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Sustentabilidade ambiental | Notícias do Meio Ambiente

História em quadrinhos retrata língua indígena de sinais

  • Uma história em quadrinhos (HQ) retrata, de forma pioneira, a língua indígena de sinais utilizada pelos surdos da etnia terena, anunciou nesta semana a Universidade Federal do Paraná (UFPR). Segundo a universidade, a obra, produzida por Ivan de Souza, em trabalho de conclusão do curso de licenciatura em Letras Libras, tem o propósito de fortalecer o reconhecimento e a preservação das línguas de sinais indígenas e é apresentada em formato plurilíngue, sinalizada também na Língua Brasileira de Sinais (Libras). A UFPR lembra que comunicação por meio da língua materna é importante pois ajuda a manter viva a cultura, a identidade e a história dos povos indígenas. Nas aldeias da etnia terena, localizadas principalmente no estado de Mato Grosso do Sul, a língua oral terena é amplamente utilizada. Os surdos dessa etnia também se comunicam com sinais diferentes dos pertencentes ao sistema linguístico utilizado pelos surdos no Brasil (Libras). Após diversas pesquisas, especialistas concluíram que esses sinais constituem um sistema autônomo, chamado língua terena de sinais. Cultura indígena O trabalho de conclusão do curso de licenciatura em Letras Libras da Universidade Federal do Paraná (UFPR) teve início em 2017, quando o estudante pesquisava a história dos surdos no Paraná, na iniciação científica. De acordo com a universidade, todo o processo teve acompanhamento de pesquisadoras que já desenvolviam atividades com os terena surdos, usuários da língua terena de sinais. A comunidade indígena também teve participação ativa no desenvolvimento e depois, na validação da obra junto ao seu povo. Para a indígena Maíza Antonio, professora de educação infantil continuar pesquisando o tema é importante para que os próprios integrantes das aldeias entendam melhor os sinais utilizados por parte de seu povo. Indígena da etnia terena, ela trabalha com a língua materna na escola da comunidade. “Nossos alunos têm optado por estudar na cidade, por não estarmos preparados para recebê-los em nossa escola. Essa história em quadrinhos servirá como material didático para trabalharmos com os alunos surdos e como incentivo para que nós, professores, busquemos novas ferramentas de ensino nessa área”, disse, em entrevista ao site da UFPR. Sinalário Souza e os especialistas que o auxiliaram no projeto também desenvolveram um "sinalário", isto é, um registro em Libras dos principais conceitos apresentados na narrativa visual e um glossário plurilíngue abrangendo palavras utilizadas no dia a dia da comunidade. “Levantamos os vocabulários que mais se repetiam e organizamos em uma planilha. Depois buscamos localizar os sinais já existentes em sites e aplicativos. Filmamos os sinais e disponibilizaremos esse material no YouTube, com o objetivo de expandir o conhecimento sobre as línguas sinalizadas e de minimizar a barreira linguística”, explica. De acordo com o autor, o trabalho tem relevância para os indígenas da comunidade terena e de outras etnias e para a sociedade em geral. “Esse é mais um material disponível para os terena ensinarem sua história de forma acessível a ouvintes e surdos. É importante também para mostrar à sociedade como existem povos, culturas, identidades e línguas diferentes no país. E que essa diversidade precisa ser respeitada, preservada e valorizada”. O jovem escritor tem esperança de que o trabalho possa despertar a sensibilidade para com os povos indígenas e para as demais línguas de sinais presentes no Brasil. Outro objetivo do autor é que, com o reconhecimento dessas línguas autônomas de sinais, torne-se possível que surdos indígenas tenham, de fato, o direito de serem ensinados em sua língua materna garantido, assim como apregoado na Constituição Federal. Ele pretende distribuir a HQ em escolas indígenas. Segundo a UFPR, além de possibilitar a disseminação e a preservação da língua terena de sinais, a história tem o propósito de evidenciar a cultura e a história desse povo. O estudante cita uma das pesquisadoras que trabalhou com ele nesse projeto para definir o que pensa sobre o tema. “Cada língua reflete um modo de ver o mundo, um modo diferente de pensar. Se perdemos uma