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Eleições nos EUA 2020 - Notícias da eleição americana

Eleições nos EUA 2020 - Notícias da eleição americana

  • Folhapress

    Ernesto rebate críticas, nega atrito com China e diz que relação com EUA permanece sob Biden

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo, rebateu nesta terça-feira (2) os críticos que o acusam de conduzir uma política externa prejudicial aos interesses do Brasil e afirmou que o país mantém uma "visão estratégica" com os Estados Unidos, mesmo na gestão do democrata Joe Biden. As declarações ocorreram numa rara entrevista coletiva, em que o chanceler colocou foco em temas comerciais e deixou em segundo plano a pauta conservadora que marcou seus dois anos à frente do Itamaraty. Ernesto se queixou que exista a opinião que sua gestão "é prejudicial aos interesses nacionais", sobretudo na dimensão comercial. "Temos alguns parâmetros para mostrar que não é absolutamente assim. Nosso saldo comercial cresceu nos últimos dois anos", afirmou o ministro, lembrando que a balança comercial do país atingiu no ano passado US$ 50 bilhões (R$ 285 bilhões) --resultado impulsionado principalmente pelas vendas do agronegócio. O chanceler abordou em boa parte de sua fala a relação bilateral do Brasil com os Estados Unidos. Nos dois primeiros anos do mandato de Jair Bolsonaro, o governo apostou suas fichas numa aliança com o então presidente americano, Donald Trump. A política ficou conhecida como "alinhamento automático" e gerou críticas de analistas, principalmente após a derrota do republicano para Biden na eleição de novembro do ano passado. Ernesto argumentou que construiu uma "estrutura de confiança" com os americanos. "Isso não foi interrompido com a mudança de governo nos EUA. Mas claro que uma relação profunda como a que estávamos construindo, num país democrático, não se transpõe às vezes automaticamente quando muda o governo, porque depende de um encaixe. Mas esse encaixe continua sendo totalmente possível", disse o ministro. "Todos os sinais são de que essa visão estratégica permanece e continuará rendendo esses resultados". Apesar do tom moderado, Ernesto atacou iniciativas da sociedade civil que, segundo ele, atuam para "criar deliberadamente uma imagem distorcida do Brasil no exterior". Ele se referiu a um seminário organizado na Universidade Harvard e ao relatório entregue a autoridades do governo Biden, elaborado por acadêmicos e ONGs, recomendando a suspensão de acordos entre os EUA e a administração Bolsonaro. "É basicamente uma obra de ficção, muito ruim em termo de estilo. Uma obra de ficção que procurou ser vendida e apresentada como a realidade do Brasil". Ele também criticou a carta de ex-ministros do Meio Ambiente endereçada aos governos de França, Alemanha e Noruega, em que os autores denunciam a devastação causada pela Covid-19 na região amazônica. Para o chanceler, esse tipo de iniciativa "afeta nossos interesses" e prejudica a implementação do acordo comercial assinado entre o Mercosul e a União Europeia. Ernesto foi questionado em mais de uma ocasião sobre as relações do Brasil com a China e sobre os episódios em que o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) -filho do presidente da República- bateu boca nas redes sociais com o embaixador chinês em Brasília, Yang Wanming. No primeiro choque, Eduardo responsabilizou o governo da China pela disseminação do coronavírus, o que fez Yang reagir e classificar a fala do parlamentar de "insulto maléfico" contra o povo chinês. Meses depois, Eduardo acusou a China de querer espionar outros países através da tecnologia 5G, o que desencadeou nova resposta da missão diplomática. Nas ocasiões, o Itamaraty repreendeu a embaixada da China no Brasil. "O que aconteceu no caso foi uma opção diferente [da embaixada], um embate nas redes sociais, contestando inclusive a liberdade de expressão que rege no Brasil. Num tom assim, em alguns casos, meio de ameaça em relação à sociedade brasileira, dizendo que quem fala mal da China vai se arrepender. Isso é completamente fora da prática diplomática. Procuramos chamar a atenção para isso", disse Ernesto . "Isso não gerou absolutamente nenhum problema com a China", complementou. Segundo ele, a "chamada de atenção" do governo Bolsonaro teve "bom resultado no sentido de uma atuação mais correta por parte da embaixada" do país asiático. Em outro momento, ele afirmou que a atuação da embaixada chinesa nos episódios com Eduardo estava "prejudicando a imagem da China no Brasil". O ministro das Relações Exteriores foi questionado diretamente sobre a informação de que, em expediente sigiloso, ele chegou a pedir a Pequim a substituição do embaixador da China no Brasil. O caso foi publicado pelo jornal Folha de S.Paulo. A China ignorou os pedidos. O ministro não respondeu à pergunta e reiterou que o relacionamento com o governo chinês é positivo.

