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David Miranda PSOL | Últimas notícias sobre o deputado federal

  • Folhapress

    PSOL na Câmara se divide, Erundina fala em fisiologismo e deputados rebatem

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Deputados do PSOL protagonizaram briga pública nas redes sociais nesta sexta-feira (22). Luiza Erundina (SP) criticou colegas que vêm defendendo que o partido apoie o candidato Baleia Rossi (MDB-SP) na disputa pela presidência da Câmara. A deputada será a representante do PSOL no pleito. Ela classificou a atuação do grupo como adesão ao “fisiologismo e à barganha por cargos na Mesa Diretora”, “prática dos partidos de direita”. Fernanda Melchionna (PSOL-RS) rebateu e disse que a publicação de Erundina era “muito feia”. "Muito feio que a senhora ataque quem não acha a tática correta lançar candidato nesse cenário da eleição da Câmara. Mesmo que sua posição tenha vencido e o PSOL tenha lançado seu nome, isso não lhe autorizada a atacar o PSOL", respondeu. "Todos nós temos história. O fato da senhora ter rompido com o PT para ser ministra de Itamar [Franco] nos anos 1990 não autoriza ninguém a lhe acusar de fazer a política baseada em busca de cargos. Da mesma forma respeite quem no PSOL defendeu que desde o primeiro [momento] um voto tático antibolsonaro", completou. Pouco depois, outros deputados se juntaram a Melchionna. "Recorrer a este tipo de ilação absolutamente infundada é lamentável. Erundina tem uma história bonita, mas já se equivocou grosseiramente algumas vezes. Já foi ministra de governo burguês (Itamar) e já teve como vice ninguém menos que Michel Temer", disse David Miranda (RJ). "Sabemos que ela não fez isso por cargos; foram erros políticos, como erra agora com a tática isolacionista de candidatura própria. Vamos manter a calma e fazer o debate em alto nível. Por esse caminho, a candidatura de uma companheira tão importante vai mal", continuou.​ "Respeito muito a história de Luiza Erundina, apesar de discordar do lançamento da sua candidatura à presidência da Câmara. Mas é inaceitável insinuar que a defesa da entrada do PSOL no bloco democrático para derrotar Bolsonaro passa pela negociação de cargos. Isso não é verdade", escreveu Marcelo Freixo (RJ). "O fato é que a entrada do PSOL na coalizão junto com os demais partidos de esquerda daria maioria ao bloco e impediria que a Comissão de Constituição e Justiça e o Conselho de Ética, por exemplo, ficassem nas mãos de aliados de Bolsonaro. Importante dizer que esses cargos não ficariam com o PSOL e nem Erundina teria necessariamente que retirar a sua candidatura, porque o partido pode entrar no bloco e mesmo assim lançar candidato. O momento exige maturidade e responsabilidade. É isso que o Brasil espera de nós", completou. "Respeito Erundina, mas são inaceitáveis as insinuações que ela faz. Não podemos titubear no combate ao bolsonarismo. O PSOL não negocia suas convicções, pelo contrário: reafirmamos os nossos princípios ao defendermos o voto tático antibolsonaro desde o primeiro turno", disse Vivi Reis (PA). "Respeito a Erundina. Mas ela erra em tornar uma divergência tática numa acusação grave ao partido. Já questionei quem está negociando e quais são os cargos. Não obtive resposta. Nem obterei, pois a posição divergente é fruto de análise política, não de fisiologismo", afirmou Sâmia Bomfim (SP), líder do partido na Câmara. A diferença no modo de enxergar o posicionamento do PSOL na disputa pela presidência da Câmara está na raiz do desentendimento. Grupo composto por David Miranda (RJ), Sâmia Bomfim (SP), Marcelo Freixo (RJ), Vivi Reis (PA) e Fernanda Melchionna (RS) tem defendido apoio a Rossi para se contrapor a Arthur Lira (PP-AL), candidato de Jair Bolsonaro. Os outros cinco membros da bancada defenderam a candidatura própria e venceram, com apoio da direção nacional do PSOL. Apoiada por Ivan Valente (SP), Glauber Braga (RJ), Talíria Perone (RJ) e Áurea Carolina (MG), Luiza Erundina tornou-se candidata. Guilherme Boulos vinha agindo para tentar evitar que o partido rachasse diante da divergência.

