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Roraima RR | Últimas notícias do estado e Boa Vista

  • Reuters

    Linhão de transmissão em Roraima terá receita definida em arbitragem, diz Aneel

    (Reuters) - O projeto de um linhão de transmissão de energia que conectará Roraima ao sistema elétrico interligado do Brasil deverá ser alvo de um inédito processo de arbitragem envolvendo diversos órgãos de governo, disse nesta terça-feira o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), André Pepitone. O mecanismo tem sido visto como solução após a responsável pela obra, Transnorte Energia, associação entre Eletrobras Eletronorte e Alupar, ter insistido em uma disputa com o órgão regulador pelo aumento da receita que receberá em troca da construção do empreendimento.

  • Folhapress

    Polícia invade abrigo de refugiados e detém freira em Roraima

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Equipes da Polícia Federal, ao lado de agentes civis e militares de Roraima, invadiram, na quarta-feira (17), um abrigo de refugiados gerido pela Pastoral do Migrante que acolhe cerca de 55 mulheres e crianças venezuelanas em Pacaraima. A freira que dirige o local, irmã Ana Maria da Silva, 60, foi detida e levada à delegacia para prestar depoimento. Os policiais estavam armados e encapuzados. "Eu me senti como se fosse a maior traficante de drogas do mundo", disse à reportagem Silva, que divide com duas outras freiras a supervisão do abrigo temporário, ligado à Congregação Irmãs de São José. "Eles entraram aqui sem ordem judicial e me levaram para a delegacia de camburão. Qual é o meu crime, abrigar grávidas e crianças que estariam na rua?" O governo do estado de Roraima informou que os policiais que entraram no abrigo são ligados à Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO). Eles afirmam que foram ao local dar apoio a uma equipe da Vigilância Sanitária do município, que havia recebido uma denúncia de aglomeração no local, contrariando o decreto municipal vigente com a pandemia de Covid-19. Para o Ministério Público Federal e a Defensoria Pública da União, no entanto, a ação não foi motivada por razões sanitárias. "A forte presença de policiais militares e federais armados, alguns encapuzados, transmite a ideia de que não se tratou de simples inspeção sanitária, mas de ação coordenada com o objetivo de invadir a Casa São José, desativá-la, e encaminhar mulheres e crianças para a deportação", disse o defensor regional de direitos humanos Ronaldo de Almeida Neto. "Até o momento, ao que se sabe, não se cogitou o ingresso nas instalações da Operação Acolhida [coordenada pelas Forças Armadas], onde centenas de migrantes encontram-se abrigados, para que fosse verificado o cumprimento do decreto municipal." Segundo a Polícia Civil, as mulheres e crianças estavam irregulares no Brasil e viviam em condições insalubres, e o local foi parcialmente interditado. A princípio, todas seriam deportadas, mas, após atuação da Defensoria Pública da União, foram encaminhadas à Operação Acolhida. O Ministério Público Federal e a DPU entraram com uma ação pública afirmando que há "a criminalização da prestação de assistência e ajuda humanitária a migrantes" e pedindo o fim de invasões de abrigos refugiados. "Há indícios que levam a crer que o suposto descumprimento de normas sanitárias não passou de um pretexto para a realização de novas deportações sumárias", diz a ação. O governo brasileiro está barrando a entrada por terra de qualquer pessoa proveniente da Venezuela, até aqueles que têm familiares no Brasil, desde o início do ano passado. A portaria atualmente em vigor, a 652 de 25 de janeiro de 2021, determina que estrangeiros de todas as nacionalidades estão proibidos de entrar por terra no Brasil, mas há diversas exceções: imigrantes com residência de caráter definitivo no país, aqueles que têm cônjuge, companheiro, filho ou pai brasileiro, e portadores do Registro Nacional Migratório (o antigo RNE). As exceções valem para todas as nacionalidades, menos para pessoas vindas da Venezuela, que não podem entrar no Brasil por terra sob nenhuma hipótese. O estado de Roraima lançou a Operação Horus, no final de fevereiro, com o intuito de resguardar as fronteiras e combater a imigração ilegal de venezuelanos. Segundo a assessoria de imprensa do governo estadual, estão entrando irregularmente cerca de 1.500 venezuelanos por semana, sem exame de saúde. De acordo com o governo, os migrantes irregulares podem sobrecarregar o sistema de saúde do estado em meio à pandemia. "Essa ocorrência é gravíssima. O governo federal já vem usando a crise sanitária de forma seletiva para impedir a entrada de refugiados, enquanto deixa turistas entrarem. Agora, vimos uma alegada preocupação com saúde para intimidar refugiados e uma organização da sociedade civil", diz Camila Asano, diretora de programas da Conectas Direitos Humanos. Procurada, a Polícia Federal não respondeu a pedidos de entrevista da reportagem. A Prefeitura de Pacaraima limitou-se a dizer que sua equipe da Vigilância Sanitária foi até o abrigo porque havia descumprimento do decreto municipal que proíbe aglomerações. Na ação pública, a DPU e o Ministério Público Federal afirmam que "se não fosse o trabalho prestado por essas entidades, a maior parte dessas pessoas muito provavelmente estariam em situação de rua, sem a possibilidade de adoção de quaisquer medidas preventivas, e portanto muito mais expostas ao contágio, e por conseguinte, a transmitirem a Covid-19". A DPU diz que aumentaram os casos de deportação sumária e perseguição de refugiados em Roraima. A portaria em vigor determina que qualquer estrangeiro que entrar no país de forma irregular está "inabilitado" para pedir refúgio. A imensa maioria dos venezuelanos tem poucos recursos e só consegue entrar no Brasil por terra, e não por via aérea, como a portaria permite. Eles acabam entrando irregularmente e, por isso, ficam impedidos de solicitar refúgio e passíveis de deportação.

