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Bruno Covas PSDB | Últimas notícias sobre o prefeito de SP

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    Prefeitura de SP diz que Hospital das Clínicas está tendo privilégio na vacinação

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido, diz que médicos de hospitais públicos e privados da cidade estão revoltados com a falta de vacina e com informações de que até mesmo profissionais que não são da linha de frente no atendimento à Covid-19 estão sendo vacinados no Hospital das Clínicas de São Paulo, que estaria sendo privilegiado no calendário de imunizações. "Chegaram informações de que médicos do HC que estão há oito meses em home office, que não estão no atendimento direto a pacientes com Covid-19, foram chamados para se vacinar. Em outros hospitais, profissionais que enfrentaram a pandemia desde o começo, trabalhando em UTIs, podem ficar sem o imunizante", afirma ele. "Há declarações de que até funcionários do setor administrativo receberam vacina", segue o secretário. "Não somos contra o HC, somos a favor de ter critérios que priorizem os da linha de frente", diz ele. O governo de São Paulo enviou lotes da Coronavac à Prefeitura de São Paulo nesta semana, para que ela distribuísse para todos os hospitais da cidade -tanto os públicos estaduais e municipais quanto os privados. O Hospital das Clínicas de SP, no entanto, apresentou seu plano de vacinação diretamente para o governo estadual e recebeu as doses da Secretaria da Saúde do Estado. A instituição, referência no tratamento à Covid-19, montou 30 estações em seu centro de convenções e anunciou que vai imunizar 30 mil profissionais. A reportagem conversou com médicos de outras instituições e do próprio HC que manifestaram apreensão em relação às informações. Um deles enviou uma mensagem afirmando saber que "colegas de lá (do HC) que não veem pacientes receberam [a Coronavac]. Faltou um pouco de cuidado na distribuição, para que realmente fosse equitativa, maximizando o benefício para quem está sob maior risco nos demais hospitais". Há relatos de casos semelhantes em cidades do interior. Aparecido afirma que o município de São Paulo tem 500 mil profissionais de saúde, e que 35% deles trabalham na linha de frente do atendimento à Covid-19. A Prefeitura de São Paulo, no entanto, só recebeu 203 mil doses da Coronavac. "O critério foi injusto", diz Edson Aparecido, que ficou responsável por distribuir as vacinas para todos os outros hospitais da cidade, com exceção do HC, que recebeu as vacinas direto do governo de São Paulo. "A vacina pode dar segurança e estabilidade aos profissionais que há quase um ano lutam na linha de frente. E isso não está ainda acontecendo", afirma Aparecido. Ele dá o exemplo do Hospital de Pirituba. "Ele inteiro atende Covid-19. Enviamos 638 doses para lá. A direção teve que ir em cada um de seus setores explicar que não haverá vacinas para todos", diz o secretário. A Secretaria de Saúde de SP diz que a campanha de vacinação contra a Covid-19 tem como referência a imunização contra a gripe do ano passado. Afirma que o Hospital das Clínicas é o maior complexo hospitalar da América Latina e que optou por vacinar profissionais de seus oito institutos que lidam com pacientes de Covid-19. Diz ainda que "novas remessas serão destinadas à Prefeitura da capital à medida que o Ministério da Saúde viabilizar mais doses, o que permitirá também a expansão de públicos-alvo e a imunização da totalidade dos profissionais de saúde". Leia a íntegra da nota: "A campanha de vacinação contra COVID-19 tem como referência o número de pessoas imunizadas contra a gripe em 2020 indicado pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI). Assim, o Ministério da Saúde utiliza este critério para envio aos Estados, e o mesmo ocorre em SP para redistribuição às Prefeituras. O Estado de São Paulo aplicou 1,5 milhão de doses da vacina de Influenza no ano passado, sendo 561,5 mil apenas na capital. No entanto, para a campanha de COVID-19, até o momento o MS disponibilizou a SP apenas 1,3 milhão de doses -a serem aplicadas em duas etapas, podendo assim imunizar pouco mais de 650 mil pessoas. Consequentemente, o mesmo critério precisou ser adotado de forma equânime para todas as 645 cidades de SP. No momento, a recomendação é que sejam vacinados os profissionais da linha de frente de Covid. Novas remessas serão destinadas à Prefeitura da Capital à medida que o Ministério da Saúde viabilizar mais doses, o que permitirá também a expansão de públicos-alvo e a imunização da totalidade dos profissionais de saúde. É importante ressaltar que a falta de agilidade na disponibilização de vacinas contra COVID-19 por parte do Ministério da Saúde obriga os Estados a programarem remessas fracionadas até que venham novos lotes. Até o momento, o governo federal sequer indica perspectiva de disponibilização de mais vacinas, como a da Oxford/AstraZeneca, por exemplo. Com relação a vacinação no Hospital das Clínicas da FMUSP, é importante destacar que a unidade sequer aderiu ao sistema home office durante a pandemia. O HC é o maior complexo hospitalar da América Latina e referência em atendimento Covid durante a pandemia em São Paulo, contando com oito institutos que atendem casos de alta complexidade em diversas especialidades, incluindo urgência e emergência no seu PS. Na campanha de vacinação que acontece esta semana no Hospital, estão inclusos médicos, enfermeiros e fisioterapeutas de todos esses institutos que têm contato com pacientes COVID. O esquema vacinal do complexo inclui a imunização dos profissionais de outras grandes unidades como Instituto do Coração (Incor), Instituto do Câncer e Instituto da Criança, por exemplo. Com planejamento há mais de três meses da sua logística e necessidades para executar a campanha, o Governo do Estado de São Paulo agiu rapidamente, e em menos de 72 horas distribuiu mais de 477 mil doses para 123 cidades e 14 Grupos de Vigilância Epidemiológica regionais. Este quantitativo inclui as 203 mil doses entregues ontem (19) ao município de São Paulo, para que este possa iniciar as estratégias de vacinação.​"

