Assunto

Notícias da Educação | Dia a dia do ensino

Periferias de SP têm até 16 vezes mais estudantes em escolas públicas do que bairros ricos

  • Indicadores retratam o nível econômico das famílias espalhadas pelo território da cidade
  • Em Cidade Tiradentes, por exemplo, na periferia da Zona Leste de São Paulo, 87,8% dos alunos estudam em uma escola pública
  • Número pode aumentar após pandemia

Vídeo: Tudo sobre educação

VÍDEO: Deh Bastos: "Escola é um lugar que perpetua o racismo"

Racismo e bullying: como podemos ajudar e apoiar as crianças que sofrem nas escolas? A entrevista com Deh Bastos no É Normal? dessa semana termina com um debate sobre como criar crianças antirracistas. Assista!
  • 02:44
  • 01:45
  • 03:23
  • 01:10
  • 00:33
  • 01:25
  • 02:19
  • 01:04
  • 01:36
  • 00:54
  • Extra

    Crivella vota em escola na Barra e diz que segundo turno está 'eletrizante'

    O candidato Marcelo Crivella (Republicanos) votou na manhã deste domingo na Barra da Tijuca. Embora...

  • Yahoo Vida e Estilo

    Fani Pacheco vibra com aula prática na faculdade de medicina: "Aprendi tudo"

    Ex-BBB comentou a falta que sente da sala de aula nos últimos meses, por causa da pandemia.

  • Extra

    MEC avisa CNE que vai vetar artigo liberando ensino remoto até fim de 2021

    RIO — O Ministério da Educação (MEC) avisou ao Conselho Nacional de Educação (CNE), em reunião na...

  • Extra

    Pais e alunos fazem carreata e pedem retorno das aulas em escolas de Niterói

    Pais e alunos fizeram uma carreata pedindo a reabertura das escolas de Niterói na manhã deste...

  • AFP

    "Nos sentimos esquecidos": covid deixa estudantes estrangeiros em Paris à beira da pobreza

    A pandemia de coronavírus deixou milhares de estudantes estrangeiros na França à beira da pobreza. Longe da família, confinados em pequenos quartos e sem condições de trabalhar, muitos sobrevivem graças aos bancos de alimentos.

