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Previdência social e privada | Notícias do mercado

  • Folhapress

    Por Renda Cidadã, governo pretende adiar gasto com aposentadorias

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Proposta pelo governo para criar o programa social Renda Cidadã, a limitação de despesas com precatórios, na prática, poderá adiar o pagamento de gastos como aposentadorias e pensões de trabalhadores da iniciativa privada, além de remuneração a servidores. Em busca de recursos para criar o novo programa social, a ideia é postergar o cumprimento dessas decisões judiciais. Mesmo sem a trava, esse estoque de dívida hoje já supera R$ 70 bilhões, segundo dados do Ministério da Economia. Especialistas alertam para o risco de uma bolha, pois é uma despesa que, após manifestação da Justiça, passa a ser obrigatória, mas o governo estaria adiando o desembolso. O estoque cresce por correção monetária e com o acúmulo de novas decisões a serem cumpridas. Para 2021, o projeto de Orçamento prevê uma lista imensa de precatórios a serem liberados -boa parte é de aposentadorias e benefícios assistenciais concedidos após processo judicial. O que não for pago no próximo ano continuará no estoque de dívidas do governo com a população. Esse valor, que fechou 2019 acima de R$ 70 bilhões, cresce a cada ano. O precatório funciona assim: uma pessoa pode questionar na Justiça, por exemplo, o valor de uma pensão. Após o fim do processo, se a decisão for favorável ao pensionista, isso significa que a União terá de ressarci-la. Para isso, é emitido um precatório -um título que representa o compromisso de pagamento da dívida pelo governo. Cada um tem um número. Quando o governo elabora o Orçamento, faz uma lista com quem deverá ter o dinheiro liberado. O documento tem mais de 2.300 páginas e, em cada linha, há o código (o número do precatório) para que a pessoa (muitas vezes avisada pelo advogado da causa) possa se planejar. No regime de Previdência dos trabalhadores da iniciativa privada, há uma previsão de que os precatórios e sentenças judiciais representem R$ 22,2 bilhões de despesa no próximo ano -o orçamento total da Previdência Social é de R$ 704,4 bilhões. Para o ano que vem, o governo estima um gasto de R$ 55 bilhões em precatórios e requisições judiciais de pequeno valor. "O Brasil tem, no Orçamento, R$ 55 bilhões para pagar de precatório e nós vamos utilizar [...] o limite de 2% da receita corrente líquida", anunciou o senador Márcio Bittar (MDB-AC), que foi autorizado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a propor medidas de ampliação do Bolsa Família. Se a regra de limitação entrar em vigor, apenas poderão ser pagos cerca de R$ 16 bilhões, o que corresponde a 2% da receita corrente líquida prevista para 2021. Os autores da proposta argumentam que a margem aberta nessa conta, de até R$ 39 bilhões, poderá alimentar o programa social. Bolsonaro chegou a interditar as discussões de reformulação do Bolsa Família após estudos do Ministério da Economia considerados impopulares, como o fim do abono salarial (espécie de 14º salário pago pelo governo a trabalhadores formais de baixa renda) e o congelamento provisório do valor do salário mínimo, que é usado como referência para aposentadorias, pensões e benefícios assistenciais. O programa se chamaria Renda Brasil. O anúncio da trava ao pagamento de precatórios foi feito nesta segunda-feira (28) por Bittar, ao lado de Bolsonaro, o ministro Paulo Guedes (Economia) e líderes aliados do governo. No entanto, a proposta enfrenta resistência no Congresso. Procurado, o Ministério da Economia não quis se manifestar. Além de revisão dos mais diversos tipos de aposentadorias, os precatórios também representam dívidas que o governo tem com servidores (que podem, por exemplo, questionar cálculo de reajuste salarial), militares (principalmente em caso de pensão) e indenizações relacionadas à reforma agrária. O corte no pagamento de precatórios, segundo especialistas, é uma contabilidade criativa, pois simplesmente adia o cumprimento das decisões, eleva o endividamento e mostra que o governo não quer enfrentar a tarefa de efetivamente cortar despesas. O adiamento dos repasses ainda faz crescer uma conta adicional para o governo, porque os precatórios não pagos têm correção monetária. Em 2015, o STF (Supremo Tribunal Federal) estabeleceu que os valores devem ser corrigidos pelo IPCA-E (Índice de Preços ao Consumidor Amplo Especial), indicador de inflação calculado trimestralmente pelo IBGE. "Os precatórios são gastos que já deveriam ter ocorrido no passado, mas não foram feitos. Já é uma dívida. A pessoa é credora do Estado e vai continuar sendo, mesmo se o precatório for adiado", disse o Josué Pellegrini, diretor da IFI (Instituição FIscal Independente), órgão ligado ao Senado. Técnicos do Congresso alertam ainda que é preciso ficar claro se essa limitação atingirá apenas os precatórios ou também as requisições de pequeno valor, débitos menores e com procedimento mais ágil de pagamento. Dos R$ 55 bilhões dessa conta, R$ 35 bilhões envolvem precatórios. As requisições de pequeno valor somam cerca de R$ 17 bilhões. Há ainda R$ 3 bilhões em outras rubricas menores, como pagamento de decisões judiciais por estatais dependentes do Tesouro. Técnicos do Senado, onde a tramitação da proposta será iniciada, dão como certa não apenas a resistência de parlamentares, mas também a judicialização da proposta. A avaliação é que pessoas que aguardam o pagamento de precatórios e associações representativas devem levar o caso ao STF. Fontes de recurso para o Renda Cidadã Governo quer usar Orçamento do Bolsa Família, verbas de precatórios (dívidas do governo cobradas após decisão judicial) e parte do Fundeb (fundo para a educação) Bolsa Família O Orçamento do governo para 2021 já reservou R$ 34,8 bilhões para o programa. O valor é maior do que o deste ano, de R$ 32,5 bilhões Precatórios O pagamento de precatórios pelo governo seria de, no máximo, 2% da receita corrente líquida --o que em 2021 deve ficar perto de R$ 16 bilhões. Como a previsão atual do Orçamento para essa conta está em R$ 55 bilhões, haveria uma sobra de até R$ 39 bilhões a ser direcionada ao programa social Fundeb Recursos provenientes da ampliação de verbas do fundo poderiam ser deslocados para o Renda Cidadã. Neste ano, a equipe econômica já defendeu que parte da verba do Fundeb, que não contabiliza no teto de gastos, seja usada para o pagamento de vouchers de educação

