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Notícias do ENEM 2020 - Datas de prova e inscrição

  • Folhapress

    Documentário faz retrato afetivo de escola pública na preparação para o Enem

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Os alunos são convidados pelo professor a olhar dentro de uma caixa posta sobre a mesa. Um a um, eles se revezam e voltam a seus lugares com olhares ressabiados. "Cuidado para não se assustarem, podem se surpreender", brinca o docente. No fundo da caixa tinha um espelho. A cena é uma das primeiras do documentário "Atravessa a Vida", do cineasta João Jardim, que tem duas sessões no festival É Tudo Verdade: na sexta-feira (25), às 21h, e no sábado (26), às 15h, em streaming a partir do site do festival (www.etudoverdade.com.br). O Brasil acumula pesquisas acadêmicas sobre educação pública. São mais raros, entretanto, trabalhos que, como este filme, buscam tanta intimidade com a vida na escola e, sobretudo, com a juventude. Jardim volta ao tema da educação 15 anos depois do sucesso de "Pro Dia Nascer Feliz", premiado documentário de 2005 que retrata estudantes e escolas pelo país. O cineasta também foi codiretor do indicado ao Oscar "Lixo Extraordinário", de "Janela da Alma" e, na ficção, de "Getúlio". A equipe acompanhou por três meses estudantes do 3º ano do ensino médio durante a preparação para o Enem, principal porta de acesso à universidade. Foram cerca de 60 horas de filmagens somente na escola estadual Milton Dortas, na cidade sergipana de Simão Dias (a 100 km da capital Aracaju). Quase todo o filme se passa dentro da escola --uma unidade que, mesmo com mais mil alunos oriundos de famílias pobres, tem conseguido garantir acesso relevante ao sonhado ensino superior. O diretor chegou à escola a partir de reportagem do jornal Folha de S.Paulo do fim de 2017, que mostrou o trabalho realizado por lá. Assim como em "Pro Dia Nascer Feliz", a discussão é profunda, investigativa, e não está na boca de estudiosos. A condução vem da fala dos jovens, como no documentário anterior, mas em "Atravessa a Vida" a maioria das cenas e diálogos está na aulas, atividades no pátio, nas conversas ao vivo entre os alunos. "Não é um filme jornalístico, mas afetivo", diz o diretor. É praticamente um cinema direto. São apenas três depoimentos formais em que jovens contam mais detalhes sobre suas vidas --o primeiro aparece depois de 30 minutos de filme. Nos depoimentos, surgem a pressão do vestibular, a escola como o caminho para uma vida melhor que a da família, a frequente ausência da figura do pai e o medo de não decepcionar. "Meu objetivo de vida é fazer com que a vida da minha mãe tenha valido a pena por todo esse tempo de sofrimento", diz um dos alunos. "Eu tenho medo de, um dia, minha mãe chegar pra mim e dizer: 'Meu filho, não deu'." A câmera fechada nos estudantes e educadores leva o espectador a se sentir na escola. Assim ocorre em discussões sobre as encruzilhadas da matemática, pena de morte, aborto, ditadura militar, ensinamentos da Bíblia ou mesmo sobre o suicídio entre jovens --cujo relato de uma aluna leva a professora às lágrimas. Também estão ali as dificuldades com a falta de professores, o desafio do ensino noturno, as aulas em meio ao barulho da obra pela qual a escola passava durante as filmagens. O filme ainda retrata os alunos votando nas eleições de 2018. Trabalhos documentais em escolas buscam, em geral, registrar e explicar práticas, além de contar a história dos alunos. Mas o filme de Jardim consegue mostrar jovens refletindo, construindo suas opiniões, e também a festejar o aniversário da professora de matemática, jogando, envolvidos em atividades cívicas, divertindo-se, flertando e chorando. Uma cena tocante mostra a diretora Daniela Silva (hoje na secretária de Educação do estado) a consolar, em seu ombro, uma aluna com problemas em casa. Depois de chorar, a estudante agradece e, na sequência, passa a enxugar as lágrimas da educadora, também emocionada. "Atravessa a Vida" apresenta uma escola desconhecida para a maioria das pessoas que não é estudante. Um espaço de resiliência, repleto de sonhos e desafios e, mais ainda, com uma juventude cheia de potência, como ressalta Jardim. "O filme é muito sobre o jovem, sobre o adolescente, sobre esse movimento de 'atravessar a vida', e como a gente desperdiça toda aquela potência", diz o cineasta. O lançamento era previsto para abril e foi adiado por causa da pandemia da Covid-19 e do fechamento de atividades como as salas de cinema. Estreia, agora, em meio às discussões da importância da escola provocadas pelo longo fechamento delas. O filme foi feito para o cinema e deve chegar às salas até o início de 2021, quando ocorre a próxima edição do Enem. Jardim diz que, apesar de a educação ser um ambiente fértil para a dramaturgia, pouco se aproveita dela. "Gosto de trabalhar com essa questão, é um momento importante e a gente entende muito pouco o que acontece dentro da escola", diz ele, que relaciona isso à visão sobre educação no país. "O país não valoriza a educação porque não entende mesmo. Tenho vontade de mostrar para as pessoas a relevância do que está acontecendo." Na aula em que os alunos olham para o espelho, o professor fala de Aristóteles, de futuro, pergunta a carreira dos sonhos dos alunos, e arremata: "Quando a gente olha para o espelho, o que a gente espera do espelho? Que não se quebre, né?".

