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Porto Alegre | Últimas notícias da capital gaúcha

  • Folhapress

    Candidatos à Prefeitura de Porto Alegre votam na capital gaúcha

    PORTO ALEGRE, RS (FOLHAPRESS) - Os candidatos à prefeitura de Porto Alegre, Manuela D'Ávila (PCdoB) e Sebastião Melo (MDB, votaram neste domingo (29) de segundo turno, na capital gaúcha. Na pesquisa Ibope divulgada no último sábado, Manuela aparecia com 51% de intenção dos votos válidos contra 49% de Melo. Uma pesquisa falsa atribuída ao Datafolha chegou a circular na capital gaúcha, dando vantagem para Melo. O Datafolha não realizou tal pesquisa. Manuela D'Ávila (PCdoB) votou por volta das 10h, acompanhada da filha, Laura, e do marido, o músico Duca Leindecker, no colégio Santa Inês, no bairro Petrópolis, na zona norte da cidade. Miguel Rossetto (PT), seu vice, também estava no local. Para evitar aglomeração dentro da seção de votação, Manuela entrou na sala apenas com a filha. A imprensa aguardou do lado de fora. Hoje a gente encerra uma campanha que foi marcada por muita violência política, por muita mentira. Mentira distribuída, primeiro, no submundo da internet e depois no mundo oficial, como vocês viram cos caminhões de som, e mesmo ontem com a distribuição de uma pesquisa falsa", disse Manuela na saída. "Nossa cidade vai construir um caminho novo , inspirado na verdade. Para que possamos olhar para nossos filhos e dizer que mentir não compensa", disse a candidata. Sebastião Melo (MDB) votou por volta das 13h, no Colégio Paraíba, no bairro Aberta dos Morros, na zona sul de Porto Alegre. Melo estava acompanhado da esposa, Valéria. O deputado federal Alceu Moreira (MDB-RS) e o deputado estadual Tenente-coronel Zucco (PSL-RS) acompanharam Melo. "Cumpri meu dever", disse Melo, após acompanhar o voto do seu vice, Ricardo Gomes (DEM), e também do seu filho e esposa. "Quero aproveitar para apelar aos que não votaram para se dirigirem às suas urnas porque, afinal de contas, os protocolos do TRE são muito seguros. É muito importante que cada um ajude o destino da cidade", disse.

  • Yahoo Notícias

    Segundo turno em Porto Alegre: Reta final da campanha tem falsa pesquisa Datafolha divulgada

    Na pesquisa verdadeira, Manuela D'Avila aparece na frente do adversário Sebastião Melo na margem mínima: 51% contra 49%

  • Folhapress

    Em Porto Alegre, Manuela tem 51%, e Sebastião Melo, 49%, aponta Ibope

    SAÕ APULO, SP (FOLHAPRESS) - Pesquisa Ibope divulgada neste sábado (28) aponta Manuela d'Ávila (PC do B) com 51% dos votos válidos na disputa pela Prefeitura de Porto Alegre. Sebastião Melo (MDB) tem 49% dos válidos, que excluem brancos, nulos e indecisos. O Ibope ouviu 805 eleitores nos dias 27 e 28 de novembro. A pesquisa, encomendada pela RBS TV, tem margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número RS-05561/2020. O nível de confiança utilizado é de 95%. No levantamento anterior do Ibope, divulgado na terça-feira (24), Manuela aparecia com 46%, enquanto Melo tinha 54%. Considerando os votos totais da pesquisa deste sábado, a candidata do PC do B tem 45% das intenções de voto. O emedebista marca 43%, brancos e nulos somam 8%, e 4% não souberam responder.

  • Extra

    Porto Alegre: Manuela, com 51%, e Melo, com 49%, chegam à eleição empatados tecnicamente, diz Ibope

    SÃO PAULO — Manuela D'Ávila (PCdoB) e Sebastião Melo (MDB) chegam à eleição para a Prefeitura de...

