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Ribeirão Preto | Últimas notícias do interior de SP

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    Festa clandestina com 300 pessoas é encerrada após operação em Ribeirão Preto

    RIBEIRÃO PRETO, SP (FOLHAPRESS) - Uma festa clandestina com a participação de cerca de 300 pessoas, que era realizada em meio à fase emergencial decretada no estado de São Paulo devido à pandemia, foi encerrada neste final de semana em Ribeirão Preto (a 313 km da capital paulista). Realizada num pesqueiro e com três atrações musicais, a festa chamada Piseiro na Roça cobrava R$ 10 de entrada dos homens. "Elas VIP [sic] a noite toda", anunciava o cartaz do evento. O cenário da pandemia na cidade e no estado impede a realização de eventos com aglomerações, como o flagrado pela operação desencadeada na noite de sábado (10). Ribeirão Preto tem na tarde desta segunda-feira (12) 286 pessoas internadas em UTIs (Unidades de Terapia Intensiva), que estão com ocupação de 91,4%. A força-tarefa, formada por órgãos como Vigilância Sanitária, Fiscalização Geral do Município, Promotoria, Polícia Militar, Polícia Civil e Guarda Civil Metropolitana, chegou ao local, no Jardim Florestan Fernandes, após uma denúncia anônima. As equipes encontraram os presentes -principalmente jovens- sem máscaras. E, como já constatado em eventos do tipo, sem nenhum distanciamento. Uma pessoa que segundo a operação seria o organizador do evento fugiu do local, enquanto três músicos foram levados à delegacia. Após serem ouvidos, foram liberados. Nas paredes do ambiente, duas cartolinas indicavam os preços das bebidas, que iam de R$ 5 (cerveja) a R$ 120 (uísque). O cartaz do evento deixava claro que era proibida a entrada no local com bebidas. A Folha não conseguiu localizar o organizador do evento nesta segunda-feira. Mas não foi só na cidade do interior paulista que houve festa com centenas de pessoas em meio à pandemia. Aliás, elas têm se tornado comuns nos últimos dias. Neste domingo (11), uma fiscalização do governo do estado e da prefeitura da capital fechou uma festa clandestina no Parque São Jorge, zona leste da capital. Cerca de 50 pessoas estavam no local. No dia anterior, a Polícia Civil de São Paulo, em ação com o Procon e a Vigilância Sanitária, encerrou um bingo clandestino que reunia 97 pessoas no centro da capital, a maioria idosos. Também no sábado, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, um evento com cerca de 300 pessoas foi flagrado em uma operação conjunta feita por Polícia Militar e Guarda Civil Municipal. De acordo com a polícia, os agentes encontraram os jovens aglomerados e quase todos sem máscara. Duas armas foram apreendidas, além de munições. Na última quinta-feira (8), outra festa clandestina, desta vez com 46 pessoas em um bar de São Paulo, foi encerrada e 9 dos presentes, que seriam os organizadores, foram levados ao 80º DP, na Vila Joaniza.