  • Folhapress

    A dois meses do 1º Enem digital, governo não fechou contrato de aplicação

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A pouco mais de dois meses da primeira edição digital do Enem, o governo Jair Bolsonaro (sem partido) não fechou contrato para a aplicação em computador. Não estão definidos os custos e detalhes do sistema tecnológico em que os participantes farão a prova. A demora na definição causa apreensão em técnicos do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), órgão do MEC (Ministério da Educação) responsável pelo exame. O ministro da Educação, Milton Ribeiro, não tem tido envolvimento também com essa questão. Ao anunciar o exame digital, em julho de 2019, o governo informou que o projeto-piloto do Enem no computador custaria R$ 20 milhões, para 50 mil candidatos. O Inep aceitou, no entanto, a inscrição de 96.086 pessoas para essa versão, o que deve ampliar os gastos. Com base na projeção do ano passado, o gasto no Enem digital seria de R$ 400 por inscrito. O valor é quase quatro vezes superior ao custo por estudante na prova em papel (R$ 105,52 em 2019). O governo recebeu 5,8 milhões de inscrições para o exame tradicional. O projeto-piloto foi mantido mesmo em meio à pandemia de coronavírus, ao adiamento das provas e em cenário de reduções de gastos por parte do MEC. O Enem ocorreria neste mês caso não tivesse sido adiado para janeiro e fevereiro de 2021 por pressão de secretários e parlamentares, preocupados com o fechamento de escolas na pandemia. As provas digitais estão agendadas para 31 de janeiro e 7 de fevereiro; a versão tradicional ocorre em 17 e 24 de janeiro. O Inep decidiu que a Fundação Cesgranrio, que aplica o Enem em papel, também será a responsável pelo exame digital. Em resposta a pedido de informação à agência Fiquem Sabendo, via Lei de Acesso à Informação, o Inep declarou que ainda faria um termo aditivo ao contrato vigente com a Cesgranrio --o que não ocorreu até agora. Questionado pela reportagem, o Inep confirmou que tem a definição de custos da edição digital e que o contrato está em fase de finalização. A própria Cesgranrio desenvolverá software onde os alunos farão a prova, como também informado à Fiquem Sabendo, agência de dados especializada na Lei de Acesso. O governo tem um contrato de 2017 com a Cesgranrio para a aplicação do Enem, firmado por dispensa de licitação. Esse contrato pode ser renovado anualmente até 2022, o que tem ocorrido até agora, e envolve, por exemplo, toda a logística de coordenação dos locais de prova e contratação de equipes (com exceção de transporte, serviços gráficos e segurança). Para o Enem em papel, o Inep publicou ainda em julho, no Diário Oficial da União, o extrato do termo de aditamento para a aplicação deste ano, em valor estimado em R$ 559 milhões. Esse contrato não envolve a versão digital e não foi divulgada até agora --a reportagem questionou sobre o documento mas não obteve resposta. Os desafios da edição digital incluem, entre outras coisas, um sistema tecnológico que seja seguro contra vazamentos, além das condições de infraestrutura para que as provas ocorram em computadores. Não há informações sobre o desenvolvimento dessa tecnologia. O Inep garante que as questões da prova digital já estão garantidas. Itens para esse exame foram pré-testados em computador, ainda no ano passado, para garantir a comparabilidade com o restante do exame. O Enem é elaborado a partir de um modelo matemático que, em tese, garante o mesmo nível de dificuldade de provas diferentes --por isso, as questões são pré-testadas (um grupo de pessoas responde aos itens). Dessa forma, o governo pode realizar provas diferentes no mesmo processo seletivo e garantir comparabilidade de resultados. O governo abriu, em agosto, prazo de credenciamento de locais de aplicação digital que previa o cadastro de locais com no mínimo duas salas com dez máquinas cada uma. Não há informações sobre quantos locais foram cadastrados e sob quais condições. Mesmo quem fizer a prova digital deverá escrever a redação em papel. Os participantes terão que comparecer com máscaras e o Inep promete disponibilizar álcool em gel aos participantes dos dois modelos de prova. O Enem é a principal porta de entrada para o ensino superior público do país. É também usado para acesso ao ProUni (Programa Universidade para Todos) e Fies (Financiamento Estudantil). A ideia do MEC é abandonar o papel de forma escalonada, migrando o Enem totalmente para o computador em 2026. A exclusão digital da parcela mais pobre da população é vista como entrave para esse processo. Quase duas (18%) em cada dez escolas públicas de ensino médio do país não têm laboratório de informática. Ao lado de Kosovo e do Marrocos, o Brasil tem a pior proporção de computadores por aluno entre os 79 países e territórios avaliados pelo último Pisa (avaliação internacional). Quase metade das 141 mil escolas do país não contava com internet banda larga em 2018. A situação é mais precária nas regiões Norte e Nordeste. O governo Bolsonaro ainda patina no apoio à implementação de conexão nas escolas. Em nota, o Inep afirma que a logística do Enem digital está definida e "não há preocupação com os prazos" para operacionalização das atividades. "O processo [para assinatura do contrato] segue os trâmites e prazos processuais necessários ao pleito", diz a pasta. Ainda de acordo com a nota, a solução tecnológica será alinhada aos requisitos estabelecidos pela Diretoria de Tecnologia e Disseminação de Informações Educacionais do Inep.