língua, perdemos possibilidades, perdemos a capacidade de criar, imaginar, pensar de um modo novo e talvez até mais adequado para uma dada situação”, indica Priscilla Alyne Sumaio Soares em sua tese de doutorado intitulada Língua Terena de Sinais. “Só podemos preservar aquilo que é registrado e esse é um dos nossos objetivos, preservar uma pequena parte da história do povo terena por meio da HQ”, afirma Souza. Divulgação/UFPR A história A obra Sol: a pajé surda ou Séno Mókere Káxe Koixómuneti, em língua terena, conta a história de uma mulher indígena surda anciã chamada Káxe que exerce a função religiosa de pajé (Koixómuneti) em sua comunidade. Ao ser procurada para auxiliar em um parto e após pedir a benção dos ancestrais para o recém-nascido, o futuro do povo terena é revelado e transmitido a ela em sinais. “A história mostra um pouco da rica cultura desse povo, as situações, consequências e resistência após o contato com o povo branco”, revela Souza. Inspirada na história real do povo terena, a narrativa apresenta a comunidade em uma época em que ela ainda vivia nas Antilhas e era designada pelo nome Aruák. A pajé Káxe, procurada por uma mulher em trabalho de parto, ajuda no nascimento do pequeno Ilhakuokovo. Divulgação/UFPR Trajetória dos terena A partir daí, a obra ilustra um pouco da trajetória desses indígenas e da sua instalação em território brasileiro. Buscando caminhos que levasse aos Andes, em meados do século XVI, os espanhóis estabeleceram relações com os terena, à época chamados de Guaná, na região do Chaco paraguaio. A chegada dos brancos acarretou muitas mudanças nas vidas dos indígenas, que procuraram, durante certo período, locais onde pudessem exercer seu modo de vida sem a influência da colonização. Assim esse povo chegou ao Brasil, no século XVIII, e se instalou na região do Mato Grosso do Sul. Mesmo em outras terras, os conflitos trazidos pela colonização ainda eram um problema. A Guerra do Paraguai envolveu os terena, que foram forçados a participar para garantir seus territórios e, no conflito, perderam muitos membros de sua comunidade. Após a guerra, questões territoriais continuaram causando embates. Nesse período, os terena se viram obrigados a trabalhar nas fazendas da região, situação que ocasionou a servidão dos indígenas. Segundo a UFPR, com informações da Comissão Pró-índio de São Paulo, algumas famílias dessa população indígena se mantiveram às margens das fazendas, ocupando pequenos núcleos familiares irredutíveis à colonização. Foram essas ocupações que, regularizadas no início de século XX, formaram as Reservas Indígenas de Cachoeirinha e Taunay/ Ipegue. A orientadora do trabalho e coordenadora do projeto de pesquisa institucional HQs Sinalizadas, Kelly Priscilla Lóddo Cezar, destaca que trabalhar com diferentes línguas envolve conhecimentos históricos com e sem registros escritos." É necessária uma grande entrega à pesquisa e o Ivan fez isso com louvor. Além de encantar o povo terena com a HQ, os pesquisadores participantes e colaboradores se encantaram com seu empenho e sua autonomia invejável, permeados de humildade”. As ilustrações da HQ foram feitas por Julia Alessandra Ponnick, que é acadêmica do curso de Design Gráfico da UFPR, autora, ilustradora e roteirista de histórias em quadrinhos. A defesa do TCC de Souza está agendada para o final de março, com o lançamento oficial da história. HQs sinalizadas O projeto da UFPR HQs Sinalizadas trabalha com temas transversais dos artefatos da cultura surda – história, língua, cultura, saúde. O objetivo é criar, aplicar e analisar histórias em quadrinhos sinalizadas como uso de sequências didáticas bilíngues para o ensino de surdos. Além da elaboração de materiais bilíngues capazes de auxiliar na aprendizagem, a proposta permite aprofundar os estudos linguísticos como prática social. Todas as HQs produzidas pelo grupo apresentam vídeos sinalizados, desenhos, ilustrações e escrita do português. “Essas linguagens podem ser utilizadas, especialmente, quando a proposta destina-se a contemplar os temas transversais como ética, orientação sexual, meio ambiente, saúde, pluralidade cultural, trabalho e consumo, congregando professores e pesquisadores de diferentes áreas do conhecimento”, sugere Kelly. *Com informações da Universidade Federal do Paraná (UFPR)

