Assunto

Tabata Amaral PDT | Últimas notícias da deputada federal

  • Yahoo Notícias

    Atacada nas redes, Tabata Amaral nega que tenha pedido volta às aulas presenciais

    Deputada explicou que entregou um ofício para o ministro da Educação com sugestões para quando houver o reinício das aulas

  • Folhapress

    Tabata Amaral lança livro contra o machismo na política

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Ainda adolescente, Tabata Amaral estava em uma aula preparatória para uma das olimpíadas internacionais de conhecimento das quais participou. Como acontecia com frequência, ela era a única mulher no curso. Incomodado com a presença dela, um garoto falou para todo o grupo ter certeza de que Tabata era um menino disfarçado de menina e só isso poderia explicar o bom desempenho dela. A estudante sentiu o baque e só não desistiu do curso porque o professor deu uma bronca no rapaz. Os anos passaram, mas o machismo não. Num dia da campanha para deputada federal, Tabata e sua equipe visitavam uma feira em São Paulo. A certa altura, quando estava sozinha, foi alvo de piadas obscenas de homens que estavam ao seu lado. Um tom de ameaça se impôs e, com receio de algum ato mais violento, ela reencontrou seus apoiadores para deixar o local. No livro recém-lançado "Nosso Lugar", Tabata lembra o trabalho como ativista pela educação que a impulsionou ao cargo de deputada federal. Mas aborda sobretudo a opressão masculina no meio político e indica pontos de partida para as mulheres que pretendem disputar cargos públicos. "Para poder me candidatar e ser eleita, tive que superar muitos obstáculos. Alguns deles, enfrentei por ser jovem, outros por não ser do meio político nem de família rica, mas a maioria foi por ser mulher", escreve Tabata. Foi eleita em 2018 com 264.450 votos, o que deu a ela o sexto lugar entre os deputados federais mais votados do estado de São Paulo. Tinha apenas 24 anos. Segundo a parlamentar, existem dois obstáculos principais que impedem uma inserção feminina mais efetiva na arena política. O primeiro é o que chama de "violenta política de gênero". Para demonstrar o entrave, Tabata cita o Vamos Juntas, uma mobilização suprapartidária criada por ela pra incentivar mulheres de todo o país a se lançar na arena política. "Temos 51 pré-candidatas, e muitas delas estão sofrendo violência de tal forma que precisamos oferecer apoio psicológico. Estou falando de ameaças, ofensas, textos pornográficos. É tão grotesco que algumas cogitam desistir da candidatura", diz a deputada. O segundo obstáculo é a estrutura partidária, dominada por homens. "As mulheres não se sentam à mesa de decisões quando as candidaturas são definidas nas prévias, quando se discute a distribuição dos financiamentos e em outras situações como essas." Tabata descreve a falta de diversidade de gênero nas cúpulas partidárias com a experiência de quem enfrenta o problema no seu dia a dia. Ela passou a ser severamente criticada pelos líderes do PDT, sigla pela qual se elegeu, desde que votou a favor da reforma da Previdência no ano passado. O fato de ser mulher, acredita, contribuiu para que os ataques se acentuassem. A deputada acionou a Justiça para conseguir manter seu mandato quando deixar o partido. Por ora, mantém-se filiada e aguarda uma decisão. Tabata critica a legenda, mas faz a ressalva: "O machismo não é monopólio do PDT, muito menos da esquerda". Escrito ao longo de nove meses, com observações preciosas de Reni, mãe de Tabata, "Nosso Lugar" é também uma chance para a deputada lembrar sua trajetória, dos estudos em uma escola estadual na Vila Missionária, na periferia de São Paulo, à formação em ciência política e astrofísica em Harvard. Acompanhar suas lutas narradas por outros a aborrece quando sua ascensão soa como símbolo de um Brasil supostamente meritocrático. Vem muito daí sua vontade de escrever o livro. "A gente vive num país extremamente injusto e desigual. Se não fossem todas as pessoas que me deram oportunidades e que eu cito no livro, meu futuro teria sido limitado pelo lugar onde nasci, pela falta de educação, pela doença do meu pai." Tabata jamais havia falado de modo tão transparente sobre a dependência química do pai como faz em "Nosso Lugar". Naldo morreu quatro dias depois da notícia de que a filha tinha sido aceita em Harvard. O livro é dedicado a ele, à mãe de Tabata e "a todos os professores que me ajudaram a conquistar o direito de sonhar". NOSSO LUGAR - O CAMINHO QUE ME LEVOU À LUTA POR MAIS MULHERES NA POLÍTICA Autora: Tabata Amaral Editora: Companhia das Letras Quanto: R$ 35, ebook R$ 20 (192 págs.)

