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Racismo estrutural e institucional no Brasil

Videos: Notícias sobre racismo

É octa! Rubro-negros festejam título do Brasileirão do Flamengo com memes

Mesmo após a derrota para o São Paulo, o Flamengo aproveitou o tropeço do Internacional e sagrou-se bicampeão consecutivo do Brasileirão.
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  • Yahoo Vida e Estilo

    Após comentário racista, Ana Maria Braga diz que errou e pede desculpa

    A apresentadora falou sobre "preconceito reverso" na segunda-feira (1)

  • Yahoo Vida e Estilo

    Ana Maria Braga e a branquitude precisam ter mais responsabilidade ao falar em ‘racismo reverso’

    Lumena agiu errado em diversas ocasiões no 'BBB', mas ela não tem o poder de ser racista contra Carla

  • Bloomberg

    Vacinação nos EUA ainda é marcada por desigualdade racial

    (Bloomberg) -- O governo Biden não tem conseguido solucionar a persistente desigualdade racial na campanha de vacinação contra o coronavírus nos Estados Unidos, onde pessoas brancas têm recebido uma quantidade desproporcional de vacinas, mesmo em lugares com grandes populações de minorias.Uma abordagem nos estados tanto para a administração de vacinas quanto para relatar dados deixou o governo federal com pontos cegos significativos e controle apenas parcial sobre quem é vacinado. Dados incompletos dos estados mostram que proporções relativamente menores de populações negras e latinas receberam vacinas, em comparação com pessoas brancas.Em Filadélfia e Washington, os negros representam mais de 40% da população, mas respondiam por pouco mais de 20% das pessoas vacinadas para as quais existem dados raciais, de acordo com o rastreador de vacinas da Bloomberg. No Texas e na Califórnia, os latinos representam 39% da população, mas apenas 21% e 18% dos vacinados, respectivamente. No Arizona, os brancos representam 55% da população, mas receberam 76% das vacinas.Biden e seus principais assessores, liderados pela vice-presidente Kamala Harris, têm pressionado para que as vacinações sejam equitativas em uma pandemia que atingiu desproporcionalmente comunidades de pessoas não brancas. Uma força-tarefa de equidade, que surgiu de um projeto de lei proposto por Harris, realizou a primeira reunião na sexta-feira, onde autoridades enfatizaram a necessidade de melhores dados. Mas o governo mostra limitação na capacidade de abordar a distribuição desigual em todo o país.“É extremamente importante ter equidade na distribuição de vacinas, por causa de tudo o que sabemos sobre o quão desproporcional o impacto da Covid-19 tem sido nas comunidades de pessoas não brancas”, disse Lisa Cooper, médica que dirige o Johns Hopkins Center for Health Equity. “Podemos não estar todos no mesmo barco, mas estamos na mesma tempestade - se outros barcos estão virando, não é bom para o resto.”Pessoas não brancas - que incluem indígenas americanos, nativos do Alasca, negros e latinos - têm cerca de três a quatro vezes mais chances de serem hospitalizadas com Covid-19 do que brancos e duas vezes mais chances de morrer da doença, de acordo com dados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças.As razões são amplas e complicadas, como índices mais altos de doenças pré-existentes que pioram o impacto do vírus, menos acesso a cuidados de saúde e uma maior proporção de pessoas que vivem em famílias multigeracionais ou que trabalham em empregos na linha de frente.For more articles like this, please visit us at bloomberg.comSubscribe now to stay ahead with the most trusted business news source.©2021 Bloomberg L.P.

  • Yahoo Notícias

    Movimentos por moradia alertam sobre novos ataques a ocupações em São Paulo

    A maior cidade do país tem um déficit habitacional de 830 mil moradias e mais de 1,4 mil prédios vazios, segundo dados pré-pandemia

  • Yahoo Vida e Estilo

    Ana Maria Braga usa "racismo reverso" para criticar fala de Lumena

    A apresentadora é detonada nas redes sociais por citar ideia inexistente

  • Folhapress

    Estudo brasileiro acha variante de DNA ligada a maior chance de obesidade em mulheres negras