Vídeo: Notícias do Meio ambiente

Homem sobrevive 4 dias preso debaixo de árvore

Um homem de Redwood Falls, Minnesota (EUA), sobreviveu durante quatro dias bebendo água da chuva e comendo plantas e insetos depois que um enorme carvalho caiu sobre ele. Seis meses após o acidente, o homem de 59 anos está compartilhando sua história de sobrevivência.
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  • Agência Brasil

    História em quadrinhos retrata língua indígena de sinais

    Uma história em quadrinhos (HQ) retrata, de forma pioneira, a língua indígena de sinais utilizada pelos surdos da etnia terena, anunciou nesta semana a Universidade Federal do Paraná (UFPR). Segundo a universidade, a obra, produzida por Ivan de Souza, em trabalho de conclusão do curso de licenciatura em Letras Libras, tem o propósito de fortalecer o reconhecimento e a preservação das línguas de sinais indígenas e é apresentada em formato plurilíngue, sinalizada também na Língua Brasileira de Sinais (Libras). A UFPR lembra que comunicação por meio da língua materna é importante pois ajuda a manter viva a cultura, a identidade e a história dos povos indígenas. Nas aldeias da etnia terena, localizadas principalmente no estado de Mato Grosso do Sul, a língua oral terena é amplamente utilizada. Os surdos dessa etnia também se comunicam com sinais diferentes dos pertencentes ao sistema linguístico utilizado pelos surdos no Brasil (Libras). Após diversas pesquisas, especialistas concluíram que esses sinais constituem um sistema autônomo, chamado língua terena de sinais. Cultura indígena O trabalho de conclusão do curso de licenciatura em Letras Libras da Universidade Federal do Paraná (UFPR) teve início em 2017, quando o estudante pesquisava a história dos surdos no Paraná, na iniciação científica. De acordo com a universidade, todo o processo teve acompanhamento de pesquisadoras que já desenvolviam atividades com os terena surdos, usuários da língua terena de sinais. A comunidade indígena também teve participação ativa no desenvolvimento e depois, na validação da obra junto ao seu povo. Para a indígena Maíza Antonio, professora de educação infantil continuar pesquisando o tema é importante para que os próprios integrantes das aldeias entendam melhor os sinais utilizados por parte de seu povo. Indígena da etnia terena, ela trabalha com a língua materna na escola da comunidade. “Nossos alunos têm optado por estudar na cidade, por não estarmos preparados para recebê-los em nossa escola. Essa história em quadrinhos servirá como material didático para trabalharmos com os alunos surdos e como incentivo para que nós, professores, busquemos novas ferramentas de ensino nessa área”, disse, em entrevista ao site da UFPR. Sinalário Souza e os especialistas que o auxiliaram no projeto também desenvolveram um "sinalário", isto é, um registro em Libras dos principais conceitos apresentados na narrativa visual e um glossário plurilíngue abrangendo palavras utilizadas no dia a dia da comunidade. “Levantamos os vocabulários que mais se repetiam e organizamos em uma planilha. Depois buscamos localizar os sinais já existentes em sites e aplicativos. Filmamos os sinais e disponibilizaremos esse material no YouTube, com o objetivo de expandir o conhecimento sobre as línguas sinalizadas e de minimizar a barreira linguística”, explica. De acordo com o autor, o trabalho tem relevância para os indígenas da comunidade terena e de outras etnias e para a sociedade em geral. “Esse é mais um material disponível para os terena ensinarem sua história de forma acessível a ouvintes e surdos. É importante também para mostrar à sociedade como existem povos, culturas, identidades e línguas diferentes no país. E que essa diversidade precisa ser respeitada, preservada e valorizada”. O jovem escritor tem esperança de que o trabalho possa despertar a sensibilidade para com os povos indígenas e para as demais línguas de sinais presentes no Brasil. Outro objetivo do autor é que, com o reconhecimento dessas línguas autônomas de sinais, torne-se possível que surdos indígenas tenham, de fato, o direito de serem ensinados em sua língua materna garantido, assim como apregoado na Constituição Federal. Ele pretende distribuir a HQ em escolas indígenas. Segundo a UFPR, além de possibilitar a disseminação e a preservação da língua terena de sinais, a história tem o propósito de evidenciar a cultura e a história desse povo. O estudante cita uma das pesquisadoras que