  • Originais do Yahoo

    'O caso da Tabata é de muita decepção', diz Ciro Gomes

    O ex-ministro e ex-governador Ciro Gomes comentou ao Yahoo Notícias a atuação da deputada federal Tabata Amaral junto ao PDT, um dos destaques do partido na Câmara, e sua punição após o voto favorável na Reforma da Previdência

  • Folhapress

    Temor sob Bolsonaro faz surgir grupo de WhatsApp com Kim, Joice, Freixo, Molon e Tabata

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Quem imaginaria, há algum tempo, um grupo que unisse o conservador MBL (Movimento Brasil Livre) ao esquerdista PSOL? O ex-líder da oposição ao ex-líder do governo? Pois Jair Bolsonaro conseguiu esse feito. Em meio à escalada da retórica autoritária por parte do Palácio do Planalto, o deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP), um dos líderes do MBL, criou um grupo de WhatsApp com colegas congressistas denominado "Democráticos". Ele conta hoje com algumas dezenas de deputados, entre eles Joice Hasselmann (PSL-SP), ex-líder do governo no Congresso, Marcelo Freixo (RJ), um dos principais nomes do esquerdista PSOL, Alessandro Molon (PSB-RJ), ex-líder da oposição, e Tabata Amaral (PDT-SP), uma das expoentes da nova esquerda. Assim como os bolsonaristas, o PT não foi convidado. E o que vem sendo discutido por essa união de rivais? De acordo com congressistas ouvidos pela reportagem, a necessidade de se contrapor à ameaça de que seja instalada novamente uma ditadura no país. "Esse grupo é importante porque reúne pessoas que realmente estão preocupadas com a manutenção do Estado democrático de direito, com a manutenção das instituições e da própria democracia no Brasil, que é justamente o que vem sendo fortemente atacada pelo presidente Jair Bolsonaro", afirma Joice, que foi uma das principais aliadas do presidente, sendo sua líder no Congresso. Hoje ela está rompida. "As declarações são muito claras, a intenção do presidente da República é, de fato, partir para uma ruptura da democracia, uma ruptura institucional. Esse grupo reúne parlamentares das mais diversas frentes que realmente estão preocupados com o momento que o Brasil está passando e que entendem que é preciso uma união de todos", acrescenta a deputada, afirmando que Bolsonaro "sonha dia e noite com um golpe". "Não é um desejo que vem de agora, é um desejo que vem de muito tempo, e ele flerta com essa possibilidade desde o início do mandato." Líder da bancada do PSB, o esquerdista Molon manifesta pensamento similar. "Há um sentimento de urgência, de evitar que um regime autoritário seja implantado no Brasil. Independentemente das divergências ideológicas, que muitas vezes são numerosas e profundas, o risco da implantação de um regime autoritário no Brasil impõe a necessidade de evitar isso a todo custo, até para proteger que essas divergências possam ser manifestadas livremente." De acordo com outros integrantes do grupo, que preferiram falar sob condição de anonimato, o objetivo também é se contrapor ao centrão, não só a bolsonaristas e a petistas -que, sob a liderança do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tem relutado em participar de movimentos suprapartidários de oposição. O grupo de siglas médias da Câmara, com cerca de 200 das 513 cadeiras, se aliou a Bolsonaro, em sua maioria, após receber do presidente cargos de comando na estrutura federal e verbas para suas emendas parlamentares -tudo aquilo que Bolsonaro negou, na campanha, que faria. Segundo integrantes do grupo de WhatsApp, alguns congressistas do PT querem aderir, mas o partido não foi convidado porque, além de estar com "o filme queimado", há a própria resistência de Lula a embarcar em um movimento que não seja encabeçado pelo partido. Em reunião do PT na segunda-feira (1º), o ex-presidente criticou os manifestos suprapartidários em defesa da democracia surgidos nos últimos dias sob o argumento de que os documentos articulados pela sociedade civil desconsideram os direitos dos trabalhadores. Para ele, o PT não pode embarcar no primeiro ônibus que passa nem ser "Maria vai com as outras". A reportagem não conseguiu falar, na noite desta terça-feira (2), com Kim Kataguiri. O MBL se distanciou de Bolsonaro e hoje é um dos alvos dos apoiadores do presidente. Tabata não quis se manifestar.

