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Santos | Últimas notícias do litoral e baixada santista

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    STF suspende inquérito contra desembargador que humilhou guarda municipal em Santos

    O Ministro Gilmar Mendes, e do Supremo Tribunal Federal suspendeu no último dia 14 o Inquérito...

  • Folhapress

    Senegaleses tentam superar crise com venda de bugigangas em praias do Guarujá

    GUARUJÁ, SP (FOLHAPRESS) - O ambulante senegalês Mor. Seck, 36, diz ter feito uma promessa quando deixou Dacar, capital do país africano. Ganharia a vida longe de casa, mas seguindo a profissão de açougueiro, ensinada como uma tradição em sua família. Há cinco anos no Brasil, a promessa já ficou para trás. Seck trabalha diariamente debaixo de sol escaldante nas praias de Guarujá, no litoral paulista, e mesmo em meio ao pior momento de vendas, reflexo da pandemia da Covid-19, ainda não pensa em voltar. "Já tentei tantas vezes [sair da praia], mas não me dão chances. Minha esposa faz tranças para ajudar, mas as vendas nunca estiveram tão devagar. As pessoas aqui muitas vezes compram almoço para gente", conta o ambulante. No verão marcado pela pandemia, imigrantes senegaleses trabalham como ambulantes vendendo bugigangas em praias como Astúrias, Pitangueiras e Enseada. Com mochilas nas costas e as mãos sempre ocupadas em equilibrar caixinhas de som, roupas, chapéus e uma série de mercadorias, eles permanecem no país para ajudar a família que deixaram no Senegal. Seck tem uma filha de oito anos, criada pelos avós. "A vida lá é muito pior, mais difícil. Chegamos a voltar para lá, ficamos alguns meses, mas decidimos retornar ao Brasil para tentar novamente", relata. Armandou Malamine Diouf, 32, conta ter precisado de mais do que um prato de comida recentemente. Ficou dias de cama, com fortes dores no estômago, e sem forças para trabalhar. O medo de procurar um hospital e ser preso -é um dos diversos imigrantes em situação irregular no país-, fez com que esperasse a recuperação lenta em casa. Ele afirma que não teve Covid-19, apesar de ambulantes e banhistas não usarem máscara nas praias. "Sinto dor ainda, preciso que um médico me ajude. Aqui, cada um faz o seu. Mas se alguém está doente, nós ajudamos, damos um pouco do que ganhamos. Voltei agora devagar, sem carregar muito peso", explica Diouf. Vestindo uma camisa de futebol do Barcelona, ele está há quatro anos no país e exaurido da rotina diária de vendas nas praias. Inicia, geralmente, às 9h e fica até às 16h, percorrendo praticamente todos os 5,6 km de extensão da Enseada, a mais movimentada do município. As vendas, segundo relata, caíram vertiginosamente. Se em outros verões chegava a fazer R$ 1.000 diários em mercadorias, com lucro de R$ 250, agora os melhores dias são bem mais modestos, com vendas que não passam de R$ 300, mesmo trabalhando de domingo a domingo. Parte dos ambulantes abordados pela reportagem fugiu de contato ou pediu para não ser fotografado. Um deles, ao notar a câmera e o bloco de anotações, ameaçou correr pensando se tratar de fiscalização. "Já perdi minha mercadoria duas vezes. Moro com sete amigos senegaleses em Vicente de Carvalho [distrito de Guarujá], temos muita conta para pagar", conta Abdou-Fall, 32. As mercadorias que vendem chegam quase em sua totalidade de São Paulo. Alguns dos senegaleses que moram na capital costumam vir para o litoral e trazem os produtos para a revenda. Novembro e dezembro são os melhores meses para as vendas. "Quando não tem praia, vamos para o centro. Não dá tempo para mais nada, só trabalhar", conta Barra Diagne, 24, há dois anos no país. A vida dos senegaleses no litoral paulista não é fácil. Contam não ter apoio de nenhuma organização ou mesmo da prefeitura, pela ausência de documentação. No pior momento da pandemia, também não puderam recorrer ao auxílio emergencial de R$ 600 oferecido pelo governo. Eles dividem aluguel com mais compatriotas para pagarem as contas, o contato com familiares se restringe a aplicativos de mensagens. "Tenho muita saudade da minha esposa, às vezes choro. Tenho uma mãe de coração aqui no Brasil que me ajuda muito com comida", conta Abdulai Felhed, 27. "Apesar da dificuldade, eles são muito generosos. Alguns já me presentearam com pendrive, caixinhas de som e até já me convidaram para ir conhecer onde moram. Já vi gente querer brigar com eles, sempre fogem de briga", relata José Maciel, 22, dono de um carrinho onde vende milho e coco na praia. A prefeitura de Guarujá diz que tem um total de 1.250 licenças para ambulantes, todas atualmente ocupadas por trabalhadores da cidade, e que diariamente faz o controle de comércio ambulante irregular. A fiscalização proíbe venda de caixas de som e óculos de sol, artigos mais vistos entre os imigrantes senegaleses, e disse que não há reclamações formais de outros comerciantes, como quiosqueiros, pela concorrência sem registro. De acordo com último relatório mensal divulgado pelo OBmigra (Observatório das Migrações Internacionais), 60.497 imigrantes entraram no Brasil entre janeiro e agosto de 2020.