trabalhou com ele nesse projeto para definir o que pensa sobre o tema. “Cada língua reflete um modo de ver o mundo, um modo diferente de pensar. Se perdemos uma língua, perdemos possibilidades, perdemos a capacidade de criar, imaginar, pensar de um modo novo e talvez até mais adequado para uma dada situação”, indica Priscilla Alyne Sumaio Soares em sua tese de doutorado intitulada Língua Terena de Sinais. “Só podemos preservar aquilo que é registrado e esse é um dos nossos objetivos, preservar uma pequena parte da história do povo terena por meio da HQ”, afirma Souza. Divulgação/UFPR A história A obra Sol: a pajé surda ou Séno Mókere Káxe Koixómuneti, em língua terena, conta a história de uma mulher indígena surda anciã chamada Káxe que exerce a função religiosa de pajé (Koixómuneti) em sua comunidade. Ao ser procurada para auxiliar em um parto e após pedir a benção dos ancestrais para o recém-nascido, o futuro do povo terena é revelado e transmitido a ela em sinais. “A história mostra um pouco da rica cultura desse povo, as situações, consequências e resistência após o contato com o povo branco”, revela Souza. Inspirada na história real do povo terena, a narrativa apresenta a comunidade em uma época em que ela ainda vivia nas Antilhas e era designada pelo nome Aruák. A pajé Káxe, procurada por uma mulher em trabalho de parto, ajuda no nascimento do pequeno Ilhakuokovo. Divulgação/UFPR Trajetória dos terena A partir daí, a obra ilustra um pouco da trajetória desses indígenas e da sua instalação em território brasileiro. Buscando caminhos que levasse aos Andes, em meados do século XVI, os espanhóis estabeleceram relações com os terena, à época chamados de Guaná, na região do Chaco paraguaio. A chegada dos brancos acarretou muitas mudanças nas vidas dos indígenas, que procuraram, durante certo período, locais onde pudessem exercer seu modo de vida sem a influência da colonização. Assim esse povo chegou ao Brasil, no século XVIII, e se instalou na região do Mato Grosso do Sul. Mesmo em outras terras, os conflitos trazidos pela colonização ainda eram um problema. A Guerra do Paraguai envolveu os terena, que foram forçados a participar para garantir seus territórios e, no conflito, perderam muitos membros de sua comunidade. Após a guerra, questões territoriais continuaram causando embates. Nesse período, os terena se viram obrigados a trabalhar nas fazendas da região, situação que ocasionou a servidão dos indígenas. Segundo a UFPR, com informações da Comissão Pró-índio de São Paulo, algumas famílias dessa população indígena se mantiveram às margens das fazendas, ocupando pequenos núcleos familiares irredutíveis à colonização. Foram essas ocupações que, regularizadas no início de século XX, formaram as Reservas Indígenas de Cachoeirinha e Taunay/ Ipegue. A orientadora do trabalho e coordenadora do projeto de pesquisa institucional HQs Sinalizadas, Kelly Priscilla Lóddo Cezar, destaca que trabalhar com diferentes línguas envolve conhecimentos históricos com e sem registros escritos." É necessária uma grande entrega à pesquisa e o Ivan fez isso com louvor. Além de encantar o povo terena com a HQ, os pesquisadores participantes e colaboradores se encantaram com seu empenho e sua autonomia invejável, permeados de humildade”. As ilustrações da HQ foram feitas por Julia Alessandra Ponnick, que é acadêmica do curso de Design Gráfico da UFPR, autora, ilustradora e roteirista de histórias em quadrinhos. A defesa do TCC de Souza está agendada para o final de março, com o lançamento oficial da história. HQs sinalizadas O projeto da UFPR HQs Sinalizadas trabalha com temas transversais dos artefatos da cultura surda – história, língua, cultura, saúde. O objetivo é criar, aplicar e analisar histórias em quadrinhos sinalizadas como uso de sequências didáticas bilíngues para o ensino de surdos. Além da elaboração de materiais bilíngues capazes de auxiliar na aprendizagem, a proposta permite aprofundar os estudos linguísticos como prática social. Todas as HQs produzidas pelo grupo apresentam vídeos sinalizados, desenhos, ilustrações e escrita do português. “Essas linguagens podem ser utilizadas, especialmente, quando a proposta destina-se a contemplar os temas transversais como ética, orientação sexual, meio ambiente, saúde, pluralidade cultural, trabalho e consumo, congregando professores e pesquisadores de diferentes áreas do conhecimento”, sugere Kelly. *Com informações da Universidade Federal do Paraná (UFPR)