  • Agência Brasil

    Escola Criativa reúne artistas e revitaliza espaços de escolas em SP

    O projeto Escola Criativa, promovido pelo Instituto Choque Cultural e que revitaliza espaços de escolas públicas de São Paulo com intervenções artísticas há dez anos, levou artistas consagrados da arte urbana brasileira para criar obras inéditas nos espaços de quatro escolas da capital paulista e ressignificar suas áreas comuns. O objetivo foi revitalizar esses locais para receber os alunos quando houver o retorno às aulas presenciais, que estão suspensas devido à pandemia de covid-19. As intervenções estão sendo apresentadas ao público por meio de saraus culturais virtuais, pelo site, no dias 1, 2 e 3 de dezembro. Durante os saraus culturais, alunos, familiares e professores também apresentam atividades culturais desenvolvidas ao longo do ano: são poemas, peças de teatro, apresentações musicais entre outros. “O espaço físico e humano da escola, tal como organizado hoje, espelha a vida cotidiana da cidade”, disse a educadora Raquel Ribeiro, uma das organizadoras do projeto, ao lado de Baixo Ribeiro e Mariana Martins, da galeria Choque Cultural. “Assim como desejamos espaços públicos mais amigáveis ao convívio na cidade, se pensarmos a escola como um microcosmo da cidade, veremos que ela também tem seus espaços coletivos como o pátio, a quadra, os corredores, entre outros que podem ter novos significados”, acrescentou Raquel. Ao longo dos últimos dez anos, o projeto beneficiou 40 escolas, alcançando cerca de 275 professores e milhares de crianças e jovens paulistanos. O programa visa à melhoria do ambiente escolar pela integração entre educação e cultura e concebe a escola como microcosmos da cidade. Nesta edição mais recente do projeto, as intervenções artísticas foram assinadas por TEC, Presto, Celso Gitahy e Coletivo Cicloartivo. São pinturas inéditas, com caráter pedagógico, pensadas para revitalizar os espaços e contribuir para o acolhimento dos alunos na retomada de atividades. Todos os artistas participaram das intervenções nas quatro escolas contempladas nesta fase do projeto e, em cada uma, deixaram um pouco da sua arte. O piso cinza da escola EMEF Conde Luiz Eduardo Matarazzo, no bairro Parque dos Príncipes, na zona oeste da cidade, ganhou o colorido de uma amarelinha feita por TEC, artista argentino e radicado no Brasil, um dos principais nomes da arte urbana da atualidade. Os personagens fantásticos e lúdicos de Presto, expoente do grafite brasileiro, tomaram as paredes da EMEF Almirante Ary Parreiras, na Vila Babilônia, zona sul. Já Celso Gitahy, um dos precursores da arte urbana brasileira, há mais de 25 anos em atividade no circuito contemporâneo, levou à EMEF Presidente Campos Salles, na Cidade Nova Heliópolis, zona sul, seu repertório imagético que mistura indígenas, pin-ups, fórmulas matemáticas e inscrições rupestres, obras que remetem à diversidade das ruas. Projeto Escola Criativa - Presidente Campos Salles - Rovena Rosa/Agência Brasil “Ficamos bastante contentes com o projeto do Escola Criativa. Os artistas trouxeram obras inspiradoras e criativas aos nossos espaços, são obras singulares que, sem dúvida, serão apreciadas por nossos alunos e colaboradores na volta às aulas”, disse Silvia Regina Silva Rocha, diretora da escola Campos Salles. O Cicloartivo transformou o ambiente da EMEF Desembargador Amorim Lima, na Vila Gomes, na zona oeste, com pinturas arquitetônicas, amarelinhas e um rio pulsante que percorre a maior parte do espaço externo da escola. Além da revitalização, o projeto visa a estreitar as distâncias entre professores, alunos e comunidades, usando ferramentas que misturam educação, arte e comunicação. Nas edições anteriores, as intervenções foram realizadas durante mutirões, envolvendo a comunidade. Dessa vez, devido à necessidade de distanciamento social na pandemia, os artistas realizaram as intervenções sem mutirões e respeitando o protocolo orientado pelos órgãos públicos de saúde para prevenção do contágio e disseminação da covid-19.

  • Extra

    Homem mantém mulher refém em campus de universidade em Valença

    Um homem mantém um mulher refém no campus da Fundação Educacional Dom André Arcoverde (FAA) em...

