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Pernambuco PE | Últimas notícias do estado

  • Agência Brasil

    PF apura possível corrupção na Secretaria de Educação de Petrolina

    A possível prática de crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, fraude em licitação, falsidade ideológica e organização criminosa, através de contratações feitas pela Secretaria de Educação da prefeitura de Petrolina, em Pernambuco, é alvo da Operação Contrassenso, da Polícia Federal, deflagrada nesta terça-feira (13). Cerca de 150 policiais federais e auditores da Controladoria Geral da União (CGU) participam do cumprimento de 33 mandados de busca e apreensão, autorizados pela Justiça Federal. As buscas estão sendo realizadas em sedes de órgãos da prefeitura, na região metropolitana do Recife e, também, em Minas Gerais. Kit escolar “As investigações apontam irregularidades no fornecimento de kit escolar, entre o final do ano de 2015 até 2020, com emprego de recursos federais oriundos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) , verba sob fiscalização da União. A investigação é decorrência da análise do material apreendido na denominada Operação Casa de Papel, deflagrada pela Polícia Federal no ano passado”, explicou a Polícia Federal, em nota. Ainda segundo os policiais, as investigações indicam pagamento de possível propina, por meio de transferências bancárias em favor de terceiros, indicados por um dos servidores investigados, além de demonstrar um frequente contato entre os servidores públicos e os líderes do grupo econômico, principalmente em atos referentes ao pagamento da prefeitura às empresas. A CGU realizou auditoria em parte das contratações, apontando evidências dos artifícios utilizados pelo grupo empresarial para fraudar os processos licitatórios, em especial, o uso de empresas de fachada criadas em nome de laranjas.