    SÃO CARLOS, SP (FOLHAPRESS) - A intensa miscigenação entre pessoas de origem indígena, europeia e africana que caracteriza a população brasileira ajudou cientistas a identificar uma variante de DNA que está associada a um risco mais alto de obesidade em mulheres. Trata-se de uma variação de origem africana, mais comum nas adultas que carregam proporção maior de herança genética da África. Embora esteja presente em apenas 1% dos participantes do estudo, a variante de DNA é duas vezes mais comum em mulheres obesas e quase 10 vezes mais prevalente nas que têm obesidade mórbida. Pode parecer pouco, mas trata-se de um dos efeitos genéticos mais marcantes já identificados no caso da obesidade, que é uma característica complexa e multifatorial --ou seja, surge a partir de diversas influências, que incluem tanto centenas de genes diferentes quanto alimentação, atividade física e estresse, por exemplo. Além disso, ainda são raros os trabalhos mundo afora a levantar esses dados em populações não europeias e miscigenadas (apenas 5% dos indivíduos incluídos em estudos do tipo não são europeus). Coordenado por pesquisadores da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e com participação de equipes de Peru, dos EUA, da Austrália e de países africanos, o estudo acaba de sair no periódico International Journal of Obesity. O trabalho integra o projeto Epigen-Brasil, um esforço mais amplo para mapear a interação entre a diversidade do DNA da população brasileira, em especial sua natureza miscigenada, e fatores que afetam o surgimento de doenças complexas. "Decidimos fazer o estudo da obesidade por mapeamento de miscigenação em 2016, a partir de dados já existentes do projeto Epigen-Brasil", conta o professor Eduardo Tarazona-Santos, do Departamento de Genética, Ecologia e Evolução da UFMG. Encontrar variantes genéticas que tenham uma associação significativa com problemas de saúde complexos equivale, em certo sentido, à proverbial busca por uma agulha num palheiro. Em geral, os pesquisadores dependem de grandes amostras populacionais --dezenas ou centenas de milhares de pessoas--, cujo DNA é comparado em busca de associações entre diferentes formas dele à doença que se quer estudar (digamos, o aparecimento de certo tipo de câncer em quem carrega determinada troca de "letra" no DNA no cromossomo 10). Fazer essa busca em populações miscigenadas pode ser menos trabalhoso porque seus cromossomos já estão subdivididos num mosaico de "bloquinhos" de DNA, herdados de seus diferentes povos ancestrais (veja infográfico), explica a primeira autora do estudo, Marília de Oliveira Scliar. "Então, inicialmente, é possível fazer a associação entre esses blocos e a característica de interesse. Depois, fazemos um mapeamento fino para identificar a região específica dentro deles." Para isso, a equipe se valeu inicialmente de três grupos de voluntários cujo estado de saúde está sendo estudado a longo prazo no Brasil. São 3.653 habitantes de Pelotas (RS), todos nascidos em 1982; 1.442 idosos de Bambuí (MG); e 1.246 moradores de Salvador, acompanhados desde 1997, quando eram crianças. Para medir a incidência de obesidade, os pesquisadores dispunham de dados sobre o IMC (índice de massa corporal, correspondente ao peso da pessoa dividido pela altura elevada ao quadrado). A partir dessa base de dados e das informações sobre ancestralidade, a equipe acabou flagrando uma variante de apenas uma "letra" de DNA, na população de Pelotas, que apresenta considerável associação com a obesidade. Ela foi achada em 31 mulheres, sem parentesco entre si e IMC mais alto que a média do grupo (28 contra 23, respectivamente). O DNA delas, além disso, tinha 35% de contribuição africana, contra 16% da média do grupo gaúcho, mas várias delas se autodeclaram como brancas, o que mostra como a ancestralidade dos brasileiros é bem mais complexa do que a aparência física ou autopercepção social indicam. A associação entre a "letra" de DNA e a obesidade também foi identificada em idosas de São Paulo, que participaram de outro estudo genômico, e nas de Bambuí, mas não em Salvador. Fora do Brasil, o efeito da variante também foi visto em mulheres de Soweto, na África do Sul. Além disso, os pesquisadores verificaram que, embora seja raríssima entre europeus, a variação aparece em 3% dos habitantes da África Ocidental, em locais como a Nigéria, que sabidamente foram afetados pelo tráfico de escravizados para o Brasil. O que ainda não está claro é como exatamente a variante influencia o organismo. É possível que se trate de uma região regulatória do DNA. Ou seja: ela não contém a receita para a produção de nenhuma molécula do organismo, como acontece com os genes propriamente ditos, mas poderia afetar a ativação ou desativação de um ou vários genes. Uma hipótese do grupo, por causa da ligação da variante com a obesidade em mulheres adultas, é que ela esteja associada ao acúmulo de reservas de gordura para a gestação e a amamentação --algo que, combinado à dieta calórica e ao sedentarismo modernos, facilitaria o aparecimento da obesidade. Para o médico Bernardo Horta, professor da Universidade Federal de Pelotas e coautor do estudo, o trabalho aponta um caminho de pesquisa que ainda precisa ser intensificado no Brasil. "Precisamos de mais dados de estudos de base populacional, coletados ao longo da vida. Só assim poderemos visualizar mais claramente as associações e interações entre genes e ambiente", diz ele.