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    Candidato de Bolsonaro na Câmara, Lira deve ser recebido por Covas em SP apesar de apoio do PSDB a Baleia

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em viagem pelo país em busca de apoio para se eleger presidente da Câmara dos Deputados, o deputado federal Arthur Lira (PP-AL) tem encontro marcado com o prefeito Bruno Covas (PSDB) nesta quinta-feira (21) em São Paulo. Covas, que está afastado da prefeitura devido a uma licença médica para tratamento de câncer, abrirá espaço na agenda para receber Lira pela manhã. Segundo tucanos próximos ao prefeito, o encontro está confirmado e será uma reunião institucional. A assessoria de comunicação da prefeitura, porém, não confirma a reunião e afirma não ter informações sobre a agenda do prefeito. O PSDB, no entanto, já definiu sua posição a favor do deputado federal Baleia Rossi (MDB-SP) na disputa contra Lira, que é apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Contrariando a orientação do partido, há deputados tucanos que darão seu voto a Lira. O encontro entre Lira e Covas ocorre após um almoço oferecido por Doria a Baleia, na sexta-feira (15), que reuniu cerca de 20 parlamentares e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (MDB-RJ), no Palácio dos Bandeirantes. Após o almoço, Doria concedeu entrevista à imprensa para declarar seu apoio a Baleia. Na ocasião fez duras críticas a Bolsonaro e afirmou que a escolha entre o emedebista e Lira "é a disputa entre a defesa democrática e a ameaça a democracia". Na mesma entrevista, Baleia afirmou que a candidatura de Lira é "submissa ao Palácio, flerta com grupos radicais que até pouco tempo queriam o fechamento do Congresso nacional, recebe o apoio de radicais na rede que não querem a vacina". O encontro entre Lira e Covas, registrado na agenda do deputado, foi recebido com surpresa por parte dos tucanos na noite desta quarta (20). Aliados do prefeito negaram haver qualquer embate com o governador em torno da questão e afirmaram que Covas receberá Lira por educação e para cumprir seu papel institucional Já deputados que acompanham a caravana de Lira afirmaram que Covas está sendo coerente, democrático, maduro e estadista por receber o deputado. Lira não tem reunião prevista com Doria. Ele foi recebido por governadores de todos os estados em que já esteve em campanha, com exceção de Camilo Santana (PT), do Ceará, e do governador paulista. O deputado do PP já esteve em todos os estados do norte, sul, centro-oeste (com exceção do Mato Grosso do Sul) e nordeste (com exceção da Bahia). Depois de Rio e São Paulo, as próximas viagens são a Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Bahia e Espírito Santo.