  • Yahoo Notícias

    Para se opor a Bolsonaro, grupo de WhatsApp reúne Freixo, Tabata, Molon, Joice e Kim

    Nome forte da esquerda, Molon (PSB-RJ) destaca a urgência de evitar que um regime autoritário seja implantado no Brasil

  • Yahoo Notícias

    Espero que Bolsonaro seja responsabilizado por mortes do novo coronavírus, diz Tabata Amaral

    Deputada afirmou que conflitos público entre Bolsonaro e o ministro da Saúde são "picuinha"e "ciumeira"

  • Folhapress

    Com nova Tabata, PDT quer utilizar eleição para se redimir com esquerda

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A diferença vai muito além da letra "h", dizem os dirigentes do PDT (Partido Democrático Trabalhista) sobre a quase homônima da deputada federal Tabata Amaral (PDT-SP) que será lançada candidata à Câmara Municipal de São Paulo neste ano. A aspirante a vereadora Thabata Ganga, 26, honrará a ideologia da legenda e assumirá a defesa dos trabalhadores, segundo a cúpula da sigla -a mesma que acusou a parlamentar federal de fazer o oposto disso quando votou a favor da reforma da Previdência. A "Tabata do bem", como a novata em disputas eleitorais foi apelidada nos bastidores, simboliza uma demanda do PDT para o pleito de outubro: a de apresentar jovens comprometidos com a história do partido, cujas referências maiores são Getúlio Vargas e Leonel Brizola. O plano é que 30% dos 83 postulantes a vereador na capital paulista tenham abaixo de 35 anos, formando a bancada da "juventude trabalhista". Nas ruas e redes, eles deverão contar com o reforço do ex-presidenciável Ciro Gomes. No grupo de pré-candidatos estão também o presidente da Juventude Socialista (o núcleo de jovens do partido), Gabriel Cassiano, 23 -que atuou para filiar Amaral em 2018-, e Leticia Gabriella, 24 -que participou ativamente da campanha da hoje deputada, como assessora de comunicação. Pupilo de Ciro, Cassiano agora se coloca como um "anti-Tabata", no que diz respeito a alinhamento com a pauta trabalhista. Leticia é do bloco dos que se decepcionaram com a parlamentar que, aos 24 anos, foi a sexta mais votada do estado. Ela recebeu 264.450 votos (quase metade disso na capital). Mesmo rompida com a sigla e em litígio judicial para tentar se desfiliar sem perder o mandato, a deputada deve pautar indiretamente a campanha municipal do partido. Tida como símbolo de renovação da legenda, e rapidamente cotada para disputar a Prefeitura de São Paulo, Amaral caiu em descrédito para parte da esquerda ao se mostrar favorável à reforma previdenciária, no ano passado. A chapa de candidatos a vereador passou então a ser tratada pelos pedetistas como uma oportunidade de reconciliação com a parcela do eleitorado frustrada pelo apoio da parlamentar à bandeira do governo Jair Bolsonaro (sem partido). O PDT não tem nenhum representante na atual legislatura da Câmara Municipal. "Não gosto disso de 'do bem' ou 'do mal'. Prefiro dizer que sou a 'Tabata diferente'", diz Ganga, ela própria uma eleitora arrependida de Amaral. A pré-candidata, no entanto, tem lá suas semelhanças com a original: além de ser mulher e jovem, atua na educação e usará esse tema e a ciência como motes de campanha. Ex-militante do PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado) e engajada em causas estudantis, a engenheira biomédica se aproximou do PDT em 2018. Já no início, a coincidência do nome chamou a atenção e suscitou a ideia de encarar as urnas. Finalmente convencida, ela se filiou no início deste ano. Uma ala chegou a defender que Ganga mudasse o nome para concorrer ou usasse só o sobrenome. "Mas o Ciro me disse para não ter vergonha do meu nome e mostrar que não sou igual a ela", conta. "Sou trabalhista e sou de esquerda." Segundo Cassiano, "o PDT entendeu que é hora de buscar [candidatos] dentro, e não fora". No partido desde 2017, o aluno de economia da PUC-SP é aposta dos pedetistas e tem reivindicado para si o papel de antagonista de Amaral. Sua fala faz menção aos caminhos que a outrora correligionária percorreu para chegar à sigla. Fundadora do movimento Acredito, pró-renovação política, e aluna do RenovaBR, iniciativa privada para formação de candidatos, ela se filiou no limite do prazo da Justiça Eleitoral, em abril de 2018. Cassiano, que se candidatou a deputado estadual em 2018 e teve 10.338 votos, também foi apadrinhado pelo RenovaBR. O programa se declara neutro, e o universitário diz que a participação não mudou seu pensamento. O PDT passou a impedir integrantes de entrar em iniciativas do tipo. Leticia, que trabalhou na campanha de Amaral, se afastou dela. "Ela foi considerada traidora, mas não houve um incentivo dos líderes do partido para fomentar ataques. Foi algo da militância", afirma. Negra e moradora da periferia, a estudante de direito e ativista da Educafro (ONG de educação de negros) se filiou à sigla em 2019. "Ela [Amaral] errou na Previdência. Foi uma medida que atingiu toda a classe trabalhadora", critica. Presidente nacional do PDT, Carlos Lupi diz que a sigla teve "uma belíssima experiência" com Tabata, "que começou muito bem". "Mas ela mudou a rota no meio do caminho, votou contra a própria origem." Lupi afirma que haverá esforço para se certificar de que os novos candidatos estejam afinados com a legenda, embora o controle total seja impossível. "É muito difícil [prever desvios]. Se existisse antídoto contra traição, nenhum casal se separaria no mundo." Procurada pela reportagem, Amaral não quis comentar as articulações eleitorais do PDT. Ela sempre falou que o partido foi sua escolha, sobretudo, pela preocupação com educação. O processo que move no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) contra a legenda terá a primeira audiência em 5 de março. Na ação, ela alega perseguição; o PDT a acusa de infidelidade partidária, por desobedecer ao fechamento de questão contra a reforma. Na eleição municipal em São Paulo, a deputada apoiará candidatas egressas do Vamos Juntas, movimento que criou para estimular a presença feminina na política.

