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Minas Gerais MG | Últimas notícias do estado

  • Folhapress

    Prefeituras em MG tentam driblar estoques críticos de medicamentos para pacientes com Covid-19

    BELO HORIZONTE, MG (FOLHAPRESS) - Municípios de Minas Gerais estão correndo atrás de empréstimos, transferindo pacientes para outras cidades e reforçando pedidos por medicamentos junto ao poder público para tentar driblar a falta de insumos para atender pacientes internados em UTIs em decorrência da Covid-19. O governo do estado reconhece que os estoques atuais estão em “nível não recomendável para o enfrentamento da pandemia”. “Estamos numa batalha pela busca de medicamentos. Diversos municípios passaram a ter dificuldades nessa compra e o Estado conseguiu uma quantidade expressiva de medicamentos para facilitar o trabalho das prefeituras”, disse o governador Romeu Zema (Novo) nesta quinta-feira (15), ao anunciar que uma remessa de sedativos deve chegar nos próximos dias. Na quarta, o Ministério da Saúde disse que aguardava para esta quinta a chegada de 2,3 milhões de medicamentos para intubação, que foram doados por empresas brasileiras e saíram da China. Além disso, o secretário estadual de Saúde, Fábio Baccheretti, afirmou que o governo efetivou compras unilaterais, com previsão de chegada de 150 mil ampolas de sedativos a partir da próxima semana. “Hoje esse é o maior problema na manutenção de leitos, alguns já foram fechados por falta de medicamento”, afirmou ele. A situação enfrentada em Minas é parte de uma crise nacional. Na terça-feira, o governo de São Paulo enviou um ofício ao Ministério da Saúde afirmando que precisa receber medicamentos do kit intubação em 24 horas para evitar o desabastecimento, como publicado na coluna Mônica Bergamo. Minas recebeu uma remessa de bloqueadores neuromusculares (usados nos kits intubação) no fim de semana, mas foi insuficiente para atender à demanda —o estado tem 853 municípios e registrou taxa de ocupação de 88,5% nos leitos de UTI públicas reservados à Covid-19, nesta quarta (14). O governo mineiro diz que o Ministério da Saúde mudou o procedimento para requisição dos insumos e não tem conseguido distribuí-los em tempo hábil. A solução paliativa da gestão Zema tem sido remanejar o estoque para os hospitais mais necessitados. Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte, calcula que os bloqueadores musculares repassados pelo estado devem durar até o fim de semana. A prefeitura conseguiu empréstimo com outro município para o sedativo Midazolam, para um ou dois dias. A alternativa tem sido tentar transferir pacientes. Em Ibirité, 18 dos 20 leitos de UTI do hospital de campanha estão ocupados. A prefeitura também cadastrou pacientes na Central de Regulação de Leitos do SUS, tentando transferência para locais onde haja estoque, e tem recorrido a empréstimos —nesta quarta, conseguiu 110 ampolas de Midazolam, que devem durar até sexta-feira. “É uma situação de terror, a gente está tentando de tudo para não ver uma situação dessas acontecer, de pacientes acordarem, disputarem com o tubo e a gente perder vidas”, diz a secretária municipal de Saúde, Carina Bitarães. Betim, também na Grande BH, diz que dos 17 medicamentos usados em intubações, dois têm estoque para mais quatro dias e, outros dois, para mais sete. No Cecovid4 (Centro de Cuidados Intensivos), a cada dez internados em UTIs, oito estão intubados. Dos 110 leitos no local, 104 estão ocupados. A prefeitura diz não ter sido contemplada pelo governo do estado na distribuição dos kits intubação e negocia com fornecedores. O município também estuda medidas