  • Folhapress

    Prefeitura de SP começa vacinação de indígenas em aldeia onde 60% tiveram Covid

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Prefeitura de São Paulo iniciou na manhã desta quarta-feira (20) a vacinação contra a Covid-19 em indígenas da capital nas aldeias de Parelheiros, no extremo sul da cidade. Cerca de 60% dos cerca de 1.400 indígenas da região já foram contaminados pelo coronavírus, segundo o secretário municipal da Saúde, Edson Aparecido. Dois idosos e uma criança de um ano morreram de Covid-19. No auge da contaminação, em julho, a prefeitura precisou montar uma espécie de hospital de campanha ao lado do posto de saúde da aldeia para abrigar os doentes e separá-los do convívio com os demais. A primeira vacinada foi a indígena mais velha da aldeia Tenonde Porã, Maria Rita da Silva, 107, que foi uma das contaminadas. Como ela só fala guarani, uma agente de saúde da UBS Vera Poty serviu como intérprete e afirmou que a idosa disse estar muito feliz ao receber a vacina. Segundo a agente de saúde, Maria Rita teve febre e sentiu fortes dores de cabeça quando estava com Covid, mas não apresentou sintomas mais graves. A prefeitura espera imunizar os indígenas das 11 aldeias de Parelheiros e das sete comunidades do Jaraguá em uma semana, totalizando cerca de 3.000 pessoas. "A gente não via a hora dessa vacina chegar. Nunca vimos uma doença pegar tanta gente aqui a aldeia", disse o líder indígena Pedro Delane. O secretário ainda afirmou que a capital espera a piora de casos e internações por Covid-19 para a próxima semana. A alta seria motivada pelas aglomerações nas festas de fim de ano. A cidade tem hoje média móvel diária de 2.000 novos casos da doença. No pico da pandemia, essa taxa chegou 2.790. A ocupação dos leitos de UTI para tratamento de Covid é de 64% e dos de enfermaria, 75%. Aparecido ainda afirmou que nos próximos dias deve se reunir com representantes do governo do estado para discutir a abertura de leitos na capital. Estava prevista a abertura de 110 leitos no Hospital Brigadeiro ainda em janeiro, mas, segundo Aparecido, como o cilindro de oxigênio que atenderia a unidade precisou ser enviado para Manaus, onde pacientes morreram pela falta do material nos respiradores, as novas vagas entrarão em funcionamento apenas em março. A maior demanda, segundo o secretário, é de leitos de enfermaria. O prefeito em exercício, Ricardo Nunes, disse que a capital está com toda a estrutura preparada para iniciar a imunização dos idosos acima de 75 anos assim que mais doses forem disponibilizadas. A cidade já recebeu 203 mil vacinas e deve receber outro lote igual dentro de dez dias --tudo destinado à imunização de profissionais da saúde que trabalham na linha de frente contra a Covid, idosos em moradias de linda permanência e indígenas. Segundo o secretário da Saúde, a capital tem capacidade de vacinar 600 mil pessoas por dia, mas ainda não há data para o início da imunização dos idosos acima de 75 anos, em razão da indisponibilidade de doses.

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    Prefeitura de São Paulo espera piora de casos de Covid-19 para a próxima semana