  • Folhapress

    Mococa é a 30ª cidade de SP alvo de criminosos do 'novo cangaço' desde 2018

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Mococa, com seus 68 mil habitantes a 267 km da capital paulista, tornou-se na madrugada desta quarta-feira (7) a 30ª cidade do estado de São Paulo a conhecer, desde 2018, o terror levado pelas quadrilhas especializadas a ataques ultraviolentos a instituições financeiras, o chamado "novo cangaço". O número de ataques é ainda maior porque algumas cidades foram atacadas mais de uma vez, como Limeira, Botucatu e Paraibuna, todos no interior do estado. Classificados pela Polícia Militar como atos de "criminalidade ultravioleta", esses ataques são, por via de regra, praticados por criminosos fortemente armados, em grupo de 15 a 30 homens, que chegam a cidades de pequeno e médio portes, durante a madrugada, em comboios de veículos potentes, como SUVs. Parte do comboio segue para a área central, em especial nos trechos onde estão concentradas agências bancárias, enquanto o restante da quadrilha se espalha por pontos estratégicos para dificultar a ação dos policiais, chegando a atacar bases da Polícia Militar para evitar que equipes saíssem de lá. Em Mococa, segundo da PM, havia quatro equipes em patrulhamento pela cidade no início dos ataques e um policial na sede da companhia. As viaturas, por orientação do comando, se afastaram da região de bancos para evitar confrontos, enquanto os reforços eram solicitados. Nenhum policial ficou ferido desta vez, mas já houve caso de policiais mortos e feridos por essas quadrilhas que, geralmente, usam fuzis e metralhadoras capazes de perfurar até mesmo veículos blindados, ou derrubar aeronaves -como os helicópteros da polícia. Mesmo sem confronto, como em Mococa, os criminosos realizam diversos disparos durante as ações como forma de intimidação. "Como na madrugada o barulho é muito alto, acabam disseminando o pânico nas pessoas", disse o capitão Carlos Roberto Negrini, comandando do policiamento ostensivo local. Outra característica mais comum desses crimes é ocorrerem em datas próximas ao pagamento de servidores públicos ou liberação de dinheiro em programas de assistência. Segundo a PM, era esse o caso de Mococa. "Hoje é dia do pagamento do pessoal, do auxílio, deveria ter uma porcentagem maior de valores", disse o oficial da PM sobre a Caixa Econômica Federal ter sido alvo dos criminosos. Relatório da PM obtido pelo jornal Folha de S.Paulo no final de 2020 também apontava o número recorde de apreensões de drogas como um dos motivos para que criminosos estivessem investindo nesse tipo de ação. Uma das novidades dos bandidos na ação de Mococa foi o uso de drones para analisar a movimentação das forças policiais e, com isso, antecipar qualquer tentativa de enfrentamento. Talvez por isso, segundo a polícia, quando as equipes do Baep chegaram em reforço à cidade, os criminosos fugiram. Até na noite desta quarta, ninguém havia sido preso ou identificado. Cinco veículos usados na ação foram abandonados, três deles em Minas Gerais, estado que faz divisa com o município de Mococa. Também é comum depois que dessas ações criminosas as policiais Civil e Militar realizem operações nas cidades atacadas, com uso de helicóptero e grande contingente de homens para mostrar a força do estado. Como em Mococa. "Estamos fazendo operação o dia todo, com apoio do helicóptero Águia, com Baep de Piracicaba, com mais nove viatura do Baep, fazendo essas ações para tentar reestabelecer a sensação de segurança da população", disse Negrini. A Polícia Civil não indicou ninguém para comentar o assunto. Em nota, a Secretaria da Segurança Pública informou que o estado de São Paulo teve uma queda de 93% no número de roubos a bancos 2006 e 2020. No ano dos ataques do PCC, foram 442 ocorrências, contra 20 no ano passado. "Desde 2019, 79 criminosos ligados a esta prática criminosa foram presos no estado, incluindo um dos líderes de uma quadrilha responsável por roubos a empresas de transportes de valores, agências bancárias e aviões pagadores, em janeiro deste ano", diz nota. A nota diz ainda que as polícias paulistas atuam de maneira integrada, com uso de inteligência para reduzir todas as modalidades criminosas, e que o governo tem investido fortemente nos efetivos e estruturas policiais para combater o crime.