  • Folhapress

    EUA acusam Rússia de envenenar Navalni e anunciam 1ª sanção do governo Biden

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O governo dos Estados Unidos acusou o serviço secreto russo de ter envenenado o líder opositor Alexei Navalni, anunciando as primeiras sanções contra a Rússia desde que o novo presidente americano, Joe Biden, assumiu em 20 de janeiro. Os alvos das sanções, que incluem o banimento de viagem aos EUA e o congelamento de bens no exterior, são autoridades acusadas de tramar a prisão de Navalni, detido assim que voltou à Rússia após tratar-se por 150 dias na Alemanha. O nome mais vistoso afetado é Viktor Zolotov, ex-guarda-costas de Vladimir Putin e diretor da Guarda Nacional, unidade pretoriana criada em 2016 pelo presidente que é vista por analistas russos como uma espécie de seguro contra eventuais golpismos. Ela repete medidas já tomadas pela União Europeia e o Reino Unido em outubro, depois que exames apontaram que Navalni, então internado em Berlim, havia sido envenenado com o agente neurotóxico de origem soviético Novitchok (novato, em russo). Ele trabalhava no mês de agosto em dossiês contra políticos pró-Kremlin na cidade de Tomsk, na Sibéria. Posteriormente, em investigação própria, Navalni disse ter descoberto que o veneno foi colocado em uma cueca sua no hotel em que estava. Governos europeus já haviam sugerido a culpa do FSB (Serviço Federal de Segurança), principal sucessor da antiga KGB, mas os EUA fazerem a acusação diretamente estabelece um novo padrão. Ele já havia sido visto na semana passada, quando Biden divulgou um relatório reservado da CIA (Agência Central de Inteligência) em que o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, é acusado de autorizar o brutal assassinato do jornalista dissidente Jamal Khashoggi, em 2018. Em janeiro, Navalni havia voltado a Moscou, só para ser preso acusado de violar sua liberdade condicional num caso antigo em que era acusado de fraude -que ele diz ser uma perseguição. Sua sentença de três anos e meio foi retomada, e ele foi levado para uma colônia penal para cumprir os dois anos e oito meses restantes. O local é conhecido por lembrar as condições das temidas cadeias soviéticas. Houve grandes protestos em toda a Rússia, mas a dura repressão, com mais de 10 mil ativistas presos, retirou tração do movimento nas últimas semanas. Putin nega responsabilidade do FSB no caso. Na segunda (1º), a União Europeia havia expandido o escopo de suas próprias sanções sobre Zolotov e outras três autoridades: o administrador das prisões federais, Alexander Kalachnikov, o chefe do Comitê Investigativo, Alexander Bastrikin e o procurador-geral, Igor Krasnov. Os EUA ainda devem anunciar medidas contra outras três pessoas. Como costuma ocorrer nesses casos, é uma salva de advertência, a segunda dada por Biden desde que assumiu contra a Rússia. Como se vê, Putin e pessoas muito próximas dele não são afetados diretamente. Na prática, tais sanções só têm impacto político, estabelecendo aquilo que já era perceptível nos primeiros movimentos de Biden em relação à Rússia. Na semana seguinte à sua posse, o americano renovou, de acordo com o que queria Putin, o último e mais importante acordo de controle de armas nucleares estratégicas em vigor. Ao mesmo tempo, anunciou que iria estudar detidamente o caso Navalni e o episódio em que hackers russos são acusados de ter se infiltrado em nove agências governamentais americanas e mais de cem empresas, em 2020. Os temas foram repassados pelo democrata em conversa por telefone com Putin. Ao fazer seu primeiro discurso de política externa, em 4 de fevereiro, Biden dedicou um grande tempo para dizer que a Rússia não iria mais agir impunemente, sugerindo que seu antecessor, Donald Trump, havia feito vista grossa. Cabe lembrar que o republicano sempre foi acusado de