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Notícias da Educação | Dia a dia do ensino

Quase 8 milhões não tiveram aula em agosto por conta da pandemia

  • Ao todo, 16,1% dos estudantes não tiveram aula no mês, excluindo aqueles que estavam de férias no período
  • A ausência de atividades escolares foi mais elevado no Ensino Superior, com 21,3% dos estudantes sem aulas
  • No Ensino Médio e no Fundamental, o percentual foi de 18,6% e 14,4%, respectivamente

Vídeo: Tudo sobre educação

Desfile das escolas de samba no Rio é adiado

SHOTLIST RIO DE JANEIRO, BRASIL23 DE FEVEREIRO DE 2020FONTE: AFPTV 1. Primeiro plano Members of the Estacio de Sa samba school perform during the first night of carnival parade at the Sambadrome 2. Plano geral Members of the Estacio de Sa samba school perform during the first night of carnival parade at the Sambadrome 3. Plano geral Members of the Estacio de Sa samba school perform during the first night of carnival parade at the Sambadrome 4. Primeiro plano Members of the Estacio de Sa samba school perform during the first night of carnival parade at the Sambadrome 5. Plano médio Members of the Estacio de Sa samba school perform during the first night of carnival parade at the Sambadrome 6. Plano geral Members of the Estacio de Sa samba school perform during the first night of carnival parade at the Sambadrome 7. Plano geral Members of the Estacio de Sa samba school perform during the first night of carnival parade at the Sambadrome 8. Plano geral Members of the Estacio de Sa samba school perform during the first night of carnival parade at the Sambadrome 9. Plano médio Members of the Estacio de Sa samba school perform during the first night of carnival parade at the Sambadrome 10. Tilt de baixo para cima Members of the Estacio de Sa samba school perform during the first night of carnival parade at the Sambadrome 11. Plano médio People parading at the Mangueira samba school with colorful costumes12. Plano geral People parading at the Mangueira samba school with a religion themed float13. Plano médio People parading at the Mangueira samba school with dancers in flashy costumes on top of a float14. Plano médio People parading at the Mangueira samba school with a religion themed float15. Tilt de baixo para cima People parading at the Mangueira samba school with a religion themed float
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  • AFP

    Pandemia adia desfiles das escolas de samba do Rio; Europa à beira de novo confinamento

    Os desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro de 2021 foram adiados, devido à pandemia de coronavírus no Brasil, um dos países mais afetados pela covid-19, que também provoca novas medidas de restrição em vários países da Europa.

  • Agência Brasil

    Liesa decide adiar desfiles das escolas de samba no Rio

    A Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) decidiu adiar os desfiles das escolas de samba do grupo especial, que aconteceriam em fevereiro de 2021, devido à pandemia de covid-19. A decisão foi tomada na noite de ontem (24), durante reunião entre representantes das agremiações.De acordo com o presidente da Liesa, Jorge Castanheira, como ainda não se sabe se haverá uma vacina até o carnaval, não haverá tempo hábil para as agremiações se prepararem.No entanto, ele destacou que, por enquanto, os desfiles não foram suspensos, apenas adiados. A Liesa continuará acompanhando a situação da pandemia e fará novas reuniões para decidir se será possível realizar os desfiles em uma nova data em 2021 ou se o evento terá mesmo que ser cancelado.

  • AFP

    Desfile das escolas de samba no Rio é adiado

    SHOTLIST RIO DE JANEIRO, BRASIL23 DE FEVEREIRO DE 2020FONTE: AFPTV 1. Primeiro plano Members of the Estacio de Sa samba school perform during the first night of carnival parade at the Sambadrome 2. Plano geral Members of the Estacio de Sa samba school perform during the first night of carnival parade at the Sambadrome 3. Plano geral Members of the Estacio de Sa samba school perform during the first night of carnival parade at the Sambadrome 4. Primeiro plano Members of the Estacio de Sa samba school perform during the first night of carnival parade at the Sambadrome 5. Plano médio Members of the Estacio de Sa samba school perform during the first night of carnival parade at the Sambadrome 6. Plano geral Members of the Estacio de Sa samba school perform during the first night of carnival parade at the Sambadrome 7. Plano geral Members of the Estacio de Sa samba school perform during the first night of carnival parade at the Sambadrome 8. Plano geral Members of the Estacio de Sa samba school perform during the first night of carnival parade at the Sambadrome 9. Plano médio Members of the Estacio de Sa samba school perform during the first night of carnival parade at the Sambadrome 10. Tilt de baixo para cima Members of the Estacio de Sa samba school perform during the first night of carnival parade at the Sambadrome 11. Plano médio People parading at the Mangueira samba school with colorful costumes12. Plano geral People parading at the Mangueira samba school with a religion themed float13. Plano médio People parading at the Mangueira samba school with dancers in flashy costumes on top of a float14. Plano médio People parading at the Mangueira samba school with a religion themed float15. Tilt de baixo para cima People parading at the Mangueira samba school with a religion themed float