  • Extra

    Bolsonaro repete falsa acusação de Crivella e diz que PSOL assumirá Educação do Rio com Paes

    BRASÍLIA — Uma semana depois de o prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) fazer a acusação falsa...

  • Folhapress

    Para forçar volta à escola, MEC resiste em homologar permissão de aula remota até fim de 2021

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O MEC (Ministério da Educação) não quer homologar a resolução do CNE (Conselho Nacional de Educação) que estendeu a autorização para as aulas remotas até o fim de 2021 em função da pandemia de Covid-19. Dessa forma, a pasta tenta forçar o retorno a aulas presenciais, segundo relatos feitos à reportagem. Integrantes da alta cúpula da pasta comandada pelo pastor Milton Ribeiro informaram a interlocutores o objetivo de barrar a decisão do CNE, apesar de dois secretários da pasta terem votado a favor do texto no conselho. A reportagem procurou o MEC mas não recebeu resposta até a publicação deste texto. Essa flexibilização do CNE atinge a educação básica e superior. Caso a resolução não seja homologada, municípios, estados e universidades não poderão computar no próximo ano atividades remotas como carga-horária de aula, como vem ocorrendo neste ano. O conselho tem autonomia para definir temas relacionados à educação, mas seus atos precisam ser homologados pelo ministério. O órgão aprovou a resolução no início de outubro por unanimidade. O ato estendeu a permissão de atividades remotas para o ensino básico e superior, público e particular até o fim de 2021. A adoção de carga horária a distância, no entanto, ficaria a critério de cada rede de ensino ou instituição. O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) é crítico das medidas de distanciamento social e do fechamento de escolas. Em entrevistas, o ministro Milton Ribeiro disse que, pessoalmente, é favorável ao retorno das aulas mas que a decisão cabia às redes de ensino. Apesar disso, o MEC tem tido atuação tímida no apoio às redes de ensino durante a pandemia. Só no mês passado, mais de seis meses após o fechamento das escolas, a pasta anunciou uma linha de financiamento relacionada a Covid-19. A decisão do CNE ampliou as normas excepcionais de atendimento educacional por causa da doença. O texto regulamentou a MP (medida provisória) do governo que flexibilizou o ano letivo de 2020 e permitiu, na pandemia, levar em conta atividades online como carga-horária do ano letivo --a MP foi convertida na lei nº 14.040. A resolução estendeu o prazo de vigência dessa autorização até 31 de dezembro de 2021, um ano a mais que o período de duração do decreto federal que estabeleceu a calamidade pública por causa do coronavírus. O entendimento dos conselheiros com a dilatação do prazo foi permitir a convivência entre o ensino presencial e não presencial no próximo ano, inclusive em processos de recuperação. A ampliação buscava ainda atender as diferentes dificuldades enfrentadas no sistema educacional em todo país. As primeiras versões da resolução estipulavam prazo até meados de 2021. Durante a reunião do órgão, a secretária de Educação Básica, Izabel Lima, chegou a questionar a data, mas votou a favor do prazo. A secretária de Educação Superior também tem assento no conselho. Segundo o CNE, a extensão da flexibilização até o fim de 2021 surgiu de demandas de sistemas e instituições de ensino superior, sobretudo particulares. Entidades que representam as secretarias de Educação de estados e municípios aprovaram o teor do texto. Na educação básica, a medida preconiza a integração dos currículos de 2020 e 2021. O conselho recomenda que o retorno às aulas presencial seja amparado em protocolos sanitários das autoridades locais, com regras de escalonamento nas escolas. As escolas brasileiras começaram a fechar em março deste ano. Uma pesquisa com pouco mais de 400 colégios particulares de São Paulo identificou que 13% deles registraram ao menos um caso confirmado de Covid-19 entre os alunos desde a reabertura --os casos entre professores atingiu 27% das unidades.

COMPARTILHE ESTA PÁGINA