  • Agência Brasil

    Enem 2020: inscrições para certificadores começam nesta quarta-feira

    As inscrições para a Rede Nacional de Certificadores (RNC), a fim de atuação em atividades de certificação dos procedimentos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020, começam nesta quarta-feira (9) e vão até o dia 29 deste mês. O cadastramento destina-se a servidores públicos federais e professores das redes públicas estaduais e municipais.O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) publicou, nessa sexta-feira (4), no Diário Oficial da União, o Edital nº 64 de chamada pública. As inscrições podem ser feitas no seguinte endereço na internet: certificadores.inep.gov.br ou no aplicativo móvel, disponível nas principais lojas de aplicativos.“Para realizar a inscrição, o candidato deverá atender aos requisitos descritos no edital, como: ser servidor público, efetivo e em exercício, do Executivo Federal ou ser docente, em exercício, das redes públicas de ensino estaduais e municipais e estar devidamente registrado no Censo Escolar 2019; ter formação mínima em ensino médio; não estar inscrito como participante no Enem 2020; não ter cônjuge, companheiro ou parentes de até 3º grau inscritos no Enem 2020; e possuir smartphone ou tablet, com acesso próprio à internet móvel”.Entre as atribuições, os servidores vinculados à RNC deverão certificar in loco, sob demanda do Inep, a efetiva e correta realização dos procedimentos de aplicação nos dias de realização do exame; registrar, em sistema eletrônico, as informações coletadas com base em sua atuação; e informar ao instituto possíveis inconsistências identificadas. Segundo o Inep, o cadastramento prévio não garante a inscrição para atuação como certificador no Enem 2020.Os convocados deverão participar de uma capacitação a distância promovida pelo Inep para divulgação de normas, procedimentos e critérios técnicos da RNC. Eles só serão considerados aptos somente após a participação e a aprovação nas atividades desenvolvidas no curso de capacitação, com no mínimo 70% de aproveitamento.A atividade desenvolvida pelo certificador terá o valor de R$ 342 por dia. A remuneração se enquadra em atividade prevista no anexo do Decreto n.º 6.092, de 2007 (elaboração de estudos, análises estatísticas ou relatórios científicos de avaliação), equiparando-se ao valor da hora do servidor público do Poder Executivo Federal, de R$ 28,50.De acordo com o cronograma previsto no edital, o resultado da chamada pública e o endereço eletrônico com a relação da homologação das inscrições e dos colaboradores convocados para realizar o curso de capacitação serão divulgados no Diário Oficial da União, no dia 14 de outubro.O documento estabelece, ainda, que os certificadores selecionados deverão, obrigatoriamente, nos dias de atuação, portar álcool em gel e usar máscaras para proteção contra a covid-19. As máscaras poderão ser artesanais ou industriais e deverão ser utilizadas ao longo da aplicação e trocadas quando ficarem úmidas ou a cada quatro horas. Será proibida a entrada do certificador no local de aplicação sem a máscara de proteção facial. O Enem impresso está marcado para os dias 17 e 24 de janeiro de 2021.*Com informações do Inep