  • Folhapress

    Em Porto Alegre, bolsonarismo e comunismo pautam debate de Sebastião Melo e Manuela D'Ávila

    PORTO ALEGRE, RS (FOLHAPRESS) - O debate dos candidatos à Prefeitura de Porto Alegre nesta sexta-feira (27) foi marcado por confrontos entre Sebastião Melo (MDB) e Manuela D'Ávila (PCdoB). Os dois candidatos trocaram provocações em tom ideológico. Manuela disse que Melo estava "abraçado à direita de Bolsonaro" --o emedebista acenou aos simpatizantes do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) durante a campanha, se disse contra a vacina obrigatória e incluiu as escolas cívico-militares no seu programa de governo. Manuela questionou por que Melo mudou de opinião sobre a manutenção da Carris, a empresa de transporte municipal, como pública. "O mundo mudou, eu também mudei", disse Melo. Já Melo disse que a candidata do PC do B só olhava para o passado, sendo stalinista, "dos anos 1950", de uma "ideologia que não deu certo em nenhum lugar do mundo". "Fico feliz que tu tragas o bicho-papão do comunismo", respondeu Manuela. A candidata, então, citou Flávio Dino (PC do B), governador do Maranhão. "Lá, as escolas eram de barro", disse ela, acrescentando que Dino foi o "único governador que superou Leonel Brizola na construção de escolas". Manuela disse ainda que no Maranhão abrir um negócio leva apenas seis horas. A candidata afirmou que a modernização do Maranhão "foi difícil" depois das sucessivas gestões de José Sarney (MDB), do mesmo partido de Melo, ressaltou. "Não caia no papo do carro de som que passa na tua rua", finalizou a candidata do PC do B, em um dos momentos mais tensos do debate. Melo respondeu à provocação dizendo que "Sarney é amigão do Lula". O candidato falou ainda que "Ideologia não tapa buraco", em referência aos problemas da cidade. O debate começou com Melo questionando a adversária sobre por que ela é contra a privatização do DMAE, a empresa pública de água e esgoto. "Em primeiro lugar, porque o DMAE é superavitário. E, em segundo lugar, porque as experiências nos mostram que a água fica mais cara [quando é privatizada]", respondeu Manuela, citando o exemplo de Uruguaiana, cidade gaúcha na fronteira com a Argentina. Na réplica, Melo afirmou que "o Brasil, quebrado como está, tem que fazer muita parceria". Manuela lembrou que Melo foi vice-prefeito de Porto Alegre e, portanto, responsável por obras atrasadas e problemas da cidade. Melo adotou estratégia semelhante, porém lembrando das gestões federais petistas, que, segundo ele, foram responsáveis por quebrar o país. "De obras inacabadas, seu partido pode dar curso no mundo. Assim como o metrô de Porto Alegre, que a Dilma não fez, mas colocou dinheiro em Caracas, na Venezuela", afirmou o emedebista. "Primeiro quero dizer que o metrô de Caracas foi construído com o dinheiro do Fernando Henrique. Mas não sei se o senhor apoiava ele ou não, porque o senhor muda de ideia no meio do caminho", respondeu Manuela." A pesquisa Ibope da última terça-feira (24), mostrava Sebastião Melo com 54% dos votos válidos (excluindo brancos, nulos e indecisos), contra 46% de Manuela. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. Nos votos totais, o emedebista tinha 49%, e a candidata do PC do B, 42%. Brancos e nulos eram 5%; não souberam ou não responderam, 4%. Foram ouvidos 805 eleitores entre os dias 22 e 24 de novembro. O levantamento, contratatado pela RBS TV, está registrado no TRE com o número RS-03118/2020. No primeiro turno, Manuela vinha sendo apontada como favorita nas pesquisas. Porém, ela terminou como segunda colocada. Melo fez 31% dos votos (200.280) e Manuela 29% (187.262).

  • Folhapress

    Meu adversário flerta com a negação da pandemia, diz Manuela, no 2º turno em Porto Alegre