  • Folhapress

    PSOL apresenta projeto para acabar com voto secreto na Câmara dos Deputados

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Deputados do PSOL vão protocolar um projeto de resolução na Câmara definindo que os votos dos parlamentares para a escolha da presidência da Casa passem a ser abertos. O projeto altera artigo do regimento interno da Câmara e tem como objetivo, segundo seus autores, deixar a eleição mais transparente. A vice-líder do PSOL, Fernanda Melchionna (RS), protocolará nos próximos dias o texto, que também é assinado por Sâmia Bomfim (SP), David Miranda (RJ) e Vivi Reis (PA). Com a Câmara em recesso, os deputados estudam uma forma de protocolar o projeto o mais rápido possível nesse período. "O sigilo na votação não tem nenhuma base constitucional e nem atende ao interesse público, uma vez que reduz a transparência, a publicidade e contribui para a interferência externa indevida dos demais poderes sobre esse importante momento da vida do parlamento", afirma Fernanda Melchionna.

  • Folhapress

    PSOL decide lançar Erundina para presidência da Câmara, e nanicos entram na disputa

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Após reunião da executiva nacional nesta sexta-feira (15), o PSOL decidiu lançar a candidatura da deputada Luiza Erundina (SP) para concorrer à presidência da Câmara. A bancada do partido na Casa tem dez parlamentares e se dividiu em relação à disputa. Em reunião na quarta (13), cinco deputados defenderam apoiar o candidato Baleia Rossi (MDB-SP), ligado ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e outros cinco preferiram uma candidatura própria. Em resolução divulgada após o encontro, a sigla ressaltou que se a parlamentar não chegar no segundo turno, "orienta o voto da bancada do PSOL no candidato que representar uma alternativa àquele apoiado pelo governo Jair Bolsonaro". A disputa na Câmara está polarizada entre Baleia Rossi e Arthur Lira (PP-AL), apoiado por Bolsonaro, que também tentou atrair votos do PSOL. Baleia já conta com o apoio das cúpulas das siglas da oposição, como PT, PC do B, PSB e PDT​, e esperava obter o apoio formal do PSOL. A sigla, porém, preferiu marcar posição na disputa "em favor da construção de uma candidatura de esquerda no primeiro turno que defenda as bandeiras da ampliação de direitos, da democracia, da soberania nacional, da defesa da saúde pública". O partido ainda defende no texto mudanças "anti-austeridade na política econômica", "vacinação", "combate a discriminação", "bandeiras estas que serão reforçadas por uma presidência da Câmara dos Deputados que dê início ao processo de impeachment de Bolsonaro". Na bancada da Câmara, se manifestaram a favor da candidatura de Rossi os deputados Marcelo Freixo (RJ), Sâmia Bonfim (SP), Fernanda Melchionna (RS), Vivi Reis (PA) e David Miranda (RJ). Declararam ser a favor de uma candidatura própria Luiza Erundina (SP), Ivan Valente (SP), Glauber Braga (RJ), Talíria Perone (RJ) e Áurea Carolina (MG). Além de Erundina, há outros candidatos menos competitivos na disputa pela Câmara. Da mesma forma como o PSOL, o Novo lançou candidatura própria. Marcel Van Hattem (Rs) vai representar a sigla na disputa. Outros nomes decidiram entrar na disputa de modo independente, sem a ajuda de seus partidos. No MDB, mesma sigla de Rossi, o deputado Fábio Ramalho (MG), decidiu candidatar-se. Ele também se lançou a presidente da Casa em 2019 e obteve apenas 66 votos. O deputado Capitão Augusto (PL-SP), Alexandre Frota (PSDB-SP) e André Janones (Avante-MG) também pretendem disputar o primeiro turno da eleição.