  • LANCE!

    Felipe Conceição fala que Cruzeiro teve 'alma' na dura classificação diante do São Raimundo-RR

    A Raposa conseguiu avançar na Copa do Brasil ao empatar por 1 a 1 com a equipe de Roraima

  • LANCE!

    Cruzeiro empata com o São Raimundo-RR e avança na Copa do Brasil

    A Raposa passou"aperto" pelo segundo ano seguido diante do time de Roraima para conseguir a sua classificação

  • Reuters

    Boa Vista compra provedora de serviço antifraude Konduto por R$172 mi

    SÃO PAULO (Reuters) - A empresa de informações de crédito Boa Vista anunciou nesta quinta-feira a compra da fornecedora de soluções antifraude Konduto por cerca de 172 milhões de reais. A Konduto atua principalmente na segurança da operação de lojas virtuais, fintechs e meios de pagamento com operação em Brasil, México, Argentina, Chile e Colômbia.

  • LANCE!

    São Raimundo-RR x Cruzeiro. Onde assistir, prováveis times e desfalques

    A Raposa inicia sua jornada na Copa do Brasil 2021 contra o mesmo rival da temporada passada, quando suou para conseguir avançar na competição

  • Folhapress

    Garimpo ilegal promovido pelo 'senador da cueca' se expande em RR, e indígenas recorrem à ONU

