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Bolsa de Valores | Últimas notícias da B3 Bovespa

Ações da Eletrobras despencam em NY após saída de presidente

  • SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A saída de Wilson Ferreira Junior da presidência da Eletrobras deixou o mercado financeiro preocupado com a companhia e com as privatizações no Brasil. Nos Estados Unidos, a ADR (recibo de ação negociado nos Estado Unidos) da Eletrobras caiu 11,76% nesta segunda-feira (25), feriado em São Paulo. Na mínima, chegou a despencar 16,40%. Segundo Ferreira Junior, a dificuldade em aprovar a privatização da estatal no Congresso, assim como uma descrença pessoal no avanço do processo, motivou sua saída do cargo. Sua renúncia foi anunciada na noite de domingo (24). Ele assumirá o comando da BR Distribuidora em março, a convite da companhia. A jornalistas, Ferreira Junior afirmou nesta segunda que a privatização da empresa é prioridade do governo federal, mas que essa vontade não é suficiente sem o apoio do Congresso. Ele apontou manifestações de candidatos à presidência da Câmara dos Deputados e do Senado que indicam que o avanço do projeto não é prioritário entre suas pautas e disse ver "um certo tabu no Brasil" sobre privatizações. A privatização da Eletrobras foi o que impulsionou sua valorização de 25% desde a posse de Jair Bolsonaro (sem partido), em 2019. Hoje, a companhia vale R$ 47,5 bilhões. Como o mercado acionário brasileiro está fechado devido ao feriado em São Paulo, as ações da elétrica na B3 devem repercutir a desvalorização no exterior. Nesta segunda, as ADRs de Petrobras caíram 0,98%. As do Banco do Brasil, por outro lado, subiram 0,27%. O índice que reúne as 20 maiores ADRs brasileiras caiu 1,73%. O ETF (fundo de índice) do Ibovespa recuou 1,48%. O dólar, porém, foi negociado no Brasil e fechou em alta de 0,58%, a R$ 5,5089, nesta segunda-feira (25), maior valor desde 5 de novembro. A desvalorização do real acompanhou a de outras moedas emergentes na sessão, mas, segundo analistas, o volume de negociação foi muito baixo devido ao feriado. Investidores também repercutem o aumento nos casos de Covid-19 e o teste positivo para a doença do presidente do México, Andrés Manuel López Obrador. O peso mexicano chegou a cair até 0,4% após a divulgação da notícia no domingo, que veio após o país registrar a pior contagem semanal de casos da Covid-19. Nesta segunda, a moeda se desvalorizou 0,71%. Nos EUA, investidores repercutem os balanços corporativos de 2020 e as negociações em torno do novo pacote de estímulo fiscal do presidente Joe Biden. O Senado americano busca aprovar o pacote de alívio à Covid-19 antes que o julgamento de impeachment do ex-presidente Donald Trump comece, no início de fevereiro. Segundo o líder da maioria democrata, Chuck Schumer, porém, o projeto pode não ser aprovado em um período de quatro a seis semanas. O índice Dow Jones recuou 0,12%. O S&P 500 ganhou 0,36%, e o Nasdaq subiu 0,69%. Na Europa, as Bolsas fecharam nas mínimas em duas semanas, com a queda na confiança empresarial na Alemanha por restrições mais rígidas no combate à Covid-19 e temores de que um avanço lento da vacinação atrase ainda mais a recuperação econômica. Documento preparado pelo Ministério da Economia, ao qual a agência Reuters teve acesso, afirma que a economia alemã, a maior da Europa, provavelmente atingirá seus níveis pré-pandêmicos em meados de 2022. O índice Stoxx 600, que reúne as maiores empresas da região, caiu 0,8%. A Bolsa de Frankfurt recuou 1,66%, e a de Paris, 1,57%. Londres teve queda de 0,84%.