  • Reuters

    Na Amazônia, indígenas isolados celebram chegada da vacina contra Covid

    IAUARETÊ, Amazonas (Reuters) - Um helicóptero do Exército voou para duas aldeias indígenas isoladas na selva amazônica esta semana com uma carga animadora --vacinas contra o coronavírus. As comunidades hupda fizeram fila para tomar injeções.

  • Reuters

    Governo brasileiro trabalha com Biden sobre clima e desmatamento na Amazônia, diz Araújo

    BRASÍLIA (Reuters) - Os governos de Brasil e Estados Unidos estão trabalhando juntos no combate às mudanças climáticas, área que parecia ser o principal obstáculo às boas relações, afirmou o chanceler brasileiro, Ernesto Araújo, nesta sexta-feira. O presidente Jair Bolsonaro desenvolveu um alinhamento próximo com o ex-presidente dos EUA Donald Trump e partilhou seu desdém pelas questões de mudança climática e acordos internacionais.

  • Folhapress

    Governadores da Amazônia pedem ajuda aos EUA para acelerar vacinação

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Governadores que fazem parte do Consórcio da Amazônia pediram ajuda aos Estados Unidos para aquisição de 10 milhões de vacinas para a região. Eles tiveram reunião com Todd Chapman, embaixador dos EUA, na manhã desta sexta (5). Segundo o Helder Barbalho (MDB-PA), um ofício será enviado até segunda para formalizar a solicitação. "Fizemos um apelo para que ele possa interceder junto ao governo americano para ajudar na aquisição, já que Joe Biden anunciou que a partir de maio toda a população adulta dos Estados Unidos estará vacinada", disse. O número de 10 milhões de doses compõe os valores que os estados do consórcio têm já disponíveis para fazer a compra imediata. "Fizemos o pedido considerando o olhar permanente com a Amazônia. Que não seja só para a floresta, mas também para as pessoas", completou Barbalho. Segundo o governador, o embaixador demonstrou sensibilidade. Outros presentes afirmaram que Todd Chapman sinalizou que a prioridade de qualquer ajuda será com governo federal.

