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Notícias sobre Sérgio Moro | Ex-Ministro da Justiça

Notícias ATUALIZADAS sobre o Sérgio Moro, ex-ministro da Justiça do Governo Jair Bolsonaro

Sérgio Moro

  • Extra

    ‘Nem estava acompanhando’, diz Moro em live com empresários enquanto STF julgava caso Lula

    Enquanto o Supremo Tribunal Federal (STF) confirmava, nesta quinta-feira, a decisão do ministro...

  • lanacion.com

    MasterChef Celebrity: Santiago del Moro fue participante por una noche

    El conductor sorprendió a los participantes y al jurado con un plato frío de calidad profesional

  • Extra

    Declaração de apoio de Moro a Gentili em 2022 movimenta as redes sociais

    A declaração de apoio a uma eventual candidatura do humorista Danilo Gentilli à Presidência feita...

  • Yahoo Notícias

    Moro declara voto em Gentili para Presidência da República

    Eventual candidatura do apresentar Danilo Gentili é cogitada pelo MBL e foi tema do programa Manhattan Connection

  • Folhapress

    Evento crítico a Moro na UnB gerou ofício do MEC para barrar atos políticos em federais

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Foi um evento crítico ao ex-juiz e ex-ministro Sergio Moro na UnB (Universidade de Brasília), em 2019, o estopim para que o governo Jair Bolsonaro (sem partido) encaminhasse às universidades federais ofício para tentar barrar eventos políticos, no início deste ano. O próprio MEC (Ministério da Educação) chegou a conclusão de que não houve irregularidades e de que o ato, em face do ex-aliado, não se caracterizou como político-partidário. Apesar disso, a equipe do ministro da Educação, pastor Milton Ribeiro, levou adiante a iniciativa de pressionar as universidades para "prevenir e punir" atos políticos. O ofício acabou sendo cancelado, como revelado pelo jornal Folha de S.Paulo, após repercussão negativa. O aviso do ministério veio à tona ao mesmo tempo da informação de que a CGU (Controladoria-Geral da União) abriu apurações contra professores que criticaram o presidente. O governo ainda tem lançado mão da Lei de Segurança Nacional para investigar quem critica Bolsonaro. Em 17 setembro de 2019, o auditório da Faculdade de Direito da UnB foi utilizado para o evento #Moromente, organizado pela ABJD (Associação Brasileira de Juristas pela Democracia). Na época, Moro ainda não tinha se demitido do cargo de ministro da Justiça acusando Bolsonaro de tentar intervir na Polícia Federal. O STF (Supremo Tribunal Federal) também não havia considerado o ex-juiz suspeito e incompetente no julgamento do ex-presidente Lula (PT). Já a UnB era classificada naquele ano pelo então ministro da Educação, Abraham Weintraub, como uma das instituições que promoviam balbúrdia. E que, por isso, não receberiam recursos públicos. A partir de uma denúncia anônima de um professor da universidade, o MEC abriu, ainda em 2019, procedimento para investigar supostas irregularidades da UnB na autorização do ato. Segundo o docente Ebnezer Maurílio Nogueira da Silva, que fez a denúncia, o encontro teve caráter político-partidário. A Corregedora do MEC analisou o vídeo do evento e concluiu o contrário. "Não se pode dizer que o debate sobre legalidade e constitucionalidade de atos judiciais não estejam relacionados com os estudos desenvolvidos pela faculdade", diz despacho da corregedora, Suelen Notaro. Ela continua: "Ainda que pudesse ser feito o raciocínio de que a pauta jurídica posta está atrelada a uma linha partidária, não há elementos que permitam inferir que o ato seja completamente desconexo com os fins da instituição". Esse processo, que antecedeu o ofício