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Brasília | Últimas notícias da capital brasileira

  • Reuters

    Dólar passa a subir ante real com Copom, Brasília e dados dos EUA no radar

    SÃO PAULO (Reuters) - O dólar passava a subir contra o real na manhã desta terça-feira, depois de fechar o último pregão perto de mínimas em quatro meses, com os agentes do mercado digerindo a ata da última reunião de política monetária do Banco Central do Brasil e acompanhando com cautela o clima político doméstico. Ao mesmo tempo, os investidores aguardavam dados de inflação dos Estados Unidos que podem ter impacto no comportamento global da divisa norte-americana.

  • Yahoo Finanças

    Preço médio do etanol tem alta em 20 estados e no DF

    Na semana passada, os preços do etanol subiram em 20 estados e no Distrito Federal e apresentaram queda em apenas seis estados, segundo a ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

  • Folhapress

    No Dia das Mães, Bolsonaro ignora regras sanitárias e gera aglomeração com motoqueiros em Brasília

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente Jair Bolsonaro mobilizou neste domingo (9) centenas de motoqueiros para um passeio por Brasília, o que provocou aglomeração de apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada. O presidente e diversos simpatizantes não utilizavam máscaras. Ao final do passeio, Bolsonaro cumprimentou apoiadores ao lado da entrada da residência oficial, contrariando mais uma vez recomendações sanitárias para a contenção da Covid, que já matou mais de 420 mil brasileiros. Bolsonaro afirmou que a caravana de motociclistas, que percorreu as principais vias do centro de Brasília por cerca de uma hora, era uma homenagem ao Dia das Mães. Ele disse ainda que espera fazer passeios semelhantes em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Desde o início da disseminação do novo coronavírus, Bolsonaro tem falado e agido em confronto com as medidas de proteção, em especial a política de isolamento da população. O presidente já usou as palavras histeria e fantasia para classificar a reação da população e da imprensa à doença. Além dos discursos, o presidente assinou decretos para driblar decisões estaduais e municipais, manteve contato com pessoas na rua e vetou o uso obrigatório de máscaras em escolas, igrejas e presídios —medida que acabou derrubada pelo Congresso. No começo deste ano, quando os números já apontavam para novo avanço da Covid no país, Bolsonaro afirmou que o Brasil estava vivendo “um finalzinho de pandemia”. Bolsonaro também distribuiu remédios ineficazes contra a doença, incentivou aglomerações, atuou contra a compra de vacinas, espalhou informações falsas sobre a Covid e fez campanhas de desobediência a medidas de proteção, como o uso de máscaras. O presidente é o principal alvo da CPI da Covid do Senado, que investiga ações e omissões do governo na pandemia, além do repasses de verbas federais para estados e municípios. Neste domingo, tanto na partida quanto na chegada do Alvorada, havia uma banda militar para fazer a trilha sonora do passeio do presidente. Ele foi recebido de volta à residência oficial da Presidência com a música tema da série de televisão Game of Thrones e pelo Tema da Vitória, canção instrumental utilizada na vitória de pilotos brasileiros de F1. ​Num discurso a apoiadores, ao lado do general e ministro Braga Netto (Defesa), Bolsonaro voltou a usar a expressão "meu Exército" e disse que os militares não irão para as ruas cumprir ordens de distanciamento social de prefeitos e governadores —o que nem está em discussão em estados e municípios. "Tivemos problema gravíssimo no passado, algo que ninguém esperava, a pandemia. Mas aos poucos vamos vencendo. Podem ter certeza, como chefe supremo das Forças Armadas, jamais o meu Exército irá às ruas para mantê-los dentro de casa", discursou o presidente. O ato com motoqueiros foi convocado pelo próprio presidente, que durante a semana disse esperar o comparecimento de mil motociclistas. A Polícia Militar do Distrito Federal não fez estimativa de público. O recorrente uso da expressão "meu Exército" por Bolsonaro tem sido criticado porque indica uma politização das Forças Armadas. No final de março, Bolsonaro demitiu o então ministro Fernando Azevedo (Defesa), que segundo relatos vinha resistindo à pressão de Bolsonaro por um maior apoio do meio militar ao governo durante as ações da pandemia. Como resultado, os comandantes das três Forças também entregaram seus cargos, desencadeando a maior crise militar no país desde a redemocratização. Nas últimas semanas, Bolsonaro tem disparado ameaças de que pode editar um decreto contra as políticas de distanciamento social impostas por governadores e prefeitos —como o fechamento de comércios— e já afirmou que pode acionar os militares para impedir restrições a atividades econômicas. Em seu discurso neste domingo para os apoiadores aglomerados em frente ao Alvorada, o presidente afirmou que a manifestação dos motociclistas não era uma "demonstração política", mas de "amor à pátria" de todos aqueles que querem "paz, tranquilidade e liberdade". Na fala, o presidente chamou os motoqueiros de "nosso Exército" e disse: "O que vocês determinarem, nós faremos". Nesse momento, muitos dos presentes gritaram "eu autorizo", lema usado por apoiadores que sugere anuência à adoção de medidas autoritárias pelo mandatário. Bolsonaro também defendeu que, nas eleições de 2022, seja instituído uma modalidade de voto impresso no Brasil, outra bandeira do bolsonarismo.