  • Folhapress

    Para achar 'novas Tabatas', deputada lança movimento por mais mulheres na política

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Se uma Tabata Amaral incomoda muita gente, então o número de importunados tende a aumentar. Pelo menos no que depender da deputada federal. A parlamentar lança nesta quinta-feira (19) um projeto para encontrar e apadrinhar mulheres que, como ela, pensam em entrar para a política. Tabata pensa em oferecer de graça, com a ajuda de voluntários, uma tutoria para as escolhidas, formando o que descreve como uma rede de suporte e desenvolvimento pessoal. Apesar de ser uma iniciativa individual, a deputada quer afastar qualquer vestígio de personalismo do Vamos Juntas, que foi colocado por ela na categoria movimento. "Não tem régua ideológica. A gente quer mais mulheres na política. E elas, obviamente, não vão pensar igual a mim", diz Tabata, que se declara feminista. Em conflito aberto com o PDT desde que contrariou a legenda e votou a favor da reforma da Previdência, a novata desenhou o projeto como suprapartidário. Um processo seletivo será aberto para encontrar entre 30 e 50 mulheres do país todo, de perfis variados, "mães, meninas, brancas, negras, todo mundo". "Nós, mulheres, encontramos muitas barreiras na política. Crescemos sendo ensinadas a pensar que esse não é um lugar para nós", analisa ela. O programa será apresentado em um evento público na praça das Artes (centro da capital paulista), às 19h. Seu objetivo é jogar luz sobre candidatas com potencial nas eleições municipais de 2020, em um esforço para aumentar a representatividade feminina no poder. Basicamente, o movimento irá conectar as alunas a uma rede de orientadores --mulheres, prioritariamente-- que incluirá, além de Tabata, outros políticos eleitos e líderes sociais de todo o país. Ela diz ter convidado também empresários, ativistas, influenciadores digitais e pessoas comprometidas com a causa da igualdade de gênero. Os nomes dos conselheiros ainda serão divulgados. A deputada pretende compartilhar aprendizados de sua curta experiência, com erros e acertos. Inclusive em um tema que rendeu a ela dor de cabeça neste ano: contratação de colaboradores na campanha. Em 2018, o então namorado dela, Daniel Garcia, prestou serviços para seu comitê eleitoral e recebeu R$ 23 mil. Quando a informação veio à tona, em julho, um caminhão de críticas foi despejado sobre a estreante. Tabata disse que a contratação foi feita dentro da lei e que o recurso pago ao rapaz não veio do fundo eleitoral, mas do arrecadado com pessoas físicas. "Eu vou dizer [às participantes do movimento] o que venho falando: sempre façam as coisas da maneira mais correta e ética e sejam muito transparentes nos seus gastos. Foi exatamente o que eu fiz", responde ela à indagação da reportagem. "Reduzir a minha campanha a isso é uma forma de machismo, sabe? Tantos deputados, senadores e candidatos à Presidência contaram com irmãos, esposas, tios trabalhando na campanha. E por que essa é uma questão [direcionada] apenas para mim, e não para os outros?" A princípio, o escopo do projeto poderia se confundir com o do RenovaBR, iniciativa privada que capacita candidatos e que ajudou a eleger Tabata. A deputada, no entanto, quer diferenciar o seu programa. Ele não é tratado como uma escola, mas como um acompanhamento individualizado, algo distinto do ofertado pela organização do empresário Eduardo Mufarej. Tabata, que é colunista do jornal Folha de