Assunto

Finanças pessoais | Onde investir

Famílias aproveitam queda nos juros para comprar casa própria mais cara

  • SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A queda histórica nas taxas de juros alimenta uma espécie de ascensão imobiliária nas diferentes camadas sociais. Em outras palavras, um apartamento mais caro, que há alguns anos seria um sonho, agora cabe no mesmo orçamento, graças ao efeito da queda de juros sobre a oferta de crédito para a casa própria. Esse ambiente gera mais confiança para que as famílias possam assumir esse tipo de financiamento, que compromete pelo menos 25% da renda por um período que pode chegar a 35 anos. No jargão adotado nos balanços financeiros das incorporadoras no terceiro trimestre, ocorre um ganho de "affordability", ou mais acessibilidade para assumir as condições de pagamento do imóvel, em tradução livre. Se há quatro ou cinco anos esse comprometimento parecia arriscado, o custo menor agora facilita a decisão. Há dois anos, uma família com renda entre R$ 8.000 e R$ 9.000 que tentasse comprar um imóvel próximo a uma estação de metrô na capital paulista, por exemplo, teria mais chances de fechar o negócio recorrendo a uma linha de crédito do faixa 3 do então Minha Casa Minha Vida. O programa, revisto no governo Bolsonaro, agora se chama Casa Verde Amarela. Com as condições de juros atuais, é possível buscar outra categoria. "Hoje, essa mesma família compra um imóvel a R$ 7.000, R$ 8.000 por m², no valor de R$ 420 mil, não mais no faixa 3, mas via crédito dedicado ao segmento de médio padrão", diz Rodrigo Cagali, diretor financeiro e de relacionamento com investidores da Mitre Realty. Essa mudança de faixa também amplia o acesso ao sistema financeiro imobiliário. A família, que antes poderia recorrer só aos recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), agora tem a opção do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) e pode ter juros mais baixos. Os balanços financeiros das empresas do setor têm destacado o impacto positivo da nova tendência para os negócios. A movimentação impulsionada pelo cenário de juros baixos é destaque no balanço da MRV, que se especializou no segmento de baixa renda. "Para clientes e produtos enquadrados no grupo 3, é mais vantajoso financiar a compra do imóvel através do funding do SBPE do que pelo programa habitacional", diz a construtora. "Isso é extremamente importante, pois permite que mais famílias financiem a compra de um imóvel sem depender ou sobrecarregar o programa CVA [Casa Verde Amarela] e o FGTS." Em relatório a investidores, a EZTec diz que a "melhora radical" da capacidade de financiamento permite não só o aumento de potenciais compradores "mas também de demanda por unidades maiores ou mesmo mais caras". O desejo por apartamentos maiores não chegou a atrapalhar os negócios de quem atua no segmento de compactos. Tatiana Muszkat, diretora institucional da You, Inc, diz que o protagonismo da casa durante a pandemia apenas alte- rou o padrão de desejo do comprador. "Quem pensava em um estúdio agora quer o apartamento de um quarto", diz. O professor João da Rocha Lima, coordenador do Núcleo de Real Estate da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, diz que o bom momento do mercado imobiliário vem da combinação da demanda orgânica --aquela gerada pela necessidade recorrente de novas habitações, pela formação de famílias, casamentos, divórcios-- e demanda reprimida pelas compras que deixaram de ser feitas no anos de crise e juros altos. "Parece que há um boom no mercado, mas o correto é dizer que há uma pressão de demanda. Ficou muita coisa reprimida desde 2016. A taxa de juros a 4%, 6% é uma situação atípica", diz Lima. Para ele, a prestação atual é atraente para o comprador. Com os juros futuros em alta, o patamar baixo não se sustentará por muito tempo. A retomada dos lançamentos também é consequência da dormência vivida pelo mercado até então. "Com a pressão de demanda, a oferta, que vinha baixa, começa a se esgotar, levando as empresas a tirar terrenos do estoque", afirma o pesquisador da Poli-USP. "Parece que há um boom no mercado, mas o correto é dizer que há uma pressão de demanda. Ficou muita coisa reprimida desde 2016 João da Rocha Lima Coordenador do Núcleo de Real Estate da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo Há pouco mais de um mês, o gerente de vendas Peterson Caldeira Júnior, 27, e a esposa, Sabrina Stefani e Silva, 26, se mudaram para a nova casa. Depois de pouco mais de um ano morando com os pais dele, os dois juntaram poupanças e auxílio das famílias para comprar um apartamento de dois quartos na região da Vila Prudente, na zona leste de São Paulo. A quarentena acentuou o desejo por independência. "Queríamos ter nosso espaço. Com a pandemia, ficando sempre em casa, você quer um lugar aconchegante, seu." O plano inicial era alugar um apartamento por uns três anos, para só então pensar em comprar. Mas os valores dos aluguéis contribuíram para o ajuste nos planos e nas contas. "O valor da parcela passa um pouco do que pagaria de aluguel, com a diferença que eu teria pago quase R$ 60 mil em três anos, um dinheiro que não voltaria para mim. Agora, pelo menos, é nosso." A demanda aquecida também começa a ter efeito sobre os preços dos imóveis. Na Mitre, os negócios do terceiro trimestre foram fechados 4,5% acima do previsto inicialmente, em reação à procura alta. Indicador calculado pela Abecip também aponta uma alta acumulada de 10,59% no preço médio dos imóveis residenciais no Brasil nos últimos 12 meses. Na capital paulista, o avanço é de 16,35%. Para o diretor de vendas da Lello Imóveis, Igor Freire, os preços ainda estão estáveis e a oferta permanece ampla, favorecendo negociações de descontos. Em outubro, a empresa registrou 40% mais vendas do que no mesmo período do ano passado, com o melhor resultado de 2020. Metade da demanda registrada pela imobiliária é por imóveis entre 60 m² e 100 m². O segmento econômico também vai bem durante a pandemia. Nas faixas 1,5 e 2 do antigo Minha Casa Minha Vida, as taxas de juros não mudaram --elas são prefixadas e não acompanham as oscilações do mercado de crédito. O apelo da valorização da vida doméstica, porém, surtiu efeito. A estratégia da Construtora Tenda durante o distanciamento social foi o de impulsionar a comunicação com o que a empresa chama de "cliente dormente", chamando a atenção dele para a importância da casa. "Muitos dos nossos clientes não têm a mínima ideia de que poderiam pagar um financiamento e até gastar menos do que estão gastando com o aluguel", afirma o diretor comercial da Tenda, Fabricio Arrivabene. A faixa de renda do cliente da construtora fica entre R$ 1.400 e R$ 3.000 na região Nordeste, e entre R$ 2.500 e R$ 3.000 em cidades como São Paulo. A investidores a Tenda informou que o desempenho recorde de vendas ocorreu organicamente, sem redução de preços.