  • Yahoo Notícias

    Advogados do DF ridicularizam vaga de estágio apenas para negros

    Integrantes da OAB ridicularizaram em grupos de WhatsApp um processo seletivo de estágio, aberto por um escritório de advocacia de Brasília, apenas para candidatos negros.

  • Reuters

    ENFOQUE-Em visita a Brasília, Lula amplia conversas, avança em base de Bolsonaro e mira 2022

    BRASÍLIA (Reuters) - Nos quatro dias em que passou em Brasília nesta semana --sua primeira viagem depois ter suas condenações derrubadas pelo Supremo Tribunal Federal-- o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva mostrou que está de volta às articulações políticas para organizar uma frente contra Jair Bolsonaro em 2022, começando pela base eleitoral do presidente: o Rio de Janeiro. Passaram pelo hotel onde o ex-presidente montou sua base, na capital federal, políticos de diversas matizes.

  • Bloomberg

    Brasília em Off: Guerra do Orçamento de 2021 esquenta novamente

    (Bloomberg) -- A guerra em torno do Orçamento de 2021 esquentou mais uma vez. A disputa agora envolve o projeto de lei PLN 4, no qual o governo recompõe quase R$ 20 bilhões em gastos obrigatórios que foram cortados pelo Congresso para turbinar emendas parlamentares.Ministérios que contavam com as emendas para realizar investimentos tentam agora usar o projeto para recuperar suas verbas. Os argumentos são que a Economia foi excessivamente conservadora ao estimar despesas com Previdência e benefícios assistenciais para 2021, e que não seria necessário restaurar todos os R$ 20 bilhões pedidos pelo ministro Paulo Guedes. Haveria margem para liberar pelo menos R$ 3 bilhões para outras pastas, incluindo o Desenvolvimento Regional, que corre o risco de paralisar cerca de 700 obras e a construção de 250 mil unidades habitacionais por falta de recursos.Algum espaço na Previdência e nos benefícios assistenciais poderia vir inclusive da redução do número de beneficiários em função das mortes provocadas pela pandemia. Também haveria margem para reduzir gastos com seguro defeso, benefício pago a pescadores artesanais, onde há indícios de desvio de recursos.Reforma TributáriaA equipe econômica aguarda um entendimento entre Câmara e Senado para retomar a reforma tributária nos moldes defendidos por Guedes. A proposta que está sendo amarrada com o presidente da Câmara, Arthur Lira, teria cinco capítulos, sendo que o governo deve encaminhar logo ao Congresso um que trata de mudanças no Imposto de Renda. Ela inclui um IVA dual, a eliminação do IPI com a criação de um imposto seletivo sobre produtos como tabaco e bebidas alcóolicas, uma reestruturação do Imposto de Renda, com o fim das isenções sobre produtos financeiros e tributação de dividendos, além de uma renegociação de dívidas tributárias. O problema está no quinto capítulo: a criação de um imposto sobre transações. Esse assunto está interditado. Por enquanto.Novo BolsaO governo já avalia como pouco provável ter que prorrogar o auxílio emergencial de 2021 por mais de quatro meses. Estão dadas as condições para a criação de um Bolsa Família turbinado, no qual os benefícios poderiam subir para algo entre R$ 280 e R$ 300. Os recursos para isso viriam de uma folga no orçamento do próprio Bolsa, uma vez que famílias beneficiadas pelo programa migraram temporariamente para o