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Notícias sobre João Dória - Governador de São Paulo

Notícias sobre João Dória - Governador de São Paulo

  • Valor Econômico

    TV por assinatura tenta derrubar alta de tributo prevista em ajuste de Doria

    Com reversão de benefícios proposta no pacote do governo estadual, alíquota de ICMS do setor passará de 12% para 18% O setor de TV por assinatura tenta derrubar, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), um dos artigos do pacote de ajuste fiscal (PL 529/20), proposto pelo governador João Doria (PSDB). O Art. 24 indica um aumento da cobrança de ICMS do setor, fixado atualmente em 12%. O texto do projeto, que tramita em regime de urgência, prevê a redução dos benefícios fiscais de setores contemplados com cobrança de ICMS em patamar inferior a 18%. O Estado de São Paulo responde por pouco mais de um terço da base nacional de assinantes, com 5,6 milhões de clientes habilitados em julho. O setor teme que o aumento de ICMS, que em grande parte seria repassado aos usuários, estimule o cancelamento de contratos. Há seis anos, a TV por assinatura tem encolhido diante de ofertas mais baratas de conteúdo audiovisual em plataformas na internet. Em 2014, o setor chegou ao seu melhor momento, com 19,8 milhões de assinantes. Atualmente conta 15,2 milhões de acessos. Os planos mais robustos de banda larga têm ajudado a acelerar essa migração. Nos últimos dias, a Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA) fez um apelo aos deputados estaduais da Alesp. A entidade enviou uma carta apontando os riscos do aumento do ICMS para o setor. “O aumento sobre os serviços de TV por assinatura pode aprofundar ainda mais a grave crise nesta indústria, que emprega milhares de pessoas e investe em infraestrutura, tecnologia e produção, principalmente no Estado de São Paulo”, registrou a ABTA, na carta. Para a entidade, o aumento da carga tributária não seria capaz de trazer benefícios aos cofres do governo estadual. “Pelo contrário, esta contribuiria para reduzir ainda mais a base de assinantes e, consequentemente, poderia impactar negativamente na receita estadual, além de elevar os índices de desemprego no setor”, argumenta no documento aos parlamentares. A associação apresentou ainda dados para demonstrar que o aumento de 10% no valor dos pacotes de serviço de TV por assinatura provoca uma redução de 19,4% na base de assinantes. “A elevação da alíquota do ICMS do setor em 50%, como propõe o PL 529 [de 12% para 18%], poderia provocar perda e não ganho de receita para o Estado de São Paulo”, reforçou. A ABTA destaca que a crise do setor é provocada basicamente por dois fatores. Um deles é a “concorrência assimétrica” com as plataformas pagas de conteúdo oferecido na internet, que são tributadas somente pelo ISS — imposto municipal. Outro é a pirataria de serviço, que alcança 4,5 milhões de domicílios, gerando perdas de R$ 9,5 bilhões por ano em receitas para o setor e R$ 1 bilhão na arrecadação dos Estados e da União. Redução de benefícios A Secretaria de Projetos, Orçamento e Gestão do Estado de São Paulo afirmou, por meio de nota, que a mudança proposta na cobrança de ICMS do segmento de TV por assinatura, previsto no pacote de ajuste fiscal do governador João Doria (PSDB), não representa aumento do tributo, “mas autorização legislativa para reduzir benefícios fiscais”. “Não há artigo no projeto de lei que mencione aumento de tributos ou impostos. O artigo 24 trata da renovação e redução de benefícios fiscais. No Estado, a alíquota ordinária ou modal de ICMS (taxa padrão) é de 18%, por isso as alíquotas inferiores são incentivo fiscal, conforme previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal”, destacou a nota da secretaria. Adicionalmente, o governo estadual ressaltou que atende a uma determinação do Tribunal de Contas do Estado para revisão de “todos os benefícios fiscais concedidos ao longo dos anos”. Segundo a nota, estes benefícios somam R$ 40 bilhões em renúncia fiscal por ano, o que equivale aos orçamentos de educação e segurança somados. “A proposta do Governo tem o objetivo de garantir recursos para cobrir um déficit estimado de R$ 10,4 bilhões em 2021, o que assegurará o pagamento de salários dos servidores e manutenção dos serviços de educação, saúde e segurança a toda população. Portanto, é leviano qualquer tentativa de impor à proposta responsabilidade na prática de preços de qualquer setor”, argumentou a secretaria, por meio de nota. Reprodução / Anatel

