguém conhecido por pensar a longo prazo e não se deixa dissuadir facilmente por contratempos de curto prazo”, disse Ma Rui, sócia da empresa de capital de risco Synaptic Ventures. “Ele está empenhado em construir um negócio global duradouro.”Valor nas alturasDurante a última rodada de captação de fundos, a ByteDance alcançou valuation de US$ 180 bilhões, disse uma pessoa com conhecimento do assunto. O valor se compara com os US$ 20 bilhões há cerca de três anos, de acordo com a CB Insights. Mas, no mercado privado, alguns investidores recentemente pediram o equivalente a um valuation de US$ 350 bilhões, disseram pessoas a par do assunto. O valor da empresa para investidores de private equity se aproxima de US$ 400 bilhões, segundo o jornal South China Morning Post. Isso significaria uma fortuna ainda maior para Zhang.Representantes da ByteDance não responderam a pedidos de comentários.É um momento difícil para ser rico na China, pois o governo busca controlar as corporações mais poderosas do país e seus fundadores bilionários. É só perguntar a Jack Ma: depois de iniciar uma investigação antitruste, os reguladores multaram o Alibaba com uma quantia recorde US$ 2,8 bilhões, e o banco central ordenou uma reestruturação de sua fintech gigante, a Ant Group, para que fosse supervisionada mais como um banco. Na terça-feira, a China ordenou que 34 empresas de Internet retifiquem práticas anticompetitivas dentro de um mês.Embora a ByteDance não tenha sido apontada como alvo, seu domínio em redes sociais e baú de guerra para fechar acordos são áreas sensíveis que o governo está investigando.Nascido na cidade de Longyan, no sul da China, Zhang, filho único de funcionários públicos, estudou programação na Universidade de Nankai, em Tianjin, onde conquistou seguidores no fórum online da faculdade consertando computadores dos colegas. Ele trabalhou na Microsoft por um breve período após se formar, mas depois disse que o emprego era tão chato que muitas vezes “trabalhava metade do dia e lia livros na outra metade”, segundo entrevista à mídia chinesa. Zhang então passou a desenvolver vários empreendimentos, incluindo um portal de busca de imóveis.For more articles like this, please visit us at bloomberg.comSubscribe now to stay ahead with the most trusted business news source.©2021 Bloomberg L.P.

  • Bloomberg

    Vencedor de Nobel alerta para riscos de imposto sobre fortunas

    (Bloomberg) -- Para o economista vencedor do Prêmio Nobel Angus Deaton, um imposto sobre fortunas não é uma boa maneira de pagar as dívidas da pandemia e, provavelmente, se tornaria permanente se introduzido.Impostos sobre os que ganham muito seriam “muito difíceis de implementar” e dariam aos ricos “enormes incentivos para evitá-los - e irão evitá-los”, disse Deaton, professor da Universidade de Princeton que prepara um estudo oficial sobre desigualdade no Reino Unido.Um número crescente de políticos pede que os mais ricos assumam uma maior parcela maior do ônus do endividamento recorde assumido por governos para sustentar as economias atingidas pela Covid-19. O Fundo Monetário Internacional disse que um imposto temporário ajudaria a aliviar as desigualdades sociais que se agravaram na pandemia.O autor do livro “Deaths of Despair”, que ele coescreveu com a esposa, a economista Anne Case, disse em entrevista que um imposto único sobre a riqueza “provavelmente se tornará permanente”, assim como aconteceu com o imposto de renda. O Reino Unido introduziu um imposto sobre rendimentos para financiar a Guerra Napoleônica, que agora é uma das fontes de receita mais importantes.Depois de uma década de austeridade do governo britânico após a crise financeira, Deaton também recomendou contra cortes nos serviços sociais, alertando que os defensores da austeridade fiscal criaram um desastre ao reduzir fundos para saúde e educação.Deaton lidera um painel de especialistas no Reino Unido que investiga como reduzir as desigualdades, onde os jovens e os com menor nível educacional ficam cada vez mais atrasados em relação aos ricos. O Instituto de Estudos Fiscais planeja publicar as conclusões da pesquisa em 2023.Deaton disse que a pandemia já agravou tendências nos EUA e no Reino Unido. Por um lado, a educação se torna uma variável mais determinante na vida das pessoas. Além disso, o desemprego agora é menos útil com indicador de saúde econômica. Embora a recuperação das recessões causadas pela pandemia crie empregos, Deaton disse que muitas mais pessoas estão sendo esquecidas.“Em expansões econômicas, sempre aumenta, mas nunca aumenta tanto quanto o pico anterior”, disse Deaton. For more articles like this, please visit us at bloomberg.comSubscribe now to stay ahead with the most trusted business news source.©2021 Bloomberg L.P.