  • Folhapress

    Governo suspende prova de vida de servidor aposentado mais uma vez

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Os servidores públicos federais aposentados, os pensionistas da União e os anistiados políticos estão desobrigados de fazer a prova de vida anual até 31 de outubro, conforme a instrução normativa 93, publicada no "Diário Oficial da União" desta segunda-feira (28). Esta é a terceira vez que o procedimento é adiado. O motivo é a pandemia de coronavírus. O primeiro adiamento ocorreu em março. O segundo, em julho. E, como em 30 de setembro venceria o prazo e a prova de vida voltaria a ser obrigatória, houve nova prorrogação. Segundo o documento publicado nesta segunda, não há prejuízo no recebimento dos benefícios enquanto durar o prazo que desobriga o servidor aposentado a fazer a prova de vida anual. No entanto, a instrução normativa diz que, encerrado o prazo, "os beneficiários que tiverem sido dispensados da realização de comprovação de vida durante o período de suspensão deverão realizar o recadastramento anual" conforme a portaria 244, publicada neste ano. A prova de vida anual é obrigatória para os servidores federais aposentados, os pensionistas e os anistiados da União no mês do aniversário. Neste ano, o procedimento mudou. Conforme a portaria 244, de 15 de junho de 2020, o procedimento poderá ser online para 700 mil beneficiários. Pode fazer o procedimento online, por celular, o servidor aposentado, o pensionista e o anistiado que recebe por meio do Siape (Sistema Integrado de Administração de Recursos Humano). Segurado do INSS está dispensado até dia 30 No INSS, os aposentados e pensionistas também estão dispensados de fazer a prova de vida anual. Neste caso, a dispensa valerá até 30 de setembro. O instituto não informou ainda se vai prorrogar o prazo ou se a obrigatoriedade da prova de vida anual voltará a valer. Questionado pela reportagem, o INSS afirmou que "oportunamente o INSS divulgará, amplamente, como os beneficiários deverão proceder para a prova de vida". No mês passado, o instituto também começou a implantar a prova de vida digital, por meio de reconhecimento facial. A medida, no entanto, está disponível apenas para 500 mil segurados, que são avisados sobre a possibilidade de fazer a comprovação de que está vivo por meio do celular. A prova de vida do INSS deve ser feita anualmente, na rede bancária, na data de "aniversário" do benefício. O cidadão que não comprova que está vivo tem a renda bloqueada. Veja aqui as regras para a comprovação de vida neste ano.