  • Folhapress

    Goiana luta por regularização de imigrantes na Bélgica

    BRUXELAS, BÉLGICA (FOLHAPRESS) - Toda manhã, a brasileira Maria José Freire, 49, faz faxinas em Bruxelas, onde vive. À tarde, atende como esteticista. Finda a jornada, desde 31 de janeiro segue para uma igreja do século 13 (reconstruída no 17) no centro histórico de Bruxelas. Maria José não vai rezar, mas continuar o trabalho, dessa vez como voluntária. Na igreja de São João Batista em Béguinage, 121 imigrantes irregulares acampam há dois meses, na tentativa de abrir uma negociação com o governo belga. Coordenadora do Coletivo Brasileiro dos Sem-Papéis, ela chegou à Bélgica pela primeira vez em 1999 deixando com a mãe em Goiânia três crianças --a mais velha com 11 anos e o menor com apenas 7 meses. Quinze dias depois, conseguiu um trabalho como babá (de um bebê belga da mesma idade de seu filho) e ficou. Foi em 2004, já com os filhos na Bélgica, que ela se aproximou de entidades que lutam por regularização dos imigrantes. Passou a organizar passeatas brasileiras, com batucada e letras que diziam "Não somos invisíveis; somos a sua sociedade multicultural". Não há números precisos de imigrantes irregulares na Bélgica, mas calcula-se que passem dos 150 mil, um terço deles brasileiro, de acordo com Juliana Santos Wahlgren, especialista brasileira que assessora a Comissão Europeia em casos de integração e asilo. À frente da Revibra (entidade de prevenção à violência contra a mulher), Wahlgren traçou o perfil desses imigrantes, a partir de 497 questionários respondidos no ano passado por maiores de 18 anos que tentam se regularizar. A grande maioria é jovem --70% têm de 18 a 39 anos-- e 66% são mulheres. O mais comum é que estejam na Bélgica há no mínimo cinco anos, e 60% das famílias têm filhos. A principal razão para a viagem é econômica: 77% dizem ter vindo atrás de trabalho. Mesmo sem papéis, Maria José diz que a qualidade de vida que encontrou na Europa supera em muito a que deixou na terra natal. "No Brasil, a gente não consegue nem ir ao Beto Carrero; aqui, levava as crianças à Disney", conta. As vantagens vão além do consumo: "Posso entrar em qualquer lugar sem que ninguém franza o cenho. No Brasil, seria mal vista num restaurante de ricos; a diferença de classes é muito maior". Dez anos depois de chegar a Bruxelas, Maria José conseguiu os documentos, em um processo de legalização em massa. Mas precisou voltar ao Brasil por problemas familiares e acabou perdendo o direito à residência. Desta vez, diz ela, está sendo muito mais difícil ficar irregular, "porque agora eu sei a diferença que faz ter os documentos". Informalidade é sinônimo de precariedade absoluta, afirma a brasileira, que divide uma quitinete de 20 metros quadrados com dois amigos. Como os sem-papéis não podem reclamar à Justiça, proprietários costumam, sob ameaça de denunciar os inquilinos, cobrar mais caro e alugar imóveis sem condições de segurança, afirma Wahlgren. Na saúde, essa diferença também fica clara. Quando era regularizada, Maria José caiu, quebrou o braço, foi atendida pelo serviço público e recebeu cobertura da Previdência durante o afastamento. No ano passado, irregular, precisou parar no confinamento e não recebeu um tostão. Neste ano, contraiu Covid-19 --por sorte, diz, sua patroa manteve os pagamentos durante o isolamento. Na pressão por uma nova rodada de regularização, a Coordenação dos Sem-Papéis da Bélgica lançou neste mês uma uma campanha para arrecadar assinaturas. O foco principal não são os imigrantes indocumentados, mas a população regularizada. "Vocês, cidadãos, possuem um direito fundamental que muda tudo: o direito de votar. Os eleitos estão claramente convencidos de que nosso destino não importa para vocês. Mas acreditamos que um número significativo de belgas está ao nosso lado", afirma o texto da campanha. O objetivo é chegar ao número simbólico de 150 mil assinaturas --equivalente à estimativa de indocumentados que vivem atualmente no país. Maria José acredita que a pandemia de coronavírus, que aumentou a vulnerabilidade dos imigrantes, deveria ser um motivo a mais para que o governo belga abrisse um novo canal de negociação. Mas não é o que vem acontecendo, segundo os ocupantes da igreja de São João Batista em Béguinage, que esperavam mais acesso ao principal oficial de imigração da Bélgica, Sammy Mahdi, que é filho de refugiados iraquianos. A reação de Mahdi foi sentida como um balde de água fria. "Aqueles que desejam se inscrever para regularização humanitária devem fazê-lo seguindo os procedimentos adequados, não ocupando uma igreja. Não serei chantageado. Não haverá regularização em massa", disse ele durante uma entrevista. Para Wahlgren, é realmente improvável uma nova onda de documentação como as duas realizadas na década passada. "O contexto todo mudou, a situação econômica e de segurança jogam contra. Qualquer concessão será feita caso a caso", afirma ela. E mesmo essas são exceções. Em meio a barreiras mais duras, pedidos de asilo feitos por brasileiros à União Europeia dispararam de 95 solicitações em 2015 para 265 em 2017, e o número explodiu para 1.465 em 2019 (último dado disponível). Mas a chance é muito reduzida, afirma Wahlgren, que assessora alguns desses pedidos: "É preciso estar realmente exposto ao risco, provar de forma documentada que há perseguição". Dos casos brasileiros analisados pela União Europeia em 2019 (que incluem também pedidos de anos anteriores), 635 foram recusados (90 deles após recurso). Em todo o ano de 2019, 105 brasileiros ganharam status de refugiados e 30 conseguiram asilo por razões humanitárias --o mais difícil de todos e sempre temporário, segundo a ativista. No acumulado, o ano fechou com 1.610 casos de imigrantes ainda à espera de serem avaliados.

  • Extra

    Ciro Gomes repudia invasão à rádio em Pernambuco e pede investigação: 'Não podemos tolerar'

    O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) usou suas redes sociais nesta quinta-feira, dia 8, para condenar a...

  • Folhapress

    Com UTI cheia, PE usa escala de pontos de pacientes com Covid para definir prioridade em atendimento