  • Folhapress

    Deputados querem sustar deliberação da Ancine de adiar decisão sobre cota de tela para 2021

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Um grupo de 12 deputados federais protocolou nesta quinta-feira (10) um projeto de decreto legislativo que susta a deliberação da diretoria da Ancine (Agência Nacional do Cinema) de adiar a fixação da cota de tela do ano de 2021. A regra garante espaço para filmes nacionais nos cinemas brasileiros. No texto, os parlamentares afirmam que a decisão "representa claro desrespeito à ordem constitucional, ao não só não garantir o incentivo à cultura, mas coibi-lo". O documento tem autoria de Áurea Carolina (PSOL) e coautoria de David Miranda (PSOL), Benedita da Silva (PT), Alexandre Padilha (PT), Jandira Feghali (PCdoB), Paulo Teixeira (PT), Lídice da Mata (PSB), Erika Kokay (PT), Túlio Gadêlha (PDT), Tadeu Alencar (PSB), Glauber Braga (PSOL) e Airton Faleiro (PT). Os parlamentares também protocolaram um segundo projeto de decreto legislativo, que visa sustar outra deliberação da Ancine que cancela os saldos de algumas chamadas públicas referentes aos últimos quatro anos e extingue o regulamento geral do Programa de Desenvolvimento do Audiovisual (Prodav). O Prodav é responsável pelo fomento na produção, distribuição, comercialização e exibição de conteúdo audiovisual brasileiro.

  • Yahoo Notícias

    Segundo turno em Manaus: Debate entre Amazonino e David Miranda em Manaus termina em ofensas e confusão

    David teria se irritado com o tom ofensivo do oponente durante o debate foi cobrar satisfações