Vídeo: Mercado e Economia

Cartão de crédito é o principal vilão das dívidas, diz pesquisa

Um estudo feito pela plataforma de renegociação de dívidas Quitejá. Com 3 mil clientes de todas as idades, o estudo mostrou que 47,7% dos brasileiros possuem dívidas entre R$ 1 mil e R$ 5 mil. A faixa etária mais endividada é de 35 a 44 anos (34,8%). Sendo que 81,4% possuem renda mensal de R$ 1 mil a R$ 3 mil
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  • Folhapress

    Ações da Eletrobras despencam em NY após saída de presidente

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A saída de Wilson Ferreira Junior da presidência da Eletrobras deixou o mercado financeiro preocupado com a companhia e com as privatizações no Brasil. Nos Estados Unidos, a ADR (recibo de ação negociado nos Estado Unidos) da Eletrobras caiu 11,76% nesta segunda-feira (25), feriado em São Paulo. Na mínima, chegou a despencar 16,40%. Segundo Ferreira Junior, a dificuldade em aprovar a privatização da estatal no Congresso, assim como uma descrença pessoal no avanço do processo, motivou sua saída do cargo. Sua renúncia foi anunciada na noite de domingo (24). Ele assumirá o comando da BR Distribuidora em março, a convite da companhia. A jornalistas, Ferreira Junior afirmou nesta segunda que a privatização da empresa é prioridade do governo federal, mas que essa vontade não é suficiente sem o apoio do Congresso. Ele apontou manifestações de candidatos à presidência da Câmara dos Deputados e do Senado que indicam que o avanço do projeto não é prioritário entre suas pautas e disse ver "um certo tabu no Brasil" sobre privatizações. A privatização da Eletrobras foi o que impulsionou sua valorização de 25% desde a posse de Jair Bolsonaro (sem partido), em 2019. Hoje, a companhia vale R$ 47,5 bilhões. Como o mercado acionário brasileiro está fechado devido ao feriado em São Paulo, as ações da elétrica na B3 devem repercutir a desvalorização no exterior. Nesta segunda, as ADRs de Petrobras caíram 0,98%. As do Banco do Brasil, por outro lado, subiram 0,27%. O índice que reúne as 20 maiores ADRs brasileiras caiu 1,73%. O ETF (fundo de índice) do Ibovespa recuou 1,48%. O dólar, porém, foi negociado no Brasil e fechou em alta de 0,58%, a R$ 5,5089, nesta segunda-feira (25), maior valor desde 5 de novembro. A desvalorização do real acompanhou a de outras moedas emergentes na sessão, mas, segundo analistas, o volume de negociação foi muito baixo devido ao feriado. Investidores também repercutem o aumento nos casos de Covid-19 e o teste positivo para a doença do presidente do México, Andrés Manuel López Obrador. O peso mexicano chegou a cair até 0,4% após a divulgação da notícia no domingo, que veio após o país registrar a pior contagem semanal de casos da Covid-19. Nesta segunda, a moeda se desvalorizou 0,71%. Nos EUA, investidores repercutem os balanços corporativos de 2020 e as negociações em torno do novo pacote de estímulo fiscal do presidente Joe Biden. O Senado americano busca aprovar o pacote de alívio à Covid-19 antes que o julgamento de impeachment do ex-presidente Donald Trump comece, no início de fevereiro. Segundo o líder da maioria democrata, Chuck Schumer, porém, o projeto pode não ser aprovado em um período de quatro a seis semanas. O índice Dow Jones recuou 0,12%. O S&P 500 ganhou 0,36%, e o Nasdaq subiu 0,69%. Na Europa, as Bolsas fecharam nas mínimas em duas semanas, com a queda na confiança empresarial na Alemanha por restrições mais rígidas no combate à Covid-19 e temores de que um avanço lento da vacinação atrase ainda mais a recuperação econômica. Documento preparado pelo Ministério da Economia, ao qual a agência Reuters teve acesso, afirma que a economia alemã, a maior da Europa, provavelmente atingirá seus níveis pré-pandêmicos em meados de 2022. O índice Stoxx 600, que reúne as maiores empresas da região, caiu 0,8%. A Bolsa de Frankfurt recuou 1,66%, e a de Paris, 1,57%. Londres teve queda de 0,84%.