    RECIFE, PE (FOLHAPRESS) - Com média de espera de 12 horas para internar um paciente com sintomas da Covid-19 em um leito de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), Pernambuco passou a usar neste mês uma calculadora que auxilia médicos a escolher quem deve ser atendido prioritariamente. O EUP-UTI (Escore Unificado para Priorização) havia sido elaborado e recomendado pelo Cremepe (Conselho de Medicina de Pernambuco) em abril do ano passado. No entanto, só após debates entre a classe médica e as autoridades de saúde o sistema foi implementado. Na prática, a partir de informações técnicas sobre a vitalidade, a presença de comorbidades e a fragilidade dos doentes, deve ser escolhido para acessar prioritariamente o leito aquele que tem mais chance de sobreviver. Nesta quarta-feira (7), a taxa de ocupação de leitos para pacientes com sintomas da Covid-19 em Pernambuco era de 97%. Havia 101 doentes graves esperando na fila para acessar um leito de UTI. Nesta quinta-feira (8), foram confirmados no estado 82 novos óbitos em decorrência da doença. O médico solicitante, que recebe o paciente e informa a necessidade de tratamento intensivo, preenche os dados numa calculadora virtual com um sistema de pontuação. Com base neste cálculo, o nome do paciente sobe ou desce na fila da central de regulação de leitos. A escala de pontuação não leva em conta a faixa etária dos doentes. Quanto menor a pontuação, mais chance o paciente tem de sobreviver. A calculadora recomendada pelo Cremepe faz a junção de escores clínicos já utilizados mundialmente. A secretária-executiva de Regulação de Pernambuco, Ricarda Samara, diz que o sistema garante maior segurança na decisão médica. "Imagine que há dois pacientes e temos que escolher quem vai para o respirador. Se eu fizesse a escolha pelo meu juízo, iria passar o resto da vida pensando sobre isso. O profissional fica acobertado porque não precisa fazer uma escolha pessoal", explica. Ela diz que havia a ideia de que, se for jovem, o paciente passaria automaticamente na frente de um idoso. "Estávamos condenando os idosos à morte. O escore dele pode ser bom. Poderíamos fazer uma avaliação errada", ressalta. Na escala, há quatro escores de pontuação --presença de comorbidades, fragilidade do paciente, capacidade de resposta do indivíduo para a doença e análise do funcionamento de órgãos vitais. A escala vai de zero a quatro; a pontuação máxima é de 12. Dois dos escores se unem na pontuação (comorbidades e fragilidade). A pontuação máxima indica que o paciente está em uma situação irreversível. "A nossa escala é para priorização das vagas. Importante que se diga que nenhum paciente será abandonado. Todos continuam recebendo cuidados médicos", destacou o presidente do Cremepe, Maurício Matos. A calculadora está disponível no site do Cremepe. "A ferramenta é completamente pública. Qualquer estado pode utilizar", informou Matos. No dia 30 de março, a Secretaria de Saúde de Pernambuco encaminhou ofício com a recomendação do Cremepe a todas unidades de saúde da rede pública. "Esses ajustes visam a melhoria do processo de regulação e a organização da lista de espera de pacientes por leitos de UTI com base em critérios técnicos", diz o documento.

  • Folhapress

    Homens invadem estúdio de rádio em Pernambuco e ameaçam radialista por crítica a Bolsonaro

    RECIFE, PE (FOLHAPRESS) - Quatro homens invadiram na noite da última terça-feira (6) o estúdio de uma rádio do município de Santa Cruz do Capibaribe, no interior de Pernambuco, e ameaçaram um radialista que havia criticado a política sanitária do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). O radialista Júnior Albuquerque, que comanda um programa de debate político na Rádio Comunidade FM, afirmou que foi agredido verbalmente pelo grupo que se diz defensor do presidente. Os homens, que não tiveram os nomes revelados, invadiram o estúdio durante o intervalo do programa. Um suplente de vereador da cidade havia acabado de ser entrevistado. Não houve agressão física. "Chame, agora, a gente de genocida aqui na minha cara", disse um deles. Os homens foram retirados do local por pessoas que trabalham na rádio. O radialista afirmou que, há três semanas, havia dito durante o programa que os eleitores de Bolsonaro deveriam começar a criticar a política sanitária do governo federal. Em seu comentário, acrescentou que, no futuro, a história iria mostrar que os bolsonaristas são coniventes com as mortes em decorrência da Covid-19. Pernambuco enfrenta um colapso no sistema de saúde. De acordo com dados do governo estadual, 97% das UTIs para doentes com sintomas da Covid-19 estão ocupadas. "Após as críticas, companheiros da rádio começaram a receber mensagens pelo WhatsApp. Eles se dizem bolsonaristas, fazem parte da direita aqui no município", diz Albuquerque. Momentos após a invasão, o radialista prestou queixa na delegacia. A Polícia Civil abriu inquérito para apurar o caso. Albuquerque, que também é secretário de Imprensa no município vizinho de Taquaritinga do Norte (PE), comanda há três anos o programa de debate político. Santa Cruz do Capibaribe, com pouco mais de 100 mil habitantes, foi a única cidade de Pernambuco que deu vitória a Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial de 2018. Em nota, a ABI (Associação Brasileira de Imprensa) condenou a invasão da rádio. "É preciso dar um basta nesse comportamento criminoso. A democracia pressupõe o direito de crítica e é obrigação das autoridades a garantia do exercício desse direito. É preciso que Bolsonaro não só pare de estimular as violências contra jornalistas, como as condene de forma explícita. Caso contrário, será acusado de cumplicidade." A Asserpe (Associação das Empresas de Rádio e Televisão de Pernambuco), em nota, disse que "espera resposta a altura em virtude da gravidade do incidente pelas autoridades que investigam o caso". O Sinjope (Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Pernambuco) também criticou o episódio. "O Sinjope recrimina de maneira inflexível qualquer ataque a liberdade de imprensa e espera que o caso seja investigado pelas autoridades policiais do Estado. A liberdade de imprensa é fundamental para manutenção da democracia."