Líderes: entrevista com CEO's

Papa reza com líderes de várias religiões

Roma se proclamou nesta terça-feira a "capital da paz" em um encontro interreligioso, no qual participaram o papa Francisco e representantes de outras religiões e instituições para orar pela paz e pelas vítimas das guerras e da pandemia de coronavírus.
  • 01:13
  • 01:26
  • 08:55
  • 01:53
  • 10:21
  • Folhapress

    Famílias aproveitam queda nos juros para comprar casa própria mais cara

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A queda histórica nas taxas de juros alimenta uma espécie de ascensão imobiliária nas diferentes camadas sociais. Em outras palavras, um apartamento mais caro, que há alguns anos seria um sonho, agora cabe no mesmo orçamento, graças ao efeito da queda de juros sobre a oferta de crédito para a casa própria. Esse ambiente gera mais confiança para que as famílias possam assumir esse tipo de financiamento, que compromete pelo menos 25% da renda por um período que pode chegar a 35 anos. No jargão adotado nos balanços financeiros das incorporadoras no terceiro trimestre, ocorre um ganho de "affordability", ou mais acessibilidade para assumir as condições de pagamento do imóvel, em tradução livre. Se há quatro ou cinco anos esse comprometimento parecia arriscado, o custo menor agora facilita a decisão. Há dois anos, uma família com renda entre R$ 8.000 e R$ 9.000 que tentasse comprar um imóvel próximo a uma estação de metrô na capital paulista, por exemplo, teria mais chances de fechar o negócio recorrendo a uma linha de crédito do faixa 3 do então Minha Casa Minha Vida. O programa, revisto no governo Bolsonaro, agora se chama Casa Verde Amarela. Com as condições de juros atuais, é possível buscar outra categoria. "Hoje, essa mesma família compra um imóvel a R$ 7.000, R$ 8.000 por m², no valor de R$ 420 mil, não mais no faixa 3, mas via crédito dedicado ao segmento de médio padrão", diz Rodrigo Cagali, diretor financeiro e de relacionamento com investidores da Mitre Realty. Essa mudança de faixa também amplia o acesso ao sistema financeiro imobiliário. A família, que antes poderia recorrer só aos recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), agora tem a opção do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) e pode ter juros mais baixos. Os balanços financeiros das empresas do setor têm destacado o impacto positivo da nova tendência para os negócios. A movimentação impulsionada pelo cenário de juros baixos é destaque no balanço da MRV, que se especializou no segmento de baixa renda. "Para clientes e produtos enquadrados no grupo 3, é mais vantajoso financiar a compra do imóvel através do funding do SBPE do que pelo programa habitacional", diz a construtora. "Isso é extremamente importante, pois permite que mais famílias financiem a compra de um imóvel sem depender ou sobrecarregar o programa CVA [Casa Verde Amarela] e o FGTS." Em relatório a investidores, a EZTec diz que a "melhora radical" da capacidade de financiamento permite não só o aumento de potenciais compradores "mas também de demanda por unidades maiores ou mesmo mais caras". O desejo por apartamentos maiores não chegou a atrapalhar os negócios de quem atua no segmento de compactos. Tatiana Muszkat, diretora institucional da You, Inc, diz que o protagonismo da casa durante a pandemia apenas alte- rou o padrão de desejo do comprador. "Quem pensava em um estúdio agora quer o apartamento de um quarto", diz. O professor João da Rocha Lima, coordenador do Núcleo de Real Estate da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, diz que o bom momento do mercado imobiliário vem