do MEC enviado às universidades, foi obtido pela Folha de S.Paulo por meio da Lei de Acesso à Informação. A reitoria da universidade havia argumentado, após ser instada pelo MEC, que "não faz parte da tradição democrática da UnB censurar qualquer manifestação". Mesmo sem irregularidades no caso, a Corregedoria do MEC recomendou que a pasta analisasse a pertinência de "regulamentar a situação, estabelecendo parâmetros mínimos de observância para a cessão do espaço público". Esse despacho é de setembro de 2019, quando Milton Ribeiro já era ministro. Em fevereiro, o MEC mandou aos reitores ofício que fala em "prevenir e punir atos político-partidários nas instituições públicas federais de ensino". Criticado por ter atuação apagada e decorativa à frente do MEC, Ribeiro procurava dar um aceno à militância ideológica que apoia o presidente, segundo relatos feitos à reportagem. Mas o ofício gerou reações fortes, inclusive no judiciário. O STF já havia considerado inconstitucional qualquer ato que que atente contra a liberdade de expressão de alunos e professores. Na noite de 4 março, reitores receberam um novo aviso. O MEC suspendeu o informe anterior. Questionada, a pasta não se manifestou. O professor Mamede Said Maia Filho, que era diretor da Faculdade de Direito da UnB até 2020, diz que a instituição não faz controle da natureza política dos encontros abrigados em seu auditório. "Nunca houve ato de posicionamento partidário, sempre foram questões de ordem geral e presentes no debate nacional", diz. "Isso tudo se insere nesse contexto de querer cercear a liberdade de expressão, inclusive utilizando a Lei de Segurança Nacional. São tentativas de controlar a manifestação de pensamento." Eventos da ABJD no âmbito da campanha #Moromente também ocorreram em outras instituições públicas de ensino superior. Na UFF (Universidade Federal Fluminense), um debate chegou a ser cancelado pela reitoria, após pressão do MEC, mas a associação garantiu a realização por ação judicial. Segundo o advogado Paulo Freire, coordenador da ABJD em Brasília, a entidade não é partidária e não houve apoio nem participação de legendas no evento. "Foi uma campanha lançada pela ABJD, que já enxergava inúmeras irregularidades na condução do processo da Lava Jato na 13ª Vara Federal, e que depois se confirmaram", diz. "Não há dúvida de que há relação com tentativas de coibir qualquer crítica mais contundente ao governo federal." Professor de música da UnB, Ebnezer Maurílio Nogueira da Silva disse que esteve no evento e entendeu que se tratava de um encontro partidário. Por isso fez a denúncia ao MEC. Segundo ele, as falas do encontro foram nesse sentido e havia bandeiras do PT, o que não é confirmado por imagens do evento obtidas pela reportagem. "Os documentos oficiais não foram apurados, se verem a foto e a gravação, fica claro que foi um ato político partidário", disse ele à Folha de S.Paulo. Segundo o docente, não há espaço nas universidades para eventos que não sejam de esquerda e que são recorrentes ameaças a quem pensa diferente. Nogueira Silva é ligado ao grupo Docentes pela Liberdade, que reúne professores de direita. Ele foi diretor da Fundação Palmares, mas se desligou por discordar do presidente, Sérgio Camargo, que, por sua vez, mantém postura que menospreza o racismo. Em nota, a UnB só foi procurada em junho de 2020, cerca de nove meses após o evento. "A instituição respondeu ao ofício do MEC à época, esclarecendo que as unidades acadêmicas têm autonomia para organizar atividades", diz o texto. "A UnB reitera seu compromisso com a defesa dos valores democráticos e com a liberdade de cátedra e expressão."