ter sido ajudado pelo Kremlin, por meio de interferência virtual no pleito de 2016, algo que ele e Putin negam. Para Biden, a pressão sobre Putin é conveniente, já que ele assume o papel de durão na política externa e agrada seus aliados europeus, sempre temerosos sobre as intenções de Moscou. Desta forma, reafirma sua vontade de remendar os laços que foram esgarçados na relação transatlântica por Trump. Por outro lado, se diferencia do antecessor e ganha tempo para lidar com a questão central de sua diplomacia, a relação com a potência ascendente China. Até aqui, Biden apenas enviou sinais de força ao colocar dois grupos de porta-aviões para treinar no mar do Sul da China, disputado por Pequim, e criou um grupo no Pentágono para fazer um relatório sobre os riscos reais que a ditadura comunista representa aos EUA. Desde que anexou a Crimeia da Ucrânia em 2014, uma resposta geopolítica coerente com a visão do Kremlin de que o país vizinho precisa ou ser aliado ou neutro, já que separa seu território das forças da Otan (aliança militar ocidental), Putin virou um vilão de carteirinha na Europa. O gasto com defesa de países da franja leste da Otan subiu, e a aliança reforçou suas posições nele, criando inclusive uma pequena força aérea multinacional para proteger os Estados Bálticos, os mais vulneráveis a uma eventual agressão russa. A crise política que ameaça a ditadura em Belarus desde a fraude nas eleições de agosto passado resultou num reforço do elo militar entre Minsk e Moscou, e analistas especulam que ele deverá se aprofundar ainda mais nos próximos meses. Isso demonstra a disposição de Putin ante o destino que lhe é apresentado pela geografia. Assim como a Ucrânia, a Belarus é um tampão entre a Rússia e a Europa. A partir da absorção da Crimeia, território de maioria russa étnica, o Ocidente aplica sanções econômicas contra a Rússia. Diferentemente das ações contra indivíduos, que usualmente não dão em nada na prática, as medidas tiveram impacto sobre a economia russa. Há debate sobre o quão grande é esse efeito. O FMI (Fundo Monetário Internacional) estimou que ela custou, de 2014 a 2018, cerca de 0,2 ponto percentual por ano do crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) russo. Já o banco francês BNP Paribas estimou, no ano passado, um impacto global maior, de 8 pontos do PIB em seis anos, algo na casa de US$ 100 bilhões (R$ 540 bilhões) em perdas para companhias russas. Certa é a consequência da restrição de crédito para empresas do país de Putin, assim como para bancos grandes com operação no exterior. Essas amarras, segundo relatório de uma dessas instituições, o Sberbank, têm dificultado o aumento na competitividade e na diversificação da economia. Para complicar, a receita de exportação de Moscou depende de petróleo e gás natural, afetados duramente pela variação nos preços ao longo dos anos e pela depreciação decorrente da queda de demanda na pandemia da Covid-19. Aqui há instrumentos ocidentais que preocupam o Kremlin, como as sanções contra empresas europeias que são sócias do gasoduto Nord Stream 2, que está quase pronto e aumentará a capacidade de envio do produto para a Alemanha e outros países sem passar por áreas conturbadas -Ucrânia e Belarus. Apesar de queixas políticas, por ora a "realpolitik" deu as cartas e os alemães mantiveram o negócio. Por ora, o Kremlin dá de ombros. O chanceler Serguei Lavrov afirmou nesta terça, antes do anúncio americano e ao comentar as sanções europeias, que tudo seria respondido à altura. É outro truísmo, já que a praxe é essa e os efeitos, igualmente inócuos. A crise ocorre num momento em que Putin colhe louros inusuais de uma ofensiva de "soft power" a partir da oferta da vacina russa contra o novo coronavírus Sputnik V, que já foi aprovada em 38 países, inclusive os membros da União Europeia Hungria e Eslováquia.