  • Reuters

    BrasilAgro anuncia oferta de até 25,47 milhões de ações; deve precificar em 03/02

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Companhia Brasileira de Propriedades Agrícolas (BrasilAgro) anunciou nesta segunda-feira oferta de ações com esforços restritos de até 25.710 ações ordinárias, que deve ser precificada em 3 de fevereiro.

  • Folhapress

    Números do mercado financeiro

    DÓLAR compra/venda Câmbio livre BC - R$ 5,5074 / R$ 5,5089 ** Câmbio livre mercado - R$ 5,5069 / R$ 5,5089 * (*) cotação média do mercado (**) cotação do Banco Central Variação do câmbio livre mercado no dia: 0,58% S&P 500 (Nova York): 0,36% Dow Jones (Nova York): -0,12% Nasdaq (Nova York): 0,69% CAC 40 (Paris): -1,57% Dax 30 (Frankfurt): -1,66% Financial 100 (Londres): -0,84% Nikkei 225 (Tóquio): 0,67% Hang Seng (Hong Kong): 2,41% Shanghai Composite (Xangai): 0,48% CSI 300 (Xangai e Shenzhen): 1,01% Merval (Buenos Aires): -2,07% IPC (México): 0,99% ÍNDICES DE INFLAÇÃO IPCA/IBGE Dezembro 2019: 1,15% Janeiro 2020: 0,21% Fevereiro 2020: 0,25% Marco 2020: 0,07% Abril 2020: -0,31% Maio 2020: -0,38% Junho 2020: 0,26% Julho 2020: 0,36% Agosto 2020: 0,24% Setembro 2020: 0,64 Outubro 2020: 0,86% Novembro 2020: 0,89% Dezembro 2020: 1,35% INPC/IBGE Dezembro 2019: 1,22% Janeiro 2020: 0,19% Fevereiro 2020: 0,17% Março 2020: 0,18% Abril 2020: -0,23% Maio 2020: -0,25% Junho 2020: 0,30% Julho 2020: 0,44% Agosto 2020: 0,36% Setembro 2020: 0,87% Outubro 2020: 0,89% Novembro 2020: 0,95% Dezembro 2020: 1,46% IPC/Fipe Dezembro 2019: 0,94% Janeiro 2020: 0,29% Fevereiro 2020: 0,11% Março 2020: 0,10% Abril 2020: -0,30% Maio 2020: -0,24% Junho 2020: 0,39% Julho 2020: 0,25% Agosto 2020: 0,78% Setembro 2020: 1,12% Outubro 2020: 1,19% Novembro 2020: 1,03% Dezembro 2020: 0,79% IGP-M/FGV Dezembro 2019: 2,09% Janeiro 2020: 0,48% Fevereiro 2020: -0,04% Março 2020: 1,24% Abril 2020: 0,80% Maio 2020: 0,28% Junho 2020: 1,56% Julho 2020: 2,23% Agosto 2020: 2,74% Setembro 2020: 4,34% Outubro 2020: 3,23% Novembro 2020: 3,28% Dezembro 2020: 0,96% IGP-DI/FGV Dezembro 2019: 1,74% Janeiro 2020: 0,09% Fevereiro 2020: 0,01% Março 2020: 1,64% Abril 2020: 0,05% Maio 2020: 1,07% Junho 2020: 1,60% Julho 2020: 2,34% Agosto 2020: 3,87% Setembro 2020: 3,30% Outubro 2020: 3,68% Novembro 2020: 2,64% Dezembro 2020: 0,76% SALÁRIO MÍNIMO Janeiro 2021: R$ 1.100

  • Reuters

    Nervosismo sobre estímulo enfraquece Wall St, mas Nasdaq e S&P atingem recordes

    NOVA YORK (Reuters) - Os principais índices acionários dos Estados Unidos encerraram bem abaixo das máximas desta segunda-feira, com preocupações sobre o momento e o tamanho de novo estímulo fiscal minando o otimismo antes de balanços de empresas relevantes na semana, o que não impediu novos recordes do Nasdaq e do S&P; 500.Investidores voltaram as atenções ao Senado dos EUA, que busca aprovar o pacote de alívio à Covid-19 antes que o julgamento de impeachment do ex-presidente Donald Trump comece, no início de fevereiro.