  • Yahoo Notícias

    Ação judicial em Israel tenta impedir Doria de comprar metralhadoras para a Rota

    Governo paulista quer adquirir 10 metralhadoras Negev, de uso militar, para sua tropa de elite. Movimento BDS Brasil mantém campanha online para boicotar compra

  • O Globo

    Eleição em São Paulo vai testar forças de Bolsonaro e Doria mirando 2022

    Enquanto Celso Russomanno (Republicanos) aposta na popularidade do presidente, Bruno Covas (PSDB), que tenta a reeleição, tem apoio do governador

  • Folhapress

    Bolsonaro é rejeitado por 46% dos moradores de São Paulo, e Doria, por 39%, diz Datafolha

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Duas das principais figuras nacionais envolvidas na eleição municipal de São Paulo registram rejeição significativa por parte do eleitorado. Segundo pesquisa do Datafolha, 46% dos paulistanos consideram o trabalho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ruim ou péssimo. Já o governo estadual paulista sob João Doria (PSDB) é reprovado pro 39% dos ouvidos. O instituto entrevistou 1.092 pessoas em 21 e 22 de setembro, de forma presencial. A margem de erro é de três pontos percentuais. O mesmo levantamento já havia mostrado que ambos os políticos não são padrinhos muito eficientes para os candidatos associados a eles na capital, o prefeito Bruno Covas (PSDB) no caso de Doria e o deputado Celso Russomanno (Republicanos), no de Bolsonaro. A aprovação ao presidente na cidade é de 29%, enquanto um contingente igual o considera regular. Não souberam responder 2%. Não é possível fazer uma comparação direta por serem pesquisas diferentes, mas o dado sugere que a cidade é mais refratária que o resto do país ao presidente. Em pesquisa feita em agosto, Bolsonaro tinha 37% de aprovação e 34% de reprovação no país todo. Aprovam mais o presidente 39% dos paulistanos com idade superior a 60 anos, 43% dos mais ricos (acima de 10 salários mínimos) e os evangélicos (40%) --nicho em que Russomanno tem intenção de voto semelhante, 37%, segundo a mesma pesquisa. Já a rejeição a Bolsonaro é mais acentuada entre mulheres (50%), jovens (54% entre quem tem de 16 a 24 anos e 55% dos entre 25 e 34 anos). No corte étnico, 59% dos pretos acham o presidente ruim ou péssimo. A pesquisa mostrou que, na capital paulista, o auxílio emergencial não afetou a popularidade do presidente. Ela é semelhante entre quem ganhou e quem não recebeu os R$ 600, agora reduzidos a R$ 300 mensais na pandemia. Bolsonaro estava evitando participar do primeiro turno das eleições no país, até porque não tem um partido -deixou o PSL pelo qual se elegeu ano passado e não se esforçou muito para montar a chamada Aliança pelo Brasil. Assim, poderia evitar desgastes maiores e emprestar apoios pontuais mais discretos. Mas resolveu entrar em São Paulo, incentivando Russomanno a tentar pela terceira vez a prefeitura, após ver o adensamento de forças de centro em torno de Covas como um ensaio para 2022. Doria, que foi eleito com Covas na vice em 2016, e deixou a prefeitura para o tucano quando concorreu ao governo do estado em 2018, tem no atual prefeito o candidato orgânico ligado a seu nome. O governador tem uma aprovação baixa na cidade, apenas de 21%, que empata com a de Covas (25%) na margem de erro do levantamento. Acham seu governo regular 39%, um número dez pontos superior ao do presidente. Sua gestão é mais bem aprovada na zona oeste da capital (22%), entre quem ganha entre 5 e 10 salários mínimos (33%) e entre aqueles que aprovam o governo de Covas (52% de ótimo e bom). Já rejeitam mais o tucano os moradores do centro (43%) e da zona leste (40%). O governador é considerado ruim ou péssimo por 52% dos mais abastados (acima de 10 salários mínimos). O desgaste de Doria, que já havia sido derrotado na capital pelo então governador Márcio França (PSB) na disputa de 2018, ainda reflete sua decisão de deixar a prefeitura com 1 ano e 3 meses no cargo, na avaliação de seu entorno. Isso gera um dilema acerca de seu plano de deixar o Palácio dos Bandeirantes para enfrentar Bolsonaro daqui a dois anos. O tucano aliou-se brevemente ao então candidato para surfar a onda bolsonarista no segundo turno de 2018, mas afastou-se ao ponto do rompimento ao longo de 2019. Além disso, há também a pandemia. Bolsonaro, segundo o Datafolha, foi relativamente bem sucedido em evitar a associação de suas políticas negacionistas com as mortes no país. Já governadores viram sua aprovação no manejo da crise cair ao longo dos meses. Os rivais também têm em comum a dificuldade entre o eleitorado mais jovem da cidade. No grupo inicial da pesquisa, de 16 a 24 anos, o tucano só tem 15% de aprovação, índice semelhante ao do presidente (12%). A pesquisa foi encomendada pela Folha de S.Paulo e foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo sob o número 06594/2020.