  • Reuters

    Liga das escolas de samba do Rio adia desfile de 2021 devido à pandemia e ainda busca data

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Liga Independente das Escola de Samba (Liesa) decidiu adiar os desfiles das escolas de samba do grupo especial do Rio de Janeiro na Marquês de Sapucaí do ano que vem por conta da pandemia de Covid-19.O Carnaval de 2021 está marcado para o mês de fevereiro, mas como até lá não há perspectiva de vacina ou remédio em larga contra o coronavírus, a decisão foi pelo adiamento da festa, em reunião realizada na noite desta quinta-feira.

  • Folhapress

    Declarações de ministro da Educação sobre gays e papel do MEC contrariam lei, dizem especialistas

    SÃO PAULO, SP, E BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Declarações do ministro da Educação, Milton Ribeiro, sobre orientação sexual, o papel de seu ministério e a carreira de professor em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo foram criticadas por especialistas, para os quais o ministro mostra desconhecimento de suas atribuições e uma "visão equivocada e preconceituosa", que contraria a lei. Na entrevista, publicada nesta quinta (24), Ribeiro, que é pastor presbiteriano, diz que a homossexualidade não é normal e a atribui a "famílias desajustadas". Ele declara ainda que "hoje ser professor é ter quase uma declaração de que a pessoa não conseguiu fazer outra coisa" e exime o MEC (Ministério da Educação) de colaborar com o redes de ensino no enfrentamento dos reflexos da pandemia de coronavírus. "Não se trata de uma questão de valores familiares, mas de um direito à educação de qualidade, ao conhecimento científico, previsto na legislação educacional, reafirmado por decisões recentes do Supremo Tribunal Federal que destacam o dever do Estado de abordar gênero e sexualidade nas escolas", afirma a educadora Denise Carreira, da Ação Educativa. As declarações sobre homossexualidade vieram em resposta a uma pergunta sobre evitar o bullying. "O adolescente que muitas vezes opta por andar no caminho do homossexualismo (sic) tem um contexto familiar muito próximo. São famílias desajustadas, algumas. Falta atenção do pai, falta atenção da mãe. Vejo menino de 12, 13 anos optando por ser gay, nunca esteve com uma mulher de fato, com um homem de fato, e caminhar por aí", diz o ministro. A relação entre contexto familiar orientação sexual não se ampara em nenhuma linha de pesquisa. Também são incorretos os termos "opção sexual", já que a orientação sexual não pode ser escolhida, e "homossexualismo" —o sufixo "ismo" refere-se a doença, e a Organização Mundial da Saúde retirou há 30 anos a palavra da Classificação de Doenças. O GaDvs (Grupo de Advogados pela Diversidade Sexual) afirmou à reportagem que entrará com queixa criminal por racismo homotransfóbico e ação civil por dano moral coletivo. “Não se pode usar a estrutura do Estado para ofender pessoas, disseminar mentiras e ignorar a obrigação constitucional de combater todas as formas de discriminação”, diz Paulo Iotti, diretor-presidente. A homofobia é um problema expressivo na escola. Pesquisa de 2016 mostrou que 73% dos jovens de 13 a 21 anos identificados como LGBT foram agredidos verbalmente na escola em 2015 por causa de sua orientação sexual. É o maior índice entre seis países da América Latina onde a pesquisa foi feita. Ribeiro declara também que quer revisar os conteúdos ensinados nas escolas para