  • AFP

    Gigante chinês Alibaba minimiza impacto de multa bilionária

    O gigante chinês do comércio eletrônico Alibaba minimizou, nesta segunda-feira (12), as consequências da multa colossal de US$ 2,78 bilhões recebida por abuso de posição dominante, enquanto suas ações subiam na Bolsa de Valores de Hong Kong.

  • Bloomberg

    Impostos sobre fortunas ganham apoio na América Latina

    (Bloomberg) -- Iniciativas para tributar os ricos ganham apoio em toda a América Latina, a região mais desigual do mundo, enquanto tenta se recuperar da pior recessão em dois séculos.Nos últimos meses, parlamentares do Chile e do México propuseram impostos com base no patrimônio líquido de um indivíduo, assim como um dos favoritos na corrida presidencial do Peru. O Ministério da Fazenda da Colômbia enviará proposta de um novo imposto sobre fortunas ao Congresso nos próximos dias, enquanto Argentina e Bolívia já aprovaram medidas semelhantes.A dívida pública aumentou para 79% do PIB da região no ano passado, o nível mais alto em décadas, depois que a pandemia provocou uma recessão profunda e encolheu a receita tributária. Nessas circunstâncias, a ideia de fazer os ricos cobrirem os custos da Covid-19 ganha força em alguns círculos políticos.A região não está sozinha: o Fundo Monetário Internacional disse que um imposto sobre ricos e empresas é “uma das opções na mesa.” O estado de Nova York, sede do centro financeiro mundial, tem planos de aumentar temporariamente impostos sobre milionários.Os impostos sobre patrimônio cresceram em popularidade desde que o economista francês Thomas Piketty descreveu o aumento da desigualdade em seu best-seller de 2014 “O Capital no Século XXI” e defendeu um imposto anual progressivo sobre o capital para reduzir a lacuna.De acordo com o novo imposto da Argentina, qualquer indivíduo com ativos acima de US$ 2,2 milhões deve pagar uma “contribuição extraordinária” única até 16 de abril. A alíquota varia de 2,25% a 5,25%, dependendo do tamanho da fortuna e se os ativos são mantidos localmente ou no exterior.Ainda assim, resultados iniciais mostram que tributar os ricos é mais fácil de falar do que fazer: até março, o governo havia arrecadado apenas 6,1 bilhões de pesos (US$ 66 milhões) de argentinos ricos, bem abaixo dos 300 bilhões projetados por parlamentares quando o imposto foi aprovado pelo Congresso no final do ano passado.A autoridade tributária da Argentina adiou o prazo para que indivíduos ricos enviem os cheques e teve que ajustar as regras, oferecendo planos de pagamento. Um executivo argentino de tecnologia conseguiu uma decisão favorável de um juiz e não terá que pagar o imposto. Câmaras empresariais alertam que o imposto pode desincentivar investimentos e contratações.No entanto, impostos sobre patrimônio bem planejados, como os da Noruega e da Suíça, podem aumentar a receita tributária e reduzir a desigualdade sem ameaçar empregos e investimentos, de acordo com Fernando Velayos, consultor de política tributária na Espanha e ex-pesquisador do Banco Interamericano de Desenvolvimento.For more articles like this, please visit us at bloomberg.comSubscribe now to stay ahead with the most trusted business news source.©2021 Bloomberg L.P.