  • Agência Brasil

    Ministério decreta situação de emergência ambiental prévia

    O Ministério do Meio Ambiente publicou hoje (5), no Diário Oficial da União, uma portaria que declara, previamente, estado de emergência ambiental em diversas regiões do país, em diferentes épocas do ano. A medida que, na prática, institui uma espécie de calendário das emergências ambientais, já foi adotada em anos anteriores, levando em consideração as situações de alto risco que se repetem anualmente, bem como as ações preventivas previstas nos sucessivos planos Nacional Anual de Proteção Ambiental (Pnapa). Assinada pelo ministro Ricardo Salles, a Portaria nº 78 declara estado de emergência ambiental, de março a outubro deste ano, nas seguintes mesorregiões de Minas Gerais: Campo das Vertentes, Central Mineira, Noroeste de Minas, Sul/Sudoeste de Minas e Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba. De abril a novembro de 2021, fica decretado estado de emergência ambiental em todo o Acre, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Rio de Janeiro, Rondônia e Tocantins, além das mesorregiões Sudoeste Amazonense e Sul Amazonense, no estado do Amazonas. Neste mesmo período, a medida vale também para o Extremo Oeste Baiano e Vale São-Franciscano, na Bahia; para o sudoeste do Piauí e para as mesorregiões mineiras Jequitinhonha, Metropolitana de Belo Horizonte, Norte de Minas, Oeste de Minas, Vale do Mucuri e Vale do Rio Doce. Já de maio a dezembro deste ano, o decreto prévio de estado de emergência ambiental contempla, no Amazonas, a mesorregião Centro Amazonense, e as mesorregiões Centro Maranhense, Leste Maranhense, Norte Maranhense e Sul Maranhense, no Maranhão. A medida vale também, neste período, para a Zona da Mata, em Minas Gerais; para o Centro-Norte Piauiense e o Sudeste Piauiense; para as mesorregiões do Pará, Baixo Amazonas, Marajó, Metropolitana de Belém, Sudeste Paraense e Sudoeste Paraense; além de todo o Mato Grosso do Sul. De junho a janeiro de 2022, estão incluídos todo o estado do Amapá e do Ceará, bem como duas mesorregiões da Bahia (Centro Norte Baiano e Centro Sul Baiano); duas de Pernambuco (São Francisco Pernambucano e Sertão Pernambucano), além do Oeste Maranhense; do Nordeste Paraense e do Norte Piauiense. Entre julho e fevereiro de 2022, fica decretado estado de emergência ambiental no Nordeste baiano e nas mesorregiões pernambucanas Agreste, Mata e Metropolitana de Recife. Entre agosto e março de 2022, a medida contempla o Norte amazonense. E de setembro a abril de 2022, todo o estado de Roraima e as mesorregiões Metropolitanas de Salvador e Sul Baiano, na Bahia. Não consta do preâmbulo da portaria publicada hoje, as considerações legais ou administrativas que orientaram ou fundamentaram a medida. Até 2019, a decretação prévia de estado de emergência ambiental era justificada com base em compromissos internacionais que o Brasil assumiu para evitar as emissões de gás carbônico de queimadas e incêndios florestais; o início do período de seca em diversas regiões do país, o que aumenta o risco de ocorrência de queimadas e incêndios florestais e a necessidade de contratação temporária de brigadistas.

  • Bloomberg

    Startup islandesa apoiada por Gates transforma CO₂ em rochas

    (Bloomberg) -- Uma startup na Islândia busca encaixar uma peça-chave do quebra-cabeça no combate à mudança climática ao transformar dióxido de carbono em rochas, permitindo que o gás de efeito estufa seja armazenado para sempre em vez de escapar para a atmosfera e reter calor.Com sede em Reykjavik, a Carbfix captura e dissolve o CO₂ na água, depois o injeta no solo, onde se transforma em pedra em menos de dois anos. “Esta é uma tecnologia que pode ser escalada: é barata, econômica e ecologicamente correta”, disse a diretora-presidente da Carbfix, Edda Sif Pind Aradottir, em entrevista. “Basicamente, estamos apenas fazendo o que a natureza tem feito há milhões de anos, portanto, estamos ajudando a natureza a se ajudar.”Antes considerado um sonho impossível, capturar e armazenar CO₂ se tornou, nos últimos anos, uma área de imenso interesse para investidores de alto nível, como o cofundador da Microsoft, Bill Gates, e Elon Musk, CEO da Tesla, que buscam soluções para evitar os piores efeitos do aquecimento global.A tecnologia pode funcionar de duas maneiras. A primeira é chamada “captura de carbono”, na qual o gás é capturado das chaminés das fábricas e usinas de energia antes de escapar para a atmosfera. Um segundo processo mais desafiador é a “remoção de carbono”, ou retirar CO₂ do ar ao nosso redor. A captura de carbono pode reduzir as emissões de uma empresa ou governo a zero, enquanto a remoção de carbono ajudaria a compensar as emissões, ou mesmo tornar o impacto negativo, retirando mais CO₂ do ar do que produz.A Carbfix faz as duas coisas. A empresa está ampliando seu projeto na usina geotérmica de Hellisheidi para capturar as emissões de carbono à medida que são liberadas, e tem parceria com a startup suíça Climeworks que fabrica máquinas para capturar CO₂ diretamente do ar. Embora as usinas geotérmicas já sejam classificadas como energia renovável, ainda produzem uma pequena fração do CO₂ que seria gerado por uma instalação de gás natural.No que diz respeito à captura de carbono, a usina de Hellisheidi consegue fazer isso a um custo mais barato do que comprar créditos de carbono, segundo Aradottir. O processo custa cerca de US$ 25 a tonelada em comparação com o preço atual de cerca de 40 euros (US$ 48) a tonelada no Sistema de Comércio de Emissões (ETS, na sigla em inglês) da UE, a principal ferramenta política do bloco para cortar emissões.A operação de captura direta de ar da Climeworks é muito mais cara. No site da empresa, indivíduos podem comprar compensações que custam mais de US$ 1.200 a tonelada. Quem compra em grandes volumes pode pagar menos. “Comprei capacidade deles e ganhei desconto por volume”, disse Gates em entrevista no mês passado. “Acho que pode ser por US$ 600 [a tonelada].”O ETS da UE foi criado antes que a captura direta de ar se tornasse uma tecnologia viável e atualmente não aceita créditos para esse tipo. No entanto, um número crescente de analistas afirma que essas compensações precisarão se tornar parte do programa para garantir que a UE cumpra seu objetivo do Green Deal de atingir a neutralidade climática até 2050.Essa é uma das razões pelas quais Gates e a Microsoft apoiam projetos da Climeworks. “A tecnologia de captura direta de ar da Climeworks servirá como um componente-chave de nossos esforços de remoção de carbono”, disse Elizabeth Willmott, gerente de remoção de carbono da Microsoft. Musk anunciou no mês passado o financiamento de um novo Prêmio de Remoção de Carbono que distribuirá US$ 100 milhões para as melhores inovações tecnológicas ao longo de quatro anos. A CarbFix disse que vai participar.For more articles like this, please visit us at bloomberg.comSubscribe now to stay ahead with the most trusted business news source.©2021 Bloomberg L.P.