  • Agência Brasil

    Cantora Vanusa morre aos 73 anos

    A cantora Vanusa faleceu na madrugada deste domingo (8), na casa de repouso em Santos (SP), onde estava morando há mais de 2 anos. Por meio de nota, a assessoria de imprensa da artista disse que um enfermeiro percebeu que Vanusa estava sem batimentos cardíacos por volta das 5h30 da manhã. Imediatamente chamaram uma unidade móvel de pronto atendimento (UPA) que constatou insuficiência respiratória como a causa da morte. Segundo a assessoria, Vanusa "ontem teve um dia muito feliz com a visita da Amanda, a filha mais velha. Cantou, brincou, riu, se alimentou bem".  Nos últimos anos, a cantora teve depressão e ficou muito debilitada devido a problemas gerados pelo uso de medicamentos tarja preta em excesso. De agosto a setembro deste ano, esteve internada no Complexo Hospitalar dos Estivadores. O filho caçula Rafael Vannucci está viajando para São Paulo para tratar dos trâmites do enterro e mais informações serão repassadas no final do dia.   Vanusa e o filho Rafael Vannucci - Arquivo pessoal Carreira da cantora Vanusa Santos Flores nasceu em 22 de agosto de 1947, na cidade de Cruzeiro, estado de São Paulo, sendo criada nas cidades mineiras de Uberaba e Frutal. Aos 16 anos, tornou-se vocalista do conjunto Golden Lions. Em uma das apresentações foi ouvida por Sidney Carvalho, da agência de propaganda Prosperi, Magaldi & Maia, que a convidou para ir a São Paulo.  Em 1966, durante os últimos anos do movimento cultural Jovem Guarda, apresentou-se no programa O Bom, de Eduardo Araújo, na extinta TV Excelsior de São Paulo. Logo, foi contratada pela RCA Victor e ganhou êxito com a canção Pra Nunca Mais Chorar (Eduardo Araújo e Carlos Imperial). O sucesso a fez participar do programa Jovem Guarda, da TV Record, em suas duas últimas edições.  Em 1968, gravou seu primeiro álbum, estreando ainda como compositora em três canções, uma delas em parceria com David Miranda. Cinco anos depois, em seu quarto LP, já como contratada da gravadora Continental, lançou seu maior sucesso: Manhãs de Setembro, composta em parceria com Mário Campanha. Em 1975, lançou outro hit: Paralelas, uma composição de Belchior. Em 1977, protagonizou ao lado de Ronnie Von a telenovela Cinderela 77, da Rede Tupi.  "Eu quero sair Eu quero falar Eu quero ensinar o vizinho a cantar Nas manhãs de setembro" (Trecho da música Manhãs de Setembro) Ao longo de sua carreira, gravou 23 discos e vendeu mais de três milhões de cópias. Representou o país em vários festivais internacionais e recebeu cerca de 200 prêmios. Por dois anos seguidos foi eleita a Rainha da Televisão.   "Na verdade o que eu quero é impossível O que eu quero é perfeito demais Não existe um amor tão sublime Por entre os mortais" (Trecho da música Paralelas) Em 1997, publicou sua autobiografia: Vanusa - A Vida Não Pode Ser Só Isso!, pela editora Saraiva. Em 2005, participou de vários concertos comemorativos aos 40 anos da Jovem Guarda.  Em 1999, depois de cinco anos sem gravar e apresentando-se apenas eventualmente, Vanusa estreou no Teatro Santa Catarina (São Paulo,SP), o musical Ninguém é Loira por Acaso, escrito e produzido pela jornalista Léa Penteado de quem é amiga desde os anos 70. No musical autobiográfico, além dos seus sucessos, ela estimula as mulheres a não abdicar dos seus sonhos. "Eu mesma estou realizando um, que é o de ser atriz", comenta Vanusa que atuou em Hair, em 1973, quando ouviu do diretor, Altair Lima, que nunca mais deveria deixar o teatro. Em 2015, lançou seu primeiro álbum de canções inéditas em 20 anos: Vanusa Santos Flores, produzido por Zeca Baleiro. A cantora foi casada duas vezes: com o músico Antônio Marcos com quem teve as filhas Amanda e Aretha, e com o ator e diretor de televisão Augusto César Vannucci, pai do seu filho Rafael Vannucci. Ouça na Radio MEC Ouça Vanusa cantando no programa Arte Clube, episódio Lado A Lado B destaca o lado roqueiro de Vanusa. O que teriam em comum a banda de heavy metal Black Sabath e a cantora Vanusa? É o que você vai descobrir na coluna Lado A/Lado B, escrita pelo jornalista, doutor em literatura e colecionador de discos de vinil, Odirlei Costa. Ouça sucessos de uma das mais populares cantoras do país e conheça essa polêmica com a banda de rock!

  • Folhapress

    Presidente da Fundação Palmares diz que Marina Silva e Preta Gil se declaram negras 'por conveniência'