da combinação da demanda orgânica --aquela gerada pela necessidade recorrente de novas habitações, pela formação de famílias, casamentos, divórcios-- e demanda reprimida pelas compras que deixaram de ser feitas no anos de crise e juros altos. "Parece que há um boom no mercado, mas o correto é dizer que há uma pressão de demanda. Ficou muita coisa reprimida desde 2016. A taxa de juros a 4%, 6% é uma situação atípica", diz Lima. Para ele, a prestação atual é atraente para o comprador. Com os juros futuros em alta, o patamar baixo não se sustentará por muito tempo. A retomada dos lançamentos também é consequência da dormência vivida pelo mercado até então. "Com a pressão de demanda, a oferta, que vinha baixa, começa a se esgotar, levando as empresas a tirar terrenos do estoque", afirma o pesquisador da Poli-USP. "Parece que há um boom no mercado, mas o correto é dizer que há uma pressão de demanda. Ficou muita coisa reprimida desde 2016 João da Rocha Lima Coordenador do Núcleo de Real Estate da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo Há pouco mais de um mês, o gerente de vendas Peterson Caldeira Júnior, 27, e a esposa, Sabrina Stefani e Silva, 26, se mudaram para a nova casa. Depois de pouco mais de um ano morando com os pais dele, os dois juntaram poupanças e auxílio das famílias para comprar um apartamento de dois quartos na região da Vila Prudente, na zona leste de São Paulo. A quarentena acentuou o desejo por independência. "Queríamos ter nosso espaço. Com a pandemia, ficando sempre em casa, você quer um lugar aconchegante, seu." O plano inicial era alugar um apartamento por uns três anos, para só então pensar em comprar. Mas os valores dos aluguéis contribuíram para o ajuste nos planos e nas contas. "O valor da parcela passa um pouco do que pagaria de aluguel, com a diferença que eu teria pago quase R$ 60 mil em três anos, um dinheiro que não voltaria para mim. Agora, pelo menos, é nosso." A demanda aquecida também começa a ter efeito sobre os preços dos imóveis. Na Mitre, os negócios do terceiro trimestre foram fechados 4,5% acima do previsto inicialmente, em reação à procura alta. Indicador calculado pela Abecip também aponta uma alta acumulada de 10,59% no preço médio dos imóveis residenciais no Brasil nos últimos 12 meses. Na capital paulista, o avanço é de 16,35%. Para o diretor de vendas da Lello Imóveis, Igor Freire, os preços ainda estão estáveis e a oferta permanece ampla, favorecendo negociações de descontos. Em outubro, a empresa registrou 40% mais vendas do que no mesmo período do ano passado, com o melhor resultado de 2020. Metade da demanda registrada pela imobiliária é por imóveis entre 60 m² e 100 m². O segmento econômico também vai bem durante a pandemia. Nas faixas 1,5 e 2 do antigo Minha Casa Minha Vida, as taxas de juros não mudaram --elas são prefixadas e não acompanham as oscilações do mercado de crédito. O apelo da valorização da vida doméstica, porém, surtiu efeito. A estratégia da Construtora Tenda durante o distanciamento social foi o de impulsionar a comunicação com o que a empresa chama de "cliente dormente", chamando a atenção dele para a importância da casa. "Muitos dos nossos clientes não têm a mínima ideia de que poderiam pagar um financiamento e até gastar menos do que estão gastando com o aluguel", afirma o diretor comercial da Tenda, Fabricio Arrivabene. A faixa de renda do cliente da construtora fica entre R$ 1.400 e R$ 3.000 na região Nordeste, e entre R$ 2.500 e R$ 3.000 em cidades como São Paulo. A investidores a Tenda informou que o desempenho recorde de vendas ocorreu organicamente, sem redução de preços.