judiciais para tentar restabelecer o fornecimento. “Vivemos o momento mais crítico em relação aos sedativos”, diz o secretário adjunto de Saúde, Augusto Viana. “Temos uma capacidade para mais 50 leitos de UTI, não estamos fazendo a expansão em função dessa instabilidade em relação à distribuição dos sedativos.” Belo Horizonte diz que conseguiu um pequeno abastecimento graças a doações, mas que o consumo na Rede SUS tem sido muito alto. Em reunião na segunda-feira (12), representantes da indústria de insumos relataram ao Ministério Público de Minas Gerais a dificuldade de abastecimento devido ao consumo até 10 vezes maior. A instituição tem acompanhado a questão e feito negociações para aquisição por parte do poder público. Segundo o promotor Luciano Moreira de Oliveira, coordenador do CAO-Saúde (Centro de Apoio Operacional de Defesa da Saúde), em outra reunião, um representante do Ministério da Saúde disse que cada instituição deve manter estoque para sete dias, acima disso seria luxo no momento atual e deve ser repassado a quem não tem. “Hospitais estão acostumados a trabalhar com estoques de 60 dias, então, quando chega a sete dias, de fato, é uma situação de desespero. Vamos ter que, nesse momento, manter estoques mínimos para conseguir atender a todos”, afirma o promotor. TRIÂNGULO MINEIRO Uberaba conseguiu estender o estoque por alguns dias, no Hospital Regional, graças à chegada de medicamentos enviados pelo governo do estado e de cerca de 6 mil ampolas de anestésico viabilizadas pela prefeitura de Manaus —a cidade mineira recebeu pacientes da capital do Amazonas durante a crise de janeiro. A unidade, referência para atendimento de casos do novo coronavírus na região, tem enfrentado dificuldade para adquirir os insumos, segundo o diretor Frederico Ramos. “A gente faz processo de compra e dá vazio, não estamos conseguindo encontrar fornecedores”, diz ele. Na última semana, o hospital, que tinha em média 35 a 40 pacientes intubados em leitos de UTI, limitou a capacidade para 25 pacientes, para evitar falta de medicamento. Em Uberlândia, cidade com a segunda maior população do estado e que tem 100% de ocupação nas UTIs da rede pública municipal, a prefeitura afirma não há desabastecimento porque adquiriu medicamentos em tratativas diretas entre o prefeito, Odelmo Leão (PP), e laboratórios. “Com um estoque superior, [a prefeitura] chegou a emprestar medicamentos aos hospitais privados, entretanto, não consegue fazer empréstimos a outras cidades, tendo em vista que a dificuldade de compra e o desabastecimento são em âmbito nacional”, afirma a nota encaminhada à reportagem. Nesta quarta, o Ministério Público Federal ajuizou uma ação civil pública pedindo à União, ao Estado de Minas Gerais e ao município de Uberlândia, entre outros pontos, que seja assegurado o fluxo de medicamentos. O procurador Cléber Eustáquio Neves, que assina o documento, questiona ainda a gestão de leitos no município, dizendo que a secretaria de saúde "não adotou medidas para mitigar efeitos deletérios da pandemia”. Na segunda-feira, o secretário estadual de saúde de Minas, Fábio Baccheretti, reforçou a necessidade de reabastecimento dos estoques de sedativos e bloqueadores neuromusculares para atender UTIs do estado em uma reunião virtual com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Nos últimos dias, segundo o secretário, o governo distribuiu medicamentos com base na Rede Solidária, que identificava locais com estoque que poderia ser repassado a outras regiões. “Está ainda muito difícil, mas a nossa expectativa é que a gente regularize nas próximas semanas esse ressuprimento”, afirmou.