  • Kameraone

    Pescador salva golfinho preso em rede em Guarujá

    Este vídeo mostra o momento em que um pescador salva um filhote de golfinho que ficou preso em uma rede no mar. O resgate aconteceu em Guarujá, no litoral de São Paulo.

  • Folhapress

    Bolsonaro repete tour na Praia Grande, em SP, e ignora pandemia em contato com banhistas

    PRAIA GRANDE, SP (FOLHAPRESS) - O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) repetiu nesta segunda-feira (4), último dia de sua viagem ao litoral paulista, um tour na praia do Canto do Forte, em Praia Grande. Sem máscara, voltou a ignorar as recomendações sanitárias em meio à pandemia de Covid-19 e teve contato com banhistas aglomerados, boa parte dos quais também sem os acessórios recomendados contra a doença. Bolsonaro posou para fotos, segurou cães de banhistas e ficou no local por cerca de meia hora. Usou uma lancha para se deslocar de Guarujá, onde estava hospedado em uma base militar, até a praia, que fica junto à Fortaleza de Itaipu. Assim como ocorreu na última sexta-feira (1º) no mesmo local, Bolsonaro voltou a provocar aglomeração, mas a praia tinha menos banhistas do que no primeiro dia do ano, quando ele saltou de um barco, mergulhou no mar e, ainda dentro d'água, foi cercado por uma multidão sem máscara. No sábado (2), o ex-premiê da Itália e atual comissário de Economia da União Europeia, Paolo Gentiloni, criticou o que chamou de "imagens vergonhosas do Brasil" em meio à pandemia. Embora não tenha deixado claro a que imagens estava se referindo, o comentário de Gentiloni ocorreu em um momento em que o país registrou aglomerações durante as festividades de fim de ano, incluindo as provocadas por Bolsonaro no litoral sul de São Paulo. "Tenho visto imagens vergonhosas do Brasil. Média da última semana: 36 mil casos e 700 vítimas por dia pela pandemia", escreveu o italiano em uma publicação no Twitter. Nesta segunda, questionado por um repórter do jornal Folha de S.Paulo, Bolsonaro se negou a comentar esse tema: “Você é da imprensa? Olha, tem um cara da Folha de S.Paulo aqui. Não perco tempo com a Folha de S.Paulo”. O repórter ainda questionou se Bolsonaro tinha algum recado neste primeiro dia útil de 2021. “Alguém quer que eu fale com a Folha de S.Paulo? Recado à nação: Folha de S.Paulo, para de mentir”, disse o presidente. Ao final da visita, Bolsonaro posou para fotos com um copo de caldo de cana e, usando uma camisa do Santos, disse que estava festejando um “bi mundial do Palmeiras”.

  • Folhapress

    Bolsonaro repete tour na Praia Grande, em SP, e ignora pandemia da Covid em contato com banhistas

    PRAIA GRANDE, SP (FOLHAPRESS) - O presidente Jair Bolsonaro repetiu nesta segunda-feira (4), no último dia de sua viagem à Baixada Santista, um tour na praia do Canto do Forte, em Praia Grande, no litoral sul de São Paulo. Sem máscara, voltou a ignorar as recomendações sanitárias na pandemia da Covid-19 e teve contato com banhistas aglomerados, boa parte dos quais também sem os acessórios recomendados contra a doença. Bolsonaro posou para fotos, segurou cães de banhistas e ficou no local por cerca de meia hora. Usou uma lancha para se deslocar de Guarujá, onde estava hospedado em uma base militar, até a praia, que fica junto à Fortaleza de Itaipu. Assim como ocorreu na sexta-feira (1º) no mesmo local, Bolsonaro voltou a provocar aglomeração, mas a praia tinha menos banhistas do que no primeiro dia do ano, quando ele saltou do barco, mergulhou no mar e, ainda dentro da água, foi cercado por uma multidão sem máscara. No sábado (2), o ex-premiê da Itália e atual comissário de Economia da União Europeia, Paolo Gentiloni, criticou o que chamou de "imagens vergonhosas do Brasil" em meio à pandemia de coronavírus. Embora não tenha deixado claro a que imagens estava se referindo, o comentário de Gentiloni ocorreu em um momento em que o país registrou aglomerações durante as festividades de fim de ano, incluindo as provocadas por Bolsonaro no litoral sul de São Paulo. "Tenho visto imagens vergonhosas do Brasil. Média da última semana: 36 mil casos e 700 vítimas por dia pela pandemia", escreveu o italiano em uma publicação no Twitter.