auxílio emergencial. Já em 2022, a ajuda viria do fato de que o teto de gastos terá um reajuste mais alto em função da inflação que é usada na sua correção. Isso daria folga para acomodar um programa social reforçado.CagedA equipe econômica continua empolgada com o desempenho do mercado de trabalho em 2021. Já há expectativa de que o governo possa anunciar a criação de 1 milhão de empregos nos 4 primeiros meses do ano. Até abril, o Caged mostrou a criação de 837.074 postos de trabalho. Isso seria a prova de que a economia esta a todo vapor apesar da pandemia.BIPA fonte de financiamento para deslanchar o Bônus de Inclusão Produtiva (BIP), programa que o Ministério da Fazenda quer criar para ajudar a inserir jovens no mercado de trabalho, ainda está em discussão. Uma possibilidade é que o dinheiro venha dos R$ 10 bilhões que o governo já destinou ao BEM, programa de preservação do emprego. A outra seria vir por mais um crédito extraordinário.Requintes de crueldadeO relatório da reforma tributária preparado pelo deputado Aguinaldo Ribeiro foi enterrado por Lira com requintes de crueldade. O anúncio -- pelo Twitter -- de que a comissão especial seria extinta enquanto Ribeiro lia seu parecer de 110 páginas foi proposital, para mostrar que uma nova reforma começa a ser debatida agora. A maldade ainda é resquício da eleição para o comando da Câmara dos Deputados: Ribeiro estava fechado com Rodrigo Maia, que foi derrotado por Lira. O relatório do deputado também foi construído com base na PEC 45, que era defendida por Maia.Se engana quem acha que Lira e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, divergiram na estratégia. Embora Pacheco tenha feito um aceno a Ribeiro declarando que seria razoável dar à comissão a oportunidade de concluir o trabalho, o presidente do Senado também considerava como “o fim” o parecer do relator, e não necessariamente a sua votação.Tweet da semanaFor more articles like this, please visit us at bloomberg.comSubscribe now to stay ahead with the most trusted business news source.©2021 Bloomberg L.P.

  • Agência Brasil

    DF amplia horário de funcionamento de salões, óticas e lojas de rua

    O governo do Distrito Federal (GDF) publicou hoje (7) um decreto autorizando que lojas de rua, salões de beleza, barbearias e agências de viagens poderão abrir mais cedo. O decreto, publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), amplia o horário de funcionamento desses estabelecimentos, alterados anteriormente por medidas de contenção da pandemia de covid-19. De acordo com o decreto, as lojas de calçados, de roupas e de tecidos; lavanderias, tinturarias; toalheiros; óticas; papelarias; os serviços de corte e costura; os armarinhos; as empresas de tecnologia, equipamentos e suprimentos de informática; além dos setores eletroeletrônico e moveleiro podem funcionar das 9h às 20h. Decreto anterior, determinava a abertura destes estabelecimentos a partir das 11h. Já no caso dos salões de beleza, barbearias, esmalterias, centro estético; além das agências de viagens, operadores turísticos e serviços de reservas e atividades de organizações associativas, podem funcionar das 8h às 19h. Antes, ele estavam impedidos de abrir antes das 10h. Shoppings centers e centros comerciais continuam com horário de funcionamento das 10h às 22h.

  • LANCE!