  • Yahoo Notícias

    Filha diz que idoso com fêmur fraturado foi tratado como paciente de Covid-19 em MG

    Cristiamara Giordani disse que o pai não teve o atendimento devido e acusou funcionários da UPA em Belo Horizonte de displicência

  • Agência Brasil

    PF avança em mais duas fases da Operação Rota BR-090, em Minas Gerais

    Mais duas fases da Operação Policial Rota BR-090, em Minas Gerais, foram deflagradas hoje (15) pela Polícia Federal (PF), com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU). Em nota, a Polícia Federal explicou que “o objetivo é elucidar formas utilizadas para lavagem de recursos auferidos com fraudes supostamente praticadas por um fiscal do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT/MG) e por um empresário, ambos alvos da 1ª fase da referida operação. As fases de hoje (5ª e 6ª) receberam os nomes de “Pique-esconde 1” e “Pique-esconde 2” e se relacionam com a execução de contratos de obras de manutenção rodoviária nas regiões de Oliveira (MG) e Passos (MG), perfazendo um total de quase R$ 130 milhões”. Na ação estão sendo cumpridos sete mandados de busca e apreensão, além de 29 afastamentos de sigilos fiscal e bancário, todos expedidos pela 4ª Vara Federal Criminal de Minas Gerais. A operação tem a participação de 29 policiais federais e cinco auditores da CGU, que cumpriram quatro mandados de busca e apreensão, em Belo Horizonte, e três na cidade de Oliveira. Ocultação de patrimônio Segundo a PF, durante a análise do material apreendido na primeira fase da “Rota BR-090”, foi constatada a existência de indícios de ocultação de patrimônio e recebimento de vantagens indevidas por meio da utilização de outras pessoas físicas e jurídicas ligadas aos investigados. Nessa fase, servidores públicos e empresas responsáveis pelo desvio de recursos públicos do DNIT na região de Oliveira foram investigados. Segundo as investigações, a supervisora dos contratos teria participado do esquema, motivando a segunda fase da operação. Já a terceira fase foi decidida após a constatação de que duas das empresas investigadas também estariam agindo junto a servidores públicos nas regiões das cidades mineiras de Prata e Teófilo Otoni. A quarta fase da operação tratou da ampliação das investigações sobre duas empresas, que também teriam atuado de forma fraudulenta em contratos da região de Uberlândia, “além de haver indícios de que teriam se utilizado de uma terceira pessoa jurídica para que o grupo criminoso continuasse atuando na região de Prata, sem chamar a atenção dos órgãos de controle”. Os investigados poderão responder por lavagem de dinheiro, cuja pena pode chegar a 10 anos de prisão.

  • Extra

    Perdeu o prazo da segunda dose da vacina da Covid? Veja como fazer em Rio, Niterói, SP, BH, Curitiba e outras cidades

    De acordo com o Ministério da Saúde, 1,5 milhão de pessoas deixaram de tomar a segunda dose da...

  • O Globo

    Perdeu o prazo da segunda dose da vacina da Covid? Veja como fazer em Rio, SP, BH, Curitiba, Niterói e outras cidades

    Para garantir a proteção contra o coronavírus é preciso tomar as duas doses das vacinas aplicadas no Brasil

  • Extra

    Cão preso em grade da casa dos donos, em Minas Gerais, é libertado por bombeiros

    Um caõzinho ficou com a cabeça presa na grade da casa dos donos, em Belo Horizonte, na manhã desta...

  • Folhapress

    Seca e altas temperaturas derrubam produção de laranja em SP e MG