  • Reuters

    Ações da GameStop chegam a saltar quase 145% com short squeeze

    NOVA YORK (Reuters) - As ações da varejista norte-americana de videogames GameStop chegaram a disparar quase 145% nesta segunda-feira , atingindo outro recorde, depois de já terem disparado cerca de 245% desde o começo do ano.Por volta das 15:40, as ações desaceleraram fortemente os ganhos e subiam 12,29%, a 73 dólares.

  • Reuters

    Queda de confiança na Alemanha e atrasos em vacinas derrubam bolsas a mínimas em 2 semanas

    (Reuters) - As ações europeias fecharam em mínimas de duas semanas na segunda-feira, com a queda na confiança empresarial na Alemanha ressaltando os danos das restrições mais rígidas da Covid-19, enquanto investidores temiam que um avanço lento da vacinação pudesse atrasar ainda mais a recuperação econômica.O índice pan-europeu STOXX 600 reverteu seus ganhos iniciais e terminou em queda de 0,8%.

  • Reuters

    WeTransfer contrata bancos para IPO em Amsterdã, dizem fontes

    LONDRES/AMSTERDÃ (Reuters) - A empresa de tecnologia holandesa WeTransfer está planejando uma listagem no mercado de ações em Amsterdã em abril ou maio, para aproveitar o apetite de investidores por empresas de tecnologia, disseram à Reuters três fontes familiarizadas com o assunto.A empresa, mais conhecida por seu serviço de compartilhamento de arquivos online, contratou o Bank of America-Merrill Lynch e o Morgan Stanley como coordenadores globais para a o IPO, acrescentaram as fontes.

  • Reuters

    Nasdaq renova máximas antes de balanços de tecnológicas

    (Reuters) - O Nasdaq bateu um recorde de alta nesta segunda-feira, com os mercados se preparando para uma semana movimentada de balanços de gigantes de tecnologia, enquanto ações sensíveis aos ciclos econômicos devolveram ganhos recentes.As empresas que ganham com o isolamento social, incluindo Microsoft Corp, Facebook Inc e Apple Inc, subiam entre 1,7% e 4,3%, com investidores otimistas com seus balanços depois dos resultados favoráveis da Netflix Inc na semana passada.

  • Folhapress

    Investidor precisa de mais diversificação para vencer a inflação, dizem analistas