  • Agência Brasil

    Enem 2020: inscrições para certificadores começam na quarta-feira

    As inscrições para a Rede Nacional de Certificadores (RNC), a fim de atuação em atividades de certificação dos procedimentos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020, começam na próxima quarta-feira (9) e vão até o dia 29 deste mês. O cadastramento destina-se a servidores públicos federais e professores das redes públicas estaduais e municipais.O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) publicou, nessa sexta-feira (4), no Diário Oficial da União, o Edital nº 64 de chamada pública. As inscrições podem ser feitas no seguinte endereço na internet: certificadores.inep.gov.br ou no aplicativo móvel, disponível nas principais lojas de aplicativos.“Para realizar a inscrição, o candidato deverá atender aos requisitos descritos no edital, como: ser servidor público, efetivo e em exercício, do Executivo Federal ou ser docente, em exercício, das redes públicas de ensino estaduais e municipais e estar devidamente registrado no Censo Escolar 2019; ter formação mínima em ensino médio; não estar inscrito como participante no Enem 2020; não ter cônjuge, companheiro ou parentes de até 3º grau inscritos no Enem 2020; e possuir smartphone ou tablet, com acesso próprio à internet móvel”.Entre as atribuições, os servidores vinculados à RNC deverão certificar in loco, sob demanda do Inep, a efetiva e correta realização dos procedimentos de aplicação nos dias de realização do exame; registrar, em sistema eletrônico, as informações coletadas com base em sua atuação; e informar ao instituto possíveis inconsistências identificadas. Segundo o Inep, o cadastramento prévio não garante a inscrição para atuação como certificador no Enem 2020.Os convocados deverão participar de uma capacitação a distância promovida pelo Inep para divulgação de normas, procedimentos e critérios técnicos da RNC. Eles só serão considerados aptos somente após a participação e a aprovação nas atividades desenvolvidas no curso de capacitação, com no mínimo 70% de aproveitamento.A atividade desenvolvida pelo certificador terá o valor de R$ 342 por dia. A remuneração se enquadra em atividade prevista no anexo do Decreto n.º 6.092, de 2007 (elaboração de estudos, análises estatísticas ou relatórios científicos de avaliação), equiparando-se ao valor da hora do servidor público do Poder Executivo Federal, de R$ 28,50.De acordo com o cronograma previsto no edital, o resultado da chamada pública e o endereço eletrônico com a relação da homologação das inscrições e dos colaboradores convocados para realizar o curso de capacitação serão divulgados no Diário Oficial da União, no dia 14 de outubro.O documento estabelece, ainda, que os certificadores selecionados deverão, obrigatoriamente, nos dias de atuação, portar álcool em gel e usar máscaras para proteção contra a covid-19. As máscaras poderão ser artesanais ou industriais e deverão ser utilizadas ao longo da aplicação e trocadas quando ficarem úmidas ou a cada quatro horas. Será proibida a entrada do certificador no local de aplicação sem a máscara de proteção facial. O Enem impresso está marcado para os dias 17 e 24 de janeiro de 2021.*Com informações do Inep

  • BBC News Brasil

    'Algoritmo roubou meu futuro': solução para 'Enem britânico' na pandemia provoca escândalo

    Algoritmo rebaixou notas que haviam sido dadas por professores depois que exame nacional foi cancelado por causa da pandemia.