  • Folhapress

    Em documento ao STF, procuradores da Lava Jato pedem anulação da suspeição de Moro

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Sete procuradores da Lava Jato enviaram nesta segunda-feira (5) um documento aos 11 ministros do STF em que defendem a anulação da suspeição do ex-juiz Sergio Moro se o plenário da corte referendar a decisão de Edson Fachin que reconheceu a incompetência da Vara de Curitiba e reverteu as condenações do ex-presidente Lula. A peça é um “memorial”, instrumento jurídico que apresenta argumentos aos ministros buscando influenciar em sua decisão. A tese descrita é que a suspeição de Moro não poderia ter sido julgada pela Segunda Turma do STF, no dia 23 de março, antes da apreciação pelo plenário da corte da decisão de Fachin. Relator da Lava Jato no Supremo, Fachin surpreendeu os mundos jurídico e político em 8 de março, ao aceitar o argumento da defesa de Lula de que o foro para suas ações na Lava Jato não é Curitiba. Na decisão, Fachin argumentou que os delitos imputados ao ex-presidente não correspondem a atos que envolveram diretamente a Petrobras e, por isso, a Justiça Federal de Curitiba não deveria ser a responsável pelo caso. Ele determinou que os casos sejam reiniciados pela Justiça Federal do Distrito Federal. Após recurso da Procuradoria Geral da República, Fachin remeteu sua decisão para o plenário do STF. O presidente da corte, Luiz Fux, marcou o julgamento para 14 de abril. “Uma vez confirmada (se confirmada) a incompetência do juízo da Vara de Curitiba, entende-se que ficará prejudicada a questão relativa à suspeição do juízo”, diz o memorial, assinado pelos advogados Marcelo Knopfelmacher e Felipe Locke Cavalcanti. Eles representam os procuradores Deltan Dallagnol, Januário Paludo, Laura Tessler, Orlando Martello, Júlio Carlos Noronha, Paulo Roberto Carvalho e Athayde Costa. Segundo os advogados dos procuradores, a decisão de Fachin quanto ao foro resulta na perda do objeto relativo à suspeição de Moro. Ou seja, na prática, não teria validade. Ainda de acordo com o memorial dos procuradores, se o plenário do STF referendar a decisão de Fachin, o processo de Lula retornará à fase de recebimento da denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal. Nesse caso, o magistrado de primeiro grau decidirá se aproveita ou não os atos instrutórios do processo. Após a decisão de Fachin, três casos de Lula foram remetidos à Justiça Federal de Brasília, referentes ao tríplex, reformas no sítio de Atibaia usado pelo ex-presidente e compra de imóvel para o Instituto Lula pela Odebrecht. Ainda não está claro se os autos dos processos poderão ser aproveitados pelos novos magistrados, ou se terão de ser anulados, como diz a defesa do ex-presidente. Em um dos julgamentos mais esperados dos últimos anos no STF, a Segunda Turma da corte decidiu, por um placar de 3 a 2, que Moro foi parcial na ação em que o ex-presidente Lula foi condenado pelo suposto recebimento de um tríplex como forma de propina. Ao final, votaram para declarar Moro suspeito os ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia —que mudou o voto que havia proferido em dezembro de 2018, quando teve início o julgamento. Os ministros Edson Fachin e Kassio Nunes Marques votaram contra a declaração de suspeição de Moro. A Segunda Turma, porém, restringiu-se à análise da atuação de Moro no caso do tríplex de Guarujá. Não foi discutida a situação do processo em que Lula foi condenado referente ao sítio de Atibaia. Para ser candidato em 2022, o petista depende do julgamento do plenário do STF a respeito da decisão de Fachin, que de forma individual anulou as condenações do tríplex e do sítio e levou para a Justiça Federal do Distrito Federal os quatro casos em que o ex-presidente havia se tornado réu no Paraná. Caso a maioria do plenário referende a decisão de Fachin, Lula terá os direitos políticos de volta e poderá disputar o pleito de 2022 —o que neste momento já está valendo pela decisão individual de Fachin. Se o resultado no plenário for no sentido oposto, porém, ainda remanescerá a condenação em duas instâncias no caso do sítio de Atibaia, e Lula seguirá inelegível. Ainda sobre o tema, a defesa de Lula entrou na semana passada com pedido no STF para que a declaração de parcialidade de Moro no processo do tríplex de Guarujá seja estendida para as ações relativas ao sítio de Atibaia e aos imóveis do Instituto Lula. Os advogados do petista afirmam que há “identidade de situações jurídicas” entre os processos e solicitam que sejam declaradas nulas todas as provas e decisões tomadas nos dois casos. A petição é direcionada ao ministro Gilmar Mendes. O responsável pelo caso era o ministro Edson Fachin, mas o magistrado ficou vencido no julgamento da matéria, e a previsão é que o magistrado que dá o voto vencedor torna-se o relator do processo. Gilmar pode tomar uma decisão individual provisória ou submeter a discussão direto à Segunda Turma do STF. "Como se vê, mostra-se impossível dissociar-se a suspeição do ex-juiz federal Sergio Moro —já reconhecida por essa colenda Segunda Turma— das outras duas ações penais que tramitaram contemporaneamente em desfavor do aqui paciente e que também foram presididas pelo então magistrado”, afirma a defesa no pedido apresentado ao STF na quinta-feira (1) à noite. Os advogados afirmam que os ministros deixaram claro nos votos que a quebra de parcialidade “deu-se justamente em virtude da visão e do comportamento do ex-juiz em relação” a Lula. “Assim, para além da mácula ao famigerado caso ‘Tríplex no Guarujá’, há que se reconhecer desde logo a também patente contaminação do caso ‘Sítio de Atibaia’, bem como no caso ‘Imóveis para o Instituto Lula’”, diz a defesa.