  • Folhapress

    Motorista tenta atropelar vendedor após briga em praia de Peruíbe em SP

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Após um casal entrar na praia de Guaraú com seu carro, nesta sexta-feira (1º) em Peruíbe (135 km de SP), uma discussão começou, com um suposto trabalhador do local, que resultou em pedradas no Fiat Punto branco que estava na areia, além de supostas tentativas de atropelamento, segundo vídeo registrado por um celular. De acordo com as imagens, o Fiat, guiado por uma mulher, segundo a prefeitura do litoral, acelera em direção a um homem com camiseta amarela, semelhante às usadas por funcionários de quiosques na região. O alvo do veículo corre para trás, impedindo a tentativa de atropelamento. Por causa disso, o carro colide contra uma estrutura de madeira, que dá acesso às areias da praia, além de pedras. Na sequência, ainda segundo registrado em vídeo, o homem de amarelo pega com as duas mãos uma pedra e a arremessa contra o vidro dianteiro do carro. A condutora do carro, ainda conforme as imagens, dá marcha à ré, momento em que o homem de amarelo joga novamente a pedra contra o veículo. As cenas geram reações de espanto em quem as testemunham. O registro feito com celular ainda mostra o carro tentando atropelar o homem de amarelo, pela segunda vez. Nesta investida, o veículo colide novamente contra as mesmas pedras e a estrutura de madeira. Após essa segunda batida, o veículo solta fumaça e, apesar de ser acelerado, não sai do lugar. Alguns segundos passam, quando o passageiro do Fiat e a condutora, ainda segundo as imagens, saem do carro. Ambos aparentemente discutem. Enquanto isso, o homem de amarelo, alvo das supostas tentativas de atropelamento, passa a comentar sobre isso perto de onde está a pessoa que registra toda confusão com o celular. "O cara [a mulher que dirigia o carro] tentou me matar, tentou me matar, malandro", afirma exaltado. Em seguida, ele arranca um pedaço de madeira da areia e vai para cima da pessoa que guiava o carro. O alvo das agressões consegue correr e ninguém se fere. O caso não havia sido registrado em nenhuma delegacia até a publicação desta reportagem. Segundo a Prefeitura de Peruíbe, gestão Luiz Mauricio (PSDB), o carro entrou na praia "e gerou manifestações de quem estava no local". "Segundo testemunhas, quem estava no veículo era um casal e ninguém ficou ferido", diz trecho de nota. A gestão da cidade acrescentou que testemunhas teriam visto o carro envolvido na confusão "dando cavalo de pau" na areia. A mulher que guiava o veículo, ainda segundo o governo municipal, foi multada em R$ 195,23, além de perder cinco pontos na carteira de habilitação. O caso foi registrado pela Polícia Militar e pelo Setor de Trânsito de Peruíbe.

  • Extra

    Bolsonaro provoca aglomeração no mar em Praia Grande; assista ao vídeo

    O presidente Jair Bolsonaro voltou a provocar aglomeração. Desta vez, no mar. Na tarde desta...

  • Agência Brasil

    Bolsonaro viaja ao Guarujá para passar o feriado do Ano Novo

    O presidente Jair Bolsonaro viajou hoje (28) para o Guarujá, em São Paulo, onde deverá passar o feriado do Ano Novo. De acordo com a assessoria da Presidência da República, ainda não há previsão da data de retorno. Em diversas ocasiões, Bolsonaro já utilizou a instalação militar do Forte dos Andradas, no litoral paulista, para períodos de descanso. Ele costuma passear pelas praias e ruas da cidade e interagir com a população. Na tarde desta segunda-feira, o presidente deve participar de um jogo de futebol beneficente no estádio da Vila Belmiro, em Santos (SP), cidade vizinha ao Guarujá.