    MANAUS, AM (FOLHAPRESS) - Imagens de drone e de vídeo feitas na terça-feira (2) pelo Conselho Indígena de Roraima (CIR) na Terra Indígena Raposa Serra do Sol mostram que o garimpo ilegal continua crescendo de forma descontrolada na região da Serra do Atola, próxima da comunidade Raposa 2, no município de Normandia (RR). "Esse garimpo começou há começou há quase dois anos, mas aumentou de janeiro para cá, quando o governador Antonio Denarium (sem partido) assinou a lei que autorizava garimpo", afirma o vice-coordenador do CIR, o macuxi Edinho Batista de Souza. Segundo a liderança, nem mesmo a recente suspensão da lei estadual pelo Supremo Tribunal Federal (STF) diminuiu a atividade na terra indígena. Souza diz que o local se tornou uma grande favela, com dezenas de barracos de lona onde os garimpeiros dormem. No entorno, há inúmeros buracos para a extração do cascalho, depois triturados em moinhos para a retirada do ouro. A atividade seria financiada por comerciantes e políticos locais. O CIR estima que haja cerca de mil garimpeiros ali. Segundo relatos colhidos pela entidade, o garimpo está dividido em três áreas, e cada uma tem um líder que controla o fluxo de pessoas e a venda de lotes. O abastecimento é feito por meio de um mercado e de um bar. O CIR tem enviado informações para o o Ministério Público Federal, Polícia Federal, Ibama, Exército e PM, mas sem resultado até agora. "A gente está sentindo uma lentidão, mas temos nossas estratégias e vamos achar uma solução", afirma Souza. No início do mês, o CIR relatou a situação da TI Raposa Serra do Sol ao Comitê de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais da ONU. No documento, a entidade pede que as Nações Unidas questione o governo brasileiro sobre quais são as ações adotadas para combater o garimpo ilegal. Esse garimpo foi visitado em janeiro pelo senador Chico Rodrigues (DEM-RR). Em vídeo gravado no local, ele diz que é um "trabalho fabuloso", feito sem "danos ambientais". Meses depois, em outubro, ele foi flagrado pela Polícia Federal com dinheiro na cueca em sua casa. À época, era vice-líder no Congresso do governo Jair Bolsonaro (sem partido). O CIR mapeou garimpos em outras regiões da terra indígena. Em um deles, perto da cidade de Uiramutã, a atividade sujou a água de cachoeiras do igarapé do Urucá, um dos principais destinos turísticos de Roraima.

  • Folhapress

    Governador de RR chama Exército para impedir entrada de venezuelanos

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O governador de Roraima, Antonio Denarium (sem partido), diz temer que a entrada de venezuelanos por meio de rotas clandestinas seja um elemento decisivo para que a rede de saúde do estado entre em colapso. Denarium diz que há dias em que mais de 100 venezuelanos entram no estado por esses caminhos e que pediu ajuda ao Exército para contê-los. A fronteira com o país vizinho está fechada desde março do ano passado. Segundo dados da Fiocruz, a taxa de ocupação de leitos de UTI em Boa Vista é de 82,2%. No Hospital Geral de Roraima (HGR), referência no tratamento da Covid-19 no estado, a ocupação de leitos semi-intensivos está em 100%. Dos 92 leitos de UTI, 82% estão ocupados. Denarium diz que a rede de saúde está sob controle para que o colapso não aconteça, desde que não ocorram eventos inesperados. “Uma situação que me preocupa é a entrada de venezuelanos. Desde março do ano passado a fronteira com a Venezuela está fechada. Antes a gente estava recebendo aproximadamente 1.000 venezuelanos por dia. Hoje a informação que a gente tem é que estão entrando cerca de 100 venezuelanos por dia clandestinamente, por rotas alternativas", diz o governador à reportagem. "Ontem [quinta, 25] tive uma reunião com o comandante do Exército aqui, o general [Adriano] Fructuoso, pedindo para ele, junto com nosso secretário de Segurança Pública, fazer uma ação mais intensa na fronteira e na rodovia que vem de Pacaraima para Boa Vista para fiscalizar e conter a entrada de venezuelanos”, completa. “De uns 60 dias para cá os venezuelanos começaram a entrar. E estão fazendo rotas alternativas. Ou seja, não passam pela triagem, não passam pela BR. Roraima é a segunda maior fronteira do Brasil. Temos 2.200 km de fronteira seca. Ou seja, é muito difícil conter” , continua. Ele diz que se encontrou com Eduardo Pazuello (Saúde) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) na terça-feira (23) e pediu a eles que a fronteira com a Venezuela permaneça fechada. Apoiador de Jair Bolsonaro, ele diz que o governo federal tem tido atuação certeira na pandemia. “Em nenhum momento faltou apoio. Fez o que pode. Não tem vacina no mercado para vender (...) A contaminação aumentou porque a população achou que o Covid-19 tinha acabado”.