    RIBEIRÃO PRETO, SP (FOLHAPRESS) - A combinação de quase cinco meses sem chuvas significativas e com temperaturas até 4,4ºC acima da média histórica fez com que a safra de laranja 2020/21 no cinturão citrícola que envolve São Paulo e o Triângulo Mineiro sofresse a maior quebra histórica, com produção 30,55% inferior à da safra passada. Os dados, divulgados nesta segunda-feira (12) pelo Fundecitrus (Fundo de Defesa da Citricultura), mostram ainda que 1 milhão de árvores morreram devido ao estresse hídrico. A safra 20/21 alcançou 268,63 milhões de caixas de 40,8 quilos cada, volume 6,65% menor que o previsto em maio do ano passado, antes de o clima atrapalhar os pomares das 12 regiões monitoradas pelo Fundecitrus —11 em São Paulo e 1 em Minas Gerais. Isso apesar de a maior parte dos pomares ter irrigação. Desse total, 19,33 milhões de caixas foram produzidas no Triângulo Mineiro. Algumas das regiões ficaram até 145 dias consecutivos sem registrar chuvas significativas e também sofreram com ondas extremas de calor nos meses de setembro e outubro, quando as temperaturas máximas foram 4,4ºC e 3,1ºC, respectivamente, acima das médias máximas históricas. As regiões mais afetadas foram o norte, centro-norte e noroeste de São Paulo —cidades como Matão, Araraquara, Bebedouro, São José do Rio Preto e Votuporanga— e o Triângulo Mineiro. A forte produção da safra anterior, 387 milhões de caixas, fez as árvores chegarem ao florescimento com suas reservas energéticas em níveis mais baixos, o que resultou em redução no total de frutos por árvore. Além disso, as temperaturas elevadas, que começaram ainda no segundo semestre de 2019, prejudicaram a fixação dos frutos recém-formados nos pés de laranja. Quando chegou a fase de desenvolvimento dos frutos, a seca e o calor se intensificaram. "Esta safra que estamos fechando a florada começou muito bem, mas dois a três meses depois, foi extremamente seco e quente. De maio do ano passado a março deste ano choveu 80% da média histórica, o que fez com que a fruta desenvolvesse menos", afirmou o gerente-geral do Fundecitrus, Juliano Ayres. O cinturão formado por São Paulo e o Triângulo Mineiro representa de 75% a 80% da produção nacional, conforme a safra. Embora sem o mesmo peso, outras regiões também têm enfrentado problemas climáticos na citricultura, como o Paraná. Apesar de a laranja ser uma cultura bianual —alterna uma grande safra com uma produção menor no ano seguinte—, essa característica não é tão intensa como no café. "Na laranja, a safra de baixa é 10% menor, 20%, tanto que está dando 30% agora." A queda de 30,55% na produção entre uma safra e outra é a maior da série histórica, iniciada em 1988 com dados da Citrus-BR (Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos) e do Fundecitrus. Até então, a maior quebra havia ocorrido em 2018/19, com 28,14%. A safra 2020/21 é a sexta menor da série. O clima também fez com que 1,3 milhão de árvores, das 174,25 milhões em produção, morressem. Houve regiões, porém, que sofreram menos com o estresse hídrico e as altas temperaturas, como o sudoeste paulista, composto por Itapetininga e Avaré. Nelas, as temperaturas foram mais amenas e a precipitação pluviométrica foi maior. Embora os dados globais mostrem queda de menos de dois dígitos em relação ao projetado, houve casos de produtores que perderam entre 30% e 50% de suas safras, de acordo com a ABCM (Associação Brasileira dos Citros de Mesa). Com esse cenário de quebra de safra, a perspectiva é que ao longo dos próximos meses os preços tenham alta no mercado, já que a associação estima que faltará fruta. A taxa média de queda de frutos atingiu 21,60%, tendo como principais motivos queda natural e mecânica (6,63%), bicho-furão e mosca-das-frutas (4,76%), greening (3,71%), pinta preta (2,98%), leprose (1,70%), rachadura da casca devido à seca (1,45%) e cancro cítrico (0,37%). A previsão para a próxima safra deverá ser divulgada pelo Fundecitrus no final de maio, um atraso de suas semanas em relação ao habitual, devido aos reflexos da pandemia da Covid-19, que tem feito com que os processos se tornem mais lentos. Embora não se saiba o que acontecerá, de janeiro a março as chuvas atingiram no máximo 80% da média histórica, e sem a regularidade ideal.