  • Valor Econômico

    Índice de rejeição a Doria é de 39% e a Bolsonaro, de 46% em SP, segundo Datafolha

    Aprovação do governador é de 21% na capital paulista e do presidente é de 29% Entre os eleitores da capital paulista, 46% consideram o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ruim ou péssimo e 39% reprovam a gestão do governador João Doria (PSDB), segundo pesquisa Datafolha divulgada hoje pelo site do jornal "Folha de S.Paulo". A percepção do eleitorado será um termômetro do quanto o apoio de Bolsonaro e Doria pode ajudar ou atrapalhar os candidatos associados a eles na disputa pela Prefeitura de São Paulo. A pesquisa Datafolha ouviu 1.092 pessoas entre 21 e 22 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais. O levantamento foi encomendado pela "Folha de S.Paulo" e registrado no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo sob o número 06594/2020. Na capital, 29% consideram Bolsonaro ótimo ou bom, igual índice de quem acha regular. Dois porcento não souberam responder. Doria, que foi eleito prefeito da capital em 2016 e renunciou para disputar o governo em 2018, é aprovado por 21%. Outros 39% acham ruim ou péssimo, mesmo percentual dos que consideram regular. Um porcento disse não saber. Nestas eleições, o PSDB de Doria é representado por Bruno Covas, então vice e que agora tenta a reeleição. O deputado federal Celso Russomanno (Republicanos) é associado a Bolsonaro e conta com o apoio do presidente, embora Bolsonaro venha dizendo que evitará revelar apoio a candidatos nas eleições municipais. Dados da sondagem do Datafolha divulgados ontem também indicaram a resistência de parte do eleitorado. Somente 8% dos entrevistados disseram votar em um candidato indicado pelo governador paulista e apenas 11% acompanhariam a indicação do presidente. A percepção do eleitorado é um termômetro do quanto o apoio de Doria e Bolsonaro pode influenciar a disputa pela prefeitura de SP Marcos Corrêa/Presidência da República

  • Yahoo Vida e Estilo

    José de Abreu é condenado a indenizar Bia Doria em R$ 50 mil por comparação com vaca

    O ator foi condenado por dano moral após comparar a artista plástica a uma vaca.

  • Folhapress

    Justiça condena José de Abreu a indenizar Bia Doria em R$ 50 mil por compará-la a vaca