  • Canaltech

    Beneficiários do Bolsa Família poderão receber auxílio por poupança digital

    A ação beneficiará mais de nove milhões que tem direito ao pagamento, mas não possuem nenhum conta bancária. A abertura das contas será feita de forma automática e escalonada pela Caixa sem a necessidade de apresentação de documentos ou comparecimento às agências

  • Agência Brasil

    Bolsa Família: beneficiário do programa receberá por poupança digital

    A Caixa Econômica Federal inicia, a partir de dezembro, o pagamento aos beneficiários do Programa Bolsa Família por meio da Conta Poupança Social Digital. Mais de 9 milhões de pessoas que ainda não possuem nenhuma conta bancária poderão receber o benefício por meio de crédito na conta digital, sacar com o cartão Bolsa Família e movimentar os valores pelo aplicativo CAIXA Tem. A modalidade permitirá que o beneficiário tenha conta bancária sem obrigatoriedade de saque integral das parcelas. A abertura das contas será feita de forma automática e escalonada pela Caixa sem a necessidade de apresentação de documentos ou comparecimento às agências. Além de movimentar o benefício pelo aplicativo, os beneficiários poderão continuar sacando os recursos por meio do Cartão Bolsa Família ou Cartão Cidadão. Calendário A abertura das contas digitais para crédito do Bolsa Família será feita de forma escalonada. Os primeiros a receber os recursos com os serviços da Conta Poupança Social Digital serão os beneficiários de NIS com final 9 e 0, seguindo a data de crédito regular do Programa. Nesta primeira etapa, que ocorrerá em dezembro, cerca de 1,5 milhão de pessoas receberão os valores pelo CAIXA Tem. Mês a mês, de acordo com o último digito no NIS, os beneficiários passarão a receber o benefício do Bolsa Família com os serviços da Conta Poupança Social Digital, conforme o seguinte calendário: - Beneficiários com NIS final 6, 7 e 8 receberão em janeiro (2,25 milhões de pessoas) - Beneficiários com NIS final 3, 4 e 5 receberão em fevereiro (2,25 milhões de pessoas) - Beneficiários com NIS final 1, 2 e Grupos Populacionais Tradicionais Específicos (indígenas, quilombolas, ribeirinhos, extrativistas, pescadores artesanais, comunidades tradicionais, agricultores familiares e outros) receberão em março (3 milhões de pessoas)

  • Agência Brasil

    Resgates no Tesouro Direto superam investimentos em R$ 471,9 milhões

    Os investimentos em títulos do Tesouro Direto chegaram a R$ 1,53 bilhão em outubro, enquanto os resgates somaram R$ 2,01 bilhões. Com isso, o resultado líquido ficou negativo em R$ 471,9 milhões. Os dados foram divulgados hoje (24), em Brasília, pela Secretaria do Tesouro Nacional. As aplicações de até R$ 1 mil representaram 68,56% das operações de investimento no mês. O valor médio por operação foi de R$ 4.739,47. Os títulos mais demandados pelos investidores foram os indexados à inflação (Tesouro IPCA+ e Tesouro IPCA+ com juros semestrais) que somaram, em vendas, R$ 543,67 milhões e corresponderam a 35,38% do total. Títulos Os títulos indexados à taxa Selic (Tesouro Selic) totalizaram R$ 519,15 milhões, representando 33,79% das vendas, enquanto os prefixados (Tesouro Prefixado e Tesouro Prefixado com Juros Semestrais) atingiram R$ 473,65 milhões em vendas, ou 30,83% do total. Em relação aos resgates antecipados, predominaram os títulos indexados à taxa Selic, que significaram R$ 1,31 bilhão (65,56%). Os títulos remunerados por índices de preços (Tesouro IPCA+, Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais e Tesouro IGPM+ com Juros Semestrais) totalizaram R$ 441,90 milhões (22,01%), os prefixados, R$ 249,56 milhões (12,43%). Quanto ao prazo, a maior parcela de vendas se concentrou nos títulos com vencimento entre um e cinco anos, que alcançaram 42,88% do total. As aplicações em títulos com vencimento acima de dez anos representaram 25,18%, enquanto os títulos com vencimento de cinco a dez anos corresponderam a 31,94% do total. Estoque O estoque do Tesouro Direto cresceu 0,06% em outubro na comparação com setembro, indo para R$ 61,53 bilhões. Os títulos remunerados por índices de preços, somaram R$ 30,48 bilhões, ou 49,54% do total. Na sequência, vêm os indexados à taxa Selic (R$ 18,67 bilhões; 30,35%), e os prefixados (R$ 12,37 bilhões, 20,11% do total). Base de Investidores O número de investidores cadastrados no programa cresceu 3,27% na comparação com setembro de 2020, atingindo 8.660.306 pessoas. O total de investidores ativos no Tesouro Direto, isto é, aqueles que atualmente estão com saldo em aplicações no programa, foi de 1.358.668 pessoas, representando uma queda de 941 investidores no mês.