  • Folhapress

    Mococa (SP) tem madrugada de assalto a bancos, tiroteio e pânico da população

    SÃO PAULO, SP, E GONÇALVES, MG (FOLHAPRESS) - Uma quadrilha fortemente armada atacou agências bancárias, atirou em lojas e em uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) em Mococa (a 267 km da capital) na madrugada desta quarta-feira (7). Um guarda municipal que estava na UPA sofreu ferimento leve na cabeça com estilhaços de vidro após a unidade de saúde ser atingida por tiros. O prédio da UPA é vizinho ao da Polícia Militar e estava fechado no momento do ataque porque teve sua estrutura comprometida dias antes por um vendaval. Em grandes assaltos, os criminosos fazem o cerco às estruturas das forças de segurança para diminuir o poder de reação da polícia e concretizar o roubo. Porém, segundo a Polícia Militar, os disparos feitos pelos criminosos como forma de intimidação ficaram concentrados na UPA e não atingiram as instalações ou carros da corporação. Também não houve confronto entre criminosos e policiais. Mascarados e atirando para cima e em direção ao comércio local, os criminosos usaram explosivos para roubar o cofre da Caixa Econômica Federal. Por nota, a Caixa disse que avalia os danos causados à estrutura da agência e que outras informações relacionadas ao roubo só serão repassadas à polícia. Inicialmente, a PM disse que valores também teriam sido subtraídos da agência do Banco Mercantil do Brasil, mas a instituição bancária negou o fato. Na unidade do Santander, segundo a polícia, apenas uma porta foi estourada pelos criminosos. O prefeito de Mococa, Eduardo Barison (PSD), acredita que a quadrilha já monitorava a agência da Caixa. "Ela foi a primeira a ser atacada e a mais destruída. Eles sabiam o local exato do cofre e o jeito certo para abri-lo com os explosivos", disse Barison à reportagem. Muito preparada, a quadrilha também fez uso de um drone, que foi avistado por moradores circulando sobre a praça central, para vigiar de forma panorâmica os principais acessos da cidade. Os criminosos fugiram em ao menos oito carros com malotes de dinheiro. Para dificultar o cerco da polícia, o grupo espalhou pregos retorcidos por onde passou. A tática de fuga muita usada no mundo do crime afetou ao menos dois carros da polícia, que tiveram seus pneus furados pelos pregos no km 264 da SP-340, rodovia que margeia Mococa. CIDADE SITIADA O volume de tiros disparados assustou os moradores da cidade de 68 mil habitantes. Nas redes sociais, fotos mostram um grande buraco aberto por um tiro disparado contra a UPA. "A tragédia poderia ter sido ainda maior se a unidade estivesse com pacientes", disse Barison. No meio da madrugada, quando os tiros eram ouvidos em toda Mococa, Barison usou as redes para fazer um apelo à população. "A cidade inteira parecia estar sitiada. Acordei com esses tiros e pedi para que ninguém saísse de casa enquanto a segurança não fosse restabelecida nas ruas", conta o prefeito. Barison também disse ter acionado o comandante da Polícia Militar da região. Na manhã desta quarta, os moradores de Mococa encontraram as ruas do centro, região onde estão localizadas as agências atacadas, totalmente cercadas para a realização de perícia da Polícia Civil. O médico veterinário Paulo Roberto Lima Dias, 51, conta que o barulho dos tiros disparados pela quadrilha se propagou por ao menos duas horas. "A cidade inteira ficou muito apreensiva com tudo o que aconteceu", disse. A quadrilha teria fugido, segundo a polícia, a partir de uma estrada vicinal que dá acesso ao Sul de Minas Gerais. Mococa está localizada a 10 km da divisa entre SP e MG. Os criminosos teriam usado carros importados e estão circulando em comboio. Um porsche cayenne foi localizado pela polícia na estrada vicinal que liga Mococa ao distrito de Igaraí, de 5.000 habitantes. Uma land rover também utilizada pelo grupo criminoso já foi localizada. Barison disse que pediu reforço policial ao governador de João Doria (PSDB) após o megarroubo. Por nota, a secretaria de Segurança Pública informou que tem investido na recomposição dos efetivos policiais, na capacitação dos agentes, em equipamentos e tecnologia para enfrentar as quadrilhas. Os Batalhões de Ações Especiais da Polícia Militar de Piracicaba e Ribeirão Preto estão à procura dos criminosos e são apoiados pelas forças de segurança de Minas Gerais. As investigações serão conduzidas em paralelo pelas polícias Civil e Federal. ASSALTOS A BANCOS Ações semelhantes ocorreram nos últimos meses em Criciúma (SC), Cametá (PA) e em cidades do interior de São Paulo, como Araraquara, Botucatu e Ourinhos. Em Criciúma, a ação de pelo menos 30 criminosos, dez automóveis e armamento de calibre exclusivo das Forças Armadas, em novembro de 2020, foi considerado o maior roubo do tipo na história de Santa Catarina. Os criminosos atacaram o 9º Batalhão da Polícia Militar com tiros nas janelas, bloqueio na saída com um caminhão em chamas e explosão acionada por celular. “Uma ação sem precedentes”, disse o tenente-coronel Cristian Dimitri Andrade, comandante do batalhão. A ação durou cerca de duas horas. Em Cametá, homens fortemente armados cercaram o quartel da Polícia Militar, fizeram reféns, atacaram uma agência bancária da cidade com explosivos, atiraram para cima e provocaram pânico entre os moradores. Um refém morreu vítima dos criminosos.

  • LANCE!