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Um tuíte do ator José de Abreu em que ele insinuou uma comparação da primeira-dama do estado de São Paulo, Bia Doria, a uma vaca levou o artista a ser condenado a pagar uma indenização de R$ 50 mil à esposa do governador João Doria (PSDB). O juiz Douglas Iecco Ravacci, da 33ª Vara Cível da Comarca de São Paulo, decidiu que Abreu deverá fazer o ressarcimento por dano moral por causa de uma mensagem de 2016 em que afirmou: "STF proíbe vaquejada mas permite que a Bia Doria dê entrevista? é um crime contra os animais...". Cabe recurso. Pela decisão do magistrado, o réu também terá que arcar com o pagamento das custas e despesas processuais, além de honorários advocatícios de 10% do valor atualizado da condenação. Procurados nesta quinta-feira (24), Abreu e Bia não se manifestaram até a publicação deste texto. Como a Folha de S.Paulo mostrou em dezembro, o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) tentou por mais de dois anos citar o ator (comunicá-lo oficialmente) para que ele se defendesse no processo, mas os oficiais não conseguiram encontrá-lo nos endereços obtidos pelo Judiciário. Na ocasião, o governador foi ao Twitter criticar o detrator da esposa. "Vejam até onde vai a covardia do Zé de Abreu", afirmou Doria. "Um notório ativista da esquerda e defensor do Lula. Que desrespeita mulheres, cospe na cara das pessoas e, após condenado, foge covardemente da Justiça", escreveu. Em maio deste ano, o juiz do caso determinou que Abreu fosse citado por meio de edital público, "tendo em vista que restam exauridos todos os meios disponíveis para localização do requerido". Depois disso, o réu -que agora mora na Nova Zelândia- passou a responder à ação e apresentou seus argumentos. A defesa do ator sustenta que ele apenas se valeu do direito à liberdade de expressão. Para o magistrado, contudo, o princípio não se aplica ao caso. "Não foi uma crítica, nem uma piada ruim", escreveu na sentença, de 16 de setembro. Ravacci afirmou que o texto consistiu em "verdadeira ofensa pessoal" e que a repercussão negativa causou dano à artista plástica e hoje presidente do conselho do Fundo Social de São Paulo (braço do governo para programas sociais). Abreu fez a postagem no mesmo dia em que a Folha publicou entrevista com ela sobre a eleição de Doria para a prefeitura da capital. Declarações da primeira-dama tiveram uma repercussão tão negativa para o tucano que Bia foi, depois disso, blindada de contato com a imprensa. Ela comparou a favela de Paraisópolis (na zona sul da capital) à Etiópia, disse que "quase nunca" havia ido ao Minhocão (na região central) e que se orgulhava de ajudar os assistentes de seu ateliê: "Consegui casa para todos eles, dei dentes para eles, dei um plano de saúde bom", afirmou. O que levou a primeira-dama a ingressar com o processo foi o fato de o ator ter associado o nome dela à vaquejada -corrida entre dois vaqueiros montados a cavalo que tentam derrubar um boi-, prática considerada inconstitucional pelo STF (Supremo Tribunal Federal) em um julgamento em 2016. Bia afirmou que o tuíte maculou sua reputação e honra. E recorreu à Justiça para que o post fosse apagado, no que foi atendida. Ela pediu inicialmente indenização de R$ 100 mil e prometeu doar o valor a entidades de assistência social. Na decisão, o juiz concordou com a tese da primeira-dama de que o ator efetivamente a chamou de vaca e disse que se trata de "expressão ofensiva utilizada contra mulheres". Segundo o magistrado, Abreu usou "uma construção de frases sem a mínima coerência" para fazer o comentário, que teve alcance ampliado pelo fato de ele ser um influenciador nas redes sociais, com quase 500 mil seguidores no Twitter. "As críticas, tanto à proibição da vaquejada quanto às declarações da autora, poderiam ser feitas de inúmeras maneiras, inclusive com espírito jocoso ou por meio de piada, mas tendo por objetivo as declarações, e não a pessoa que as fez, muito menos equiparando-a um animal", escreveu. Em sua defesa, Abreu afirmou nos autos que fez a postagem "com intenção humorística e irônica", mas não pretendeu ofender a esposa de Doria. Sustentou que ela, como pessoa pública, está mais sujeita a críticas e que não houve dano moral, mas "mero desconforto subjetivo não indenizável". "Sou um comediante, eu faço piada", disse o ator à Folha em dezembro. "Eu tenho direito de me expressar. Não vou perder uma piada por medo de processo. [...] A Justiça tem mais o que fazer do que ficar perseguindo ator. Não sei que prejuízo moral eu dei à dona Bia Doria. Eu não vou parar de falar." Sobre a dificuldade dos oficiais em encontrá-lo, ele afirmou que sempre esteve à disposição da Justiça e que seu local de trabalho é conhecido. O ator gravou novelas e séries na TV Globo desde o início do processo. Em junho deste ano, ele anunciou que não tem mais contrato fixo com a emissora. O juiz do caso rejeitou o pedido de Bia para que Abreu ficasse impedido de voltar a utilizar indevidamente o nome e a imagem dela. Para o magistrado, acatar a solicitação seria aceitar censura prévia, o que é vedado pela Constituição. Ele lembrou que eventuais abusos devem ser discutidos posteriormente.