  • Agência Brasil

    Procura por imóveis para o réveillon no Rio de Janeiro cai 15%

    A procura por imóveis de temporada para o período do réveillon na cidade do Rio de Janeiro registrada até o momento está 15% menor do que no ano passado, de acordo com levantamento do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-RJ). Os preços também caíram, chegando a uma redução de até 20% nos valores médios de diárias.   As quedas eram esperadas por conta da pandemia do novo coronavírus e das mudanças na comemoração tradicional da cidade que, neste ano, será transmitida pela internet e pela TV.  Segundo o Creci-RJ, atualmente cerca de 50% dos imóveis estão reservados para o ano-novo. Normalmente, a pouco mais de um mês para a virada, a taxa é de 80%. Os números, apesar de mais baixos, superaram as expectativas, de acordo com conselho. Caso não haja um avanço da covid-19, a estimativa é que haja um aumento das reservas até a virada do ano.  “Apesar da fase que atravessamos, vamos ter um réveillon muito bacana e positivo”, diz o diretor do Creci-RJ, Laudimiro Cavalcanti. Segundo ele, a alta do dólar e as novas ondas de contágio pelo novo coronavírus no exterior podem fazer com que os brasileiros prefiram um destino nacional, como o Rio, que é conhecido pelos eventos da virada. Mesmo sem a festa tradicional, os atrativos naturais e os pontos turísticos são fatores que podem atrair turistas. Além da capital, de acordo com o Creci-RJ, muitas pessoas têm procurado casas em outras regiões do estado. Cidades como Angra dos Reis, Búzios e Petrópolis estão com a ocupação beirando os 100% para o réveillon. Em Cabo Frio, a procura está, em média, 10% maior que nos anos anteriores.  Cavalcanti diz que os proprietários estão tomando cuidados de higienização para que os imóveis sejam os mais seguros possíveis. “Os proprietários, sabendo da situação que atravessamos, antes do viajante chegar, fazem uma higienização geral, com vistoria geral. Com isso, dão segurança para aqueles que vão entrar no apartamento.”  Hotéis Entre os hotéis, de acordo com pesquisa prévia do Sindicato dos Meios de Hospedagem do Rio de Janeiro (Hotéis Rio), a ocupação na capital para o próximo réveillon chegou a 45% este mês. De acordo com o governo do estado do Rio de Janeiro, a rede hoteleira assumiu o compromisso de seguir os protocolos de segurança e saúde contra a disseminação do novo coronavírus. Festa de réveillon Neste ano, não haverá a tradicional queima de fogos nem os shows na Praia de Copacabana. De acordo com a prefeitura da cidade, haverá seis palcos espalhados em pontos turísticos emblemáticos do Rio. Os locais onde serão realizados os shows de luzes e de artistas ainda são assunto em negociação. O que está definido, segundo a prefeitura, é que serão em pontos isolados, como o Forte de Copacabana e o Morro da Urca. Não será permitida a presença de público. Os shows serão transmitidos pela televisão, por canal ainda a ser divulgado, e pelas plataformas digitais, por meio do canal oficial da Empresa de Turismo do Município do Rio (Riotur) no YouTube. A festa contará ainda com luzes e efeitos visuais inéditos, e a contagem regressiva será visível em diversos lugares da cidade. “Este novo modelo vai criar uma atmosfera de respeito, com homenagens às vítimas da covid-19 e também aos profissionais que estão na linha de frente do combate à pandemia”, informou em nota a prefeitura.  Novo coronavírus  De acordo com os dados mais recentes, divulgados ontem (23) pela Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro, a capital concentra o maior número de casos e de mortes por covid-19 no estado, com 131.433 do total de 338.668 infecções confirmadas e 12.979 de 22.028 óbitos. Após um período de queda, a média móvel de mortes no estado do Rio de Janeiro por covid-19 nos últimos sete dias vem aumentando. Passou de 100 óbitos por dia no último dia 18, pela primeira vez desde 21 de setembro, segundo painel de monitoramento da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Na sexta-feira (20), chegou a 110,86. Diante da alta recente também na taxa de ocupação de leitos para pacientes com a covid-19 no Sistema Único de Saúde (SUS), a Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro anunciou a abertura de mais leitos clínicos e de terapia intensiva. De acordo com os dados divulgados no sábado (21) pela Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro, a capital concentra o maior número de casos e de mortes por covid-19, no estado, com 130.949 do total de 337.277 casos confirmados e 12.935 de 21.971 óbitos.