  • Folhapress

    Baixada Santista vai fechar praias no Ano-Novo para evitar aglomeração e Covid

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - As cidades da Baixada Santista, litoral sul de São Paulo, vão fechar as praias de toda a região nos dias 31 de dezembro e 1º de janeiro. A medida seria uma maneira de evitar aglomerações e desestimular a viagem de turistas para passar a virada nas praias. O anúncio foi feito após a reunião do Condesp (Conselho de Desenvolvimento Metropolitano da Baixada Santista), na tarde desta quarta-feira (23). Segundo o prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), que também preside o conselho, as cidades vão solicitar o apoio do governo do estado, por meio da Polícia Militar, para garantir o fechamento das praias. A decisão foi tomada após membros do Centro de Contingência da Covid-19 anunciarem que todas as regiões do estado passarão para a fase vermelha, a mais restrita do Plano São Paulo, entre os dias 25 e 27 de dezembro e 1o a 3 de janeiro. O governo teme um descontrole da pandemia após as festas de fim de ano, já que nas últimas quatro semanas São Paulo registrou um salto de 54% do número de casos e de 34% nos óbitos. Festas, shows e queima de fogos de artifício na virada do ano já haviam sido suspensos pelas cidades da região. Os prefeitos solicitam ainda à gestão João Doria (PSDB) que sejam feitas barreiras sanitárias nas rodovias que dão acesso à Baixada Santista, para que os turistas não se dirijam à região. As prefeituras proibiram o acesso de vans e ônibus de turismo de um dia, pois, segundo Barbosa, esses banhistas causam aglomeração nas praias. O Condesb ambém solicitou à Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo) que não seja feita a operação descida nas estradas. "As rodovias são de responsabilidade do governo do estado, por isso precisamos desse apoio", diz Barbosa. O prefeito de Santos afirmou que essas medidas só conseguirão ser implementadas com o apoio do governo do estado, já que as cidades da região não têm efetivo para fazer a fiscalização. O conselho ainda pediu que o estado promova campanha nos meios de comunicação para desestimular a ida dos turistas à região. "Nós tivemos um ano diferente, não dá para ter o mesmo fim de ano que sempre tivemos", afirma Barbosa. Na terça (22), Doria determinou que todo o estado entre na fase vermelha do Plano SP de restrições para conter a pandemia de coronavírus, a mais severa da escala, nos dias 25, 26 e 27 de dezembro e 1o, 2 e 3 de janeiro, sem incluir as vésperas de Natal e Ano-Novo na decisão, que só permite o funcionamento de serviços essenciais. "Essas decisões do Plano São Paulo contemplam todo o estado, mas a Baixada Santista precisa de uma forma específica, porque nenhuma região do estado tem a movimentação que a Baixada tem e, do jeito que o plano está, acaba se tornando um convite ao turista para se dirigir à Baixada", diz Barbosa. As cidades ainda decidiram que vão permanecer na fase amarela, contrariando a determinação do estado. Para Barbosa, decidir fechar o comércio a 48 horas do Natal, quando os estabelecimentos já haviam se programado e feito estoque de produtos, não "parece adequado". Ele afirma que os locais funcionarão de acordo com os protocolos estabelecidos pelo Plano São Paulo, com redução de capacidade e todas as medidas de higiene. Além disso, as prefeituras solicitam a renovação automática, a partir de 1º de janeiro, dos convênios com o governo do estado para manutenção de leitos Covid-19 nos hospitais da região. A medida tem como objetivo, segundo o Condesb, auxiliar os novos prefeitos na gestão da pandemia. O governo do estado informou, por meio de nota, que confirma apoio aos municípios do Condesb "para ações conjuntas sobre a importância do distanciamento social, uso obrigatório de máscaras e evitar aglomerações para conter o contágio do coronavírus". A nota, no entanto, informa que a "fiscalização de estabelecimentos comerciais, assim como de praias e demais espaços turísticos municipais, é de responsabilidade das prefeituras", sem detalhar se a gestão Doria vai auxiliar no fechamento das praias e na montagem de barreiras sanitárias nas rodovias. O governo do estado ainda afirma que todas as decisões tomam como base critérios científicos e de saúde e que "é prerrogativa das prefeituras estabelecer restrições mais rígidas do que as previstas no Plano São Paulo de combate à pandemia a qualquer tempo, e não apenas no período de festas de Natal e Réveillon". LITORAL NORTE NÃO ADERE À FASE VERMELHA No litoral norte de São Paulo, ao contrário da Baixada Santista, o fluxo de turistas parece não preocupar as prefeituras da região. Apesar de terem cancelado shows e quima de fogos neste de fim de ano, a maioria afirma que não pretende aderir à fase vermelha do Plano São Paulo no Natal e Ano-Novo. São Sebastião afirmou que manterá a flexibilização do comércio, pois a cidade "possui baixo número de internados e intubados". Além disso, a gestão afirma que cerca de 30% da população foi testada e que a cidade se tornou referência "com tratamento precoce à base de hidroxicloroquina e azitromicina". Em live na noite desta terça-feira (22), o prefeito Felipe Augusto (PSDB) promoveu uma enquete em suas redes sociais para definir se a população era a favor ou contra o fechamento do comércio. “Não vamos admitir o fechamento com os números que temos hoje”, disse. A prefeitura ainda afirma que a cidade fará bloqueios sanitários para informar turistas sobre a importância do uso de máscara, higienização, proibição de festas e solicitar que a população evite aglomerações. Augusto disse, durante a live, que as ações vão formar fila pois todos os veículos serão abordados e orientados. A entrada de ônibus e vans de turismo está liberada, mas a prefetura dobrou o valor pago de taxa para acesso ao município, segundo o prefeito. Também não haverá qualquer restrição ao uso das praias. Já Caraguatatuba só vai limitar o funcionamento do comércio na virada do ano. Os estabelecimentos deverão ficar fechados das 20h do dia 31 até as 12h do dia 1º —menos de 24 horas. Nos demais dias, fica valendo o estabelecido na fase amarela do Plano São Paulo. A cidade informou, por meio de nota, que não fará barreiras sanitárias, pois "as estradas são estaduais", e também não impedirá o acesso à praia. A fiscalização na faixa de areia "é de competência do estado e será feita pela Polícia Militar com os policiais da Operação Verão", diz trecho da nota. Ônibus e vans de turismo de um dia estão proibidos de acessar a cidade. A prefeitura de Ubatuba informou que aguarda publicação do decreto que oficializa as medidas da fase vermelha no Natal e Ano-Novo para decidir quais ações serão tomadas. O município afirmou que vai “observar o comportamento social” quanto ao uso de máscaras, aglomerações e medidas de higiene e tem uma reunião marcada para o próximo dia 28, quando será definido se novas medidas devem ser adotadas. A cidade não adotará barreiras sanitárias. A permanência nas praias também está liberada e a orientação é a de que os grupos familiares fiquem a seis metros de distância uns dos outros. O funcionamento dos quiosques está liberado, com capacidade reduzida a 60%. A prefeitura de Ilhabela não respondeu aos questionamentos da reportagem até a publicação deste texto.