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Para o investidor, 2021 deve ser bem semelhante ao segundo semestre de 2020, apontam especialistas. Os principais pontos de atenção são o juro baixo e a inflação, que impactam diretamente a vida dos brasileiros. No ano passado, o IPCA, o índice oficial da inflação, subiu 4,52% e ficou acima de investimentos tradicionais como CDBs e a poupança. Como a Selic começou 2020 a 4,5% e terminou a 2%, o CDI (Certificado de Depósito Interbancário), referência para aplicações que seguem a taxa básica de juros, ficou entre 4,4% e 1,9%. No final das contas, essas aplicações renderam menos que a alta dos preços --o chamado juro real negativo. Considerando a variação do IGP-M, a diferença é ainda maior; o índice usado em reajustes de serviços como planos de saúde e aluguéis subiu 23,14%. Na última reunião, o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) abandonou o compromisso de manter o juro a 2% ao ano e economistas já esperam que ele termine 2021 em 3,25%, segundo o Boletim Focus do Banco Central. Para conseguir ganhar da inflação neste ano --a previsão para o IPCA está em quase 3,45%, mas alguns analistas dizem que poderá subir mais caso o setor de serviços se recupere na esteira da vacinação, e a do IGP-M é de quase 5%"", será preciso diversificar. "Mais do que nunca é preciso se planejar e tomar nota das despesas e das receitas", diz Jayme Carvalho, conselheiro da Planejar. O ideal é que o investidor reorganize seus investimentos, recalibrando as posições, a cada ano. Ou antes, em caso de mudança brusca no cenário macroeconômico ou nas finanças pessoais. Primeiro, é preciso lembrar da reserva de emergência para gastos fixos como aluguel e conta de luz alocados em um produto de renda fixa com liquidez diária (que pode ser sacado a qualquer momento). Carvalho cita o Tesouro Selic e produtos atrelados ao CDI. Ele recomenda que se reserve para emergência o equivalente a gastos de 6 meses (para quem tem maior previsibilidade, como aposentados e servidores públicos) a 18 meses (para autônomos, por exemplo). "É importante manter apenas a parcela necessária porque nele você perde dinheiro com o juro real negativo", diz. O próximo passo é fazer o dinheiro render mais que a alta dos preços. Títulos atrelados à inflação, como o Tesouro IPCA, são tidos como indispensáveis pelos especialistas. O mercado também tem fundos e títulos de dívida com rendimentos atrelados ao IPCA ou IGP-M. Outras opções são fundos imobiliários (FIIs) e CRIs (certificados de recebíveis imobiliários), que têm renda variável. A depender do ativo, a rentabilidade pode estar ligada a recebimento de aluguéis e aumentar em caso de reajuste. Comprar dólar é uma saída contra a inflação, já que a moeda tem grande impacto no IGP-M --e, consequentemente, no IPCA. Mas é preciso lembrar que moedas estão sujeitas a variações diárias e podem tanto ter ganhos ou perdas em poucos dias. "No momento atual da economia, a pessoa precisa ter uma parcela do investimento em ativos que se comportam de forma diferente que Bolsa e renda fixa e trazem proteção para a carteira, como o dólar e o ouro", diz Carvalho. Uma recomendação importante é diversificar o portfólio. Isso vale tanto para uma carteira composta por diferentes aplicações, como em rendas fixa e variável, quanto para uma variação de ativos dentro de uma mesma categoria --ações de diferentes companhias, por exemplo. Segundo Carvalho, a melhor maneira de um investidor não profissional diversificar e ampliar ganhos é por meio de carteiras recomendadas de bancos ou corretoras ou investir por meio de fundos. "É difícil responder as questões 'comprar quanto?', 'Subiu o que eu faço?', 'Caiu, o que eu faço?' Não existe receita, a receita é móvel e as carteiras precisam ser constantemente recalibradas", disse. As instituições montam uma carteira recomendada hipotética a cada semana ou mês e a compartilham com seus clientes. Já os fundos são administrados por gestoras que removem e colocam ativos em sua composição frequentemente de modo a aumentar a rentabilidade e evitar perdas. Para quem tem sangue frio e planeja proteger o patrimônio na Bolsa de Valores, analistas sugerem ações ligadas a serviços cujos reajustes estão atrelados à inflação, como de empresas de planos de saúde, concessionárias de água e luz e produtoras de alimentos. Especialistas também recomendam papéis que tendem a se valorizar em uma provável retomada das atividades com o avanço das vacinas e a eventual redução nos casos de Covid-19. Gustavo Bertotti, economista-chefe da Messem Investimentos, cita as companhias aéreas, as de varejo com lojas físicas e empresas de turismo. Ele também vê boas oportunidades nas ações de Bradesco e Banco do Brasil, que ainda não recuperaram o preço que tinham antes da pandemia provocar uma brusca queda da Bolsa, no início de 2020. Bertotti lembra que bancos fazem pagamentos regulares de dividendos --a distribuição de lucros deve ser levada em conta pelo investidor na hora de escolher