  • Valor Econômico

    Celso de Mello antecipa aposentadoria e deixará o STF em 13 de outubro

    Saída do decano do cargo abre a primeira vaga no Supremo para a indicação do presidente Jair Bolsonaro O ministro Celso de Mello, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu antecipar sua aposentadoria para o dia 13 de outubro. Ele completará 75 anos em 1º de novembro, data máxima para deixar a Corte. Ele, que estava de licença médica desde o dia 19 de agosto, voltou ao Tribunal nesta sexta-feira e encaminhou o pedido à Presidência da República. A saída do decano do cargo abre a primeira vaga no STF para a indicação do presidente Jair Bolsonaro. A decisão de antecipar em algumas semanas sua saída acontece em meio a um momento de incerteza em relação ao inquérito que investiga a suposta interferência de Bolsonaro na Polícia Federal (PF). Como relator original do caso, ele pode derrubar a decisão do ministro Marco Aurélio Mello de enviar o caso a plenário virtual para decidir como o presidente deve prestar o seu depoimento. O julgamento do caso está previsto para começar em 2 de outubro. Marco Aurélio, no entanto, antecipou o seu voto, defendendo que Bolsonaro poderia depor por escrito. Celso de Mello, porém, já havia se manifestado contra. Para ele, o presidente tem que depor presencialmente, já que não era uma mera testemunha do caso, mas sim um dos investigados. Um ministro do STF afirmou que o decano deve pedir para que o caso seja levado à discussão no plenário físico, onde os ministros se reúnem para debater o caso. Nos bastidores, integrantes da Corte se mostravam divididos e preocupados em desautorizar o decano, às vésperas de ele deixar o cargo. O ministro Celso de Mello completará 75 anos em 1º de novembro SCO/STF