  • lanacion.com

    Santiago del Moro sorprendió con su físico marcado: “Se entrena los domingos”

    El conductor de MasterChef Celebrity confesó con humor su relación con la actividad física y generó estragos entre sus seguidores; “Prefiero otras cosas en la vida”, avisó

  • Hello!

    Br, figlio caposcorta Moro: "Passati 40 anni, Moretti e altri dicano verità"

    "Laddove non c'è una verità giudiziaria certa confidiamo in una verità storica che possa essere tramandata alle future generazioni perché non si dimentichino quegli anni costati la vita a oltre 500 persone in 14mila attentati con quasi 5mila feriti. Sono passati 40 anni, sono un cristiano fervente e praticante e credo nella riconciliazione, anche nel rispetto di chi ha il diritto di odiare. Queste persone sono ormai fuori dal carcere, oggi è tempo di andare avanti sulla verità storica che bisognerebbe raccontare. Non ci si può trincerare dietro al fatto che i brigatisti non hanno detto tutta la verità. Non cerco la vendetta, semplicemente una verità sul delitto di Moro, finalmente riconosciuta come strage". Giovanni Ricci, figlio del carabiniere Domenico Ricci, caposcorta di Aldo Moro morto durante l'attentato di via Fani, all'Adnkronos parla così a 40 anni dalla cattura del brigatista Mario Moretti. "Con la cattura del brigatista Moretti si è chiusa una fase, oggi siamo nel limbo più assoluto. E' tempo di mettere a un tavolo tutte le parti coinvolte negli anni degli attentati, delle stragi, come quella di via Fani. Finalmente fare pace con quello che è stato - continua - con gli anni Settanta, con tutti quei morti, ribadendo difficoltà, responsabilità. L'odio non fa che lacerare, io ho concesso il perdono a Franco Bonisoli, Adriana Faranda e Valerio Morucci, che me lo hanno chiesto. Moretti non l'ho mai sentito, la Balzerani nel quarantennale ha chiesto chi la ospitava fuori Italia, e ancora continua a raccontare l'ideologia. Prego ogni giorno che magari persone come loro abbiano qualcosa sulla coscienza e possano addivenire a questa sorta di riconciliazione, non per mettere una pietra tombale su ciò che è stato, ma per spiegare ai giovani di oggi cosa è stato di quegli anni". "Io non so se con l'arresto di Moretti si è chiusa quell'epoca. Non lo avverto come il momento finale: con quell'arresto non è che siano finite le Br, i momenti sono stati tanti. Quel periodo è finito perché oggi non c'è più quell'humus ideologico che man mano si è sgretolato, però non credo possiamo farlo coincidere con un arresto. Non trovo un momento unico di svolta, è successo man mano che sono cadute le varie colonne. Ma, dal '79 in poi, la rivelazione di Peci è stata forse più importante di tanti arresti". Lo afferma all'Adnkronos Sabina Rossa, figlia dell'operaio dell'Italsider e sindacalista della Fiom-Cgil, freddato in un agguato dalle Brigate Rosse nel 1979 a Genova. A 40 anni di distanza dall'arresto di Mario Moretti, il 4 aprile del 1981, l'inizio della fine della lotta armata, per Rossa mancano all'appello ancora tanti tasselli per ricostruire la verità sugli Anni di Piombo. "Fino all'anno di Moro - sottolinea - gli inquirenti brancolavano nel buio, su Genova in particolare è stato da via Fracchia in poi che si sono capite tante cose e comunque restano ancora 40 anni dopo tante zone d'ombra, anche nelle ultime commissioni d'inchiesta, che ci sono proprio perché non abbiamo ancora la verità su quello che è accaduto. Nessuno di questi arrestati ha mai aiutato più di tanto, c'è stata molta reticenza". "Per la verità su quegli anni - prosegue Rossa - ci vorrebbe la partecipazione di tutti i soggetti, non solo i brigatisti ma anche dei pezzi deviati dello Stato: ci sono stati depistaggi, penso a Brescia e a Bologna. Con il tempo i testimoni vengono meno. Abbiamo perso quella possibilità, non ci son più i testimoni che potrebbero, con un'azione di volontà, raccontare la verità". Nel percorso che l'ha portata alla scrittura e pubblicazione del suo libro inchiesta "Guido Rossa, mio padre", Sabina Rossa ha incontrato i brigatisti esecutori materiali dell'omicidio di suo padre e non solo. "Ho incontrato tanti di loro quando mi sono affacciata a quanto accaduto intorno all'omicidio di mio padre, molti della colonna genovese e anche romana - ha aggiunto - non ho mai incontrato Moretti. Lui ha sempre avuto un atteggiamento molto arrogante. Ho visto i video pubblicati in rete di una serie di incontri che ha avuto con studenti universitari, l'ho trovato brutto, lui su posizioni di assoluta difesa. Difendeva politicamente. Le vittime non le ha mai neanche nominate. Da come l'ho visto in questi incontri con gli studenti non credo che potrei ricavarne alcun beneficio da un incontro con lui". "Ha 6 ergastoli - prosegue Rossa - e non ha mai dimostrato di aver portato il peso di quella violenza compiuta. Lo stesso Franceschini, al contrario, sì. Molti di loro li ho incontrati, quello che ho visto mi è bastato. Ma in lui non c'è nessun atteggiamento di consapevolezza del male fatto. Vincenzo Guagliardo, è una persona verso cui ho avvertito il peso di una responsabilità. Credo sia stato importante questo percorso di incontro, che fa parte della 'giustizia riparativa', quando il colpevole guardando gli effetti della sua azione ha modo di prendere davvero consapevolezza e sentire il peso della colpevolezza".