  • Extra

    Feirão de Imóveis Online tem 16 mil ofertas para financiamento até sábado

    A Feira de Imóveis Online disponibiliza, até sábado (28), 16 mil imóveis novos para financiamento....

  • Yahoo Finanças

    Compra do primeiro imóvel é a mais baixa desde 1987

    A pandemia teve dois efeitos econômicos: alguns compradores se beneficiaram, pois não perderam seus empregos, tiveram acesso a taxas de juros mais baixas e mais oportunidades de economiza

  • Folhapress

    Promotoria identifica domínio do PCC em imóveis de Cohab e CDHU em várias cidades de SP

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Promotores de São Paulo especializados no combate ao crime organizado identificaram uma célula da facção PCC responsável pelo gerenciamento de dezenas de imóveis do CDHU e Cohab, companhias habitacionais do estado e da capital paulista, dominadas pelos criminosos. Cinco pessoas ligadas a essa célula, batizada pelos criminosos de "Setor CDHU" ou "Setor dos APs", foram presas na manhã desta quarta-feira (18) em uma operação da Promotoria e da Polícia Militar paulista, entre elas uma advogada responsável pelo gerenciamento dos recursos desse setor. De acordo com integrantes do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), integrantes do PCC tomavam posse de apartamentos dessas companhias e os repassavam para pessoas ligadas à facção, entre egressos do sistema prisional ou familiares de presos faccionados. Cerca de 20 imóveis já foram identificados pelos promotores como dominados pelo crime em "diversas cidades" como capital, Guarulhos, Diadema, Jundiaí e Jacareí. Esse número deve aumentar agora com as apreensões feitas na manhã desta quarta, já que os policiais encontraram farto material sobre o assunto. Em janeiro deste ano, uma reportagem do jornal Folha de S. Paulo revelou uma lista, em poder do governo paulista, com mais de uma centena de endereços na capital e Grande São Paulo, entre conjuntos habitacionais, prédios e terrenos, espaços públicos e privados onde há indícios do domínio do crime organizado. Em parte dos casos, havia exploração financeira, semelhante sistema das milícias do Rio. Os promotores disseram ao jornal que, nesse caso específico investigado agora, não havia exploração dos moradores. Pelo contrário. As eventuais despesas do imóvel, como de prestações mensais e condomínio, eram assumidas pela facção, ficando para o morador apenas as contas de água e luz. Para o Ministério Público, com essas medidas, a cúpula da facção tem como finalidade perpetuar o vínculo entre ela e seus os integrantes. "Sob um discurso falso de assistencialismo, o 'Setor CDHU' tem como propósito não assegurar o bem-estar de pessoas menos favorecidas, mas garantir a permanência da estrutura criminosa da base do PCC", diz nota da Promotoria. Ainda segundo a investigação do Gaeco, entre os presos na operação desta quarta, alguns tinham a função de buscar novas unidades e, quando localizadas, faziam operação para ocupá-las o mais rápido possível. Para isso, em muitos casos, ainda segundo a Promotoria, contavam com a ajuda de síndicos desses condomínios. Em muitos casos, após a invasão do imóvel, famílias com crianças eram colocadas para dificultar a retomada do apartamento pelo estado. O Ministério Público ainda estuda com as companhias habitacionais o que fazer com as famílias que ocupam os imóveis atualmente.

COMPARTILHE ESTA PÁGINA