  • Bloomberg

    Ritmo de vacinação em países mais ricos é 2.400% mais rápido

    (Bloomberg) -- Até o momento, cerca de 5% da população global foi totalmente imunizada, mas a distribuição tem sido desequilibrada. A maioria das vacinas é destinada aos países mais ricos.Até quinta-feira, 40% das vacinas contra a Covid-19 administradas globalmente foram aplicadas em pessoas de 27 países ricos, que representam 11% da população global. Os países que correspondem aos 11% menos ricos receberam apenas 1,6% das vacinas administradas até agora, segundo análise de dados coletados pelo rastreador de vacinas da Bloomberg.Em outras palavras, países com rendas mais altas estão vacinando 25 vezes mais rápido do que nações com renda mais baixa.O banco de dados de vacinas contra a Covid-19 da Bloomberg rastreou mais de 726 milhões de doses administradas em 154 países. Como parte da iniciativa de avaliar o acesso às vacinas globalmente, o rastreador possui uma nova ferramenta interativa que classifica os países por riqueza, população e acesso às vacinas.Os EUA, por exemplo, respondem por 24% da vacinação global, mas possuem apenas 4,3% da população, enquanto o Paquistão tem 0,1% de cobertura de imunização e responde por 2,7% da população global. O padrão se repete mundialmente e reflete medidas de países ricos de encomendar bilhões de doses de vacinas, o suficiente para imunizar suas populações várias vezes, de acordo com outra análise sobre contratos de vacinas.Os EUA estão no prazo de imunizar 75% de seus residentes nos próximos três meses. Enquanto isso, quase metade dos países ainda não vacinou 1% de suas populações. Os cálculos sobre a disparidade não incluem mais de 40 países, principalmente entre os mais pobres do mundo, que ainda não têm dados públicos de vacinação. Esses países não incluídos representam quase 8% da população global.Nos EUA, o governo federal determina para onde as vacinas são enviadas. Até agora, cada estado recebeu vacinas com base no tamanho da população. Embora existam diferenças no acesso de acordo com os bairros, cada estado tem uma quantidade justa aproximadamente proporcional ao número de residentes.Enorme diferençaNão há mecanismo para garantir a distribuição equitativa entre os países. Se todas as vacinas do mundo fossem distribuídas com base na população, o ritmo nos EUA seria quase seis vezes o correspondente à sua parcela. O Reino Unido teria usado 7 vezes sua alocação ponderada pela população (ultrapassando a cota da UE, que corresponde ao dobro). No topo da lista estão os Emirados Árabes Unidos e Israel, com 9 e 12 vezes em relação à proporção de suas populações, respectivamente.A China vacinou a população a uma taxa praticamente em linha com a média global, tendo administrado 20% das vacinas globais com 18% da população global. Também exportou vacinas para países menos ricos, às vezes sem custo.A África, o continente mais pobre do mundo, também é o menos vacinado. De seus 54 países, apenas três imunizaram mais de 1% de suas populações. Mais de 20 países ainda nem iniciaram a imunização.For more articles like this, please visit us at bloomberg.comSubscribe now to stay ahead with the most trusted business news source.©2021 Bloomberg L.P.