um papel. Como é comum no mercado financeiro, a opção por bancos não é unânime. "Eles têm menos espaço para crescer, pelo momento econômico e pela crescente concorrência", diz Rodrigo Marcatti, presidente da Veedha Investimentos. Analistas recomendam uma análise dos fundamentos da empresa, observando resultados, governança, concorrência e o cenário macroeconômico para verificar se o preço da ação condiz com o que ela pode entregar e se há chances de alta --ou risco de queda. Um dos mecanismos mais usados é a relação preço/lucro, que mostra quantos anos seriam necessários para o investimento se pagar pela distribuição anual de lucros da empresa, via dividendos, bônus ou juro sobre capital próprio. O cálculo divide o preço do papel pelo lucro projetado pelo mercado (P/L). Quanto menor o P/L, mais barata a ação. Na mesma lógica, se calcula o P/VP, o preço da ação dividido pelo valor patrimonial por papel. Ele indica o quanto o investidor ganharia caso o patrimônio líquido da empresa fosse distribuído entre acionistas, como em casos de falência. Quanto menor o P/VP, mais barato a ação. Mesmo assim, o investidor está sujeito a oscilações. "A volatilidade é grande, ainda mais com tudo o que está acontecendo. A questão fiscal e atraso de reformas pesam", diz Bertotti. Com a piora no número de casos de coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro tem perdido popularidade, alimentando o temor de eventual aumento de gastos. Ao mesmo tempo, cresce a pressão pela volta do auxílio emergencial --a criação de mais despesas pode ameaçar o teto de gastos. Para Marcatti, apesar do cená- rio, o investidor deve ter ações para elevar a rentabilidade da carteira a médio e longo prazos, tendo em vista o baixo retorno da renda fixa com a Selic perdendo para a inflação. "Não importa o que vai acontecer no próximo mês, se vai ter vacina ou não e se o dólar sobe ou não", diz. Ele recomenda papéis ligados a matérias-primas, que estão em alta, e a tecnologia. Para isso, recomenda investir fora do Brasil. É possível fazer isso via fundos ou aplicando em em ações listadas em outros países --como Tesla, Mercado Livre e Apple, as mais negociadas pelo investidor brasileiro em 2020-- por meio de BDRs (recibos depositários de ações, na sigla em inglês). É preciso lembrar do dólar. Se a moeda e a ação subirem o ganho é maior, mas se caírem as perdas também serão mais fortes. Especialistas veem preocupações em ações da Bolsa de tecnologia Nasdaq, que subiu 97,4% desde a mínima em março. Com a forte valorização, os ativos podem estar a preços descolados da realidade. "A Tesla está muito valorizada. O investidor tem que pesquisar e escolher a dedo que papel comprar", diz Bertotti. As critptomedas voltaram a chamar a atenção após quase quadruplicarem de valor em 2020. Marcatti recomenda manter um percentual baixo da carteira em moedas digitais, em torno de 1% a 3%. "Tem que tomar cuidado, é um ativo com uma volatilidade absurda, perto de 80%", diz. O bitcoin chegou ao recorde de US$ 40.858,59 (R$ 223.782) em 9 de janeiro. Na sexta-feira (22), já havia recuado mais de 18%, para US$ 33.322. Segundo analistas, relatório da BitMEX Research sugerindo que parte de um bitcoin pode ter sido gasta duas vezes teria desencadeado a desvalorização. Para Marcatti, por segurança, o ideal é investir em moedas digitais por um fundo regulado pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários). É importante destacar que qualquer investimento deve ser encarado como de médio a longo prazo. Investimentos com retornos de curto prazo podem ser muito arriscados e levar a prejuízos. Qual o seu perfil? O perfil de investidor, obtido por questionários e avaliação financeira de bancos, corretoras e casas de análise, é usado para determinar que riscos está disposto a correr e, a partir daí, definir os ativos da carteira Conservador Preza estabili-dade do inves- timento. Quer saber o rendimento ao fim do mês, sem arriscar perder dinheiro ou ter surpresas no meio do caminho. No passado, mantinha toda a carteira em renda fixa, mas, com a queda da rentabilidade, analistas recomendam uma pequena alocação em fundos multimercado Moderado Aceita mais oscilações, especialmente a longo prazo, mas também preza a garantia do retorno. Sua carteira tem mais espaço para a renda variável Arrojado Está mais disposto a correr risco em nome do retorno maior. Tem mais tranquilidade para lidar com oscilações bruscas na renda variável, que ocupa boa parte da carteira Agressivo Não tem medo de perder em algumas aplicações para ganhar em outras. Tem sangue frio para aguentar o tranco de uma queda brusca de ações

  • Reuters

    Ações da China fecham em alta com impulso de empresas de consumo

    XANGAI (Reuters) - As ações da China fecharam em alta na segunda-feira, sustentadas por ações de consumo e de bebidas, embora os ganhos tenham sido limitados pelas tensões sino-americanas.O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, subiu 1%, enquanto o índice de Xangai teve alta de 0,5%.