  • Folhapress

    Vigilantes sem armas estão mais perto de ter tempo especial na aposentadoria

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Nesta quarta-feira (23) o STJ (Superior Tribunal de Justiça) iniciou o julgamento sobre a possibilidade de vigias e vigilantes se aposentarem mais cedo. O voto do relator, acompanhado pelos ministros presentes no julgamento, reconheceu o direito à aposentadoria especial da categoria, inclusive de segurados que não portam arma de fogo no exercício da sua função. A decisão foi adiada em razão de pedido de vista da ministra Assusete Magalhães, que quer analisar qual será o meio de comprovar o risco da atividade: laudo ou formulário padronizado pelo INSS, como o PPP (Perfil Profissiográfico Previdenciário). De acordo com regimento interno, a ministra tem 60 dias para devolver o processo. O advogado Fernando Gonçalves Dias, que fez a defesa da categoria no julgamento, não vê a possibilidade de mudança do resultado, favorável aos vigilantes, guardas e demais trabalhadores da área de segurança da iniciativa pública e privada. Segundo Gonçalves Dias, o STJ tem por tradição manter a coerência da jurisprudência das suas Turmas que já vinham reconhecendo o direito, em nome da segurança jurídica. Assim que a decisão do STJ for publicada, todos os processos relacionados ao tema voltam a andar nos tribunais do país. BRIGA ANTIGA Desde 1997, o INSS não reconhece a aposentadoria especial dos vigilantes por não considerar a atividade como nociva. Os profissionais têm recorrido à Justiça para ter reconhecido o direito à aposentadoria especial, mesmo que não portem arma de fogo. Em 2017, o STJ entendeu que o uso da arma de fogo não deve ser critério para reconhecer a atividade do vigilante como especial. O novo entendimento provocou decisões conflitantes em todo país, por isso, em outubro de 2019, todos os processos em andamento sobre o tema foram suspensos até que o STJ julgue se será preciso comprovar o uso de arma de fogo no trabalho ou se a periculosidade independe disso. "Essa decisão do STJ reconhece a situação vulnerável desses profissionais na situação de violência no país", afirma o advogado Rômulo Saraiva. A APOSENTADORIA Segundo Saraiva, com a nova decisão do STJ, quem ainda não se aposentou e trabalhou como vigilante antes de 13 de novembro de 2019, armado ou não, poderá fazer a conversão do tempo especial em tempo comum. O período trabalhado nestas condições antes do início da reforma da Previdência deve ser multiplicado por 1,4 se homem, e, 1,2 se mulher. Após esta data, quem não reuniu tempo para se aposentar vai entrar em uma das regras de transição, que soma a idade com o tempo de atividade especial e tempo de contribuição.

  • Folhapress

    Comércio vê Natal fraco com auxílio menor e sem 13º de aposentados

    SÃO PAULO,SP (FOLHAPRESS) - A redução no valor do auxílio emergencial a trabalhadores informais e a antecipação do pagamento do 13º dos aposentados para o segundo trimestre de 2020 devem contribuir para um Natal fraco neste final de ano, segundo avaliação da FecomercioSP. Trabalho divulgado pela entidade mostra que, nos primeiros seis meses deste ano, a renda das famílias brasileiras cresceu 3,3% em relação ao mesmo período de 2019, uma injeção de R$ 63,9 bilhões na economia no período. Se o governo federal não tivesse adotado nenhuma medida de complementação e antecipação de renda, teria ocorrido uma redução de 0,63% na massa de rendimentos das famílias. Com isso, a renda média mensal familiar alcançou R$ 4.558, valor 2,6% acima da média do mesmo período do ano passado. Segundo a FecomercioSP, as famílias com renda média mensal de até R$ 1.950 tiveram um acréscimo de 61,5% na massa de rendimentos, enquanto as pessoas nas faixas superiores tiveram queda de forma diretamente proporcional ao nível de rendimento, variando de -0,8% na classe D (renda mensal entre R$ 1.950 e R$ 2.640) até -2,1% na classe A (acima de R$ 16.900). Os auxílios federais concedidos no primeiro semestre somaram quase R$ 100 bilhões, aumento de 318% em relação ao mesmo período de 2019, segundo o estudo. A classe E, que representa cerca de um quarto da população, recebeu 85% dessa renda extra. "Mesmo que a concessão de benefícios e antecipações concedidas pelo governo, ao longo do primeiro semestre de 2020, tenha sido decisiva para impedir uma degradação ainda maior da renda familiar no período, as projeções para o fim do ano são pouco promissoras", diz a FecomercioSP. Segundo a federação, mesmo prorrogado, o auxílio emergencial, que teve seu valor reduzido de R$ 600 para R$ 300, não deve ter a mesma relevância e eficácia para compensar a queda de renda decorrente do aumento de desemprego. "Como grande parte do 13º salário [dos aposentados] já foi pago, mais a redução no auxílio emergencial, não haverá sustentação para o aumento tradicional de consumo da época. Assim, o comércio não espera um Natal de recuperação."