    PORTO ALEGRE, RS (FOLHAPRESS) - Candidata a vice-presidente na chapa de Fernando Haddad (PT) em 2018, Manuela d'Ávila (PC do B) tenta ser prefeita de Porto Alegre. Seu vice, o petista Miguel Rossetto, é ex-ministro dos governos Lula e Dilma. Manuela ficou em segundo lugar no primeiro turno, com 187.262 votos. O ex-vice-prefeito Sebastião Melo (MDB) teve 200.280 votos. As pesquisas, incluindo o Ibope da véspera, indicavam uma ampla vantagem à Manuela. Para ela, a desistência de José Fortunati (PTB) e as fake news contribuíram para a diferença de resultado. A Justiça Eleitoral determinou a retirada de mais de meio milhão de compartilhamentos de boatos contra a candidata em redes sociais. * Pergunta - O que a morte de Beto Freitas, espancado no Carrefour, representa para a senhora? Manuela d'Ávila - É a manifestação violenta e visível do que é o racismo que estrutura as relações sociais e econômicas no nosso país. Nosso programa, registrado no TRE [Tribunal Regional Eleitoral], já apresenta algumas alternativas para enfrentar o racismo, como a capacitação dos servidores públicos. Sabemos, porque debatemos na elaboração do programa, que para enfrentar o racismo na cidade, precisamos também de medidas que enfrentem a desigualdade. Quando falamos de violência contra a mulher, sabemos que a violência é crescente entre as mulheres negras. Quando falamos em internet para as crianças da rede municipal, falamos de todas, mas sabemos quem são as crianças da rede. Reconhecemos a existência do racismo como estruturador das desigualdades no nosso país. As pesquisas indicavam a senhora como vencedora no primeiro turno, inclusive a pesquisa da véspera da votação, com ampla vantagem. Como a senhora interpreta o resultado diferente? O que ocorreu? MD - As pesquisas da véspera de eleição não conseguem várias coisas, como o impacto do Fortunati, tirado da eleição no tapetão, [ele desistiu da candidatura após indeferimento do seu vice] e as mentiras e boatos da véspera. Na sexta-feira (13) e no sábado (14), Porto Alegre foi tomada por muita mentira. Foi um primeiro turno marcado por boatos. A abstenção também é um elemento que surpreendeu a todos. A abstenção foi a grande campeã, que sozinha teve quase a mesma quantidade de votos que eu e o meu adversário. O primeiro turno foi muito rebaixado, com muita agressão e pouquíssimo debate sobre propostas. A gente tentava, mas a baixaria imperava. Durante o primeiro turno, a Justiça Eleitoral determinou a retirada de meio milhão de compartilhamentos de boatos contra a sua candidatura. A senhora acredita que esse conteúdo, mesmo falso, tira seus possíveis votos? MD - Na eleição presidencial teve uma noite que retiramos 13 milhões de postagens falsas. Tem impacto nas pessoas que acreditam e na abstenção. Embora o segundo turno, até agora, ter um alto nível de debates, meus principais detratores, como chamamos quem se engaja em divulgar notícias falsas, são os perfis que apoiam o adversário. De que lado está o deputado Bibo Nunes (PSL-RS) e suas agressões, baseadas em notícias fraudulentas? A quem Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) declarou guerra? A mim, em apoio ao meu adversário. A senhora está sendo apoiada oficialmente por PSOL e PDT, que tinham candidatas no primeiro turno. Marina Silva, Ciro Gomes e Roberto Requião manifestaram apoio à senhora. O que esses apoios representam? MD - Os apoios são emblemáticos sobre a disputa que acontece em Porto Alegre. Meu adversário tenta se distanciar da experiência que teve de governar, que não foi exitosa, e não faz enfrentamentos para a população viver melhor com o que Bolsonaro estabeleceu no país. Meu adversário flerta com a negação da pandemia, não debate condições mínimas de garantir a vacina diante da negativa do presidente em fazer isso. Essas vozes que se unem nacionalmente dizem: Porto Alegre precisa cuidar melhor das suas pessoas. O envolvimento deles, com o Requião, do próprio partido do meu adversário, se dá a partir das ideias que temos. Como a senhora avalia o resultado para a Câmara Municipal, com cinco vereadores negros, e PT e PSOL entre as maiores bancadas? E a necessidade de manter uma base, como se viu no processo de impeachment do prefeito Nelson Marchezan Jr.? MD - Achei a Câmara tremendamente diversa. Fiquei muito feliz que elegemos partidos que me apoiam e a bancada negra. Sobretudo porque tem relação com a periferia para uma Câmara mais popular. É importante para ter um Legislativo que escute a população. Quanto ao impeachment do Marchezan, o principal recado não é sobre tamanho de bancada, mas sobre a necessidade de estabelecer pontes e fazer com que os projetos cheguem com legitimidade, construídos participativamente. Pertencer ao PC do B afasta eleitores mais conservadores da senhora? Tenta reverter isso de que modo? MD - Tenho falado diretamente sobre as mentiras que inventam e sobre quem governa o estado melhor administrado do Brasil, que é o Flávio Dino, do Partido Comunista, no Maranhão. Tentam criar uma animosidade da minha candidatura com a iniciativa privada e empresários que é dissonante da realidade. Em 2004, quando eu era vereadora, votei a favor das PPPs [parcerias público-privadas]. A gestão do Flávio Dino foi uma das primeiras a abrir a economia, em 24 de maio, com responsabilidade e sem negacionismo. O Maranhão é o estado mais rápido para abrir um negócio, é o que mais cresceu e mais gerou emprego na pandemia. Defendemos a liberdade religiosa do Brasil, ainda com a lei de autoria de Jorge Amado. É importante as pessoas serem esclarecidas. Quais as principais diferenças entre a senhora e o seu adversário? MD - São muitas. Em primeiríssimo lugar, ele representa uma experiência que não deu certo. Eu represento experiências que foram exitosas no passado e representam um futuro para a cidade. Melo aderiu às bandeiras de privatizar a Carris [transporte], Procempa [internet] e Dmae [água e esgoto]. Eu defendo o transporte público, no mundo inteiro estão reestatizando a água, e 80% das crianças da rede municipal não têm internet. Eu defendo que precisamos garantir a economia aberta e, por isso, luto pela vacina. Ele defende abrir a economia, mas não levanta a cabeça para discutir a vacina. As diferenças foram se amplificando no decorrer do tempo, em função dos compromissos que ele foi firmando com seus aliados. * RAIO-X Manuela d'Ávila, 39 Jornalista e mestre em políticas públicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Foi vereadora (2005-2006), deputada federal (2007-2015) e deputada estadual (2015-2019), além de candidata a vice-presidente na chapa de Fernando Haddad (PT), em 2018. Sempre foi filiada ao PC do B.