  • Folhapress

    Governo Bolsonaro define gráfica que vai imprimir Enem

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O governo Jair Bolsonaro (sem partido) assinou o contrato com a gráfica que vai imprimir as provas da próxima edição do Enem. A avaliação está marcada para janeiro e fevereiro de 2021, após adiamento por causa do novo coronavírus. O extrato do contrato com a gráfica Plural, parceria do Grupo Folha com a Quad Graphics, foi publicado nesta terça-feira (4) no Diário Oficial da União. O valor de referência é de R$ 63 milhões. A empresa venceu licitação iniciada neste ano. O certame chegou a ser suspenso pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) e também foi interrompido na Justiça por causa de questionamentos da gráfica Valid, que imprimiu as provas em 2019 e tentava retomar os trabalhos. O Inep é o órgão do MEC (Ministério da Educação) responsável pelo Enem, principal porta de entrada para o ensino superior público. Espera-se que 5,8 milhões de pessoas se inscrevam para a prova. A Plural era responsável pela impressão do Enem em 2009, quando a prova foi roubada e a aplicação, adiada, ainda sob o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A empresa não foi responsabilizada pela Justiça por causa do episódio. Naquelo ano, a RR Donnelley fez o trabalho para a reaplicação com dispensa de licitação. Desde então, o Inep só havia realizado outras duas licitações, em 2010 e 2016, sempre com a vitória da RR Donnelley. Nos outros anos, o contrato havia sido renovado sem concorrência. No ano passado, após a falência da RR Donnelley, o TCU (Tribunal de Contas da União) autorizou a contratação da Valid com base na última licitação, feita em 2016, quando a empresa ficou posicionada na sequência. Exigiu, entretanto, nova licitação a partir deste ano. O órgão também investigou suposto conluio entre a RR Donnelley e Valid nas últimas concorrências e apontou excessos de exigências do edital, como a de uma planta gráfica reserva. Isso restringia a concorrência. Na edição de 2019, a primeira sob o governo Bolsonaro, uma falha iniciada na gráfica Valid provocou a divulgação de notas erradas de milhares de candidatos. As provas impressas serão aplicadas nos dias 17 e 24 de janeiro de 2021. O governo aplicará projeto-piloto do Enem Digital, nos dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro de 2021. A redação, entretanto, será no formato impresso. Do 5,8 milhões de inscritos, 5,7 milhões farão o Enem impresso e 96.086, a versão digital.

  • Folhapress

    Candidatos do Enem terão de usar máscaras durante todo o tempo de prova

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Os estudantes que vão realizar o próximo Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) vão precisar utilizar máscara facial como medida protetora contra o novo coronavírus durante todo o tempo em que estiverem dentro da sala de aplicação das provas. O descumprimento pode acarretar em eliminação do candidato. O Inep, órgão responsável pelo exame, publicou nesta sexta-feira (31) no Diário Oficial da União uma nova versão do edital para incluir as medidas sanitárias e de higiene por causa da pandemia de Covid-19. De acordo com as regras, os estudantes só serão aceitos nos locais de prova se portarem documento de identidade e máscara facial. As máscaras devem cobrir totalmente o nariz e a boca do participante, que poderá levar uma unidade reserva para realizar a troca durante o exame. Só estarão isentos da obrigatoriedade os candidatos com algum tipo de deficiência, como autismo, deficiência intelectual ou sensorial, afirma o texto do edital. O único momento em que as máscaras deverão ser retiradas será durante a identificação do participante. A retirada deve ser feita "sem tocar a parte frontal [da máscara], prosseguida da higienização das mãos com álcool em gel próprio ou fornecido pelo aplicador, antes de entrar na sala de provas", informa o edital. O texto também informa que deve ser respeitado o distanciamento entre as pessoas, mas não fornece detalhes sobre como isso deve ser cumprido. As provas do Enem serão realizadas nos dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro de 2021. As provas estavam marcadas para novembro, mas o Ministério da Educação anunciou o cancelamento por conta da pandemia do novo coronavírus. Os resultados serão divulgados no dia 29 de março. O ex-ministro Abraham Weintraub era contra o adiamento e só mudou de ideia com a iminente derrota sobre o tema no Congresso Nacional. Especialistas e gestores educacionais nos estados alertavam que o impacto do fechamento das escolas, por causa da pandemia, causado aos alunos de escolas públicas, sobretudo os mais pobres. Em maio, a Folha de S.Paulo mostrou que 3 em cada 10 concluintes do ensino médio em escolas públicas no exame de 2018 não tinham acesso à internet. Na escola privada, 3,7% disseram não ter conexão residencial. O Enem tem 180 questões e é aplicado em dois dias. A próxima edição será a primeira com uma aplicação em computador para parte dos candidatos, em caráter de teste. Principal porta de entrada para o ensino superior público, o Enem recebeu neste ano 5,8 milhões de inscritos. Os resultados também dão acesso a bolsas do ProUni (Programa Universidade Para Todos) e contratos do Fies (Financiamento Estudantil).