  • Folhapress

    Movimento defende inclusão racial nas áreas tributária e contábil

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Diante da falta de representatividade de pessoas negras em cargos de liderança nas áreas tributária e contábil, profissionais do setor criaram o movimento BTM (Black Tax Matters). O nome da iniciativa, que tem como objetivo inserir pessoas negras nessas áreas e apoiar o desenvolvimento de lideranças, é uma alusão ao movimento Black Lives Matter (Vidas negras importam, em tradução livre). O grupo conta com 10 profissionais das empresas Latam, Ambev, iFood, Grupo Heineken, Mercury Machine, Stripe, RVC Advocacia e Consultoria Tributária e Empresarial e Camil Alimentos "A representatividade não é uma questão só de pessoas pretas. É uma questão de todos, é monetária. Se não existem pessoas negras na carreira tributária, juízes, diretores de empresas, formadores de opinião e normas jurídicas, você não tem medidas que são feitas para as pessoas pretas", disse o analista tributário da Ambev, Henrique Rodrigues, nesta sexta-feira (26) em live promovida pelo site Jota. Para o analista tributário sênior do iFood, Luiz Henrique Dutra, o objetivo da iniciativa é mostrar que há profissionais negros qualificados para atuar no mercado, especialmente em cargos de chefia. "O nosso sonho é que a gente não precise ouvir mais que aquela vaga em posição de liderança não pode ser ocupada por uma pessoa negra porque é muito difícil [recrutar] ou porque não tem [profissional]", afirma. Segundo Beatriz Soares, analista de contencioso tributário no Grupo Heineken, o movimento existe porque há racismo nas instituições. "O BTM, em tese, não deveria existir. Ele existe porque o racismo estrutural existe e a gente tenta combater isso com uma ação afirmativa. O racismo estrutural não está só no mercado tributário. Ele está na sociedade de um modo geral, está em todas as instituições", disse. O grupo apoia a promoção de vagas exclusivas para negros e trabalha pela inclusão dessas pessoas dando suporte em recrutamentos. O coordenador de planejamento tributário da Camil Alimentos, Herman Fonseca, defende a adaptação de processos seletivos, com a retirada de exigências como a fluência em inglês para cargos em que o profissional não utiliza o idioma para desempenhar sua função. "Muitas empresas usam o inglês como filtro. Se ele [o profissional] não atua em uma área global, vale a pena olhar o perfil", afirma. Luciana Reis, sócia na RVC Advocacia e consultoria tributária, também defende que as áreas de recrutamento tenham um olhar voltado à diversidade e a exigências que, muitas vezes, são excludentes para pessoas negras. "Ter esse olhar no recrutamento e seleção é muito importante. Você usa o inglês no dia a dia?". O trabalho do Black Tax Matters consiste em quatro pilares: geração de conteúdo informativo para promover a educação, mentoria voluntária oferecida por profissionais com experiência nos mercados, parcerias para seleção de parceiros do movimento e recrutamento. Dutra, do iFood, conta que a desigualdade racial é percebida já nos bancos universitários, antes da chegada às empresas. "Eu era de uma sala com mais ou menos 62 pessoas e de negros havia eu e mais dois. Temos também as posições dentro dos órgãos públicos, predominantemente técnicas, que acabam ficando com pessoas brancas", afirma. "Tive colega na faculdade que quando ia despachar com juízes, e não era em ambiente tributário, precisava prender o cabelo black power". Beatriz, da Heineken, também defende a inclusão de pessoas negras em cargos de liderança para combater estereótipos raciais. "A gente sabe que um juiz, muito provavelmente, vai ser uma pessoa branca, e um segurança, muito provavelmente, uma pessoa negra. Só vi juiz branco, procurador branco", afirma.