    Renan Paulino participa de ação no Sertãozinho e espera retomada do futebol paulista

    O Sertãozinho promoveu uma ação junto ao Banco de Sangue da cidade, onde os atletas doaram sangue para aumentar os estoques que tiveram queda nos últimos dias

  • Folhapress

    Cidade de Mococa, no interior de SP, tem madrugada de assalto a bancos

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Uma quadrilha fortemente armada assaltou agências bancárias, atirou em lojas e em uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) em Mococa (a 267 km da capital) na madrugada desta quarta-feira (7). Um guarda municipal que estava na UPA sofreu ferimento leve na cabeça com estilhaços de vidro após a unidade de saúde ser atingida por tiros. Mascarados e atirando para cima e em direção ao comércio local, os criminosos assustaram os moradores da cidade de 68 mil habitantes. O grupo usou explosivos para roubar as agências bancárias. Não há informações sobre os valores levados. No meio da madrugada, o prefeito Eduardo Barison (PSD) pediu para a população não sair de casa enquanto não houver garantia de segurança nas ruas. Segundo o prefeito, a quadrilha fugiu por meio de uma estrada vicinal que dá acesso ao sul de Minas Gerais. Os criminosos estariam usando carros importados e circulam em comboio. "A cidade inteira ouviu o tiroteio", ele disse. Nas redes sociais há vários relatos sobre a ação da quadrilha na cidade. OUTROS ASSALTOS A BANCOS Ações semelhantes ocorreram nos últimos meses em Criciúma (SC), Cametá (PA) e em cidades do interior de São Paulo, como Araraquara, Botucatu e Ourinhos. Em Criciúma, a ação de pelo menos 30 criminosos, dez automóveis e armamento de calibre exclusivo das Forças Armadas, em novembro de 2020, foi considerado o maior roubo do tipo na história do estado. Os criminosos atacaram o 9º Batalhão da Polícia Militar com tiros nas janelas, bloqueio na saída com um caminhão em chamas e explosão acionada por celular. "Uma ação sem precedentes", disse o tenente-coronel Cristian Dimitri Andrade, comandante do batalhão. A ação durou cerca de duas horas. Em Cametá, homens fortemente armados cercaram o quartel da Polícia Militar, fizeram reféns, atacaram uma agência bancária da cidade com explosivos, atiraram para cima e provocaram pânico entre os moradores. Um refém morreu vítima dos criminosos.

  • Yahoo Notícias

    Com fuzis e metralhadoras, quadrilha ataca três bancos e promove terror em Mococa (SP)

    Bandidos utilizaram fuzis e metralhadores para ação que aconteceu horas antes de agências abrirem em dia de pagamento; Um guarda civil ficou ferido, mas se recupera bem

  • Extra

    Bando armado rouba agências bancárias e leva pânico para população de Mococa, em São Paulo

    Bandidos armados causaram terror na cidade de Mococa, a 265 quilômetros de São Paulo, na madrugada...

  • O Globo

    Contestada por moradores, obra de escola na Barrinha é liberada

    Associações prometem ir ao MP e mover ação contra a CET-Rio; temor é que trânsito piore

  • LANCE!

    Luiz Antonio marca seu primeiro gol pelo Ajman

    Meio-campista está atuando nos Emirados Árabes e também contribuiu com uma assistência

  • Folhapress

    Com 96 afastados da UTI por Covid na pandemia, HC de Ribeirão Preto vê dobrar procura por psicólogos