  • Folhapress

    Não são só os ricos que leem livros no Brasil, mostram dados e relatos

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Quando escuta que o governo federal tem argumentado que só ricos consomem livros, para defender a taxação do produto, o coveiro Osmair Cândido solta uma gargalhada. Conhecido como Fininho, ele se formou em filosofia no Mackenzie há 14 anos, quando já estava na casa dos 40, mas gosta de literatura desde sempre. Os pais, no entanto, não tinham condições de comprar livros para ele e para o irmão. "Eu ia na biblioteca, pedia emprestado, mas depois de um certo tempo senti necessidade de comprar os livros mesmo. É um tantinho caro, mas a gente compra. É melhor ter o Machado de Assis em livro, né?", comenta, sobre o autor de quem diz ter lido a obra completa. O coveiro, que falou à reportagem durante o expediente no cemitério da Penha, em São Paulo, afirma que certa vez vendeu a televisão para gastar em literatura. "Ler livros economiza tolices", brinca. A pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, na sua edição mais recente, mostrou que 46% das pessoas com renda familiar de menos de um salário mínimo são leitoras. Na faixa salarial seguinte, que recebe de um a dois salários mínimos, 51% têm o hábito de ler. Isso não impediu a Receita Federal de produzir um relatório, nesta semana, afirmando que pessoas com renda de até dois salários mínimos não consomem livros e, por isso, eles deveriam ser tributados, com o objetivo de arrecadar recursos para políticas mais direcionadas. É mais um capítulo da ameaça que a reforma tributária de Paulo Guedes impõe ao mercado editorial. A ideia é substituir as contribuições Pis e Cofins, que os livros não pagam por lei, por uma Contribuição sobre Bens e Serviços, com alíquota de 12%, a que eles estariam submetidos. "Digo por experiência própria que esse discurso de que o brasileiro não gosta de ler é uma estratégia para justificar a ausência de políticas públicas voltadas ao livro e à literatura", diz Débora Garcia, produtora cultural que toca o Sarau das Pretas, com forte atuação nas periferias de São Paulo. "A postura de taxar livros é uma forma de afastar ainda mais as pessoas do acesso ao conhecimento." A Frente Parlamentar em Defesa do Livro também emitiu, nesta quinta (8), uma nota em repúdio ao documento da Receita, afirmando que "as famílias com renda inferior a dez salários mínimos respondem por quase a metade do mercado de livros não didáticos". "Em vez de ampliar esse acesso, o governo busca restringi-lo." "Não é ausência de interesse, é ausência de possibilidade", aponta a poeta Luz Ribeiro, uma das convidadas da Flip do ano passado, buscando resumir a relação dos brasileiros mais pobres com os livros. "Quando eu vou nas feiras de livro da USP, da Unesp, encontro muitos dos meus pares lá. Pessoas pretas, pessoas que são lidas como pobres. Porque o livro vai para um valor mais acessível." Ribeiro cresceu no bairro do Jardim Souza, na zona sul de São Paulo, e aos 33 anos mora no Capão Redondo. Herdou leituras da irmã mais velha e tinha acesso a livros pela biblioteca de sua escola da rede municipal. "Eu fui alfabetizada aos cinco anos e, desde então, minha grande companhia foram os livros." Taxá-los, segundo ela, é mais uma maneira de dizer a pessoas pobres e negras que a intelectualidade não cabe a elas. "Se o livro custar 50, 60, até mil reais, a pessoa com recursos vai comprar. Isso só vai fazer com que corpos parecidos com o meu fiquem ainda mais distanciados da leitura." No caso de Lívia Lima da Silva, que cuida da programação audiovisual do Sesc Belenzinho, a paixão por livros floresceu mesmo em meio a diversos empecilhos --não há biblioteca pública no bairro de sua família, Artur Alvim, e o acervo da escola estadual onde ela cursou o ensino médio ficava trancado, longe dos alunos. Mas naquele momento, já era firme o hábito de ler, ganho na sala de leitura visitada esporadicamente por sua turma do ensino fundamental. Era o momento em que conseguia ter acesso a livros -o pai, metalúrgico, e a mãe, dona de casa, não tinham como comprá-los. "A gente está sempre nesse lugar de entender que aquilo não é para a gente. Valoriza, mas entende que é inacessível. É bom, mas não é para você, porque você não é bom." Animada pelas descobertas literárias que fez indo à biblioteca da Penha, em outro bairro da zona leste, prestou vestibular para jornalismo e letras. Cursou as duas graduações ao mesmo tempo e, depois, concluiu um mestrado em estudos culturais na USP, pesquisando escritores de saraus paulistanos. Ao ouvir a proposta de que se deve tributar os livros porque os mais pobres não os consomem, ela suspira. "É um ciclo sem fim, né? Se as pessoas não leem, é porque não têm dinheiro. Se não têm dinheiro, elas não vão ler." "A gente precisa, para além de pensar em não taxar livro, pensar ações para ofertar literatura para as pessoas", diz Garcia, do Sarau das Pretas. "O livro nunca vai ser a primeira opção para uma pessoa que tem que escolher entre comer e ler."