  • Agência Brasil

    Unicamp não usará Enem no próximo vestibular devido a calendário

    A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) não aceitará o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como forma de seleção para ingresso nos cursos com início em 2021. De acordo com a instituição, a mudança ocorreu em razão da incompatibilidade de calendários do exame do governo federal e da universidade.“De acordo com o cronograma do Enem, os resultados das provas seriam disponibilizados a partir de 29 de março. Já o calendário da Unicamp prevê o retorno às aulas no dia 15 de março”, informou a universidade, em nota.Segundo a Unicamp, se houvesse a chamada dos candidatos do Enem, eles ingressaria na universidade somente após os primeiros dias de abril, com cerca de três semanas de atraso em relação aos demais candidatos, “o que traria um prejuízo tanto para o entrosamento como para o rendimento dos estudantes”.Com a mudança, deixarão de ser oferecidas pelo Enem 639 vagas do edital Enem-Unicamp, cerca de 20% das vagas totais de ingresso, que passarão a ser disponibilizadas pelo vestibular tradicional. De acordo com a universidade, os percentuais de vagas destinadas a ações afirmativas de cotas étnico-raciais e para candidatos oriundos de escola pública estão mantidos, assim como o ingresso via Vestibular Indígena e via Vagas Olímpicas.

  • Folhapress

    Unicamp cancela ingresso para universidade por meio do Enem

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Unicamp anunciou, nesta quarta-feira (22), que não será possível o ingresso por meio do Enem para 2021. A universidade alega incompatibilidade de calendário com o Enem. Isso porque, segundo o MEC, a nova data para divulgação dos resultados do exame é o dia 29 de março, já o início do ano letivo na Unicamp está previsto para o dia 15 de março. Agora, as 639 vagas previstas via edital serão transferidas para o vestibular -totalizando, assim, 3.234 vagas. Em nota, a universidade informa também que a reserva de vagas do exame para candidatos de escola pública (10%) e candidatos autodeclarados pretos e pardos (10%) ficará garantida -este último soma aos 15% que já eram previstos no vestibular. No dia 10 de julho, a Unicamp divulgou as novas datas para o vestibular de 2021. A primeira fase acontece entre os dias 6 e 7 de janeiro e a segunda, nos dias 7 e 8 de fevereiro. Pela primeira vez, o vestibular da universidade será aplicado em dia de semana -entre uma quarta e quinta-feira. As datas foram mudadas em decorrência da pandemia de Covid-19. No início de junho, a Unicamp anunciou que as provas da primeira fase seriam divididas em dois dias, de acordo com a área do curso escolhido pelo candidato. Assim, os candidatos aos cursos de ciências humanas, artes, exatas e tecnológicas farão a prova no primeiro dia e aqueles que optarem por cursos de ciências biológicas ou de saúde fazem a prova no dia seguinte. As medidas foram a forma encontrada pela universidade de evitar a aglomeração dos candidatos nos dias de prova. Além disso, as provas da primeira fase terão questões reduzidas -antes eram 90 e agora serão 72. Ao todo serão 12 questões de língua portuguesa e literatura, 12 de matemática e 8 questões para cada disciplina: biologia, física, geografia/sociologia, história/filosofia, inglês e química. O tempo para a realização também sofreu alteração -se antes poderia ser feito em cinco horas, passou para quatro. As inscrições podem ser feitas entre 30 de julho e 8 de setembro na página da Comvest (www.comvest.unicamp.br).

  • Folhapress

    Cursinho aposta em sala virtual e 800 horas de aula grátis para preparação do Enem