  • Folhapress

    Biden pressiona Riad, mas rejeita punir príncipe herdeiro

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Durante a campanha eleitoral, o então candidato Joe Biden prometeu linha dura com o regime da Arábia Saudita, que era queridinho do presidente Donald Trump. Em um governo Biden, disse o democrata, os sauditas envolvidos no assassinato e esquartejamento do jornalista Jamal Khashoggi dentro do consulado saudita em Istambul, em 2018, iriam "pagar por isso", e os EUA fariam deles "os párias que realmente são". Na sexta-feira (26), a CIA divulgou um relatório que responsabiliza pessoalmente o príncipe Mohammed bin Salman, conhecido pela sigla MbS, por ter ordenado o assassinato de Khashoggi. E o que aconteceu? O Departamento do Tesouro impôs sanções contra o antigo vice-chefe da inteligência saudita, Ahmed al-Asiri, e contra a Força de Intervenção Rápida da monarquia saudita, que se reportava diretamente a MbS e "cuidava" de dissidentes. Além disso, vetaram vistos para 76 pessoas que sequestravam jornalistas e dissidentes no exterior e os levavam para serem presos em solo saudita. Por sua vez, MbS saiu incólume e, se quiser, pode até passar as férias na Disney. Frente à promessa de Biden de fazer uma reviravolta na política externa, tornando os direitos humanos uma prioridade, as imposições da realpolitik falaram mais alto. "Achamos que existem maneiras mais eficientes de garantir que isso [assassinato de Khashoggi] não aconteça novamente, enquanto mantemos espaço para trabalhar em conjunto com os sauditas em áreas em que há entendimento mútuo, e há interesses nacionais para os EUA. Isso é diplomacia", disse a secretária de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki, no domingo (28), após pressão de legisladores e ativistas para uma ação mais enérgica contra MbS. O governo Biden criou expectativas ao dizer que haveria mais anúncios sobre o caso na segunda-feira (1º). No entanto, um porta-voz do Departamento de Estado limitou-se a afirmar que o governo americano está "focado no comportamento futuro" da Arábia Saudita e simplesmente instou Riad a melhorar sua atuação em direitos humanos e acabar com a "força de elite" que assassinou Khashoggi. O presidente Joe Biden faz uma aposta arriscada: quer limpar sua barra com o público doméstico, que exige atitudes contra MbS, sem implodir o relacionamento com o príncipe saudita, que é quem manda na monarquia do Golfo. Em diplomatiquês, a Casa Branca afirma que o objetivo seria recalibrar a relação com a Arábia Saudita, mas sem provocar uma ruptura. Parte da recalibragem seria a decisão do governo Biden de vetar vendas de armas para ações de ataque dos sauditas na guerra do Iêmen. Biden também cancelou vendas autorizadas por Trump. Mas deixou claro que os EUA continuariam a vender armamentos para que a Arábia Saudita possa se defender do Irã e dos aliados do país xiita. Em sua primeira ligação para o governo saudita, Biden falou com o rei Salman, e o governo afirmou que o monarca seria interlocutor do presidente americano, e não MbS. Trump oferecia a MbS uma linha direta com a Casa Branca, via seu genro, Jared Kushner. Entidades de direitos humanos, jornalistas, legisladores democratas e até John Brennan, ex-diretor da CIA no governo Obama, criticaram duramente a decisão de não impor sanções contra MbS. "Dizer que o príncipe regente MbS foi o responsável pelo horrendo assassinato de Jamal Khashoggi não é suficiente para responsabilizá-lo. O governo Biden precisa fazer muito mais. Para começar, vetar encontros com autoridades americanas e visitas aos EUA", escreveu Brennan em uma rede social. Em artigo nesta segunda-feira, Fred Ryan, publisher do Washington Post, que era empregador de Khashoggi, disse que Biden havia dado um "passe livre para um assassinato". Os EUA já sancionaram chefes de Estado ou governo antes: Nicolás Maduro, ditador da Venezuela; Kim Jong-un, ditador da Coreia do Norte, e Bashar al-Assad, da Síria. Mas nenhum desses países tem o poder de desestabilizar o mercado de petróleo mundial. Por mais que o aumento de produção nos EUA tenha reduzido, e muito, a dependência do reino, a Arábia Saudita ainda tem o poder de reduzir significativamente sua produção, algo que a maioria dos outros produtores não tem. Além disso, impor sanções contra MbS seria cortar relações com o reino saudita por um longo período. O rei Salman tem 85 anos e a saúde frágil. O príncipe de 35 anos é quem governa e deve se manter no poder por muitos anos. O democrata quer preservar alguma boa vontade dos sauditas. Biden precisa do apoio da Arábia Saudita em operações antiterrorismo e para gerenciar o equilíbrio no Oriente Médio. E ele já vai gerar insatisfação no reino do Golfo ao tentar ressuscitar o acordo nuclear com o Irã, sabotado por Trump. O governo saudita é forte opositor do acordo, desde que foi instituído, no governo Obama. Além disso, o rei Salman vem intensificando os laços com a Rússia e a China, os inimigos dos EUA. Trump justificava a insistência em vender armas para os sauditas, mesmo após oposição do Congresso, como uma questão econômica. De fato, o intercâmbio comercial entre os dois países é significativo -foi de US$ 38 bilhões em 2019 (R$ 214 bi, nesta segunda), e os sauditas são grandes compradores de armamentos. Mas esse é apenas um pedaço da história. A aliança entre os EUA e a Arábia Saudita vem de longe, foi firmada 76 anos atrás, entre o presidente Franklin Delano Roosevelt e o avô de MbS, rei Abdulaziz. Os EUA garantiriam acesso ao petróleo saudita, e, em troca, protegeriam a Arábia Saudita de ameaças estrangeiras. Desde sempre, eram países diferentes: uma democracia que, no papel, é comprometida com direitos humanos, e uma monarquia absolutista. Ao longo da história, muitas vezes, os EUA tiveram de fechar os olhos para violações de direitos humanos, quando a geopolítica era mais importante. Aparentemente, é isso que vai acontecer, de novo.