  • Business Wire

    Schlumberger New Energy, Chevron e Microsoft colaboram com a bioenergia de carbono negativo

    A Schlumberger New Energy, a Chevron Corporation, a Microsoft e a Clean Energy Systems anunciaram hoje planos para desenvolver um projeto revolucionário de bioenergia com captura e sequestro de carbono (bioenergy with carbon capture and sequestration, BECCS) projetado para produzir energia carbono negativo em Mendota, Califórnia.

  • Business Wire

    Dole lança a campanha de sustentabilidade "The Dole Way"

    A Dole Food Company anunciou hoje o lançamento de uma campanha de sustentabilidade integrada, intitulada "The Dole Way" (O jeito Dole), que busca amplificar seu compromisso com as importantes metas de sustentabilidade definidas para toda a empresa em 2020. Como líder no setor de produtos agrícolas há mais de 150 anos, a Dole acredita em agir segundo sua promessa de aumentar a sustentabilidade, a transparência, a responsabilidade corporativa e a confiança.

  • Agência Brasil

    ICMBio publica edital do programa Adote um Parque

    O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) publicou hoje (4) um edital de chamamento público para selecionar os adotantes de parques nacionais na primeira etapa do Programa Adote um Parque, lançado pelo Ministério do Meio Ambiente no mês passado. O chamamento contempla 132 unidades de conservação federais na Amazônia. Pessoas físicas e jurídicas, nacionais ou estrangeiras, podem enviar suas propostas ao ICMBio por meio do email adoteumparque@icmbio.gov.br, ou via envelope fechado, conforme as instruções do edital. As adoções serão efetivadas na forma de doação de bens e serviços para a conservação das unidades, à razão esperada de R$ 50 por hectare ao ano. Os serviços incluem monitoramento, prevenção e combate a incêndios florestais e desmatamento ilegal, recuperação de áreas degradadas, entre outros pontos. Além do edital, o Ministério do Meio Ambiente assinou dois protocolos de intenção, o primeiro com o Carrefour, no ato de instituição do programa, e o segundo com a Genial Investimentos, nesta terça-feira (2) . O Adote um Parque é um programa do governo federal para atrair recursos do setor privado para a proteção das 334 unidades de conservação federais.

  • Business Wire

    FedEx se compromete com operações neutras em carbono até 2040

    A FedEx Corp. (NYSE: FDX), sede da maior companhia aérea de carga do mundo, anunciou hoje uma meta ambiciosa de alcançar operações neutras em carbono globalmente até 2040.