que não haja “incentivo a discussões de gênero”. Desde a campanha de 2018, o governo Jair Bolsonaro (sem partido) tem ecoado a agenda de grupos conversadores e religiosos que busca vetar essas discussões na escola. Agora, o debate volta à tona com a gravidez de uma menina de 10 anos em decorrência de estupro no Espírito Santo e a ação da ministra Damares Alves (Mulheres, Família e Direitos Humanos), revelada pelo jornal Folha de S.Paulo, para tentar evitar o aborto legal na criança. Carreira diz que o caso capixaba exemplifica a "urgência da sociedade brasileira dizer não à ignorância e à desinformação promovida por grupos ultraconservadores", e lembra que a educação para igualdade de gênero é prevista tanto na lei quanto em documentos curriculares. O perfil religioso foi preponderante para a nomeação de Ribeiro, que assumiu o cargo em julho e escolheu como assessora uma religiosa defensora da adoção de princípios bíblicos no ensino. Gestores educacionais têm apontado omissão do MEC na coordenação de ações durante e após a pandemia. A pasta não criou uma linha de financiamento específica, e os recursos que o ministro cita na entrevista como enviados às escolas já eram previstos, sem relação com a Covid —o MEC defendeu, em nota, que recursos vieram de remanejamentos internos. "Há um diálogo institucional com o ministério, e essa ação conjunta é extremamente importante", afirma Luiz Miguel, presidente da Undime, entidade dos secretários municipais de educação, para quem as declarações ignoram "o regime de colaboração federativo previsto pela Constituição". Na entrevista, o ministro diz que sua pasta não pode interferir na condução das políticas educacionais. “É estado e município que têm de cuidar disso aí. Nós não temos recurso para atender”, afirma. Segundo o o especialista em políticas educacionais pelo IFRS Gregório Grisa, Ribeiro contraria a Constituição, que prevê como responsabilidade da União a “função redistributiva e supletiva, de forma a garantir equalização de oportunidades educacionais e padrão mínimo de qualidade do ensino mediante assistência técnica e financeira” aos estados e municípios. “O ministro está equivocado sobre as responsabilidades do ministério. Ele fez quase um anúncio de improbidade administrativa ao se eximir de seu papel”, diz. Ribeiro afirma também que que vai revisar materiais didáticos para contemplar outra abordagem sobre a ditadura militar (1964-1985), emulando o discurso de Bolsonaro, que elogia torturadores: "O fato do movimento militar, na época, ter impedido que o Brasil se tornasse uma Cuba eu acho perfeito". Por fim, ele defende maior o foco do MEC nos professores. "Hoje ser professor é ter quase que uma declaração de que a pessoa não conseguiu fazer outra coisa. Está na hora de parar de ter como protagonista somente o aluno, a infraestrutura, a comida, o assistencialismo." A reportagem questionou o MEC sobre planos para os docentes e mudanças curriculares, mas não obteve resposta. Também indagou o ministério sobre as fontes das declarações do ministro sobre homossexualidade, igualmente sem resposta. Em nota, encaminhada na noite de quinta-feira à reportagem, o MEC afirma que reconhece que a valorização dos profissionais da educação básica é fundamental para a melhoria da qualidade da educação. "Isso requer ações específicas que devem focar na formação inicial e continuada dos professores", diz a nota, sem detalhar os planos para o tema.