  • Folhapress

    Secretário de Guedes encontra Bolsonaro para explicar fala sobre aposentadoria

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, encontrou o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na tarde desta terça-feira (15) para esclarecer os comentários que fez anteriormente sobre o congelamento das aposentadorias. Segundo relatos, Waldery encontrou o presidente fora da agenda oficial para esclarecer a proposta defendida por ele em entrevista ao portal G1 de congelar por dois anos o reajuste dos aposentados e teria falado em tom de desculpas pelos ruídos. Integrantes da Economia ouvidos pela reportagem receberam a informação do encontro com alívio, por verem no gesto um movimento que contribuiria para pacificar os ânimos e diminuir a pressão sobre a saída do secretário. Uma eventual demissão no calor do momento seria vista, ao menos para parte dos membros da Economia, como algo ainda pior para a equipe de Paulo Guedes ao representar uma perda de respaldo às propostas estudadas pelo time de técnicos. A fritura de Waldery ocorre em um momento em que o Ministério da Economia como um todo está sob pressão do restante do governo, que demanda sobretudo mais recursos do Tesouro. O secretário é um dos principais defensores da responsabilidade fiscal e de regras como o teto de gastos. Apesar de receber críticas de colegas, inclusive por sua linguagem batizada de "hermética", Waldery é mencionado no Ministério como alguém honesto politicamente e a postura de encontrar o presidente teria coerência com essa personalidade, segundo os relatos. Na equipe econômica, outros integrantes ouvidos ficaram irritados com a entrevista de Waldery. A interpretação de interlocutores do ministro é que ele pode ser considerado um excelente técnico e oferecer cardápios de soluções, mas não poderia se comportar como um porta-voz do governo publicamente. Essa postura de porta-vozes, segundo membros, é herança de uma fase anterior da pasta, que precede a reformulação da interlocução política do governo. Naquela época, o Ministério tinha que ir a campo defender suas propostas e as falas públicas dos integrantes eram mais frequentes. Agora, esse cenário teria mudado e certos membros ainda precisariam ser "enquadrados". As opiniões sobre qual deve ser o destino do secretário ainda são divididas. Dentro da equipe econômica há quem fale que a situação para ele ficou insustentável. Por outro lado, até na cúpula do Ministério há quem defenda que não é o caso de demissão por causa do episódio. A decisão seria somente de Guedes, que ainda não comunicou claramente à equipe qual o destino de seu secretário especial de Fazenda. Waldery virou alvo das pressões nesta terça-feira (15) pela manhã, quando Bolsonaro publicou vídeo em redes sociais em que comentava matérias de jornais impressos do dia. Entre elas, manchete da Folha de S.Paulo sobre o plano do governo de revisar cerca de 2 milhões de benefícios destinados a idosos e deficientes para poupar R$ 10 bilhões por ano. As outras matérias tratavam do plano comentado por Waldery ao portal G1, sobre congelamento de aposentadorias por dois anos, para bancar o Renda Brasil. A ideia de congelar o valor dos benefícios, segundo Waldery, seria incorporada à PEC (proposta de Emenda à Constituição) do Pacto Federativo, relatada pelo senador Márcio Bittar (MDB-AC) no Congresso. O tema não está no texto original enviado aos parlamentares, mas o secretário disse que a inclusão seria negociada com o senador. Bolsonaro ameaçou com "cartão vermelho" integrantes da equipe econômica que defenderem medidas como o corte de benefícios de aposentados e portadores de deficiência. "Até 2022, no meu governo, está proibido falar a palavra Renda Brasil. Vamos continuar com o Bolsa Família. E ponto final", afirmou.

  • Bloomberg

    Fundo de pensão sueco lança campanha de investimento sustentável

    A Alecta, um fundo de pensão sueco com cerca de US$ 110 bilhões sob gestão, quer reforçar o peso do investimento ativo para pressionar empresas do portfólio a serem mais éticas.