  • Folhapress

    Chefe da Vigilância Sanitária em cidade de MG vai a festa, é exonerada e recontratada

    GONÇALVES, MG (FOLHAPRESS) - A chefe da Vigilância Sanitária de Gonçalves, cidade turística da região sul de Minas Gerais, foi flagrada cometendo a infração que mais combatia: a aglomeração. Gonçalves é conhecida como a "pérola da Mantiqueira" por unir cachoeiras, comida roceira, clima de montanha e vida rural sofisticada, um combo que tem funcionado como ímã para paulistanos em busca de refúgio na quarentena. Mas a cidade vem sofrendo com a queda na arrecadação do turismo justamente pela rigidez da Vigilância Sanitária ao fechar os atrativos para cumprir as regras preventivas impostas na pandemia. Lilian Kelem Vieira, 33, não cumpriu as regras que ajudou a criar. Participou de uma festa de aniversário, foi denunciada e perdeu oficialmente o cargo na última quinta-feira (7). Mas, no mesmo dia, acabou reconduzida à administração pública municipal na função de chefe de gabinete do prefeito Márcio Donizetti de Oliveira (Cidadania). Vieira, além de comandar a Vigilância Sanitária, integrava a equipe de fiscais que rondam pelo comércio e pelos atrativos turísticos da cidade para fazer cumprir decreto municipal que proíbe qualquer evento que gere aglomeração, falta de distanciamento social e uso inadequado de máscara. O erro cometido pela servidora comissionada dividiu opiniões entre os 4.200 habitantes da cidade pelas redes sociais da prefeitura quando o fato se tornou público. Um morador disse: "Primeira vez em Gonçalves que eu vejo uma pessoa fazer 'cagada' e ser promovida. Tá começando bem". "A segunda chance foi dada. Certamente pela competência e qualidade dos serviços da funcionária", escreveu outro. Já uma moradora perguntou: "Vocês [da prefeitura] deram multa a ela? Em entrevista à reportagem e em comunicado oficial, o prefeito Márcio Donizetti disse que a servidora sofreu uma advertência por escrito. "E também perdeu o cargo que tinha. Ela não foi promovida, mas rebaixada de função e salário", disse o prefeito. Viera foi flagrada no primeiro final de semana de abril em uma festa de aniversário do filho da babá que cuida de sua filha. Ela foi marcada em uma foto publicada nas redes sociais que chegou ao conhecimento da atual gestão. A primeira versão da denúncia, diz o prefeito, dizia que a ex-chefe da Vigilância Sanitária estava em uma festa para "50, 80 pessoas". Mas o prefeito desmentiu a informação. "Eram, no máximo, 11 pessoas. A maioria delas eram do convívio da servidora." O prefeito disse que, após receber a denúncia, tentou tirar a servidora da fiscalização da Covid-19 e mantê-la à frente apenas da Vigilância Sanitária. Mas foi advertido pelo Conselho Municipal de Saúde que Vieira não poderia ficar no órgão sem comandar a fiscalização. Foi então que o prefeito fez um jogo de xadrez. Colocou seu chefe de gabinete no comando do Departamento Municipal de Infraestrutura e conduziu Vieira para o cargo vago. Questionado se a decisão de manter a servidora nos quadros da prefeitura não arranharia seu mandato, o prefeito disse que agiu com transparência, usando todos os canais da prefeitura para comunicar o erro da servidora e as medidas tomadas. Também justificou que ela permaneceria na prefeitura porque "é uma excelente profissional". "Mas o que ela fez foi errado." Em nota, o prefeito também afirmou que "a Prefeitura de Gonçalves e seus funcionários devem ser exemplos dentro do município com as ações propostas nos Decretos Municipais". O comunicado diz ainda que "o sacrifício para o bem maior --a saúde do povo-- deve começar pelos próprios funcionários municipais". Vieira entrou na prefeitura na atual gestão. Em 2016, disputou vaga na Câmara Municipal, mas só recebeu 15 votos e não foi eleita. A reportagem a procurou, mas não conseguiu localizá-la para comentar o caso. À reportagem, o prefeito disse que não cometeu "um mau exemplo" ao manter Vieira na prefeitura. Em comunicado feito à população de Gonçalves por vídeo, Márcio do Zezé, como é conhecido, afirmou que coisas piores do que uma festa de aniversário estão acontecendo na região. "Está ocorrendo festas e churrascos com bebedeiras muito piores que uma festa de aniversário. Como eu falei: um erro não justifica o outro. Seria muito injusto eu mandá-la embora com esse pensamento. É a primeira vez que ela errou. Eu poderia ter dado uma advertência verbal, mas já foi dada uma advertência por escrito", justificou o prefeito. Márcio é operador de máquina e está em seu primeiro mandato. Foi vice-prefeito na gestão anterior e vereador de Gonçalves em duas legislaturas. Seu principal desafio é combater a pandemia diante da falta de estrutura de saúde local. Casos graves da Covid-19 são levados para Itajubá, a cerca de 80 km de distância, porque Gonçalves não possui hospital --o pronto-socorro mais próximo fica em Paraisópolis, a 10 km. Até o momento, a "pérola da Mantiqueira" já registrou 169 casos confirmados de Covid-19 e seis óbitos. Cerca de 600 pessoas foram vacinadas contra a doença.

  • Reuters

    Safra de laranja de SP/MG recua 30,5% e confirma maior quebra da série histórica

    SÃO PAULO (Reuters) - A safra de laranja do cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro encerrou o ciclo de 2020/21 em 268,63 milhões de caixas de 40,8 kg, queda de 30,55% no comparativo anual e que confirma a maior quebra já registrada na série histórica do Fundecitrus, iniciada em 1988. Segundo levantamento divulgado nesta segunda-feira, os motivos para a quebra são o ciclo bienal da cultura e o clima extremamente adverso ao longo da safra.

  • Folhapress

    Operação policial em MG encerra festa clandestina com cerca de 300 pessoas

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Uma festa clandestina com cerca de 300 pessoas foi encerrada na madrugada deste sábado (10) em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, após uma operação conjunta da Polícia Militar e da Guarda Municipal local. A operação policial aconteceu por volta da 1h, no bairro Retiro, em Nova Contagem. De acordo com a polícia, os agentes encontraram os jovens aglomerados e praticamente todos sem máscara, o que contraria as normas sanitárias para o controle da pandemia. O organizador do evento foi identificado. Os policiais também apreenderam duas armas de fogo, munições e um carro da festa.