  • Askanews

    "Il filo di luce" contro ansia e panico della band "Il Moro"

    Il nuovo singolo in attesa del tour estivo

  • Folhapress

    Lula pede que Supremo declare suspeição de Moro em processos sobre Atibaia e instituto

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A defesa do ex-presidente Lula (PT) entrou com pedido no STF (Supremo Tribunal Federal) para que a declaração de parcialidade do ex-juiz Sergio Moro no processo do tríplex de Guarujá seja estendida para as ações relativas ao sítio de Atibaia e aos imóveis do Instituto Lula. Os advogados do petista afirmam que há "identidade de situações jurídicas" entre os processos e solicitam que sejam declaradas nulas todas as provas e decisões tomadas nos dois casos. A petição é direcionada ao ministro Gilmar Mendes. O responsável pelo caso era o ministro Edson Fachin, mas o magistrado ficou vencido no julgamento da matéria, e a previsão é que o magistrado que dá o voto vencedor torna-se o relator do processo. Gilmar pode tomar uma decisão individual provisória ou submeter a discussão direto à Segunda Turma do STF. No último dia 23, a turma concluiu o julgamento sobre o tríplex e declarou que Moro agiu com parcialidade à frente do caso. Antes disso, em 8 de março, em outro habeas corpus apresentado por Lula, Fachin já havia anulado todas as condenações do petista e retirado os processos contra ele da 13ª Vara Federal de Curitiba, responsável pela Lava Jato. O ministro mandou as investigações para a Justiça Federal do Distrito Federal e determinou o retorno à fase da análise do recebimento da denúncia. A decisão de Fachin será julgada pelo plenário do Supremo em 14 de abril. Caso seja revertida, Lula dependerá da extensão da declaração de parcialidade de Moro aos outros processos para ter de volta os direitos políticos e poder disputar as eleições de 2022. Isso porque o ex-presidente já foi condenado em duas instâncias no processo do sítio de Atibaia, o que gera a inelegibilidade. Nesse processo, a condenação em primeira instância não foi proferida por Moro, mas ele conduziu o início das investigações, com a autorização para coleta de provas e de depoimentos. "Como se vê, mostra-se impossível dissociar-se a suspeição do ex-juiz federal Sergio Moro --já reconhecida por essa colenda Segunda Turma-- das outras duas ações penais que tramitaram contemporaneamente em desfavor do aqui paciente e que também foram presididas pelo então magistrado", afirma a defesa no pedido apresentado ao STF na quinta-feira (1) à noite. Os advogados afirmam que os ministros deixaram claro nos votos que a quebra de parcialidade "deu-se justamente em virtude da visão e do comportamento do ex-juiz em relação" a Lula. "Assim, para além da mácula ao famigerado caso 'Tríplex no Guarujá', há que se reconhecer desde logo a também patente contaminação do caso 'Sítio de Atibaia', bem como no Caso 'Imóveis para o Instituto Lula'", diz a defesa.