  • O Globo

    Especialistas condenam declarações homofóbicas do ministro da Educação

    Termos são ofensivos e desumanizam como Goebbels, diz presidente de entidade LGBTI; presidente do Todos Pela Educação critica omissão de Milton Ribeiro

  • Extra

    Senador vai ao STF para que ministro da Educação seja investigado por homofobia

    BRASÍLIA — Depois de o ministro da Educação Milton Ribeiro relacionar a homossexualidade a famílias...

  • Folhapress

    Documentário faz retrato afetivo de escola pública na preparação para o Enem

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Os alunos são convidados pelo professor a olhar dentro de uma caixa posta sobre a mesa. Um a um, eles se revezam e voltam a seus lugares com olhares ressabiados. "Cuidado para não se assustarem, podem se surpreender", brinca o docente. No fundo da caixa tinha um espelho. A cena é uma das primeiras do documentário "Atravessa a Vida", do cineasta João Jardim, que tem duas sessões no festival É Tudo Verdade: na sexta-feira (25), às 21h, e no sábado (26), às 15h, em streaming a partir do site do festival (www.etudoverdade.com.br). O Brasil acumula pesquisas acadêmicas sobre educação pública. São mais raros, entretanto, trabalhos que, como este filme, buscam tanta intimidade com a vida na escola e, sobretudo, com a juventude. Jardim volta ao tema da educação 15 anos depois do sucesso de "Pro Dia Nascer Feliz", premiado documentário de 2005 que retrata estudantes e escolas pelo país. O cineasta também foi codiretor do indicado ao Oscar "Lixo Extraordinário", de "Janela da Alma" e, na ficção, de "Getúlio". A equipe acompanhou por três meses estudantes do 3º ano do ensino médio durante a preparação para o Enem, principal porta de acesso à universidade. Foram cerca de 60 horas de filmagens somente na escola estadual Milton Dortas, na cidade sergipana de Simão Dias (a 100 km da capital Aracaju). Quase todo o filme se passa dentro da escola --uma unidade que, mesmo com mais mil alunos oriundos de famílias pobres, tem conseguido garantir acesso relevante ao sonhado ensino superior. O diretor chegou à escola a partir de reportagem do jornal Folha de S.Paulo do fim de 2017, que mostrou o trabalho realizado por lá. Assim como em "Pro Dia Nascer Feliz", a discussão é profunda, investigativa, e não está na boca de estudiosos. A condução vem da fala dos jovens, como no documentário anterior, mas em "Atravessa a Vida" a maioria das cenas e diálogos está na aulas, atividades no pátio, nas conversas ao vivo entre os alunos. "Não é um filme jornalístico, mas afetivo", diz o diretor. É praticamente um cinema direto. São apenas três depoimentos formais em que jovens contam mais detalhes sobre suas vidas --o primeiro aparece depois de 30 minutos de filme. Nos depoimentos, surgem a pressão do vestibular, a escola como o caminho para uma vida melhor que a da família, a frequente ausência da figura do pai e o medo de não decepcionar. "Meu objetivo de vida é fazer com que a vida da minha mãe tenha valido a pena por todo esse tempo de sofrimento", diz um dos alunos. "Eu tenho medo de, um dia, minha mãe chegar pra mim e dizer: 'Meu filho, não deu'." A câmera fechada nos estudantes e educadores leva o espectador a se sentir na escola. Assim ocorre em discussões sobre as encruzilhadas da matemática, pena de morte, aborto, ditadura militar, ensinamentos da Bíblia ou mesmo sobre o suicídio entre jovens --cujo relato de uma aluna leva a professora às lágrimas. Também estão ali as dificuldades com a falta de professores, o desafio do ensino noturno, as aulas em meio ao barulho da obra pela qual a escola passava durante as filmagens. O filme ainda retrata os alunos votando nas eleições de 2018. Trabalhos documentais em escolas buscam, em geral, registrar e explicar práticas, além de contar a história dos alunos. Mas o filme de Jardim consegue mostrar jovens refletindo, construindo suas opiniões, e também a festejar o aniversário da professora de matemática, jogando, envolvidos em atividades cívicas, divertindo-se, flertando e chorando. Uma cena tocante mostra a diretora Daniela Silva (hoje na secretária de Educação do estado) a consolar, em seu ombro, uma aluna com problemas em casa. Depois de chorar, a estudante agradece e, na sequência, passa a enxugar as lágrimas da educadora, também emocionada. "Atravessa a Vida" apresenta uma escola desconhecida para a maioria das pessoas que não é estudante. Um espaço de resiliência, repleto de sonhos e desafios e, mais ainda, com uma juventude cheia de potência, como ressalta Jardim. "O filme é muito sobre o jovem, sobre o adolescente, sobre esse movimento de 'atravessar a vida', e como a gente desperdiça toda aquela potência", diz o cineasta. O lançamento era previsto para abril e foi adiado por causa da pandemia da Covid-19 e do fechamento de atividades como as salas de cinema. Estreia, agora, em meio às discussões da importância da escola provocadas pelo longo fechamento delas. O filme foi feito para o cinema e deve chegar às salas até o início de 2021, quando ocorre a próxima edição do Enem. Jardim diz que, apesar de a educação ser um ambiente fértil para a dramaturgia, pouco se aproveita dela. "Gosto de trabalhar com essa questão, é um momento importante e a gente entende muito pouco o que acontece dentro da escola", diz ele, que relaciona isso à visão sobre educação no país. "O país não valoriza a educação porque não entende mesmo. Tenho vontade de mostrar para as pessoas a relevância do que está acontecendo." Na aula em que os alunos olham para o espelho, o professor fala de Aristóteles, de futuro, pergunta a carreira dos sonhos dos alunos, e arremata: "Quando a gente olha para o espelho, o que a gente espera do espelho? Que não se quebre, né?".