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Com os vestibulares cada vez mais próximos, o ritmo de preparação para as mais importantes provas do ano aumenta. A pandemia mudou a forma de ensinar, e cursinhos buscam a melhor solução para seus estudantes. Especializado principalmente em medicina, considerados um dos cursos de mais difícil ingresso, o Hexag investiu mais de US$ 200 mil (cerca de R$ 1 milhão) para criar um sistema de sala de aula virtual, uma plataforma de streaming inspirada no Netflix e agora vai oferecer 800 horas de aulas gratuitas na internet. A ideia surgiu, conta o diretor pedagógico Herlan Fellini, em 2014, durante uma viagem para a Finlândia, da qual também trouxe o conceito de estudo orientado (onde um conteúdo é apresentado pelo professor e depois estudado e testado no mesmo dia), que norteia o método da instituição. "Quando surgiu a greve dos caminhoneiros, em 2018, foi que continuamos com o projeto que tínhamos visto na Finlândia de ensino híbrido, e foi quando criamos nossa plataforma. Já com o estudo orientado bem colocado", diz. Para evitar que os estudantes perdessem conteúdo durante a greve, foram feitos estúdios para os professores gravarem suas aulas. A quarentena ofereceu desafios maiores e, por isso, foi criado um novo sistema. "Partimos para transformar cada sala de aula do Hexag numa sala-estúdio. Contratamos um pessoal de midiologia da Unicamp. Onde o professor fica, tem placas acústicas, microfone embutido no teto, iluminação especial. Então, começamos a transmitir a aula ao vivo, dentro do horário de aula", explica. Segundo o governo de São Paulo, a previsão é de que as aulas, em todas as esferas de ensino, voltem a funcionar também em esquema híbrido, mesclando aulas presenciais e virtuais, e escalonando alunos. Tanto escolas regulares quanto cursinhos terão que seguir protocolos de distanciamento social e higienização, e começarão a funcionar, em um primeiro momento, com a capacidade reduzida. O sistema da Hexag permitirá que a mesma aula seja lecionada para uma parcela da turma presencialmente e, para o restante, virtualmente. Fellini diz que a instituição deve adotar uma escala para revezar quem sai e quem fica em casa. Atualmente, o cursinho conta com cerca de 3.000 estudantes inscritos em matrículas presenciais e 3,5 mil para aulas online. Enquanto uma mensalidade tradicional pode custar até R$ 2.620 mil (o diretor diz que, por conta das bolsas, o valor médio pago de fato gira em torno de R$ 1.600), o curso virtual custa R$ 293 por mês. No sistema virtual, às 7h15 toca o sinal, como no prédio do cursinho. A transmissão começa, o professor entra na sala e uma câmera de 180° permite que tanto ele quanto a lousa estejam na imagem. Por um chat, os alunos podem enviar dúvidas escritas, que serão respondidas pelo professor durante a aula ou pela equipe de plantonistas auxiliares. Para diminuir os riscos de que o aprendizado fique prejudicado por conta da qualidade da internet na casa de cada um, o Hexag usa uma plataforma de streaming própria, que assim como o Netflix, adapta a transmissão à conexão do estudante -e também deixa disponível o vídeo para quem quiser assistir depois ou fazer o download para ver offline. Com a possibilidade de assistir a aula gravada, transmitida ou presencialmente, o diretor acredita que cada estudante possa se adaptar para como mais lhe convir. Para provas a distância, é necessário ligar uma webcam para que o professor possa monitorar possíveis colas ou de consulta não autorizada durante. "O aluno passa a se tornar ativo no processo, e não passivo. O princípio básico é o de aula dada e estudada no mesmo dia. O aluno pode assistir em outra hora, mas ele precisa cumprir os exercícios e as tarefas daquele dia", conta. Com a estrutura pronta e ativa, Fellini vai transmitir, no próximo sábado (18), a primeira de 100 aulas que serão exibidas de forma pública e gratuita no canal do Youtube do cursinho. Com foco no Enem, serão cerca de 800 horas de conteúdo no total, disponíveis sem custo, além de material didático disponibilizado em PDF. A intenção é alcançar pessoas de todo o Brasil, e não apenas das cinco cidades onde a instituição tem sede (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Campinas e São José dos Campos). Em razão da pandemia, o governo federal remarcou o Enem para 2021. As provas em papel vão ocorrer nos dias 17 e 24 de janeiro e as digitais, em 31 de janeiro e 7 de fevereiro do próximo ano. Os resultados serão divulgados no dia 29 de março de 2021. O governo também agendou para 24 e 25 de fevereiro do próximo ano as datas de reaplicação das provas. Para Fellini, o principal objetivo das aulas gratuitas é atender ao público que não tem condição de pagar nenhuma das opções oferecidas. Neste ano, o Enem recebeu mais de 6,2 milhões de inscrições. Segundo levantamento do jornal Folha de S.Paulo com base em exames anteriores, 34% dos estudantes da rede pública que prestaram a prova em 2018 não tem acesso a internet em casa. Na escola privada, 3,7% disseram não ter internet em casa. Entre pobres e ricos, o abismo é ainda maior. Ao dividir os concluintes no Enem em quatro faixas de renda, 51% do quartil mais pobre não tem internet. Na outra ponta, o acesso atinge 96%.

  • BBC News Brasil

    Enem: adiado por causa da pandemia, exame será realizado em janeiro

    Inep anunciou novas datas para o exame nacional do ensino médio; enquete realizada com estudantes pedia realização da prova só em maio.

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