  • Bloomberg

    Biden aberto a cooperar em migração com México: Fontes

    (Bloomberg) -- Durante reunião virtual na segunda-feira, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse ao seu homólogo mexicano, Andrés Manuel López Obrador, que está de acordo com a necessidade de aumentar vias legais para a imigração, segundo duas autoridades do México.Biden também estaria aberto a uma proposta de compartilhamento de vacinas com o México, embora os detalhes ainda devam ser acertados, disse uma das autoridades, que pediu para não ser identificada.López Obrador havia dito nos dias anteriores à reunião de segunda-feira que pediria a Biden a ampliação dos vistos de trabalho para todos os tipos de emprego a fim de ajudar a regular os fluxos de migração do México e da América Central. Ele comparou sua proposta ao Programa Bracero, que durante a Segunda Guerra Mundial enviou milhões de trabalhadores mexicanos aos EUA com contratos de curto prazo, principalmente para trabalhar na agricultura.Biden respondeu positivamente às autoridades mexicanas, enfatizando a necessidade de abrir mais caminhos para a migração legal, disse uma das pessoas.Horas antes da reunião, o presidente do México disse que reiteraria seu pedido de que os EUA compartilhassem parte do suprimento de vacinas ou que pediria às farmacêuticas americanas que vendessem mais para países como o México.Biden concordou em analisar, juntamente com López Obrador, como aumentar o acesso às vacinas, disse uma das autoridades.A Casa Branca não respondeu a um pedido de comentário na noite de segunda-feira.Uma declaração conjunta de ambos os governos não mencionou propostas específicas sobre imigração, mas que Biden e López Obrador haviam “se comprometido com políticas de imigração que reconhecem a dignidade dos migrantes e o imperativo de uma migração ordeira, segura e regular” e prometeram cooperação contra “redes de contrabando criminosas transnacionais”.O comunicado também não disse se os líderes falaram sobre vacinas. A Casa Branca indicou antes da reunião que tal remessa não ocorreria no futuro próximo.“O presidente deixou claro que está focado em garantir que as vacinas sejam acessíveis a todos os americanos”, disse na segunda-feira a secretária de imprensa, Jen Psaki. “Esse é o nosso foco. O próximo passo é a recuperação econômica, e isso é garantir que nossos vizinhos, México e Canadá, tenham administrado a pandemia de maneira semelhante, para que possamos abrir nossas fronteiras e reconstruir melhor.”Questionado se estava disposto a enviar vacinas para o México, Biden disse: “Vamos conversar sobre isso” antes de pedir aos repórteres que saíssem da sala.For more articles like this, please visit us at bloomberg.comSubscribe now to stay ahead with the most trusted business news source.©2021 Bloomberg L.P.

  • AFP

    Senado dos EUA vota 'esta semana' plano de estímulo econômico de Biden

    O Senado dos Estados Unidos votará "esta semana" o plano de estímulo econômico promovido pelo presidente Joe Biden, anunciou o líder da maioria democrata na casa, Chuck Schumer, nesta segunda-feira (1º).

  • AFP

    Candidato a procurador-geral de Biden supera primeiro obstáculo no Senado

    Um comitê do Senado dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (1º) por ampla maioria a indicação do juiz Merrick Garland, candidato do presidente Joe Biden, para chefiar o Departamento de Justiça, uma etapa-chave antes da votação final sobre o cargo de procurador-geral, que pode acontecer esta semana.