  • Yahoo Notícias

    Parlamentares pedem que ministro da Educação seja investigado por homofobia: 'Famílias desajustadas'

    Entre as reações, os parlamentares chamaram o comandante do MEC de “medieval e sórdido”, “mentalidade atrasada” e o acusaram de usar argumentos “sem evidência” para esconder falhas em execuções de políticas públicas

  • Folhapress

    Ministro da educação diz não ter responsabilidade sobre volta às aulas e desigualdade educacional

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ministro da Educação, Milton Ribeiro, disse que a volta às aulas presenciais e o aumento da desigualdade educacional no país com a pandemia não são responsabilidades de sua pasta, mas um "problema do Brasil". As declarações foram feitas em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, publicada nesta quinta (24). Ele ainda afirmou que pretende mudar a educação sexual nas escolas brasileiras e atribuiu a homossexualidade a "famílias desajustadas". Para especialistas e entidades educacionais, as declarações do ministro demonstram desconhecimento das responsabilidades do MEC e destacam que a fala de Ribeiro é preconceituosa, ofensiva e ilegal. Desde o início da pandemia do novo coronavírus, especialistas e gestores educacionais têm apontado omissão do MEC na coordenação de ações para o ensino remoto e, agora, para a reabertura das escolas. Ribeiro, assumiu o cargo em julho, e também não anunciou nenhuma medida para apoiar estados e municípios. Para ele, o ministério não pode interferir na condução das políticas educacionais adotadas durante a pandemia. "A lei é clara. Quem tem jurisdição sobre escolas é estado e município. Não temos esse tipo de interferência", disse na entrevista. Sobre o aumento das desigualdades educacionais com a suspensão das aulas presenciais, Ribeiro afirmou se tratar de um problema que "só foi evidenciado pela pandemia". "É estado e município que têm de cuidar disso aí. Nós não temos recurso para atender. Esse não é um problema do MEC, é um problema do Brasil". "Não tem como, vai fazer o quê? É a iniciativa de cada um, de cada escola. Não foi um problema criado por nós. A sociedade brasileira é desigual e não é agora que a gente, por meio do MEC, vai conseguir deixar todos iguais", continuou. Gregório Grisa, especialista em políticas educacionais pelo IFRS, destacou que a Constituição define como responsabilidade da União a "função redistributiva e supletiva, de forma a garantir equalização de oportunidades educacionais e padrão mínimo de qualidade do ensino mediante assistência técnica e financeira" aos estados e municípios. "O ministro está equivocado sobre as responsabilidades do ministério que comanda. Ele fez quase um anúncio de improbidade administrativa ao se eximir de seu papel. Estamos diante da maior crise educacional da nossa geração e o MEC até o momento não anunciou nenhuma ação", afirmou Grisa. Para a UNE (União Nacional dos Estudantes), é "inaceitável o ministro se eximir de suas responsabilidades". A entidade disse que, "enquanto estudantes sentem dificuldades de permanecer nos estudos", o MEC assiste em paralisia à situação. Questionado sobre as ações para melhorar os resultados da educação básica no país, o ministro disse que quer uma revisão dos conteúdos ensinados nas escolas. "Fica gastando tempo assuntos que são laterais. As crianças têm de aprender outras coisas". Ele disse ainda que quer uma revisão na educação sexual para que não haja "incentivo a discussões de gênero". "Quando o menino tiver 17,18 anos, ele vai ter condição de optar. E não é normal. A biologia diz que não é normal a questão de gênero. A opção que você tem como adulto de ser um homossexual, eu respeito, não concordo", afirmou. Ribeiro ainda usou o termo "homossexualismo", que deixou de ser usado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) há 30 anos por não se tratar de uma doença. "Acho que o adolescente que muitas vezes opta por andar no caminho do homossexualismo tem um contexto familiar muito próximo, basta fazer uma pesquisa. São famílias desajustadas, algumas. Falta atenção do pai, falta atenção da mãe". "Vejo menino de 12, 13 anos optando por ser gay, nunca esteve com uma mulher de fato, com um homem de fato e caminhar por aí. São questões de valores e princípios", continuou o ministro, que é pastor da Igreja Presbiteriana. O GaDvs (Grupo de Advogados pela Diversidade Sexual) informou que entrará com queixa criminal de crime de racismo homotransfóbico e ingressará com ação civil por dano moral coletivo. "O ministro simplesmente ofendeu a honra de toda comunidade homossexual e trans na sua fala é isso é ilegal, civil e criminalmente, já que a honra é um direito fundamental. Embora um governo ultra conservador tenha agenda nesse sentido, não pode usar a estrutura do Estado para ofender pessoas, disseminar mentiras e ignorar a obrigação constitucional de combater todas as formas de discriminação", disse Paulo Iotti, diretor-presidente do grupo e doutor em direito constitucional.

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