  • Folhapress

    Grupo indígena adota 'política do malocão' em prefeitura de Roraima

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Contrariando o histórico de falta de representatividade de indígenas na política, grupos de Roraima costuraram uma candidatura em uma assembleia independente de partidos, lançaram uma chapa com líderes de comunidades e agora administram o município de Uiramutã, no extremo Norte do país. Situado dentro da terra indígena Raposa/Serra do Sol, esse é o município com a maior população indígena do Brasil proporcionalmente, de acordo com dados do último Censo, de 2010: eles representam 88% de Uiramutã. Benisio Roberto de Souza, da Rede Sustentabilidade, assumiu a prefeitura em janeiro após se eleger com 42% dos votos, superando um ex-prefeito do PP que tentava a reeleição. Agricultor e pecuarista na região, o novo prefeito concorreu com o nome de urna de Tuxaua Benisio --Tuxaua é como é chamado o líder ou representante de cada comunidade indígena no estado. Benisio, 52, é da etnia macuxi e ocupou o cargo por anos em uma das principais vilas da região, o que lhe rendeu projeção na política local. No fim de 2019, um encontro de representantes de dezenas de comunidades da região o indicou para concorrer a prefeito. Ele anteriormente já havia sido vereador pelo PC do B, além de ter tentado lançar uma candidatura a prefeito pelo PT, barrada por problemas de registro. Os indígenas apelidaram o formato de escolha de "política do malocão" --referência a uma espécie de galpão nas vilas, onde acontecem encontros e assembleias. Para vice, foi escolhido um jovem professor de uma dessas comunidades, Jeremias Souza Lima, 30, que nunca tinha concorrido. Também macuxi, ele se filiou ao PROS. Benisio foi um dos únicos cinco prefeitos eleitos no país em novembro passado pela Rede, partido fundado pela ex-presidenciável Marina Silva. "Foi uma construção política, da comunidade, da organização", diz Tuxaua. A promessa da nova gestão é manter esse tipo de relação com os grupos também ao longo do mandato, com consultas e prestação de contas. Foi esse tipo de indicação comunitária que também projetou em 2018 a então candidata a deputada federal Joenia Wapichana, também da Rede, eleita naquele ano. A deputada, advogada que havia atuado em causas dos índios, integra os movimentos de renovação política Agora! e RenovaBR. O apoio do partido acabou se tornando fundamental no pleito municipal. A Rede repassou à candidatura de Uiramutã R$ 129 mil de fundo eleitoral, recursos especialmente importantes em uma disputa em um município com população espalhada por uma área cinco vezes maior do que a do município de São Paulo. Hoje com 11 mil habitantes, Uiramutã, a 290 km de Boa Vista, costumava até ter sua própria existência questionada pelos índios. A cidade foi fundada nos anos 1990, e sua sede fica rodeada pelas comunidades. Nas discussões sobre a homologação da terra indígena, na década seguinte, era cogitada a desocupação da sede do município, o que acabou não acontecendo. "Por anos, a comunidade indígena nem queria participar [da política local], que era para não reconhecer o município", diz Joenia Wapichana. A disputa jurídica pela demarcação da Raposa/Serra do Sol se tornou uma das mais simbólicas do país. Em 2009, produtores rurais foram retirados da região, em cumprimento à decisão do Supremo Tribunal Federal que determinou a homologação da área em território contínuo --a sede do município foi uma das exceções regulamentadas. Mesmo sub-representadas na política, as comunidades indígenas locais desempenharam um papel de ativismo naquele imbróglio. Benisio já trabalhou para o CIR (Conselho Indígena de Roraima), uma das entidades atuantes na demarcação. Durante a eleição, porém, diz que teve dificuldade de fazer ser compreendida nas comunidades a dinâmica da política eleitoral. Seu material de campanha trazia a frase: "Vote no indígena". "Sou macuxi puro mesmo. Minha primeira língua, desde o amanhecer em casa, até na prefeitura, é o macuxi. Em segundo, tento o português. Meu pai, minha mãe, meus netos falam macuxi. Minha mãe mal fala português", diz. Quando adolescente, frequentou um internato de uma missão da Igreja Católica em uma das vilas, um centro formador de líderes. Agora, na Câmara Municipal, o governo do novo prefeito é minoria entre os nove vereadores eleitos. O ex-tuxaua, porém, é tido como conciliador e diz não ter nenhuma restrição ao diálogo com não índios e que foi eleito com votos de todos. Para o vice-prefeito Jeremias, a política adotada pelo governo Jair Bolsonaro, com uma série de declarações contrárias à existência de terras indígenas e projetos de exploração dessas áreas, ajuda a acirrar o clima na localidade. Benisio editou medidas restringindo atividades comerciais por causa da pandemia do coronavírus. Também nomeou secretários indígenas. Ele também reclama da situação do caixa da prefeitura e de dívidas herdadas. "Não tem recurso. Não tem máquinas, não tem nada. É muito difícil." Das receitas da prefeitura, 85% são transferências da União, do estado e de convênios. Questionado sobre as diferenças entre ser tuxaua e prefeito, ele diz que a gestão pública exige o conhecimento e o cumprimento de uma série de leis e regimentos complexos, enquanto a liderança comunitária é exercida mais pelo diálogo e pela convivência com os integrantes do grupo. Ao ser questionado sobre sua ideologia política e como se define no espectro ideológico, disse à reportagem: "Eu fico neutro para buscar desenvolvimento para o meu povo".