  • AFP

    Imigração no centro da cúpula virtual entre Biden e López Obrador

    O fluxo de migrantes e comércio, legal e ilegal, através da fronteira entre os Estados Unidos e o México será o foco das conversas na cúpula virtual desta segunda-feira (1) entre o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e seu homólogo mexicano, Andrés Manuel López Obrador.

  • Bloomberg

    Biden coloca tecnologia como foco da política EUA-China

    (Bloomberg) -- O governo Biden trabalha para colocar semicondutores, inteligência artificial e redes de próxima geração no centro da estratégia dos EUA para a Ásia, na tentativa de reunir o que autoridades chamam de “tecnodemocracias” para fazer frente à China e outras “tecnoautocracias”.O novo foco de rivalidade dos EUA com a China ganhou maior urgência devido à repentina escassez global de microchips, usados em produtos como carros, telefones celulares e geladeiras. A estratégia buscaria reunir uma aliança de países em busca de vantagem na fabricação de semicondutores e computação quântica, transformando arenas tradicionais de competição, como estoques de mísseis e número de tropas.Autoridades públicas atuais e anteriores, além de especialistas externos, dizem que os planos do governo dos EUA na esfera da tecnologia são um microcosmo de um projeto mais amplo para adotar uma abordagem mais orientada para alianças, mas ainda hostil à China, após uma estratégia mais caótica sob o ex-presidente Donald Trump.“Há uma descoberta recente sobre a importância que os semicondutores estão desempenhando nesta batalha geopolítica, porque os chips são a base de todas as tecnologias na era moderna”, disse Lindsay Gorman, pesquisadora de tecnologias emergentes do German Marshall Fund dos EUA. “É um esforço para dobrar a aposta na vantagem tecnológica comparativa dos EUA e seus parceiros democráticos.”É uma abordagem parcialmente baseada em negar à China o acesso a certas tecnologias pelo maior tempo possível, procurando reprimir gigantes chineses como Huawei Technologies e até mesmo copiar uma página do manual do Partido Comunista ao aumentar o envolvimento do governo em setores-chave quando necessário.No final desta semana, o Partido Comunista Chinês, com a presença do presidente Xi Jinping, devem expor como pretendem tornar a tecnologia peça central do desenvolvimento futuro no Congresso Nacional do Povo.Várias pessoas a par do planejamento do governo dos EUA e principalmente de Kurt Campbell, coordenador do Conselho de Segurança Nacional para a Ásia, preveem uma abordagem que coloca maior ênfase em alguns parceiros-chave, como Coreia do Sul, Japão e Taiwan, enquanto oferece incentivos para trazer de volta a fabricação de chips para território americano.Os chips fazem parte dos planos para impulsionar o Quad - uma aliança dos EUA, Japão, Austrália e Índia que recebeu impulso durante a era Trump - que poderia transferir mais produção de tecnologia para o sul da Ásia.For more articles like this, please visit us at bloomberg.comSubscribe now to stay ahead with the most trusted business news source.©2021 Bloomberg L.P.

  • Reuters

    Biden diz que anúncio sobre Arábia Saudita será feito na segunda-feira

    WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse no sábado que seu governo faria um anúncio sobre a Arábia Saudita na segunda-feira, após um relatório da inteligência dos EUA concluir que o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman havia ordenado o assassinato do jornalista Jamal Khashoggi. O governo Biden tem recebido algumas críticas, principalmente um editorial do Washington Post, de que o presidente deveria ter sido mais duro com o príncipe herdeiro, que não sofreu sanções apesar de ser acusado de determinar o assassinato de Khashoggi.

  • Reuters

    Biden obtém vitória legislativa após Câmara aprovar pacote de alívio de US$1,9 tri

    WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, obteve sua primeira vitória legislativa quando a Câmara dos Deputados aprovou, no começo deste sábado, o pacote de ajuda contra o coronavírus proposto por ele, no valor de 1,9 trilhão de dólares, embora os democratas enfrentem desafios em suas esperanças de recorrer ao projeto para aumentar o salário mínimo. Os democratas, que controlam a Câmara, aprovaram a medida por uma votação majoritariamente partidária de 219 a 212 e a enviaram ao Senado, onde planejaram uma manobra legislativa para permitir que a aprovem sem o apoio dos republicanos.