  • Folhapress

    Gilmar Mendes suspende investigação contra Baldy, secretário licenciado de Doria

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou nesta quinta-feira (23) a suspensão de duas ações penais contra Alexandre Baldy, secretário licenciado dos Transportes Metropolitanos do governo João Doria (PSDB) em São Paulo. O magistrado apontou haver indícios de que o juiz Marcelo Bretas, responsável pela Lava Jato no Rio de Janeiro, não deveria ser o responsável por conduzir os casos. A decisão vale até que o colegiado do STF decida se aceita pedido da defesa do político para remeter o caso à Justiça Eleitoral de Goiás —as acusações contra Baldy não se referem à atuação dele no Governo de São Paulo, mas a período anterior. Ele também foi ministro das Cidades durante o governo de Michel Temer (MDB) e deputado federal por Goiás. A expectativa no STF e entre os advogados é que o processo seja julgado pela Segunda Turma da corte, que tem imposto uma série de derrotas à Lava Jato. Baldy foi preso por determinação de Bretas em 6 de agosto, mas Gilmar Mendes concedeu habeas corpus no dia seguinte e ele foi liberado. “Destaca-se a importância do respeito à garantia constitucional do juiz natural e da devida observância dos critérios constitucionais e legais de fixação da competência”, argumentou Gilmar. A defesa de Baldy elogiou o entendimento do ministro. “O STF, mais uma vez, cumpre seu papel de guardião da Constituição, evitando que autoridades apurem fatos que não são de sua competência”, afirma a nota divulgada pelos advogados Pierpaolo Cruz Bottini, Alexandre Jobim e Tiago Rocha. Baldy não foi exonerado por Doria e está licenciado do cargo. Embora as suspeitas que motivaram a prisão dele fossem de período anterior à nomeação em São Paulo, na prática elas atingem a imagem do governador paulista, que tratava Baldy como uma das estrelas de seu secretariado. De olho na sucessão presidencial de 2022, Doria vinha buscando se descolar nos últimos anos de tucanos investigados em episódios de corrupção. No início deste mês, Gilmar Mendes determinou que uma investigação contra o senador José Serra (PSDB-SP) sob suspeita de caixa 2 nas eleições de 2014 fosse retirada da Justiça Eleitoral de primeiro grau e remetida ao Supremo. O caso apura se o tucano recebeu R$ 5 milhões do fundador da corretora de planos de saúde Qualicorp, José Seripieri, sem ter declarado a verba na prestação de contas eleitoral. Desde 2017, quando a delação da Odebrecht foi homologada, uma série de investigações da Lava Jato relacionadas a Serra ou ao seu governo em São Paulo (2007-2010) foram frustradas por decisões do Supremo. Principal alvo da força-tarefa paulista, o ex-diretor de Engenharia da Dersa (estatal paulista de desenvolvimento rodoviário) Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, foi solto de duas prisões preventivas por decisão de Gilmar Mendes. Em relação a Baldy, as duas investigações são conduzidas por Marcelo Bretas, titular da 7ª Vara Criminal Federal do Rio. No mês passado, o juiz aceitou a denúncia contra Baldy sob acusação de corrupção. Ele foi acusado de receber propina de integrantes da organização social Pró-Saúde e da empresa Vermute, entre 2014 e 2018. Na operação no dia que foi preso, a polícia também cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Baldy. Os agentes federais apreenderam R$ 90 mil guardados em dois cofres da casa dele em Brasília e mais R$ 110 mil na residência que ele mantém em Goiânia. A defesa do político afirma que as delações premiadas que o implicaram relataram pagamentos para fins eleitorais e, por isso, a Justiça Federal não é competente para conduzir essas ações. Gilmar acompanhou o raciocínio e disse que a definição do juiz do caso deve seguir uma série de critérios que podem não ter sido observados.