  • Folhapress

    Ministro do STF suspende lei que autoriza uso de mercúrio no garimpo em Roraima

    BRASÍLIA,DF (FOLHAPRESS) - Decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), suspendeu uma lei estadual de Roraima, sancionada neste ano, que autorizava o uso do mercúrio no garimpo. Moraes considerou que a legislação representa riscos à proteção ambiental e afronta a competência da União para estabelecer normas gerais sobre o tema. A lei estadual 1.453/2021 fora proposta no fim do ano passado pelo governador Antônio Denarium (Sem partido). Sancionada em fevereiro, o texto facilitou a liberação do garimpo no estado e ainda liberou o uso do mercúrio, substância utilizada na extração de ouro e danosa para o meio ambiente e para a saúde. A decisão cautelar, que ainda será submetida ao plenário da Corte, atende Ação Direta de Constitucionalidade ajuizada pelo partido Rede Sustentabilidade. A ação argumentou que, além de autorizar o uso do mercúrio, a legislação autoriza a dispensa de Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental. Isso contraria, segundo a ação, as normas federais que admitem o licenciamento simplificado apenas para atividades de baixo impacto. "A expedição de licenças ambientais específicas para as fases de planejamento, instalação e operacionalização de empreendimentos potencialmente poluidores não é arbitrária ou juridicamente indiferente: representa uma cautela necessária para a efetividade do controle exercido pelo órgão ambiental competente", diz a decisão. "O meio ambiente deve, portanto, ser considerado patrimônio comum de toda a humanidade para garantia de sua integral proteção, especialmente em relação às gerações futuras, direcionando todas as condutas do Poder Público estatal no sentido de integral proteção legislativa", concluiu. A lei aprovada em Roraima já havia provocado reação de entidades, como o Conselho Indígena de Roraima. A entidade afirmou que a lei pode estimular crimes também em terras protegidas. A Folha mostrou no início de fevereiro que a explosão do garimpo ilegal na Terra Indígena Raposa Serra do Sol (TIRSS) encheu de rejeitos cachoeiras próximas de Uiramutã, sede do 6º Pelotão de Fronteira do Exército. A região é um dos principais pontos turísticos de Roraima. Em 2019, a TIRSS sofreu as primeiras invasões de garimpeiros desde que a demarcação havia sido homologada, 11 anos antes. Para lideranças indígenas, eles são estimulados pelas promessas do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para legalizar a atividade. A proposta tramita no Congresso e é considerada prioritária pelo Planalto. Em Roraima, a invasão garimpeira contou com o apoio do senador licenciado Chico Rodrigues (DEM), flagrado pela Polícia Federal em outubro com dinheiro em sua cueca. À época do escândalo, era vice-líder do governo Bolsonaro no Congresso.