  • Folhapress

    Minha rival defende que tudo seja estatal, diz Sebastião Melo, ex-vice-prefeito de Porto Alegre

    PORTO ALEGRE, RS (FOLHAPRESS) - Contrariando expectativas, Sebastião Melo (MDB) chegou ao segundo turno da eleição em Porto Alegre à frente de Manuela d'Ávila (PC do B). Melo já foi vice-prefeito da capital gaúcha de 2013 a 2016, na gestão de José Fortunati (à época no PDT, hoje no PTB), que também concorria na eleição deste ano. Fortunati desistiu pouco antes do primeiro turno, depois de a Justiça Eleitoral indeferir a candidatura de seu vice a pedido de um candidato a vereador da coligação de Melo. O emedebista chama de "riqueza" a formação da nova Câmara Municipal, com cinco vereadores negros, e lamentou a morte de Beto Freitas, homem negro espancado em um Carrefour de Porto Alegre. "O racismo é uma triste realidade mundial. É uma questão histórica e cultural e, no Brasil, existe", disse. A posição é diferente da manifestada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e pelo vice, Hamilton Mourão (PRTB), ainda que Melo acene a bolsonaristas. Sobre a adversária, ressalta que Manuela defende um "projeto estatizante". "São projetos completamente diferentes. Não no aspecto de diálogo e respeito à democracia, mas são diferentes." O vice na chapa de Melo é Ricardo Gomes (DEM), vereador e ex-secretário de Desenvolvimento Econômico na gestão do prefeito Nelson Marchezan Jr. (PSDB). * Pergunta - O que a morte de Beto Freitas, espancado no Carrefour, representa para o senhor? Sebastião Melo - Traz muitas dores para nós. O racismo é uma triste realidade mundial. É uma questão histórica e cultural e, no Brasil, existe. Às vezes até de uma forma muito velada. A Constituição brasileira enfrentou isso com muito debate na Constituinte. Para transformar leis em realidade, precisa de atitudes, de todos os cidadãos, especialmente daqueles que são detentores de cargos públicos. Sempre combati o racismo, os preconceitos. Não vou mudar se for prefeito. Vou continuar batendo nesta barbaridade que é o racismo. As pesquisas indicavam Manuela indo para o segundo turno, em vantagem, e um segundo lugar embaralhado entre o senhor e outros candidatos. O resultado das urnas, porém, colocou o senhor como primeiro colocado e Manuela em segundo. Ao que atribui este resultado? SM - Algumas pesquisas no Brasil são caso de polícia. Ou se fez mal a pesquisa ou o eleitor mente. Ela foi publicada no sábado [14], com uma diferença de 15 pontos da candidata à frente do meu nome. Para eu chegar em primeiro lugar, tem que ter uma explicação. A gente vinha crescendo. Ocorreu a renúncia [de José Fortunati], que também me ajudou. Aí veio o voto útil daqueles que não queriam a Manuela e não queriam o Marchezan, porque as pesquisas indicavam que ele perderia para a Manuela. Foi um somatório desses fatores que levaram a esse resultado. Como o senhor avalia a desistência de Fortunati e o fato de que o recurso do indeferimento foi apresentado por um candidato a vereador da sua coligação? SM - Sou amigo do Fortunati, fui vice dele. Liderei no primeiro turno uma coligação com 173 candidatos a vereadores, de sete partidos. Esse assunto nunca transitou na coordenação. Se tivesse, teria sido refutado. Não compete a mim responder pelos atos dos outros. Prefiro comentar a grandeza do ato do Fortunati. Ele podia recorrer e concorrer sub judice, mas ele teve a grandeza de olhar o cenário e ver que, se mantivesse a