  • Folhapress

    Governo Doria veta torcida nos jogos do Brasileiro e da seleção em São Paulo

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O governo do estado de São Paulo negou nesta quarta-feira (23) o pedido da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para a liberação de público nos jogos do Campeonato Brasileiro e no confronto da seleção contra a Bolívia, válido pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 2022. “O cenário atual da pandemia [de coronavírus] no estado de São Paulo não permite a retomada de público em eventos associados a grandes aglomerações, como nas partidas de futebol de qualquer categoria”, afirmou nesta quarta-feira (23) José Medina, coordenador do Centro de Contingência da Covid-19 do governo de João Doria (PSDB). Segundo Medina, a solicitação da CBF não era apenas para que o Brasileiro pudesse ter torcida, mas também o jogo entre Brasil e Bolívia, no próximo dia 9 de outubro, marcado para a Arena Neo Química. Na última terça-feira (22), a CBF conseguiu o aval do Ministério da Saúde para jogos com até 30% das arquibancadas ocupadas. Porém, para que isso ocorra, é necessária a autorização das administrações locais, o que não aconteceu em São Paulo. A decisão do governo Doria pode melar a intenção da CBF de retornar com o público no Nacional, uma vez que o entendimento de parte dos clubes é de que só pode haver torcida se as condições forem iguais para todos os 20 participantes da Série A. O presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, já se manifestou publicamente e ameaçou deixar o campeonato caso os torcedores sejam liberados apenas em alguns estados. Clubes como Atlético-MG e Grêmio têm o mesmo entendimento dos corintianos. “Sou a favor do retorno imediato desde que respeitados todos os protocolos de saúde de segurança sanitária. Importante ressaltar que deve-se buscar a isonomia, voltando o público em todas as praças ao mesmo tempo", diz à reportagem Sérgio Sette Câmara, presidente do clube mineiro. “Eu defendo a isonomia, a igualdade técnica, os protocolos muito rígidos e um público menor nos estádios para recomeçar. É possível fazer do ponto de vista sanitário", afirma o presidente gremista Romildo Bolzan Júnior, mas acrescenta: " não é um estado ali ou município aqui que vá organizar isso para que todas as praças retornem ao mesmo tempo”. Em São Paulo, além do Corinthians, o Palmeiras pediu o respeito da isonomia entre as equipes. "A presença de torcida deve se aplicar a todos os clubes ou a nenhum", se manifestou a agremiação. São Paulo e Santos também são contra o retorno de maneira desigual. Segundo a CBF, será realizada uma reunião com os representantes dos times nesta quinta (24), às 16h30, por videoconferência, para discutir o plano. De acordo com o governo paulista, a proposta da entidade que comanda o futebol brasileiro prevê que os clubes paulistas (Santos, São Paulo, Corinthians, Palmeiras e Bragantino) poderiam mobilizar até 20 mil torcedores por partida. “Nesse tipo de evento, ocorre um fluxo de pessoas de diferentes origens geográficas, com prevalência diferentes da doença e que produzem aglomerações difíceis de serem moduladas para garantir o permanente distanciamento recomendado”, explicou Medina. Ele também ressaltou que o número grande de assintomáticos para a doença faz com que este tipo de situação seja um polo de proliferação em potencial e informou que a decisão do comitê se deu por unanimidade de seus integrantes. Medina justificou a decisão pelo fato de que países em estado mais avançado da pandemia, como a Inglaterra, ainda não liberaram as arquibancadas para os torcedores, e exaltou que o protocolo dos jogos sem público, utilizado desde o Campeonato Paulista, tem funcionado. Pelo plano de afrouxamento da quarentena em São Paulo, eventos com aglomerações só podem acontecer na fase azul, a última escala das etapas de flexibilização das restrições. Até esta quarta, o estado encontra-se na amarela, duas fases atrás da que permite maior liberdade. Já a Federação Paulista de Futebol afirmou em nota que "somente seja permitido público nos estádios caso haja uniformidade de decisões por parte dos estados que tenham equipes envolvidas na competição". No Rio de Janeiro, há uma disputa entre as gestões municipais e estaduais. O prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) afirmou no último dia 18 que queria colocar até 20 mil pessoas no Maracan㠖cerca de 25% dos quase 80 mil que o estádio comporta— para a partida entre Flamengo e Athletico-PR, pelo Brasileiro, marcada para 4 de outubro. A intenção, no entanto, foi barrada pelo governo fluminense, que um dia depois anunciou a prorrogação da proibição de presença de público em eventos esportivos. "A abertura de estádios é totalmente imprudente e desnecessária ​porque tem riscos no local e no transporte. Não há nenhum local no mundo que está aceitando a volta de torcidas [na proporção de 30%]. Com certeza, o estádio é um dos locais de maior espalhamento [do vírus], afirmou o epidemiologista Paulo Lotufo. Desde março, quando os campeonatos estaduais e a Copa Libertadores foram paralisados como forma de mitigar a contaminação pelo coronavírus, os times de futebol amargam com perdas de receitas sem a comercialização de ingressos e o chamado "matchday" (ganhos com camarotes e cadeiras cativas, além da venda de alimentos e bebidas no dia de jogo). Segundo estudo da consultoria EY sobre os impactos da Covid-19, divulgado em maio, haverá redução entre 55% e 65% com matchday caso não haja público nos estádios até o fim deste ano. Esta receita despencaria de R$ 952 milhões, obtidos em 2019, para R$ 415 milhões. O relatório aponta que, com a pandemia, as 20 agremiações, que faturaram R$ 6 bilhões ao todo em 2019, terão uma retração de 22% (R$ 1,34 bilhão) a 32% (R$ 1,92 bilhão).