S.Paulo, abordou a iniciativa do Vamos Juntas em seu artigo desta semana e escreveu que se dedicará no próximo ano a estruturar o movimento. Eleita aos 24 anos, a jovem nascida na Vila Missionária (zona sul da capital paulista) estudou em Harvard com bolsa e levantou quase R$ 1,3 milhão em doações na campanha --a maior parte de financiadores privados. Sexta deputada federal mais votada do estado de São Paulo, com 264.450 votos, ela carregou para o mandato uma postura que combina visão liberal de mercado e preocupação com temas sociais e desigualdade. Tal comportamento rendeu a ela uma série de ataques do próprio partido e de parte da esquerda. Ensaio no PDT O movimento ora lançado é descrito pela parlamentar como continuidade de um trabalho que ela vinha desenvolvendo no PDT antes de se indispor com a agremiação. "É um projeto que eu tinha levado para o partido. Obviamente, eu fiquei muito frustrada quando meus projetos lá foram interrompidos e jogados no lixo", diz. A novata, que chegou a assumir a presidência na capital paulista da AMT (Ação da Mulher Trabalhista), braço feminino da sigla, inicialmente almejava atrair mais mulheres para o PDT. O Vamos Juntas chegou a ser lançado pela AMT, com o mesmo nome, em junho, dias antes da fatídica votação da Previdência, que selou o afastamento dela do partido. Hoje as partes se enfrentam no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Tabata pede desfiliação e aponta perseguição como justa causa na tentativa de sair da legenda sem perder o mandato. O PDT, que puniu a filiada internamente pela desobediência, contesta a versão e diz que, ao votar pela mudança no sistema previdenciário, ela traiu o compromisso de defesa dos vulneráveis. O ministro Sérgio Banhos, relator do processo na corte, marcou para 5 de março de 2020 a primeira audiência do caso, em que os dois lados e suas testemunhas serão ouvidos. Enquanto a situação continua indefinida, Tabata está em um limbo partidário. Continua formalmente no PDT, mas cortou relação com a cúpula da sigla, inclusive o ex-presidenciável Ciro Gomes. Legendas como Cidadania, PSDB, Patriota, PSB, Rede, DEM e Avante já sinalizaram interesse em recebê-la. A deputada diz que não recebeu convite oficial e mantém silêncio sobre o eventual destino, à espera de um desfecho no TSE. Uma das condições que ela deve impor para a legenda que quiser abrigá-la é a incorporação ao estatuto de medidas para aumentar a democracia interna e a transparência. Parte das propostas defendidas pela parlamentar está em um projeto de lei apresentado por ela no Congresso com colegas do Acredito e de outros movimentos de renovação. A tramitação do texto está empacada. Outro critério para a escolha de sua futura morada será encontrar uma agremiação que comporte sua visão de mundo, sem rótulos. Nas palavras dela, uma sigla cujo ideário alie desenvolvimento econômico e inclusão social.

  • Yahoo Notícias

    Tabata Amaral diz se sentir "traída como eleitora" sobre Ciro e PDT

    "Votei no Ciro Gomes, votei no PDT porque acreditava no que eles diziam, de defender a responsabilidade fiscal junto com a inclusão social. Para mim, não dá para ser oposição por oposição quando tem gente passando fome."

  • Yahoo Notícias

    Para Tabata, extinção de processo do PDT evidencia perseguição política contra ela  

    Tabata aguarda decisão judicial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para deixar o partido sem perder o mandato.

COMPARTILHE ESTA PÁGINA