  • Folhapress

    Assembleia de MG aprova reforma da Previdência com alterações à proposta de Zema

    BELO HORIZONTE, MG (FOLHAPRESS) - Com modificações no texto original, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais aprovou nesta sexta-feira (4), a reforma da Previdência estadual. Foram feitas alterações nas alíquotas de contribuição e a proposta de cobrança de contribuição extraordinária em caso de déficit foi rejeitada. Depois de promulgado, o texto segue para sanção do governador Romeu Zema (Novo). Minas foi um dos últimos estados a encaminhar a reforma para se adequar às novas regras da União. O projeto, que atinge cerca de 470 mil servidores ativos, inativos e pensionistas, foi apresentado em junho ao Legislativo. Apesar da aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) com placar de 52 votos a favor e 21 contra, o projeto apresentado pelo governo, que inclui ainda um PLC (Projeto de Lei Complementar), sofreu mudanças importantes no Parlamento. Os deputados preservaram o sistema de alíquotas progressivas sugerido pelo governo estadual, mas reduziram o percentual das taxas, fixando uma progressão entre 11% e 16%, distribuída em sete faixas salariais. O projeto original de Zema previa apenas quatro faixas salariais, com alíquotas variando entre 13% e 19%. O cálculo para fixação do valor da aposentadoria, que o governo propunha tomar como base a média de salários de toda a carreira, preservou a regra atual: 80% em cima das maiores remunerações. Para novos servidores, será aplicado percentual de 60% sobre a média de 80%, mais 2% ao ano para cada ano que passar dos 20 anos de contribuição. Houve também alteração para o regime de servidores civis da segurança, como policiais civis e legislativos e agentes penitenciários. No texto original, o governo previa regras próprias para a categoria, que agora segue as mesmas válidas para os militares, aprovadas a nível federal em 2019. As regras de transição também sofreram mudanças em relação à proposta inicial. O texto aprovado em plenário reduziu de 20 anos para 10 anos o tempo mínimo em cargo público, mantendo a legislação atual. As idades mínimas gerais passam a ser de 65 anos para homens e 62 para mulheres, como no sistema federal, mas são válidas apenas para quem ingressar a partir do período que a lei começa a valer (90 dias após sanção). Para professores, as idades mínimas fixadas são inferiores: 60 para homens e 57 para mulheres, com tempo de contribuição de 25 anos de exercício efetivo do magistério. Para servidores gerais que já estão no serviço público, há duas propostas de transição: aposentar com o somatório de idade e tempo de contribuição ou com o chamado pedágio, contribuindo com 50% do tempo faltante para a aposentadoria. A proposta inicial era de que esse período que o trabalhador da ativa teria que trabalhar a mais, para se aposentar pelas novas regras, fosse de 100%. A Assembleia também subiu a taxação de inativos e pensionistas para quem ganha a partir de R$ 3.135 --o governo queria cobrança a partir de um salário mínimo. Os deputados suprimiram ainda a proposta do governador que permitia ao Executivo acionar alíquota de contribuição extraordinária, caso o déficit do sistema previdenciário se mantivesse mesmo após a reforma. A proposta previa cobrança suplementar à contribuição normal para ativos, inativos e pensionistas em valor a ser definido. A proposta de criação de uma nova autarquia para gerir a previdência, a MGPrev, presente no PLC que também integra a reforma, foi outro ponto que ficou de fora. Foi mantida a competência do atual Ipsemg (Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais). A proposta era que o instituto ficasse apenas com questões de saúde. Em vídeo publicado nas redes sociais, Zema comemorou a aprovação da reforma, sem comentar as mudanças encaminhadas pelo Legislativo. Segundo ele, a aprovação significa que os mineiros terão um Estado viável e sustentável a longo prazo. O déficit projetado pelo estado para o próximo ano é quase o dobro daquele registrado em 2019, chegando a R$ 17,2 bilhões, segundo previsão do PLDO (Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias). Com relação a 2020, o crescimento deve ser de 29,5%. Segundo a gestão Zema, um dos fatores que contribuem para os números é o déficit previdenciário, que deve chegar a R$ 20,8 bilhões em 2021, em valores nominais de receitas e despesas. Um cálculo do governo, aponta que, entre 2013 e 2020, o déficit previdenciário dos servidores civis chegou a R$ 85,8 bilhões. O deputado Gustavo Valadares (PSDB), que deixou a liderança de governo no início do ano, mas segue líder do bloco governista, qualificou a matéria como uma das mais importantes dos últimos anos. "O que estamos fazendo agora é dando segurança aos servidores de que receberão valor justo e a certeza que receberão esses valores, sem ter risco de que o Estado não tenha condições de pagá-los", afirmou durante a sessão que aprovou a reforma. Para a oposição, o texto que passou nesta sexta foi uma redução de danos diante do que havia sido proposto inicialmente pelo governo, graças às emendas apresentadas. "O governador Zema encaminhou o projeto no meio de uma pandemia, sem discussão com sindicatos e sem a participação e acompanhamento presenciais dos servidores e suas entidades", declarou à reportagem André Quintão (PT), líder do bloco de oposição. Denise Romano, coordenadora-geral do Sind-UTE (sindicato dos trabalhares de educação do estado), avalia que não há nada a comemorar. "O governo do estado de Minas Gerais hoje ficou marcado como governo que retira da professora e concede incentivos fiscais para os grandes empresários", diz.