    Após chegar à quinta final de Liga Europa, Unai Emery comemora vaga: 'Eliminamos um dos favoritos'

    Treinador do Villarreal, que foi comandante do Arsenal, tem três títulos da Liga Europa, todos comandando o Sevilla. Adversário na final será o Manchester United

  • Agência Brasil

    Câmara aprova MP que define estrutura da Polícia Civil do DF

    A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (5) o texto-base da medida provisória que define a estrutura básica da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). Texto segue para análise do Senado. A medida provisória foi editada pelo governo federal em dezembro de 2020, após entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) de que normas distritais que tratavam sobre a organização da PCDF eram inconstitucionais ao considerar que a competência sobre o tema é da União. Aprovado na forma do substitutivo do deputado Luís Miranda (DEM-DF), o texto permite a concessão de um plano de saúde para os policiais e seus dependentes. Segundo o parlamentar, metade desses profissionais não tem cobertura privada de saúde. “Os policiais são vítimas frequentes de confronto com criminosos, que deixam sequelas físicas e emocionais, que devem ser adequadamente tratadas, para plena recuperação do profissional e também para a manutenção da higidez da instituição. A par disso, no período atual, de emergência sanitária, fica evidente que os cuidados com a saúde dos profissionais que labutam na seara da segurança pública são fundamentais”, argumentou. A medida provisória define a estrutura básica da Polícia Civil do Distrito Federal sendo composta por Delegacia-Geral; Gabinete do Delegado-Geral; Conselho Superior; Corregedoria; Escola Superior; e até oito departamentos. Pela MP, cabe ao Poder Executivo Federal definir as linhas gerais de organização, funcionamento, transformação, extinção e definição de competências de órgãos da PCDF. A Polícia Civil poderá regulamentar pontos específicos. Já o governador do Distrito Federal poderá, a partir de proposta do delegado-geral, realocar ou transformar cargos em comissão e funções de confiança, desde que não haja aumento de despesa. Se houver aumento de gastos, a mudança nos cargos poderá ser realizada por lei distrital de iniciativa do governador.

  • Folhapress

    Em tour por Brasília, Lula avança sobre aliados de Bolsonaro em articulações para eleições de 2022