  • Agência Brasil

    Baixada Santista vai manter comércio e bares abertos no fim de ano

    Os nove prefeitos da região da Baixada Santista, no litoral paulista, decidiram hoje (23) que vão manter os municípios com as restrições da Fase Amarela do plano de combate ao coronavírus do estado durante as festas de fim de ano. A decisão é contrária ao protocolo do governo estadual que determinou que entre os dias 25 e 27 de dezembro e 1º e 3 de janeiro todas as cidades de São Paulo retornem à Fase vermelha do plano – que prevê o funcionamento apenas de atividades essenciais. De acordo com o governo, na Fase Vermelha fica proibido o atendimento presencial em shoppings, lojas, concessionárias, escritórios, bares, restaurantes, academias, salões de beleza e estabelecimentos de eventos culturais. Farmácias, mercados, padarias, postos de combustíveis, lavanderias e serviços de hotelaria estão liberados. O prefeito de Santos e presidente do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Baixada Santista (Condesb), Paulo Alexandre Barbosa, disse que os prefeitos da região avaliaram que não há como colocar essa medida em prática. “Quem está na ponta precisa de planejamento, preparação, organização. Seria impossível de se aplicar no tempo em que as medidas foram anunciadas”, disse sobre a determinação anunciada ontem (22) pelo governo estadual. “Retroceder para a fase vermelha em um momento como esse é impraticável para a região da Baixada Santista”, enfatizou Barbosa. Segundo ele, o comércio dos nove municípios da baixada continuarão abertos respeitando os protocolos e as restrições, como a limitação de 40% da capacidade de público dos estabelecimentos. A decisão foi tomada em conjunto com os prefeitos eleitos que tomam posse em janeiro. Para Barbosa, o fechamento dos bares e do comércio pode, inclusive, aumentar o fluxo de pessoas para a baixada. “Nenhuma região do estado tem a movimentação que a baixada tem nesse período. Essas medidas, da forma como foram tomadas, acabam se tornando um convite para os turistas virem para a baixada no réveillon”, acrescentou. Por isso, os prefeitos pediram apoio do governo estadual para impedir o acesso às praias nos dias 31 e 1º, além de ações de fiscalização para coibir a entrada de vans e ônibus de turismo que têm como intenção passar apenas um dia na região.