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A prefeitura de São Paulo espera um aumento de casos e internações de Covid-19 para a próxima semana, o que deve pressionar ainda mais o sistema de saúde da capital. Para o secretário municipal da Saúde, Edson Aparecido, os efeitos das reuniões e aglomerações nas festas de fim de ano ainda terão um pico nos próximos dias. "Pela análise dos nosso técnicos, a expectativa é de que haja um aumento considerável nos casos. É inevitável", lamentou. Nesta terça-feira (19), a capital tinha ocupação de 65% dos leitos de UTI de Covid-19 nos hospitais municipais ou contratados pela prefeitura, de acordo com boletim diário da Secretaria da Saúde. Dos 1.222 pacientes internados para tratamento da doença , 637 estavam em vagas intensivas, o que representa 52,1% do total. Segundo Aparecido, a cidade tem capacidade de absorver o aumento da demanda esperada, pois aumentou o número de leitos de UTI e de enfermaria mesmo quando o número de casos havia reduzido, em outubro. "Hoje [terça-feira] temos apenas dois hospitais com lotação máxima, a Santa Casa de Santo Amaro e o Cruz Azul, que são unidades contratualizadas, então temos que utilizar o que está sendo pago. O Brasilândia, por exemplo, está com 74% de lotação", afirmou. Questionado sobre se esse aumento de casos pode fazer a cidade regredir na classificação do Plano São Paulo, passando à fase laranja (a segunda mais restritiva), Aparecido afirmou que a capital cumpre a sua parte, mas sofre impacto da falta de estrutura de outras cidades. "Cerca de 23% dos pacientes hospitalizados na capital não residem aqui. Então sofremos uma pressão muito grande de pacientes da região metropolitana e do interior do estado. Estamos conseguindo atender a todos, mas sabemos que muitas cidades desativaram leitos de UTI, assim como parte da rede particular. Então temos de lidar com essa pressão na nossa rede", diz. O secretário se diz favorável à adoção de medidas para reduzir a disseminação da doença, mas pondera que as restrições tomadas precisam ter adesão da população, caso contrário "não acontece nada". O Centro de Contingência do Coronavírus deve fazer ainda nesta semana uma nova reclassificação das regiões do estado de acordo com os novos critérios do Plano São Paulo. Atualmente, seis regiões do estado, incluindo a capital, estão na fase amarela. Outras dez áreas estão na fase laranja e a região de Marília está na vermelha, quando somente serviços essenciais podem funcionar.

  • Folhapress

    Covas sai de licença após radioterapia e Ricardo Nunes assume Prefeitura de SP por dez dias

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), 40, se licenciará do cargo por dez dias para se recuperar de mais uma etapa do tratamento contra o câncer. O seu vice, Ricardo Nunes (MDB), vai assumir pela a gestão da cidade pela primeira vez. Os dois foram empossados em 1º de janeiro na Câmara Municipal para o mandato que vai até dezembro de 2024. Durante a eleição, Nunes se tornou um calo eleitoral para o tucano. O então vereador ficou conhecido pelas suspeitas de irregularidade em entidades gestoras de creches e por uma queixa na polícia de violência doméstica feita por sua mulher -ele nega agressões e qualquer irregularidade. Membro da bancada religiosa da Câmara paulistana e ligado à Igreja Católica, Nunes foi escolhido vice em um aceno ao eleitorado conservador. Ele já subiu em carro de som ao lado de padres para denunciar a "ideologia de gênero" e apoiou o projeto do escola sem partido. Covas vai se afastar pelos próximos dez dias do cargo para repouso e cuidados pessoais, segundo informou a equipe médica do Hospital Sírio-Libanês, que acompanha o prefeito. Ele foi submetido a uma sessão complementar de radioterapia, parte do tratamento contra o câncer na cárdia, localizado na transição entre o estômago e o esôfago, diagnosticado em outubro de 2019. Após esse período, está prevista a continuidade do tratamento com exames de controle e imunoterapia, iniciada após resultados da biópsia revelarem, em fevereiro do ano passado, que o câncer não desapareceu com a quimioterapia. Covas passou por oito sessões de quimioterapia, mas elas não foram suficientes para vencer o câncer. Desde dezembro de 2020, as sessões de radioterapia já estavam previstas, mas os médicos não divulgaram detalhes sobre essa mudança no tratamento. Naquele mês, Covas fez uma avaliação médica completa no Hospital Sírio-Libanês, e os exames mostraram a eficácia da imunoterapia. Os linfonodos acometidos pela doença estavam estabilizados. A equipe médica informou ainda que Covas estava clinicamente bem e não havia recomendação de restrições naquela ocasião. Por isso, o prefeito manteve o ritmo normal de trabalho na prefeitura. Ele está sendo acompanhado pelas equipes coordenadas pelos médicos David Uip, Roberto Kalil Filho, Artur Katz, Tulio Eduardo Flesch Pfiffer e João Luiz Fernandes da Silva.