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente da Fundação Cultural Palmares, Sérgio Camargo, afirmou nesta terça-feira (13) em uma rede social que a ex-ministra do Meio Ambiente e ex-senadora Marina Silva (Rede), os deputados David Miranda e Talíria Petrone (ambos do PSOL-RJ), o ex-deputado Jean Wyllys e a cantora Preta Gil declaram-se negros "por conveniência" e que nenhum político vivo merece homenagem da institutição. Segundo Camargo, Marina Silva foi excluída da lista de personalidades negras da Fundação Palmares porque "não tem contribuição relevante para a população negra do Brasil". "Disputar eleições não é mérito. O ambientalismo dela vem sendo questionado e não é o foco das ações da instituição", escreveu Camargo no Twitter. Para o presidente da fundação, criada em 1988 com o objetivo de preservar a cultura negra, Marina Silva "autodeclara-se negra por conveniência política". "Não é um caso isolado. Jean Willys, Talíria Petrone, David Miranda (branco) e Preta Gil também são pretos por conveniência. Posar de 'vítima' e de 'oprimido' rende dividendos eleitorais e, em alguns casos, financeiros", disse. Marina não é a primeira a ter seu nome retirado da lista por determinação de Camargo. No começo do mês, ele informou que retirou o da deputada federal e candidata do PT à Prefeitura do Rio, Benedita da Silva. Também excluiu o nome de José Francisco dos Santos, mais conhecido como Madame Satã, que ficou famoso como um dos primeiros travestis artísticos do teatro brasileiro, mas que tinha longa ficha criminal -o que foi usado como justificativa para a retirada. Além de negar reiteradamente a ocorrência de racismo estrutural no país, Camargo já defendeu o fim do feriado da Consciência Negra e a extinção do movimento negro. Em junho, em uma reunião gravada, ele chamou o movimento negro de "escória maldita", disse que Zumbi era um "filho da puta que escravizava pretos". No ano passado, Camargo disse que a escravidão beneficiou os descendentes dos negros escravizados que vivem no Brasil. "A escravidão foi terrível, mas benéfica para os descendentes. Negros do Brasil vivem melhor que os negros da África", afirmou. Parte das pessoas atacadas pelo presidente da Fundação Palmares reagiu. À Folha de S.Paulo disse que "quem julga o valor da contribuição de uma pessoa à sociedade é a própria sociedade e a sabedoria da história, não é alguém que se apega ao negacionismo para ter 15 minutos de atenção de sua bolha e da mídia". "Parafraseando Mario Quintana, existe muita gente atrapalhando os caminhos do respeito à diversidade e à democracia, 'eles passarão, nós passarinho'", declarou. O partido da ex-ministra, o Rede Sustentabilidade, divulgou uma nota de repúdio: "A Rede Sustentabilidade vem a público repudiar tal ataque a nossa história, em especial à história dos negros no país, à nomeação de pessoas a quem falta competência para compreender e cumprir a missão institucional dos órgãos para os quais foram nomeados". Segundo o texto, a opinião de Camargo "não tem a menor relevância para os critérios de quem a reconheceu como digna dos prêmios, títulos e reconhecimentos". "Mas trata-se de lamentar a degradação da gestão pública em nosso país, o desmonte de nossas conquistas sociais, culturais e econômicas até aqui, o gasto de nossos impostos com a remuneração de uma condução tão medíocre de instituições que têm papéis muito importante na nossa organização institucional, que pertence a todo o povo brasileiro e não só aos eleitores e seguidores do atual governante", afirmou o partido. O ex-deputado Jean Wyllys, que atualmente é professor nos Estados Unidos, classificou Camargo como "desqualificado". "As decisões administrativas de um desqualificado não mudam a maneira como me identifico tampouco a etnia de meus antepassados por parte da família de meu pai, fator sobre o qual ele não tem nenhuma autoridade para se manifestar. Eu sigo sendo o que sou", afirmou em rede social. Para a deputada federal Talíria Petrone, Sérgio Camargo "desvia a função primordial do órgão" desde que assumiu a presidência por, segundo afirmou, "atacar a memória dos que vieram antes de nós na luta contra o racismo estrutural". "A postura de Sérgio Camargo -baseada em arroubos autoritários típicos do bolsonarismo- definitivamente não condiz com o cargo que ocupa. Não é este homem, com esta postura que reproduz o racismo e envergonha nossa história de resistência, que irá questionar minha realidade enquanto mulher negra. Está mais do que na hora de devolver a Fundação Cultural Palmares ao povo, ao qual ela deveria servir", disse a parlamentar no Twitter. A deputada Benedita da Silva também criticou Camargo. "É um crime o que está acontecendo no país, sobretudo na Fundação Palmares. O atual presidente continua perseguindo lideranças negras que não fazem parte da extrema direita. Isso é uma mancha na história da luta antirracista. É inadmissível que continue acontecendo", disse. Já a cantora Preta Gil e o deputado David Miranda não se manifestaram.