  • Canaltech

    Satélite aposentado pela NASA há 50 anos cairá na Terra neste sábado (29)

    O satélite Orbiting Geophysical Observatory 1, da NASA, já está aposentado há quase 50 anos, mas continua orbitando nosso planeta. Observações recentes mostraram que ele está finalmente caindo, e deve colidir no Oceano Pacífico neste fim de semana

  • Bloomberg

    Saques de fundos de pensão podem abalar câmbio no Chile e Peru

    (Bloomberg) -- As duas moedas de melhor desempenho na América Latina este ano podem ser vítimas de novas iniciativas para permitir saques dos fundos de pensão em meio à pandemia.Parlamentares do Peru e Chile discutem propostas para permitir que contribuidores retirem dinheiro de suas contas privadas pela segunda vez este ano, apesar da oposição dos governantes desses dois países.Os bancos centrais ajudaram a suavizar o choque sobre os ativos locais quando os dois países permitiram a primeira onda de saques, porém outra rodada pode impactar mais os mercados, de acordo com estrategistas do Bank of America, incluindo Gabriel Tenorio, Lucas Martin e Jane Brauer. O impacto imediato dependeria de quais ativos são vendidos. No longo prazo, o efeito poderia ser de reputação.“Não achamos que essas medidas sejam inócuas”, escreveram os estrategistas em nota a clientes. “Estamos preocupados com os impactos fiscais de longo prazo, a deterioração dos mercados locais e a ascensão de discursos populistas.”O peso chileno caiu apenas 4,3% este ano, superando todas as outras moedas latino-americanas, de acordo com dados compilados pela Bloomberg. O sol peruano teve o segundo melhor desempenho no período, com queda de 7%.Em uma votação separada no início desta semana, o congresso do Peru aprovou um projeto de lei determinando que o fundo estatal de aposentadoria fizesse um pagamento único de 4.300 sóis (US$ 1.199) aos contribuintes. Segundo o governo, a medida é inconstitucional.Saques de planos de previdência “provavelmente acabarão causando problemas fiscais no futuro quando a atual geração de trabalhadores se aposentar com pensões pequenas e exigir transferências do governo”, escreveram os estrategistas do Bank of America. “Estamos cada vez mais cautelosos em relação aos ativos negociados nos mercados locais da América Latina.”Legisladores chilenos aprovaram a primeira medida em julho, contra os desejos do governo. Não está claro se haverá apoio político ao novo projeto de lei.O impacto imediato sobre as moedas pode depender de quais ativos serão vendidos pelos fundos de pensão nesses países, disse Brendan McKenna, estrategista da Wells Fargo Securities em Nova York.Se a maioria dos ativos vendidos pelos fundos de pensão chilenos for denominada em dólares, a conversão para pesos pode dar impulso à moeda local, segundo ele. Os planos de previdência no Peru são mais diversificados em termos de denominação de moeda, então a trajetória do sol seria mais incerta, na visão dele.For more articles like this, please visit us at bloomberg.comSubscribe now to stay ahead with the most trusted business news source.©2020 Bloomberg L.P.

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