    BRASÍLIA, DF, E RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Em Brasília pela primeira vez desde que retomou seus direitos políticos, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se lançou numa ofensiva para as eleições de 2022 que avança sobre aliados do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Desde segunda-feira (3), o petista tem tido conversas no "bunker" que montou em um hotel na região central da capital federal, a apenas três quilômetros do Congresso Nacional. Ele vem falando não apenas com nomes mais à esquerda do espectro político. Nesta quarta-feira (5), recebeu o ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ) e o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. Nesta quinta (6), tem encontro marcado com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG). Maia chegou ao hotel pouco antes das 9h e teve uma conversa de quase duas horas com Lula. O deputado e o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, devem deixar o DEM e ingressar no PSD -já houve a possibilidade de irem para o MDB e para o PSDB. Os dois, inclusive, têm uma conversa na sexta-feira (7) para discutir a mudança de sigla. Sem necessidade de esperar a abertura de uma janela para a troca partidária, Paes já sacramentou a mudança para o PSD. O anúncio ocorreu no mesmo dia em que o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta, que é do DEM, prestou depoimento à CPI da Covid no Senado. Ao optar pelo PSD em vez do PSDB, o prefeito do Rio deixa claro que não está disposto a confrontar Bolsonaro. Sem outra opção no estado, Paes e Maia poderiam, porém, integrar o projeto de uma frente ampla no Rio de Janeiro, unindo partidos anti-Bolsonaro no reduto eleitoral do presidente da República. Por enquanto, o deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ) é o favorito para disputar por esta frente o Governo do Rio de Janeiro, enfrentando o nome que dará palanque para Bolsonaro. O plano, porém, pode esbarrar nas articulações para a disputa presidencial, já que, assim como o PT não abre mão da candidatura de Lula, o PDT sustenta a de Ciro Gomes. Potenciais integrantes do grupo no Rio minimizam o impacto da questão nacional. Dizem, por exemplo, que uma composição local pode ter mais de um candidato a presidente. Citam a eleição de Camilo Santana ao Governo do Ceará em 2018. Ele foi candidato pelo PT, mesmo fazendo parte do grupo político dos irmãos Cid e Ciro Gomes. "Combinamos que essa é uma conversa que vai seguir, mas deve ser feita com mais cuidado aí a partir do segundo semestre, quando a gente começa a discutir a estratégia política eleitoral. O PT está disposto a fazer uma uma frente dentro essa discussão ampla, portanto, não pode chegar impondo candidatura", disse a presidente do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR). Logo após a conversa com Maia, Lula recebeu Kassab, que entrou e saiu do hotel longe dos olhos dos jornalistas. "Lula deixou claro que é candidato à Presidência e disse que vai procurar todas as lideranças, independentemente do partido político", relatou Kassab, a quem Lula disse estar costurando um projeto para o Brasil. Segundo Kassab, Lula quis ouvir sua avaliação sobre economia e combate à pandemia. Kassab disse ao petista que a situação é preocupante, mas afirmou que a posição do PSD em relação ao governo é de "independência colaborativa". O presidente do PSD, partido que ocupa o Ministério das Comunicações com Fábio Faria, disse a Lula que a sigla terá candidato próprio à Presidência e ao governo de, pelo menos, 14 estados. O posicionamento de Kassab, que foi ministro das Cidades no governo Dilma Rousseff (PT) e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações no governo Michel Temer (MDB), é visto como uma tentativa de se consolidar como alternativa de centro para o Palácio do Planalto, além de postergar para o ano que vem qualquer decisão sobre o lado que tomará na eleição. Com uma candidatura virtual, ele pode se manter próximo a Bolsonaro e, ao mesmo tempo, não se desgastar com Lula até que o cenário eleitoral esteja mais definido. Nesta terça (4), Lula já havia recebido o senador Otto Alencar (PSD-BA), que disse que vinha apenas dar um beijo no ex-presidente. Congressistas de centro já relatam uma divisão regional em seus partidos. Políticos do Norte e do Nordeste têm uma predileção por Lula, enquanto os de Sul e Centro-Oeste estão mais ligados a Bolsonaro. A visita a Pacheco, nesta quinta-feira, tem ares de institucional, mas acontece em um momento delicado da relação entre o senador e a família Bolsonaro. Filho do presidente da República, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) criticou duramente o Pacheco por ter instalado a CPI da Covid durante a pandemia. "Rodrigo Pacheco está errando, está sendo irresponsável, porque está assumindo a possibilidade de durante os trabalhos dessa CPI acontecerem mortes de senadores, assessores, morte de funcionários, porque em algum momento a sessão vai ter que ser presencial", afirmou Flávio na sessão inaugural da colegiado. Além disso, líderes de partidos de centro passaram a estimular o nome de Pacheco na corrida ao Planalto. Embora o senador negue a intenção de concorrer à sucessão de Bolsonaro, a cúpula do DEM e líderes de partidos como o PSD o enxergam como potencial candidato e passaram a ventilar a hipótese nos bastidores. Além de nomes do PT, Lula já conversou com os senadores Fabiano Contarato (Rede-ES), Kátia Abreu (PP-TO), Jader Barbalho (MDB-PA) e Weverton Rocha (PDT-MA), os deputados Alessandro Molon (PSB-RJ) e Paulinho da Força (Solidariedade-SP), Freixo e o ex-senador Eunício Oliveira (MDB-CE). Lula ainda tem aproveitado a semana em Brasília para promover um gesto concreto de oposição a Bolsonaro. Ele tenta criar no Congresso um ambiente favorável ao aumento do valor do auxílio emergencial para R$ 600 até o fim da pandemia. No ano passado, foram cinco parcelas de R$ 600 e quatro de R$ 300. Foram gastos R$ 293 bilhões para atender 67,9 milhões de pessoas. Em abril deste ano, o governo começou a pagar quatro parcelas de R$ 150, R$ 250 ou R$ 375. O governo prevê um gasto de R$ 44 bilhões para atender 45,6 milhões de pessoas.