    RIBEIRÃO PRETO, SP (FOLHAPRESS) - O avanço dos casos de Covid-19, além de sobrecarregar a estrutura das UTIs do HC (Hospital das Clínicas) de Ribeirão Preto, tem feito com que cada vez mais servidores procurem ajuda psicológica para superar a ansiedade causada pela pandemia do novo coronavírus. Principal referência em saúde num raio de 200 quilômetros no interior paulista, o HC viu 96 funcionários serem afastados das UTIs por terem contraído Covid-19 num período de 12 meses, entre março de 2020, quando a cidade registrou os primeiros casos e mortes, e fevereiro deste ano. Eles fazem parte de um total de 573 licenças envolvendo servidores que atuam nas UTIs de atendimento a casos de Covid-19. Ou seja, os afastamentos provocados pelo novo coronavírus representam 16,75% do total. No mesmo período, 46 servidores que atuavam em leitos intensivos para atender vítimas da pandemia pediram demissão, o que corresponde a 15% do quadro de 305 funcionários. Entre os motivos dos pedidos de saída está o medo de trabalhar no setor, segundo o superintendente do HC, Benedito Carlos Maciel. "Houve demissões para [o funcionário] não trabalhar em área Covid-19, mas não dá para atribuir o total a nenhuma causa específica. Quando comparamos o cenário da Covid-19 dentro do hospital, a maior proporção de casos está fora da área Covid, porque dentro dela as equipes se cuidam muito mais", afirmou. Na unidade hospitalar, houve aumento de 100% de pedidos de consulta na psicologia de uma quinzena para outra, no último mês, motivados por ansiedade causada pelo trabalho por causa do longo período da pandemia e estresse por perda de algum familiar ou amigo por Covid-19. O fenômeno não é exclusivo do HC de Ribeirão, vinculado à USP (Universidade de São Paulo). No HCPA (Hospital de Clínicas de Porto Alegre), na capital gaúcha, a procura pelo serviço de atendimento psicológico por seus funcionários quadruplicou durante a pandemia. Segundo o hospital, foram 4.467 consultas psicológicas individuais, presenciais ou a distância, nos últimos 14 meses, incluindo para pessoas na linha de frente anti-Covid-19. Em 2019, sem a pandemia, foram 1.088. "Aqueles que procuram ajuda temos estrutura para atender, conversar, até afastar em casos mais graves. Tentamos resolver da melhor maneira possível. Não é uma situação muito fácil, porque está todo mundo esgotado", disse o superintendente do HC de Ribeirão. Ele afirmou que, apesar das dificuldades, tem percebido um forte engajamento dos funcionários, inclusive durante a decretação do lockdown na cidade, entre os dias 17 e 21 de março, período em que o transporte coletivo, meio utilizado por ao menos 1.300 servidores do hospital, deixou de operar. "Entramos em pânico por pensar como os funcionários conseguiriam chegar, mas eles se organizaram e vieram, demonstraram como se empenham. O hospital não pode parar, principalmente num momento como esse." O cenário é crítico no hospital, tanto na unidade campus quanto na de emergência. Dos 72 leitos de UTI existentes para Covid-19, só 2 estavam disponíveis nesta terça-feira (31). Na enfermaria, as 32 vagas estavam ocupadas. No dia anterior, porém, o quadro era ainda pior, pois não havia nenhuma vaga em UTIs, cenário que tem se repetido com frequência em outros hospitais de Ribeirão Preto. Com 292 vagas existentes para pacientes com Covid-19 no total, 273, ou 93,5%, estavam ocupadas nesta terça. "Há pessoas que estão subestimando a doença, colaborando para que outras que estão adotando as medidas corretas fiquem doentes e paguem por essas pessoas. Muito difícil como prefeito tomar as medidas restritivas que estamos tomando, mas não há outro caminho nesse momento. Se as pessoas não adotarem as medidas corretas, as práticas sanitárias, vamos ficar enxugando gelo", disse o prefeito de Ribeirão, Duarte Nogueira (PSDB). O total de UTIs existentes hoje na cidade supera o maior número de 2020, registrado em 4 de agosto, com 245 vagas. O aumento gradativo a partir de janeiro se deu devido à gravidade do atual momento, atribuído à circulação da variante brasileira. Por isso, nos dois próximos finais de semana, só poderão funcionar na cidade atividades emergenciais das 20h de sábado às 5h de segunda. Supermercados poderão atender apenas por delivery. "Precisamos que aqueles cinco dias [de lockdown] tenham uma janela de oportunidade agora para avançar mais. Em Araraquara [que fez lockdown de dez dias a partir de 21 de fevereiro], a partir do 13º dia a cidade começou a perceber queda de internações. A última coisa que aparece é a diminuição no número de óbitos", disse Sandro Scarpelini, secretário da Saúde de Ribeirão. Um outro problema que atinge o HC local é a dificuldade para contratar servidores. Em média, o hospital registra 360 pedidos de demissão por ano, mas não consegue preencher todas as vagas. "Das 360, autorizaram [o estado] 166. Não estamos conseguindo repor. Vamos correndo, tentamos contratar", disse o superintendente. Maciel afirmou que até seria possível ampliar mais 10 vagas de UTI, mas as dificuldades são a contratação de médicos e a remoção de pacientes de outras áreas. "Para ampliar, teríamos de fechar leitos de outras áreas não Covid-19, com pacientes que estão em estado grave também."