  • Folhapress

    Primeiros grupos de profissionais da saúde devem ser vacinados contra Covid-19 em dezembro, diz Doria

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Primeiros grupos de profissionais da saúde do estado de São Paulo devem ser vacinados contra o novo coronavírus na segunda quinzena de dezembro, de acordo com o governador João Doria (PSDB). O governador indica ainda que o Ministério da Saúde aprovou, nesta quarta (23), aporte de 80 milhões para a nova fábrica da vacina CoronaVac, do Instituto Butantã. O estado receberá as primeiras 5 milhões de doses da vacina ainda em outubro. As doses, de aplicação única, ficarão armazenadas até que a Secretaria de Saúde, o Ministério da Saúde e a Anvisa aprovem o imunizante. Doria afirma, ainda, que até 31 de dezembro o estado receberá mais 40 milhões de doses, chegando a 60 milhões em 28 de fevereiro. "Já fizemos negociações com o Ministério da Saúde para a compra de mais 40 milhões de doses da vacina", completou. Após a imunização dos profissionais da saúde, devem ser vacinados os pacientes que fazem parte dos grupos de risco da doença: idosos e pessoas com doenças crônicas. Na sequência, de acordo com o governo, devem ser imunizados agentes de segurança, profissionais da educação e a população indígena. O acordo firmado entre o Instituto Butantã e o laboratório Sinovac, empresa chinesa responsável pela CoronaVac, prevê a transferência de tecnologia para que o instituto brasileiro possa produzir novas doses. A expectativa é de que seja possível fabricar doses para todo o país. O registro da vacina na Anvisa deve acontecer após o dia 15 de outubro, quando houver novos resultados dos testes de fase três. Até esta quarta, o imunizante não apresentou efeitos adversos expressivos. O governo estadual indica que 94,7% das 50 mil pessoas que receberam doses da vacina na China não manifestaram nenhum efeito adverso. No Brasil, nenhum dos 5.600 profissionais da saúde que participaram do ensaio clínico apresentaram efeito adverso. Entre os 5,3% que tiveram reações a vacina, a maior parte apresentou dor no local de aplicação (3%), fadiga (1,5%) e febre (0,2%). Sobre a duração da imunização proporcionada pela CoronaVac, o representante da Sinovac para a América do Sul, Xing Han, disse que ainda são necessárias maiores informações para determinar a duração da imunização. "A pandemia é recente e a fase três começou em julho, ainda não temos dados suficientes para afirmar qual o tempo de imunização. Porém, a tecnologia usada para a CoronaVac já é utilizada há muito tempo e a imunização [pode] dura mais tempo", disse. Nesta quarta, Hang afirmou que não sentiu qualquer efeito após ter tomado a vacina. "É a mesma que está sendo testada em São Paulo".

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