  • Bloomberg

    Bilionários da 3G caçam oportunidades em imóveis na pandemia

    (Bloomberg) -- O trio de bilionários da 3G Capital e seus familiares estão aumentando sua aposta em imóveis no Brasil, em um momento em que a economia patina sob efeitos da pandemia do Covid-19.Empresas ligadas a Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira aumentam suas apostas em escritórios, centros de conveniência e construção de apartamentos para aluguel de longa duração. O objetivo é aproveitar as oportunidades criadas pela pandemia em um país que lidera o mundo em mortes diárias da doença.“Os próximos 18 meses serão muito desafiadores para o setor de imóveis comerciais, e esse é o momento de fazer compras, porque os vendedores tendem a flexibilizar preços”, disse Fabio Itikawa, diretor financeiro da São Carlos Empreendimentos e Participações, empresa criada pelos fundadores da 3G e que agora é de propriedade de seus herdeiros.O Brasil vive sua pior fase da pandemia, com mais de 340.000 mortos pela doença e recordes diários sendo quebrados no número de novos casos. As vacinações estão progredindo lentamente, com apenas 2,9% de seus 212 milhões de habitantes totalmente imunizados, de acordo com dados compilados pela Bloomberg. A economia está passando por dificuldades, com setores de atividade fechados, aumento do desemprego e queda no crescimento.Centros comerciaisA situação, porém, criou possibilidades para a São Carlos, especializada em compra, reforma e revenda de escritórios.Em fevereiro, a empresa anunciou a aquisição de três andares do Morumbi Office Tower, no bairro Chácara Santo Antonio de São Paulo, por R$ 44 milhões. O vendedor era uma família rica, que enfrentava problemas de vacância e de inquilinos insatisfeitos pedindo descontos no aluguel, disse Itikawa, sem identificar o proprietário.A São Carlos também anunciou um acordo para a compra de um centro comercial na cidade de Cotia por R$ 33 milhões.A estratégia deles é renovar centros comerciais de conveniência, atraindo inquilinos como drogarias, bancos, supermercados e outras empresas de serviços essenciais que permanecem abertos durante o pior da pandemia, disse ele. Diferentemente de shoppings centers, que foram fechados nas fases mais agudas da pandemia, centros comerciais têm estruturas a céu aberto e concentram serviços essenciais. Em 2020, os da São Carlos registraram um aumento de 12% nas vendas, disse Itikawa.A empresa tem cerca de R$ 700 milhões disponíveis para compras adicionais, incluindo dinheiro e dívida, segundo ele.‘Melhores oportunidades’Os preços dos imóveis comerciais em São Paulo subiram 0,65% nos 12 meses encerrados em fevereiro, segundo o Índice FipeZap, ante inflação de 5,2% no mesmo período.“Quando o mercado vai mal é que você tem as melhores oportunidades”, disse Itikawa.Lemann, Telles e Sicupira detêm uma fortuna combinada de US$ 44 bilhões, de acordo com o Índice de Bilionários da Bloomberg. Eles são mundialmente conhecidos por alguns dos maiores negócios no setor de consumo, e detêm participações na Anheuser-Busch InBev NV, a maior cervejaria do mundo, e na Restaurant Brands International, a empresa por trás do Burger King.Ricos do mundo todo têm aproveitado a pandemia para comprar ativos imobiliários com preços mais baixos. Os bilionários irmãos Reuben compraram hotéis recentemente em Nova York e Veneza, enquanto a unidade de negócios imobiliários do homem mais rico da Tailândia, Charoen Sirivadhanabhakdi, disse que também planeja adquirir hotéis com pagamentos de dívida em atraso no país, apostando em um rápido renascimento do turismo conforme o Sudeste Asiático reabrir para visitantes estrangeiros.Os ativos imobiliários dos fundadores do 3G vieram em parte das Lojas Americanas, a varejista brasileira que eles possuem há mais de quatro décadas. A São Carlos foi originalmente criada para administrar lojas da empresa antes de voltar seu foco para escritórios.Apartamentos de aluguelEles também são compradores em outro canto do mercado imobiliário brasileiro. Telles e um dos seis filhos de Lemann, Jorge Felipe Lemann, mais conhecido como Pipo, são sócios da JFL Holding, especializada na compra de terrenos para construção de prédios de apartamentos para aluguel em bairros nobres de São Paulo.“Começamos em 2015 e nosso plano era crescer por meio de projetos greenfield para ter mais controle sobre o preço do condomínio”, disse Carolina Burg, uma das fundadoras e sócias da JFL.Mas depois que as recessões de 2015 e 2016 no Brasil criaram oportunidades de compra, a empresa mudou de estratégia e acabou adquirindo alguns edifícios já construídos.Os apartamentos alugados da JFL são mobiliados, oferecendo serviços como limpeza, manutenção e até café da manhã com aluguéis que variam de R$ 7.800 reais a R$ 53.000 por mês. Embora a pandemia tenha reduzido a demanda de executivos, que passaram a viajar menos, a empresa conseguiu compensar com contratos mais longos de pessoas que buscavam casas maiores, disse ela.A JFL comprou recentemente dois imóveis em São Paulo, um no bairro dos Jardins, onde construirá dois prédios, e outro na rua General Mena Barreto, próximo ao Parque do Ibirapuera. A empresa está negociando outros quatro prédios e tem de R$ 600 milhões a R$ 1 bilhão para investir neste ano, disse Burg.A carteira de imóveis do JFL valerá cerca de R$ 2,5 bilhões quando todos os edifícios estiverem prontos, ela estimou.“Há muito espaço para crescer, mas queremos buscar retornos atraentes”, disse Burg. “Precisamos ter cautela, porque com juros baixos há muito mais compradores competindo conosco no mercado imobiliário residencial e algumas coisas estão sendo vendidas a preços absurdos.”For more articles like this, please visit us at bloomberg.comSubscribe now to stay ahead with the most trusted business news source.©2021 Bloomberg L.P.

  • AFP

    FMI reitera receita contra a crise e recomenda impostos aos mais ricos

    As empresas mais ricas que se beneficiaram durante a pandemia poderiam pagar mais impostos temporariamente para financiar a recuperação, defendeu nesta quarta-feira (7) o FMI, em sua campanha para pressionar os governos a unificar o nível de impostos da renda corporativa.

  • BBC News Brasil

    Lista de bilionários da Forbes ganha 20 brasileiros e tem crescimento recorde na pandemia

    A revista Forbes publicou sua famosa lista das pessoas mais ricas do mundo na terça-feira, com ​​novidades notáveis e a ascensão vertiginosa de Elon Musk.