  • Valor Econômico

    PGR pede que Supremo apure eventual crime de homofobia de Milton Ribeiro

    Ministro da Educação declarou em entrevista que a homossexualidade não seria normal e atribuiu sua ocorrência a "famílias desajustadas" A PGR (Procuradoria-Geral da República) solicitou ao STF (Supremo Tribunal Federal) abertura de inquérito para investigar o ministro da Educação, Milton Ribeiro, por eventual crime de preconceito contra homossexuais. Pastor evangélico, Ribeiro disse que a homossexualidade não seria normal e atribuiu sua ocorrência a "famílias desajustadas". As declarações foram proferidas em entrevista ao jornal "O Estado de S. Paulo". Milton Ribeiro, ministro da Educação, é o segundo no cargo a ser investigado por suposto preconceito Isac Nobrega/PR Ribeiro é o segundo ministro da Educação do governo Jair Bolsonaro (sem partido) a ter pedido de investigação por suposto preconceito. A PGR também pediu ao STF investigação contra Abraham Weintraub por crime de racismo contra chineses após publicação dele nas redes sociais. O vice-procurador-geral da República, Humberto Jacques de Medeiros, afirma que Milton Ribeiro "proferiu manifestações depreciativas a pessoas com orientação sexual homoafetiva", com afirmações "ofensivas à dignidade do apontado grupo social". A PGR pede abertura de investigação com base na Lei nº 7.716, que define os crime resultantes de preconceito. Em 2019, o STF equiparou a homofobia aos crimes previstos nesta legislação -entendimento que sempre encontrou resistência entre lideranças evangélicas. As posições do ministro da Educação sobre orientação sexual foram criticadas por especialistas, para os quais o ministro mostra desconhecimento de suas atribuições e uma "visão equivocada e preconceituosa", que contraria a lei. "Quando o menino tiver 17, 18 anos, ele vai ter condição de optar. E não é normal. A biologia diz que não é normal a questão do gênero. A opção que você tem como adulto de ser um homossexual, eu respeito, não concordo", disse. "Acho que o adolescente que muitas vezes opta por andar no caminho do homossexualismo (sic) tem um contexto familiar muito próximo, basta fazer uma pesquisa. São famílias desajustadas, algumas. Falta atenção do pai, falta atenção da mãe. Vejo menino de 12, 13 anos optando por ser gay, nunca esteve com uma mulher de fato, com um homem e caminhar por aí". Os dois trechos foram destacados pela PGR no pedido levado ao STF na sexta-feira (25). Parlamentares, como o deputado federal David Miranda (PSOL-RJ), já havia solicitado o Ministério Público Federal instaure ação penal contra o ministro por crime de racismo homofóbico. A relação entre contexto familiar e orientação sexual não se ampara em nenhuma linha de pesquisa. Também são incorretos os termos, adotados pelo ministro, "opção sexual", já que a orientação sexual não pode ser escolhida, e "homossexualismo" -o sufixo "ismo" refere-se a doença, e a Organização Mundial da Saúde retirou há 30 anos a palavra da Classificação de Doenças. A homofobia é um problema expressivo na escola. Pesquisa de 2016 mostrou que 73% dos jovens de 13 a 21 anos identificados como LGBT foram agredidos verbalmente na escola em 2015 por causa de sua orientação sexual. É o maior índice entre seis países da América Latina onde a pesquisa foi feita. Ribeiro declara também que quer revisar os conteúdos ensinados nas escolas para que não haja "incentivo a discussões de gênero". Desde a campanha de 2018, o governo Jair Bolsonaro tem ecoado a agenda de grupos conversadores e religiosos que buscam vetar essas discussões na escola. O MEC foi procurado, mas não houve retorno até o momento. 26/09/2020 19:46:01