  • Reuters

    Butantan entregou à Anvisa documentos que faltavam para autorização da CoronaVac, diz Dimas Covas

    SÃO PAULO (Reuters) - O Instituto Butantan entregou na manhã desta sexta-feira todos os documentos que faltavam para a obtenção da autorização para uso emergencial da CoronaVac, vacina contra Covid-19 do laboratório chinês Sinovac, e faltam apenas dois esclarecimentos que serão dados à agência reguladora nesta tarde, disse o presidente do Butantan, Dimas Covas.Ele afirmou, durante entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo do Estado de São Paulo, que espera que a Anvisa autorize o uso emergencial da CoronaVac no domingo e que a vacinação contra Covid-19 no país comece na próxima semana.

  • Folhapress

    Governo Bolsonaro cobra de gestão Covas pagamento de auxílio emergencial a artistas

    BELO HORIZONTE, MG (FOLHAPRESS) - A Secretaria Especial da Cultura de Bolsonaro, por meio do subsecretário Aldo Valentim, enviou ofício ao prefeito paulistano Bruno Covas, do PSDB, Alexandre Youssef, secretário da Cultura da cidade, e Guilherme Bueno, responsável municipal pela pasta da Fazenda, nesta quinta (14), questionando por que os recursos da Lei Aldir Blanc, de auxílio emergencial ao setor cultural, não chegaram a todos os seus destinatários até o momento. Na semana passada, a Secretaria Municipal de Cultura informou em suas redes sociais que os pagamentos ainda não efetuados até então estavam programados para a última sexta-feira (8). Mas o dinheiro ainda não chegou a todos. O prazo inicial para a liquidação dos recursos emergenciais da Lei Aldir Blanc pelos estados e municípios era 31 de dezembro de 2020, mas foi prorrogado pelo governo Bolsonaro por meio de medida provisória, que determinou como data limite de execução, empenho e liquidação o dia 31 de dezembro deste ano. Segundo o ofício, a secretaria de Mario Frias recebeu denúncias de artistas e coletivos que "alegam terem sido inscritos, habilitados e que encaminharam seus documentos, em novembro de 2020, visando receber os benefícios da Lei Aldir Blanc, mas que até o presente momento não receberam os recursos devidos, conforme determina a referida lei". A secretaria de Bolsonaro solicita, com urgência, a divulgação imediata dos dados dos beneficiários dos recursos no exercício de 2020 e o o processamento imediato dos pagamentos aos beneficiários. Aldo Valentim já ocupou antes o cargo de secretário-adjunto da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, então comandada por Alê Youssef. Em julho de 2019, ele pediu exoneração e saiu dizendo "espero que um dia São Paulo volte a ter um secretário de Cultura e não um produtor de eventos". Ele foi nomeado para o cargo em Brasília em março do ano passado. A reportagem conversou com representantes de um grupo de trabalhadores da cultura da cidade de São Paulo que, por sua vez, também enviou um ofício a Alê Youssef questionando o não recebimento de recursos relativos à Lei Aldir Blanc, de auxílio emergencial ao setor cultural. São cerca de 50 pessoas físicas e jurídicas que foram aprovadas para receber recursos relativos ao inciso dois, o subsídio mensal para manutenção de espaços artísticos e culturais, e o inciso três, referente a editais, chamadas públicas e prêmios, da lei. Twitter Secretaria de Cultura https://twitter.com/smcsp/status/1347311734235738112 *** No ofício, os trabalhadores expressam descontestamento "dada a situação pandêmica do país, demonstrando profundo desrespeito com os profissionais da cultura na cidade de São Paulo". O documento é assinado pelos trabalhadores da cultura e pelo movimento Sou 1 de 11 Milhões de Trabalhadores da Cultura. Até dia 30 de dezembro, quando questionada por trabalhadores do setor cultural via email, a secretaria da gestão Covas informava que os pagamentos seriam feitos ainda em 2020. O prazo de execução do auxilio emergencial à cultura foi avaliado como curto e de difícil execução, segundo gestores e servidores públicos. A capital paulista recebeu, em setembro, R$ 70 milhões do governo federal, de um total de R$ 3 bilhões reservados pela Lei Aldir Blanc aos estados, municípios e o Distrito Federal para o enfrentamento da crise na cultura em meio à pandemia do coronavírus. A Prefeitura de São Paulo afirma que já executou o pagamento dos recursos da Lei Aldir Blanc e que 84% deles foram efetuados em 2020. O atraso é atribuído a "erros em dados de contas bancárias enviadas pelos beneficiários". Segundo representante do movimento Sou 1 de 11 Milhões, porém, há pessoas que não tiveram problemas com os dados bancários mas que ainda sim não receberam o pagamento. A prefeitura afirma ainda que "na eventualidade de persistirem alguns desses erros, um novo lote de pagamentos será reprocessado em breve" e que entrará em contato com aqueles que tiverem eventuais problemas.