  • Folhapress

    Viih Tube machuca o pé em festa e passa por atendimento médico no BBB 21

    A youtuber torceu o pé durante sua festa da Líder.

  • Folhapress

    Impedido de ir a pé, homem usa retroescavadeira para ser vacinado no interior de SP

    BRAÇO DO NORTE, SC (FOLHAPRESS) - Parecia até causo do Dia da Mentira, mas, na última quinta-feira (1º), quando a cidade de Assis (433 km de São Paulo) iniciou a vacinação contra a Covid-19 em pessoas a partir dos 68 anos, um drive-thru local recebeu um homem em uma retroescavadeira. Apesar do veículo incomum, José de Almeida Filho, 68, foi devidamente imunizado com a primeira dose da Coronavac. Conhecido como Zezinho e Zé da Terra, ele diz usar a máquina não só para trabalhos de limpeza e de terraplanagem, mas também no dia a dia, como em idas ao supermercado. Hipertenso e preocupado com o avanço da pandemia, ele foi ao drive-thru, ponto de vacinação mais próximo de sua casa, logo que passou a ter direito ao imunizante. Em um primeiro momento, deixou o trator apenas estacionado próximo ao local e tentou ser atendido a pé, mas acabou impedido. "O rapaz falou que não poderia ser a pé nem de bicicleta, só com uma condução. Eu falei que estava com o trator encostado na guia, e ele falou que poderia ser assim. Então eu fui", disse à reportagem. No fim das contas, ele precisou descer do veículo e ficar de pé no local para receber a vacina. Registrada pela equipe de saúde, a cena viralizou e, inclusive, se tornou peça publicitária em prol da vacinação nas redes sociais da prefeitura. No entanto, também gerou comentários negativos, sobre um suposto interesse de Zé em propagandear seus serviços, o que ele nega. "Eu não fiz isso para repercutir. Tenho um carrinho, mas ele está com o documento vencido, então ando com a máquina, ela é boa para tudo", afirma o tratorista, que pretende usar a retroescavadeira para receber a segunda dose. "Eu não via a hora de tomar a vacina e vou voltar lá no dia 21." Primeiro da família a ser imunizado, ele diz não ter tido casos de Covid-19 entre pessoas próximas, apesar da situação alarmante de Assis. O município de 105.087 habitantes havia confirmado, até esta quarta (7), 6.888 ocorrências da doença, das quais 173 evoluíram para óbito. A cidade já vacinou 20.364 pessoas, 6.032 delas com a segunda dose. Segundo a prefeitura, sob gestão José Fernandes (PDT), o ponto de vacinação mais procurado tem sido o drive-thru localizado na Farmácia Unimed, em que Zé de Almeida foi vacinado em sua retroescavadeira. Também de acordo com a gestão municipal, para evitar transtornos e injustiças, quem chega a pé ao local é orientado a procurar um dos outros seis pontos de vacinação da cidade, no caso escolas municipais adaptadas para isso, nos quais não é necessário ter um veículo à disposição para integrar a fila. Questionada pela reportagem, a prefeitura ainda afirma não ter registrado outros casos insólitos no drive-thru, seja de caminhões, carroças ou munícipes a cavalo. Se algo do tipo ocorrer, no entanto, a pessoa será vacinada, "desde que esse meio de transporte siga as regras dessa estratégia de vacinação, como foi o caso do morador que chegou de trator", ponderou, em nota.

  • LANCE!

    Arquirrivais de Recife parabenizam Náutico pelos 120 anos

    Alvirrubro que nasceu pelo desejo de remadores do Rio Capibaribe faz aniversário nessa quarta-feira (7)

  • Canaltech

    Crítica | Eu Vi: América Latina dá um tiro no próprio pé

    Incentivando o ceticismo e contrariando os relatos dos próprios convidados, série da Netflix anula suas próprias possibilidades de veracidade e entrega histórias de terror que tentam muito, mas não conseguem assustar

  • Reuters

    Frigol anuncia fim das operações em unidade goiana e devolução da planta

    SÃO PAULO (Reuters) - O Frigol, quarto maior frigorífico de carne bovina do país, anunciou nesta segunda-feira que encerrará suas operações na unidade arrendada de Cachoeira Alta (GO) e fará a devolução da planta diante de uma reestruturação financeira da empresa e adversidades do mercado, como alta nos preços do boi e fraqueza da demanda no mercado interno. Além disso, a companhia disse em nota que pesaram para a decisão fatos adicionais como a baixa atratividade por investimentos que poderiam permitir o direcionamento de produtos ao mercado externo, segmento no qual a Frigol pretende agora aumentar seu foco.