  • Folhapress

    Revista Time elege Felipe Neto e Bolsonaro entre 100 mais influentes do mundo

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A revista americana Time elegeu o influenciador digital Felipe Neto e o presidente Jair Bolsonaro entre as 100 pessoas mais influentes do mundo em 2020. A lista completa foi divulgada na noite desta terça (22). O texto sobre o presidente, incluído na categoria "líderes", destaca os números negativos que marcam seu mandato, como os 137 mil mortos pelo coronavírus no Brasil, país que vive a pior recessão em 40 anos e enfrenta incêndios na Amazônia. Por outro lado, a revista lembra que 37% dos brasileiros o apoiam. "Apesar de uma tempestade de denúncias de corrupção e de uma das maiores taxas de mortes por Covid-19 no mundo, ele se mantém popular com uma grande parte dos brasileiros", diz o texto, assinado por Dan Stewart, editor da seção internacional da Time. "Para sua base, ele simplesmente não erra. Sobra para o resto do Brasil, e do mundo lidar com os custos", conclui Stewart. A categoria Líderes citou 21 nomes. Bolsonaro foi citado ao lado de nomes como Donald Trump, presidente dos EUA, Xi Jinping, dirigente da China, e Anne Hidalgo, prefeita de Paris recém-reeleita. O presidente também havia sido incluído na lista dos cem mais influentes em 2019. A então presidente brasileira Dilma Rousseff foi citada nas listas da Time de 2011 e 2012, seus primeiros anos de mandato. O ex-presidente Lula esteve entre os eleitos pela revista em 2004 e em 2010. O perfil de Felipe Neto, incluído na categoria "Ícones", também começa com números: destaca seus 39 milhões de seguidores no YouTube e 12 milhões no Twitter. O texto, assinado pelo deputado federal David Miranda (Psol-RJ), elogia Neto por usar sua notoriedade para denunciar o autoritarismo e os erros de Bolsonaro, em um gesto que poderia ter colocado sua carreira como influenciador em risco. "Quando Felipe Neto fala, milhões ouvem. E sua voz agora politizada ressoa de forma poderosa em um país onde a democracia está em perigo", escreve Miranda. O influenciador digital comemorou a indicação de seu nome e demonstrou surpresa por estar entre os mais influentes do mundo. "Eu não tenho a mínima dimensão do que tá acontecendo", disse. "Parece que a qualquer momento eu vou acordar e estar no Engenho Novo ainda, no minúsculo quarto que dividia com meu irmão". Ele minimizou o fato de Bolsonaro também estar na lista. Afirmou que a lista mostra as pessoas consideradas mais influentes, independentemente da influência ser positiva ou negativa. Veja abaixo alguns nomes da lista: Líderes Donald Trump, presidente dos EUA Xi Jinping, dirigente da China Angela Merkel, chanceler alemã Jair Bolsonaro, presidente do Brasil Narendra Modi, premiê da Índia Ursula Von Der Leyen, presidente da Comissão Europeia Anne Hidalgo, prefeita de Paris Anthony Fauci, principal infectologista dos EUA Joe Biden, candidato à Presidência dos EUA Kamala Harris, candidata à vice-presidente dos EUA Ícones Ady Barkan, ativista pelo direito à saúde Alicia Garza, Patrisse Cullors e Opal Tometi, fundadoras do movimento Black Lives Matter Angela Davis, filósofa Felipe Neto, influenciador digital Nury Turkel, ativista pelos direitos dos uigures Artistas Bong Joon Ho, diretor de cinema J. Balvin, cantor Michael B.Jordan, ator Selena Gomez, cantora The Weeknd, cantor

  • Folhapress

    David Miranda sugere Constituição impressa com destaques LGBT+

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O deputado federal David Miranda (PSOL-RJ) apresentou um projeto de lei para que seja instituída no país a "Campanha Permanente pelo Direito à Diversidade".​Uma das principais medidas dela seria impor à administração e aos poderes que pelo menos 20% das Constituições Federais impressas por eles sejam confeccionadas destacando direitos garantidos à comunidade LGBT, relativos à não discriminação, impressos em formato policromado –ou seja, destacando com cores esses dispositivos. "É a Constituição do orgulho", diz. Miranda justifica a ideia elencando estatísticas oficiais que mostram que, só em 2018, 420 pessoas morreram no Brasil em decorrência de violência lgbfóbica. "Essa medida visa, dentre outras coisas, empedrar a população LGBT+ de seus direitos constitucionalmente assegurados e lembrar a todos e todas que as pessoas LGBT+ são dotadas de direitos fundametais, que não podem ser violados em nome do preconceito, da violência e do obscurantismo", diz ele. O parlamentar também lançou, em parceria com a OAB de SP, um vídeo sobre o assunto, com depoimentos de pessoas que já sofreram violência por preconceito. Entre eles está a fala de Mônica Benício, viúva de Marielle Franco.