  • Extra

    Prefeitura de São Paulo confirma aulas presenciais a partir de 1º de fevereiro

    SÃO PAULO — A Prefeitura de São Paulo anunciou nesta quinta-feira a liberação das aulas presenciais...

  • Folhapress

    Covas libera reabertura de escolas na capital paulista em 1º de fevereiro

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), autorizou que as escolas da capital paulista, públicas e particulares, reabram a partir de 1º de fevereiro. Elas poderão receber inicialmente 35% dos alunos. A autorização para a retomada das aulas presenciais ocorre em um momento de alta no número de casos e mortes na cidade. A medida segue o plano estabelecido pelo governador João Doria (PSDB) que, em dezembro do ano passado, classificou os estabelecimentos de ensino como serviços essenciais para que possam abrir em qualquer fase da pandemia. Ao contrário da determinação do governo estadual, as escolas municipais não irão obrigar o retorno presencial de todos os estudantes. As famílias poderão escolher por mandar ou não os filhos para as aulas. Alunos e professores do grupo de risco não devem voltar para as atividades presenciais. Segundo Edson Aparecido, secretário municipal de Saúde, a liberação da reabertura das escolas ocorreu após a finalização do 4º inquérito sorológico escolar que não encontrou “evidências suficientes” de que crianças de 4 a 14 anos aumentem a transmissão de Covid-19. “Observamos durante quase um ano as taxas de incidência, internação e óbitos em crianças do município e elas se revelaram muito consistentemente baixas. Foi preciso um longo tempo de análise para tomar a decisão mais adequada”, disse Aparecido. Segundo o estudo sorológico, a incidência do vírus na população de 4 a 14 anos no município é de 16%. Fernando Padula, novo secretário municipal de Educação, disse que as escolas municipais vão receber os alunos a partir do dia 15 de fevereiro. Os professores, que não forem do grupo de risco, devem retornar no dia 1º para o planejamento das atividades. Segundo ele, haverá o rodízio de alunos para respeitar o limite de 35% da capacidade das escolas - cada uma delas irá definir um plano próprio para a distribuição. Padula disse que a pasta não determinou a obrigatoriedade de retorno por respeitar a decisão das famílias. "Entendemos que esse é um momento de muito medo e insegurança nas famílias. Precisamos gradativamente construir essa segurança, mostrar que a escola é necessária e que os riscos são pequenos", disse. O secretário garantiu que todas as cerca de 4 mil escolas do município estão preparadas para receber os estudantes de forma segura. Segundo ele, todas elas serão vistoriadas nos próximos 15 dias para verificação das instalações. "Caso seja constatado que não há segurança, a escola não reabre."

  • Reuters

    Eficácia da CoronaVac na população geral será próxima a 90%, diz Dimas Covas

    SÃO PAULO (Reuters) - A eficácia da CoronaVac na população em geral será muito superior aos 50,38% anunciados na véspera e ficará parecida com o patamar de 91% apontado em testes clínicos da vacina do laboratório chinês Sinovac na Turquia, disse nesta quarta-feira o presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas.Ele argumentou que os testes feitos com a candidata a vacina no Brasil foram realizados em profissionais de saúde, enquanto os estudos da CoronaVac na Turquia, e de outras vacinas em outros locais, tiverem como voluntários a população em geral.