candidatura, poderia levar o Marchezan para o segundo turno. Fortunati não era um adversário, somos do mesmo campo político. Se ele estivesse no segundo turno, estaria com ele. Como avalia a formação da Câmara Municipal, com uma maioria de vereadores do PSOL, PT e uma bancada negra? Caso eleito, como pretende aprovar seus projetos nesse cenário? SM - A diversidade no Legislativo é uma riqueza. A eleição majoritária não te dá essa condição. Mas na eleição proporcional, todos estão representados. É plural, tem ideias de gente que pensa diferente. A diversidade de jovens, mulheres, negritude e camadas sociais populares é uma riqueza enorme e contribui muito porque a cidade é assim. Se eleito, vamos construir uma base dentro de um projeto, mas também terei a capacidade de conversar. A oposição vai fazer pressão, muitas vezes votar contra, mas muitas vezes votará a favor porque a cidade está acima. Temos que respeitar todos que foram eleitos. Como o senhor tem articulado os apoios para o segundo turno? O senhor é apoiado pelos candidatos do primeiro turno João Derly (Republicanos), Valter Nagelstein (PSD), Gustavo Paim (PP) e até pelo PSDB municipal. SM - A grande questão é que o eleitor é soberano. O eleitor vota mais nas pessoas do que nos partidos. O grande foco é no eleitor que não votou [no primeiro turno]. São quase 360 mil que não votaram e os que votaram em outros candidatos. Essa disputa está posta. Os debates e a campanha em televisão vão mostrar as diferenças. Antes o tempo era pequeno, agora são cinco minutos para cada um. São projetos completamente diferentes. Não no aspecto de diálogo e respeito à democracia, mas são diferentes. Quais as suas principais diferenças em relação à Manuela? SM - Minha adversária defende projeto estatizante. Para ela, tudo tem que ser estatal. Eu penso que o serviço pode ser público, mas prestado por parceiro privado. Quem está com a torneira seca não quer saber se é público ou privado, quer ter água. Quem precisa do posto de saúde, não quer saber se é concursado ou contratado, quer saber se tem médico. O mesmo vale para as creches. Defendemos liberdade econômica para empreender rapidamente. O senhor tem se manifestado no sentido de "abrir tudo" durante a pandemia e contra a obrigatoriedade da vacina. Como lidará com isso? SM - A pandemia é séria. Saúde, sim. Mas saúde econômica também. Não tem um caminho único para isso. Se o "lockdown" por si só desse certo, na Argentina não teria acontecido o que aconteceu, teve muitas mortes. Vou constituir um comitê, antes de tomar posse, com médicos e economistas. Vamos reabrir toda a atividade econômica. Os protocolos não vão sair da minha cabeça, mas dos setores. Vou preparar a cidade para a vacina. Temos boa tradição de imunização. Mas não vou obrigar ninguém. Estará disponível a todos e toma quem quiser. * RAIO-X Sebastião Melo, 62 Advogado, natural de Piracanjuba (GO), é deputado estadual desde 2019. Concorreu a prefeito na eleição de 2016, chegando ao segundo turno, mas foi derrotado por Nelson Marchezan Jr. (PSDB). Foi vice-prefeito de 2013 a 2016, na gestão de José Fortunati (então no PDT) e vereador (2000-2012). Sempre foi filiado ao MDB.

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    Segundo turno em Porto Alegre: Manuela celebra vitória na Justiça após Melo tentar impedir propaganda

    Candidato do MDB acusava adversária de falsa acusação de racismo

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